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sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Sai o Barack Obama romântico, entra o Barack Obama estadista

Ao contrário do que tem feito depois que ganhou destaque na cena política americana e mundial, Obama abandonou a retórica emotiva e idealista. Seu discurso de ontem foi mais pragmático e com propostas concretas, para a surpresa de seu rival republicano que não se cansa de acusá-lo de ser apenas um “pop star” da política, um orador muito hábil, porém muito vago quanto aos reais problemas dos Estados Unidos. Sob os quase 75 mil olhares hipnotizados reunidos no Estádio Invesco Field, em Denver, ontem o romântico Barack Obama deu lugar ao estadista Barack Obama. Aqui a íntegra de seu discurso.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

"No way. No how. No McCain"

domingo, 8 de junho de 2008

O “yes, we can!” de Hillay e a matemática de um possível “dream ticket”

A senhora Clinton anunciou oficialmente neste sábado a suspensão de sua campanha à Casa Branca e declarou o seu apoio à candidatura de Barack Obama. “Hoje estou com o senador Obama para dizer: sim, nós podemos!” (ouça aqui parte de seu discurso). Embora o nome da senadora seja bastante cotado no núcleo do Partido Democrata para compor chapa com o Obama (Bill é um deles), não é muito certo que isso acontecerá. Ao contrário. Mesmo garantindo que a quer (e não poderia ser diferente) “no primeiro plano” na corrida à presidência, Obama não tem deixado claro que a quer como a sua vice, limitando-se apenas em derramar um infindável leque de elogios à sua ex-rival. Vejamos, pois, os prós e contras do chamado “dream ticket”.

Apesar de ser aparentemente contraditório com os discursos de ambos, politicamente uma "chapa dos sonhos" até que faria um certo sentido. Hillary se mostrou muito eficaz onde Obama se mostrou frágil: junto aos trabalhadores brancos de menor renda, mulheres acima dos 50 anos e hispânicos.

A presença dela na chapa poderia ajudar a unificar o partido contra John McCain (que aliás está com os republicanos também divididos: o homem é muito liberal pra cabeças deles). Defensores dessa "chapa dos sonhos" dizem que somente ela seria capaz de atrair 100% do voto democrata. Fora isso, os 18 milhões de votos a ela conferidos não deixa de ser um convite bastante sedutor.

Entre os partidários de Hillary há eleitores hesitantes, principalmente as mulheres mais idosas, que, segundo sondagens, não votariam em Obama de jeito nenhum. A vice-presidência talvez seria um prêmio de consolação a quem tem se mostrado irredutível.

Se estes são supostamente os pontos favoráveis a uma “chapa dos sonhos”, há também os fatores negativos. Para o ex-presidente Jimmy Carter, isso traria à tona os aspectos indesejáveis de ambos os candidatos, que os exporia a um farto arsenal de críticas de McCain. Além dessa possibilidade, não se pode negligenciar a taxa de rejeição da senadora: mais de 40% entre todos os eleitores norte-americanos. Enfim, na matemática crua e nua da política, vejo mais vantagens do que desvantagens numa composição entre ambos, mesmo porque o candidato à presidência é Barack Obama, um homem que, em campanha, sabe como ninguém combinar a sua história pessoal, visão e talento político e carisma. Além de ser extraordinariamente inteligente ao colocar o seu projeto político.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Ufa! Barack Obama é o candidato democrata à presidência dos EUA. Agora só falta o “sim” de Hillary pra que ambos derrotem McCain.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Em novo artigo no Granma, Fidel Castro responde a críticas de Obama


O senador Barack Obama (aqui o quadro geral das primárias democratas), no seu discurso na Fundação Cubano-Americana (Miami) sobre América Latina, falou do Brasil, da Venezuela e da Colômbia, mas o seu foco principal foi uma dura crítica ao governo cubano, que foi prontamente rechaçada por Fidel Castro. Em um novo artigo publicado no Granma, intitulado “A política cínica do império”, o ex-presidente de Cuba responde a Obama, dizendo que não sente "rancor" em relação ao pré-candidato democrata à presidência norte-americana, mas que não teme "criticá-lo". Disse também que "não seria honesto" de sua parte "guardar silêncio depois do discurso de Obama". Leia aqui a integra do artigo.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

