«Piada no Twitter leva dois turistas britânicos para a cadeia nos Estados Unidos», por Alexandre Martinsquarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Twitter big brother
«Piada no Twitter leva dois turistas britânicos para a cadeia nos Estados Unidos», por Alexandre Martins
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Daniel Melo
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terça-feira, 4 de outubro de 2011
Tanta compreensão está bastante ao lado da questão...
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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
As revoluções do momento: Líbia, Barhein e Iémen
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terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Wikileaks e a ironia da História.
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domingo, 12 de dezembro de 2010
O caso WikiLeaks
Muito se tem falado do caso WikiLeaks, despoletado pela perseguição política e/ou policial movida pelo governo dos EUA ao seu líder, Julian Assange. Seja qual for a nossa opinião sobre a 'cruzada' deste, a verdade é que é obra um tipo disponibilizar o acesso a 250 mil páginas na Internet sem ter nada a ver com sexo e, no fim, ainda ser suspeito de crime de «sexo-surpresa». Dá para acreditar em tamanha ironia e confusão? Com uma agente secreta?! Não se terão enganado na designação?Mudando de agulha, que aquela blague é inspirada no Governo Sombra, a situação descarrilou para uma polémica informação secreta vs. liberdade de expressão, quando apenas se devia ter fixado no debate sobre os limites da primeira.
Anterior revelação sobre as guerras do Iraque e Afeganistão pareceu-me mais relevante, pois revelou nódoas graves que, em vez de serem limpas, tinham sido tapadas (houve ainda outras divulgações úteis, como a de descarga de lixo tóxico na costa africana). No presente caso, a maioria da documentação é rebarbativa, ou seja, permite aceder a um perspectiva crua duma diplomacia bem crua como é a dos EUA: nada de novo, portanto. Felizmente que isso não é tudo. Além da conversa de chancelaria (pontuada por declarações desbragadas de diplomatas), há algumas revelações úteis: violações de direitos humanos, ambientais e de soberania doutros países, uma lista de locais importantes para a segurança nacional dos EUA que inclui sítios intrigantes como uma fábrica de penincilina algures num país nórdico (terei lido bem?), documentos sobre jogo sujo de multinacionais, entre outras coisas que podem ser pontuais mas ajudam a desocultar pressões e manobras indevidas. Uma forma de travar o livre curso destas passa necessariamente pela ameaça da opinião pública poder vir a saber e isso poder servir para condenação/ penalização, simbólica, jurídica ou outra. Sejam quais forem as reservas, é inegável que parte destas fugas de informação servem para fazer serviço público, para todo o mundo.
Infelizmente a coisa não se fica por aqui. Assange e a WikiLeaks não têm só um lado positivo. Comecemos por um excesso de Assange: diz que faz jornalismo livre. É falso: quem faz jornalismo são os jornais de referência que aceitaram tratar a informação em bruto que aquele lhes fornece (The Guardian, El País, New York Times, Le Monde, Der Spiegel), sem esquecerem a salvaguarda da segurança de pessoas, assim dando crédito à informação divulgada.
Mas o principal erro de Assange e da WikiLeaks é defenderem a transparência absoluta, aparentemente apenas para os países democráticos (EUA à cabeça), pois as suas fontes nunca são de ditaduras. Ora, essa transparência absoluta, a realizar-se, acabaria com qualquer diplomacia, com qualquer negociação. É uma ingenuidade. E acaba por ter um efeito boomerangue, incentivando a redobrados cuidados com os segredos diplomáticos. Nos países democráticos, não nos outros, aparentemente sem interesse para a WikiLeaks.
Aos ataques dos EUA e de opinion makers, respondem os defensores de Assange e da transparência absoluta com hacktivism, petições, protestos na rua e, brevemente, com novos sites de revelação de segredos políticos, como o OpeanLeaks. Moda passageira ou tendência para ficar?
