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terça-feira, 22 de setembro de 2009

As pífias de Cavaco

É impressão minha ou o editorial do Público revela um José Manuel Fernandes (JMF) um pouco acossado? JMF vê Fernando Lima descartado como uma fralda de bébé, e fica nervoso a pensar que vai sobrar para ele. O tão adorado Cavaco, por JMF endeusado ao longo dos anos, parece ter-lhe deixado uma bata quente a queimar-lhe as mãos. "Ah!, que ingratidão", pensa, e rosna qu'isto não fica aqui. É assim..., os fretes têm destas coisas...
Mas ficam-me ainda umas pequenas questões. JMF diz que gosta de factos, e enuncia alguns; diz no primeiro que "Dados fornecidos por uma só fonte que se quer manter anónima não são notícia no PÚBLICO." falando do que se passou há 17 meses. É impressão minha ou esses mesmíssimos dados foram publicados 16 meses depois? Um facto que JMF não refere.
Outra: diz JMF que "E ninguém perdoará se se perceber que as suspeitas ou não existiam, ou não tinham fundamento, ou eram simplesmente paranóicas.", presume-se portanto que JMF perdoará, porque não percebeu. Ou será que percebeu? E se percebeu porque raio publicou a notícia?
Nisto, em França o "Affaire Clearstream" começou a ser julgado nos tribunais. Há paralelos interessantes (à suivre...).

sábado, 1 de agosto de 2009

Olhó Verão nas ilhas...

cartoon de GoRRo (c) 2009

Mais detalhes deste jogo viciado aqui.

terça-feira, 31 de março de 2009

A passerelle do centralismo

O novo Museu dos Coches tornou-se no caso do ano na Cultura, por 2 razões interligadas: a ausência duma política cultural com visão e o laxismo na gestão do erário público.
No sector museológico português, os museus que deviam estar no topo das prioridades são os de Arte Antiga, do Chiado/arte contemporânea e de Arqueologia. São estes que, pelo seu valor patrimonial/ cultural e as graves carências que têm, mereciam ser o alvo prioritário duma política cultural pública. O 1.º precisa de alargamento e mais recursos (ou mesmo, dum museu de raiz); o 2.º espera há anos por uma expansão para o espaço ocupado pela PSP; o 3.º deveria ser expandido nos Jerónimos, onde está há 100 anos (ou ter direito a um museu de raiz). Isto mesmo é dito por vários peritos em museologia (daí a petição lançada para se repensar este processo), inclusivé pelo actual dir. do Instituto de Museus e Conservação ("Bairrão Oleiro acha que não há outro museu que justifique um edifício de raiz, mas há outros que precisam de uma ampliação, como o Museu do Chiado, o Museu de Arqueologia e o da Música"). A isto, João Neto (pres. da Associação Portuguesa de Museologia e subscritor dessa petição) aditou o seguinte: "Aquilo de que necessitamos é de um espaço destinado a grandes e boas exposições temporárias temáticas, feitas pelos museus portugueses, num trabalho de coordenação, e que possam ser exportadas da mesma maneira que nós importamos grandes exposições". Para nada disto servirá o novo museu: não foi pensado para o efeito, nem a sua direcção está interessada, como assumiu Silvana Bessone.
Entretanto, foi lançada uma contra-petição, assaz corporativa (iniciativa da Ordem dos Arquitectos e inicialmente subscrita quase só por arquitectos), em desagravo da proposta do novo Museu dos Coches. Há aqui um grande equívoco: ninguém questionou a validade dessa obra arquitectónica (2.ª versão, sem silo automóvel) do arq.º brasileiro Paulo Mendes da Rocha (dadas as suas credenciais, a maqueta e as avaliações entretanto surgidas, e pese não ter havido concurso público internacional). Já descabida é a ideia de que tal obra será "se calhar, sobretudo, um projecto urbano numa área da cidade que está expectante e degradada". Mas qual área "expectante e degradada"?! Aquela zona é a coqueluche do turismo cultural no país! É a passerelle do poder central desde os tempos da expansão ultramarina, e, sobretudo, desde que o Estado Novo a adoptou para a sua estetização da política e exaltação imperial. Foi nos idos de 1940, e, entretanto, até o regime democrático quis deixar lá a sua marca: foi o CCB de Cavaco Silva e do tempo das vacas gordas, em que as «derrapagens» nas obras públicas se tornaram moda. Foi ainda com Cavaco Silva e Santana Lopes como responsável pela pasta da Cultura que surgiu a ideia dum novo Museu dos Coches... Cavaco Silva, agora PR, nada diz sobre o assunto, apesar da audiência com os autores da 1.ª petição...
Entretanto, dois dos promotores da 1.ª petição, com provas dadas na política cultural, lançaram uma ideia de compromisso que deveria ser reflectida pelos decisores políticos: o arqueólogo Luís Raposo (director do Museu Nacional de Arqueologia) e Raquel Henriques da Silva (historiadora de arte e ex-dir. IPM) propõem a reformulação funcional dos 2 edifícios do projecto de Mendes da Rocha: o principal poderia ser adaptado a um Museu da Viagem (evocativo da "diáspora portuguesa em toda a sua extensão temporal"); o 2.º edifício, mais pequeno, seria afecto ao Museu dos Coches para "ampliação dos espaços expositivos", mas mantendo-se "o conjunto mais emblemático" no antigo Picadeiro Real. Ademais, sugerem um levantamento do parque museológico e monumental da zona de Belém, com vista a um "plano integrado de valorização de cada peça e do seu conjunto" (p.e., para potenciar circuitos integrados, via "percursos pedonais, bilheteiras comuns, navette de ligação gratuita" para portadores de ingressos nos museus ou monumentos). Instam ainda à "reabertura do Museu de Arte Popular no seu lugar próprio"; à inserção do Museu Nacional de Etnologia na "rede"; à extensão do da Marinha a poente e para a Cordoaria Nacional; e à ampliação do de Arqueologia nos Jerónimos (vd. aqui).
Haja sensatez para reflectir nos argumentos dos críticos. O interesse público sairia a ganhar. A tradição sobranceira do poder, porém, não dá muita esperança. Como se viu com mais este caso, o poder central gosta de se exibir, e quanto mais espampanante e expedita for a solução, melhor. É a lei não escrita do umbiguismo do poder, do fausto, que por cá tem uma larga tradição...
PS: 5 prós e contras das 2 posições podem ser vistos aqui; cartoon de GoRRo (c) 2007-9.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Eleições europeias a 7 de Junho