George Walker Bush ataca Barack Obama em Israel (oh, dúvida cruel)

A senhora Clinton ganhou ontem mais um aliado na sua doentia obsessão de se tornar presidenta: todo o poderio bélico de George Walker Bush. Ao discursar no Knesset (Parlamento) israelense para celebrar os 60 anos da criação do Estado de Israel, Bush disparou contra o senador Barack Obama, que defende o diálogo e a negociação com países considerados inimigos dos EUA, como o Irã, a Síria e Cuba, chamando-o de um "apaziguador". Segundo Bush, essa promessa seria uma tentativa de “fazer acordos com nazistas”. Com isso, o presidente leva pra fora das fronteiras americanas a campanha eleitoral. As declarações de Bush me parecem bem sintomáticas e me levam, entre tantas, a mais uma dúvida crucial. Será que os republicanos se inspirarão em Hillary para atacar Obama em novembro? Bem, pelo visto a tática eleitoral de destruição pessoal de ambos não difere em nada.

Aqui o quadro atualizado das primárias democratas (faltam apenas cinco estados).

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Will.i.am recebe "Oscar da internet" por vídeo em apoio a Obama




O produtor musical e líder do grupo Black Eyed Peas, Will.i.am , foi um dos principais vencedores do "Webby Awards", considerado o Oscar da internet. Will.i.am recebeu um dos prêmios pelo vídeo produzido a partir do discurso de Obama (Yes, We Can). O projeto contou com a direção de Jesse Dylan (filho do Bob) e com a participação vários famaosos. Entre eles, Common, Scarlett Johansson, Tatyana Ali, John Legend, Kate Walsh, John Legend, Herbie Hancock, Adam Rodriguez, Amber Valetta, Eric Balfour, Aisha Tyler, Nicole Scherzinger e Nick Cannon.

Será quealgo de podre no reino da Dinamarca?

Obama vence na Carolina do Norte por larga margem e Clinton em Indiana por uma apertada diferença. Com mais esta vitória, o senador negro amplia para 166 delegados a sua vantagem, quando restam pouco mais de 200 em disputa. Mesmo assim, a ex-primeira dama não joga a toalha. Ou ela acredita em milagre oualgo de podre no reino da Dinamarca. Fico com a segunda hipótese. Aqui o quadro completo.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Hillary Clinton, a maior aliada do republicano John McCain

Como o previsto, a senhora Clinton venceu a disputa da Pensilvânia. Mas com apenas 10 pontos percentuais (ou seja, 12 delegados a mais) de vantagem sobre Obama. Entretanto, este êxito não representa o sucesso da candidatura da senadora, que precisaria ter alcançado uma vitória mais larga para se manter na corrida pela indicação democrática à presidência. E ela sabe muito bem disso. O seu objetivo agora é continuar na disputa para enfraquecer o seu rival democrata contra o republicano John McCain. Loucura minha? Não. A obsessão de Hillary Clinton é o poder e fará de tudo para alcançá-lo, mesmo que seja em 2012. Pra ela, esta reta-final de primárias servirá apenas às suas ambições futuras. Não consigo ver outra lógica para a sua insistência em se manter na disputa, mesmo sabendo que será derrotada no final. Veja aqui a situação geral da disputa democrata.

Obama será indicado pelos democratas, mas terá dificuldades para reconstruir a sua imagem após as agressões sucessivas da senadora, que durante a disputa interna conseguiu fixar no eleitorado americano a idéia de que ele não é competente para presidir os Estados Unidos, além de ter levantado inúmeros factóides contra ele. Entre eles, as suas possíveis relações com radicais, de ser muçulmano e introduzir a questão racial na campanha. Com isso, criou muitos obstáculos para o senador Obama. E o maior deles será conquistar o eleitor de Clinton em novembro, pois, segundo sondagens, muitos democratas preferem agora votar em McCain se o senador for o escolhido do Partido Democrata. Esta senadora é mesmo tinhosa.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Será só mais uma teoria da conspiração?