Dos vários textos que li sobre o tema, destaco quatro, os de Vítor Malheiros, Miguel Gaspar, Eduardo Cintra Torres e Jorge Almeida Fernandes, ainda que não concorde com tudo o que cada um diz. Aliás, a minha perspectiva é uma certa combinação desses olhares.
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segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Afinal, também Portugal esteve sob ameaça
«EUA tinham planos para invadir os Açores em 1975», por Nuno Simas.
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quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Quando a democracia fomenta ditaduras
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Por fim, uma euro-manif
Há muito esperada, a euro-manifestação ocorrerá esta quarta-feira, sob o lema «Não à austeridade, prioridade ao emprego e ao crescimento». É promovida pelo European Trade Union Confederation e pelos 50 sindicatos nacionais nela filiados, que representam 30 países. A principal manif será em Bruxelas, havendo depois dezenas de manifs nos países destes sindicatos. Em Portugal, decorrerão no Porto e em Lisboa, por iniciativa da CGTP.Após a crise financeira de 2008, o Banco Central Europeu (BCE) passou a emprestar dinheiro aos bancos a taxas reduzidas, os quais por sua vez inflaccionaram as taxas para os empréstimos de que os Estados nacionais necessitam para sair da crise. É um círculo vicioso, que nem nos EUA ocorre, pois aqui apenas há um banco coordenador (o federal), que, por sua vez, é responsável pela contenção da inflacção e pelo crescimento, enquanto na UE o BCE apenas se preocupa com a inflacção e os défices nacionais. Estas são duas das razões porque a crise está a ser tão grave na Europa. E, por muito que se mude na regulação e conexos, falta mexer nesta parte nevrálgica.
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quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Supervisão financeira, bem precisamos dela
Depois dos EUA, a União Europeia vai, por fim, avançar na supervisão financeira, que é como quem diz «casa roubada, trancas na porta» (vd. «Eurodeputados dão luz verde à reforma do sistema de supervisão financeira»).
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segunda-feira, 28 de junho de 2010
Quem perdeu o quê?
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terça-feira, 4 de maio de 2010
O pior powerpoint de sempre:
Da praga do powerpoint à estratégia de guerra dos EUA no Afeganistão também tinha dado um bom título. Parece mentira mas é verdade, é mesmo um documento oficial, e, segundo o general que o apresentou, está aí a chave para a vitória...
Que mais dizer? Boa sorte para a charada?
Nb: via Vento Sueste, por sua vez via Flip Chart Fairy Tales e New York Times.
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segunda-feira, 19 de abril de 2010
A ficção made in EUA como antecipação da mundividência mundial (ou Gramsci e Althusser reactualizados por Paulo Varela Gomes)
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sexta-feira, 16 de abril de 2010
A regulação lá vai avançando, mais ao largo...
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quarta-feira, 7 de abril de 2010
Quando as fugas de informação servem para denunciar crimes contra a própria liberdade de informação também há quem discorde
Vídeo secreto mostra pilotos dos EUA a disparar contra fotógrafo da Reuters
«O Pentágono deverá agora aumentar a pressão para tentar impedir material classificado de ser divulgado no site, que já descreveu como uma ameaça à segurança nacional.
Criado em 2006, o Wikileaks tem por missão promover a transparência dos governos, instituições e empresas. É alimentado através de fugas de informação (leak, na gíria dos media), principalmente por fontes anónimas. Já tinha divulgado relatórios militares classificados sobre armas, unidades militares e estratégia de combate.»
Ver video «Collateral murder», que tem este site específico.
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segunda-feira, 22 de março de 2010
Resta saber se Obama ficará nos anais só pelo lado bom
... a ponderar com os balanços de perdas e ganhos desta mesma reforma (vd. «A reforma da saúde nos EUA»), das guerras no Iraque e Afeganistão, etc.