Por cá serão nesta data, decidiu ontem o PR, nos restantes países serão entre 4 e 7 desse mês. Há quem diga que se avizinha uma abstenção maciça, dado coincidirem com um fim-de-semana prolongado. Como ainda não olhei para o calendário, não me pronuncio.

Quanto às eleições autárquicas e legislativas, o PR Cavaco Silva ainda nada disse. Como anda à velocidade do triciclo, lá mais para o Verão se saberá...

quarta-feira, 11 de junho de 2008

AU AU AU AU

Vai aqui uma sublime canção para ilustrar o post do Daniel. Aproveito a oportunidade para dedicar a mesma música a S. Ex.ª o Sr. PR, Prof. Anibal Cavaco Silva, um homem que não consegue se livrar das amarras do passado.

Mutantes - Vida de Cachorro

segunda-feira, 9 de junho de 2008

A gaffe «puro sangue» do nosso PR

Em declarações aos media, o PR Cavaco Silva disse hoje que não queria comentar a actualidade política, porque "hoje só quero sublinhar o dia da raça..." [pausa para 'pensar'] "... de Camões, de Portugal".
Vamos lá contar as gaffes: já não há «dia da raça», isso era no tempo do «Botas». E não, hoje ainda não é 10 de Junho, há que esperar ainda um pouquinho, tanta ansiedade para quê?
Enfim, lapsus linguae em forma de gaffes estivais, ou fixações a mais no 10 de Junho?
Em homenagem, aqui fica uma colecção de raças para o nosso PR.
Nb: imagem retirada daqui.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Turismo Petrificado

Cartoon de GoRRo (c) 2008

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Ainda o 25 de Abril

Portugal padece da mania da inovação febril e avulsa, como tão bem provou Cavaco Silva no seu discurso na Assembleia e, geralmente, entre nós, inovar não significa mais que destruir, desfear e esquecer.