Ao que tudo indica, o que até agora era uma teoria conspiratória começa a ganhar corpo e credibilidade. O zunzunzum que corre à boca pequena pelos lados da gringolândia é de que milhares de republicanos e independentes estão se registrando no Partido Democrata na Pensilvânia e outros estados. O objetivo seria votar na senhora Clinton, supostamente mais fácil de ser derrotada em novembro do que Obama. A idéia repugnante partiu de Rush Limbaugh, que tem o programa de rádio mais popular dos Estados Unidos, e conquista outros radialistas de direita. Vamos ver.

sábado, 29 de março de 2008

A republicana Condoleezza Rice elogia discurso de Barack Obama

Tudo indica que Barack Obama se recuperou do tsunami provocado pelo seu ex-pastor Jeremiah Wright. Uma nova sondagem divulgada ontem pelo Instituto Pew Research Center mostra o senador democrata na frente da senhora Clinton (com 49% dos votos contra 39% ). Ainda segundo a sondagem, 51% dos entrevistados disseram que Obama soube como lidar com a polêmica. entre o grupo de seus eleitores, este número sobre pra 84% . Noutra simulação, o candidato democrata também venceria a disputa pela presidência dos Estados Unidos com 49%, contra 43% dos votos do republicano John McCain. Aqui os dados completos desta sondagem.

Parece-me que o discurso de Obama conquistou (de certa maneira) corações e mentes dos dois lados da política americana. É o caso, por exemplo, de Condoleezza Rice. A secretária de Estado, em conversa ontem com o ministro brasileiro da Defesa, Nelson Jobim, não escondeu a sua satisfação de como Obama lidou com a questão racial nos Estados Unidos. Além de elogiar e aprovar o discurso do democrata, afirmou que “há um paradoxo e uma contradição para este país e nós ainda não os resolvemos".

Refeito do susto, os principais alvos de Barack Obama agora são o estado da Pensilvância, em 22 de abril, no qual estão em jogo 158 delegados e depois os estados de Indiana (com a disputa por 72 delegados) e da Carolina do Norte (115), ambos em 6 de maio. Veja infográfico da corrida democrata abaixo.

OBS. Como os números sobre as primárias diferem entre os vários veículos de Comunicação Social, tenho adotado a AFP como fonte de informação.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Descubra as semelhanças




"I did not have sexual relations with that woman"






“I can no more disown him than I can disown my white grandmother,” [referindo-se ao reverendo Jeremiah A. Wright]




Obviamente que não acho que Bill Clinton devesse ter assumido o sua relação com Monica Lewinski, não devia ter sequer respondido à pergunta. A frase que Bill Clinton deixou para a história é apenas um de muitos exemplos do político que diz aquilo que acha que a 'opinião pública' quer ouvir, apenas e só por essa razão, porque pensa que é aquilo que a 'opinião pública' quer ouvir. Não por ser aquilo que pensa, não por ser aquilo em que acredita, não por ser aquilo que é preciso dizer naquele momento, mas apenas porque acha que é o que a 'opinião pública' quer ouvir.
Foi exactamente o que Barak Obama não fez, depois de estalar a polémica dos discursos incendiários do reverendo Wright (pastor da igreja que Obama frequenta há 20 anos). Barck Obama mostrou que tem de facto uma maneira diferente de fazer política. Podia ter procurado a saída mais fácil, e arranjado uma desculpa esfarrapada. Mas não, não negou o inegável, nem iludiu a questão. Tampouco deixou de dizer o óbvio, não é responsável pelo que diz o rev. Wright, nem tem que estar de acordo com tudo o que ele diz. Mas muito mais importante, recentrou o debate naquilo que é realmente importante, a questão racial nos EUA. Fez um diagnóstico lúcido, e contextualizou os discursos de Wright sem desculpabilizar. Fez provavelmente o melhor discurso de toda a campanha eleitoral. Nas questões morais, de cosutmes, de valores, como é o caso do racismo, as políticas tecnocráticas não chegam, as palavras, os simbolismos tornam-se absolutamente essenciais. Barack Obama fez um discurso brilhante, o que era fundamental quando a questão racial tomou (finalmente?!...) o centro da campanha. Se tinha dúvidas dissiparam-se, Obama é definitivamente o meu candidato preferido.

