O PSOE venceu as eleições gerais realizadas hoje na Espanha e fez 169 deputados (43,64%), número bem próximo dos 176 que precisava para obter a maioria absoluta. Se Zapatero é grande vencedor, o mesmo não se pode dizer de Gaspar Llamazares, do Izquierda Unida (IU), que das 5 cadeiras que obteve em 2004 passará agora a ter somente 2. Já o partido de direita, PP, elegeu 153 (40,11%) e deverá ficar nos calcanhares dos socialistas. Ou seja, dos 350 deputados que é composto o Parlamento Espanhol, 322 são representantes de apenas 2 facções, resultado que consolida o bipartidarismo espanhol.
Para os brazucas, a vitória dos socialistas não deve alterar muito o impasse diplomático criado entre Brasil e Espanha. Ao contrário, deve significar a continuação da política de imigração adotada nos últimos anos pelo governo espanhol. Para as dezenas de brasileiros deportados ao desembarcar em Madrid, isso pode servir de pouco alento. Mas uma eventual vitória do líder de direita, Mariano Rajoy (PP), resultaria, com certeza, num controle ainda maior da imigração. Ruim com ZP, pior sem ele.
Adendo:
1) A primeira vítima
Gaspar Llamazares, candidato da Izquierda Unida à presidência do governo espanhol, reconhece o fracasso no 9-M e anunciou que não se candidatará à reeleição de coordenador geral da IU na próxima Assembléia Federal Ordinária do partido, que se realizará nos próximos meses.
2) Rouco reza por ZP
A Conferência Episcopal Espanhola (CEE) enviou uma carta a Zapatero felicitando-lhe pela vitória no 9-M. Além da missiva, Antonio María Rouco também garantiu que fará uma oração "para que el Señor le conceda su luz y su fuerza en el desempeño de las altas responsabilidades que le encomienda el pueblo español". Yo no creo en brujas, pero que las hai... las hai.