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Capitalismo, uma história mal contada
É caixa-de-óculos, gordalhufo, usa jeans xxl e tem um andar desajeitado. Além disso, fala sobre coisas chatas como trabalho, dignidade, justiça social, desigualdades, etc.. Um cromo destes só pode ser um incómodo, claro.Capitalism: a love story é o seu último filme. A recepção foi desigual, indiferente à adesão nos cinemas, urbi et orbi. Por mim, considero-o o melhor filme que vi em 2009, mais, um dos melhores de sempre.
Vou tentar explicar porquê. Um dos pontos mais fortes do documentário (sim, porque é um documentário, se virmos o género sem espartilhos tecnicisto-formais) é o ponto onde começa: Flint, berço do cineasta e satélite da todo-poderosa General Motors, que se torna cidade-fantasma mal esta sai de lá, por razões meramente economicistas. Foi por aí que Michael Moore começou a sua carreira, com Roger & me (sendo Roger o presidente da GM a quem ele nunca consegue chegar à fala), um documentário cru sobre a devastação da sua cidade-natal, assim qualquer coisa como uma cidade do tamanho de Aveiro. No presente Capitalism, vemos o pai de Moore a confessar-nos que, enquanto operário dessa multinacional nos idos de 50-70, o ambiente de trabalho era bom, tinha férias pagas, automóvel, casa, qualidade de vida, etc.. Hoje, tudo isso está em risco para esse e outros grupos sociais...
Para Moore, criado no ideal norte-americano, de terra de oportunidades para todos, de prosperidade (ainda que desigual), a actual situação de descalabro financeiro-económico, de engodo, de desigualdades extremas, é um autêntico pesadelo. É esta a tese central do filme: também ele, um tipo de esquerda, acreditou que a América era uma terra de esperança, e agora apercebe-se de que tinha acreditado numa mera encenação, numa grande ilusão. A crise financeira e económico-social recente é apenas um apropriado locus do dia: o problema é bem mais fundo. Wall Street e os seus interesses comandam as vidas de todos nós, prejudicando-nos; pior, eles manobram os próprios representantes do povo para beneficiar interesses privados, em detrimento do interesse público.
Além disso, o filme tem momentos inesperadamente dolorosos, mesmo para o mais impedernido dos cépticos, como o caso dos seguros sobre a morte de empregados de empresas (sim, o dinheiro do seguro de morte apenas revertia para essas empresas, @s viúv@s ficavam a ver navios).
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sábado, 31 de outubro de 2009
Claro que é apenas um pequeno passo insignificante (dirão os cínicos)
Como diz o próprio Obama, essa interdição há 22 anos, foi "baseada mais no medo do que em factos".
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sábado, 17 de outubro de 2009
Importa-se de repetir? - parte II
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Importa-se de repetir?
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segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Cameron Todd Willingham
As dúvidas sobre o caso de Willingham ganharam a atenção da imprensa logo em 2004, o Chicago Tribune publicou então uma reportagem em que a julgamento era desacreditado. Desde então pelo menos nove (verdadeiros) especialistas em questões de incêndios reviram os indícios no caso de Willingham. Segundo estes, não é sequer uma questão dos indícios serem insuficientes para provar que Willingham era culpado, eles provam que ele era inocente. Em 2005 o estado do Texas constituiu uma comissão para analisar os erros no caso de Willingham; Craig Beyler, um dos especialistas em incêndios, elaborou para essa comissão um relatório que foi entregue recentemente. Segundo Beyler os investigadores no caso de Willingham não tinham bases científicas para concluir que o incêndio era fogo posto, ignoraram evidências que contradiziam as suas teorias, não tinham compreensão da dinâmica do fogo (em particular do fenómeno de "flashover"), basearam-se em folclore desacreditado, e nunca conseguiram eliminar a hipótese do fogo ser acidental. Ainda segundo Beyler a abordagem dos peritos parece negar qualquer racionalidade, sendo mais parecido misticismo e psiquismo; a investigação violou não apenas os padrões de investigação actuais, mas mesmo os da época (pag. 16).
Nota: Na foto Willingham com a sua filha mais velha, Amber.
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