Quem tiver 40 minutos disponíveis que os gaste a ver isto (via Arrastão), vale a pena.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

O desespero bate à porta de Clinton. E o jogo-sujo entra na campanha.

Uma foto de Obama tirada em 2006, durante uma viagem ao Quênia, ameaça levantar discussões sobre suas supostas raízes muçulmanas (sim, e daí?). Na imagem, o democrata usa roupas de um ancião somali. A foto, que segundo o sítio Drudge Report foi divulgada por colaboradores de Hillary Clinton, somada ao anúncio de apoio do líder muçulmano, Louis Farrakhan, à candidatura de Obama podem fortalecer aqueles que acusam o democrata e a mulher, Michelle, de não serem suficientemente patrióticos. O anúncio acontece dias antes das primárias no Texas, um dos estados americanos mais conservadores. Em outras eleições, fotografias fizeram grandes estragos nas campanhas de candidatos à Casa Branca. É o caso, por exemplo, do democrata Gary Hart que, em 1988, foi visto com a amante sentada em seu colo e o seu rival Michael Dukakis fotografado posando em um tanque de guerra. Este é o jogo-sujo de quem sabe que já não tem muito a perder.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Corrida americana: cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém

Depois de vencer em Wisconsin e no Havaí (o décimo triunfo consecutivo), Barack Hussein Obama (este é o nome completo dele) vai de vento em popa para as decisivas primárias do próximo dia 4 em Ohio e Texas. Segundo sondagens da Reuters/Zogby, divulgadas hoje e realizadas em nível nacional, Obama aparece com 52% dos votos declarados contra apenas 38% de Hillary. No mês passado, os dois senadores apareciam em empate técnico. Nesta mesma pesquisa, o senador também supera o seu rival republicano John McCain (47 – 40%), na simulação para a eleição geral de novembro, enquanto a ex-primeira dama aparece atrás do candidato governista. Como política não é uma ciência exata e cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém, seria muito precipitado supor que esta disputa esteja definida. Nada disso. O próprio azarão McCain é a prova viva de que nesta corrida presidencial a única certeza que se pode ter é a dúvida de que se .

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Yes we can



Esta fotografia foi tirada em Alexandria, VA, à 3 dias. Hoje a Virginia foi um local onde Obama venceu, bem como no estado de Maryland e DC.

Intitulo este post com o slogan de Obama, mas receosa que mude para Yes we could depois dos votos de todos os latinos do Texas estarem contados. A ver vamos. Continuo a apostar $$$$ numa final Clinton/McCain com vitória para McCain.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Grammy: Angelique Kidjo supera brazucas e Obama vence Clinton

Depois de quatro indicações, finalmente a cantora e compositora beninense, Angelique Kidjo, levou o Grammy de melhor disco (Djin Djin) de World Music, superando os brazucas Gilberto Gil, Bebel Gilberto e Céu. O curioso desta edição do Grammy, porém, foi a vitória de Barack Obama. Sim, ele mesmo: o candidato democrata à Casa Branca. Ele ganhou o prêmio de melhor álbum falado pela versão em áudio de seu livro "A Audácia da Esperança". Detalhe: venceu a Clinton. Não, não a Hillary, mas o Clinton marido e ex-presidente, que também foi indicado. Veja vídeo da Angelique Kidjo aqui.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

E a classe social?

.......................................Clinton Obama
Less than $50,000 (32%)...60%....36%
$50,000 or more (68%).....53%....45%


Lá continuo eu a armar-me em analista... Mas ao ler os dados das sondagens (exit polls) em função das características sociológicas dos eleitores, retenho este quadro que cruza o rendimento familiar com a opção de voto em Obama e Clinton. Normalmente refere-se as variáveis 'género', 'idade' e 'raça', como sendo as mais polarizadoras entre os dois democratas. No entanto, não deixa ser significativa a diferença na capacidade de penetração em relação aos estratos mais desfavorecidos da população. Hillary demonstra ter um discurso mais eficaz e credível para os trabalhadores de colarinho azul (60% para 36%). Seria interessante averiguar as causas desta enorme diferença. Afinal, em termos sociológicos, qual destes candidatos se encontra mais à esquerda?

Clinton resiste, Obama explode

Não me quero armar em analista político que recorre a mapas e gráficos sofisticados. Mas penso que este gráfico (retirado daqui) é bem sintomático da trajectória ascendente que Obama tem protagonizado nestas últimas semanas. A sua aproximação a Clinton é vertiginosa e, de facto, a onda continua a crescer. É a partir deste gráfico que deveremos ler os resultados de ontem. Na verdade, estamos perante um empate técnico: a grande diferença é que Clinton parece que estagnou praticamente desde do último quartel de 2007, enquanto Obama não pára de crescer... Se a escalada continuar dificilmente Hillary poderá resistir.

E Barack Obama continua bem vivo

Não sou eleitor nos Estados Unidos como também não sou eleitor aqui em Pindorama. Mas não é por isso que deixarei de meter o bedelho em assuntos alheios, mesmo porque presidente norte-americano se acha no direito de querer ser também presidente do mundo. que é assim, que ele seja um democrata. E que esse democrata seja Obama. Apesar da “derrota(tecnicamente um empate) desta superterça, ele continua na luta pra presidir o país mais rico e poderoso do mundo. O homem não está morto e qualquer diagnóstico neste momento me parece muito perigoso. As críticas contra ele, mesmo quando peçonhentas, têm a sua procedência. Dizem que ele tem mais eloquência do que substância. E daí? Bush tem merda na cabeça e conseguiu se reeleger. Enfim, sou mais pela esperança que Barack Obama representa do que pelo cenário dinástico armado pela toda-poderosa senhora Clinton, que enquanto posa de boa menina seu marido faz o jogo-sujo de campanha.

Nb. Na foto da Reuters, a placa no Quênia indica escola chamada "Senador Obama".

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

"Yes we can!"

Há quanto tempo não aparecia um político com o talento de orador de Obama? Seguramente que não é um talento que surge por geração expontânea, Obama deve ter passado largas horas a estudar os vídeos de grandes oradores. Martin Luther King de certeza, Kenedy, e mais uns quantos. Vale a pena ver com atenção e analisar os discursos no Iowa e em New Hampshire. Começa por dizer que conseguiu vitórias em que ninguém acreditaria, para dizer que essa vitória é a dos eleitores e não a dele, para depois dizer que para América não há impossíveis, é impossível não se encher de esperança. Em seguida avança com ideias políticas fortes, a saúde contra as seguradoras, a educação com aumento dos professores, a Guerra no Iraque e a retirada das tropas, acabar o "trabalho" com a Al-Qaeda no Afganistão, a defesa do ambiente contra as petrolíferas. Depois apela à união de modo absolutamente magistral, e aproveita para dizer (o que tem que ser dito) que o terrorismo não pode ser usado como arma de intimidação. A minha preferida é ter conseguido dizer "one people, one nation" sem dizer "under God". Vale a pena ver o discurso no New Hampshire, particularmente quando quase no fim chega à parte do "Yes we can!". Tudo é impecável, a colocação da voz, a entoação, a postura, a expressão facial. Absolutamente brilhante. Custa-me a acreditar que não venha a ser presidente dos EUA.