«Tribunal condena 17 manifestantes angolanos a penas de prisão»
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Isto é uma democracia?! A sério?!
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Daniel Melo
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terça-feira, 27 de abril de 2010
Que a polícia aproveite este caso para rever procedimentos
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Daniel Melo
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domingo, 21 de março de 2010
Corações brancos para MC Snake
terça-feira, 2 de março de 2010
O ridículo também devia ser multado
Ouvi no noticiário de hoje e não queria acreditar. A partir de agora a PSP vai passar a multar os peões que não atravessem as ruas nas passadeiras do Portugal ordeiro, obediente e geométrico.
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Daniel Melo
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terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Identidade Nacional: Proponho que se discuta o caso dos polícias que andavam a roubar imigrantes legais
Ora, se é para discutir a relação entre a imigração e a criminalidade eu sugiro humildemente que se discuta este caso ocorrido a semana passada em Paris, que demonstra definitivamente que existe uma relação causa-efeito entre imigração e criminalidade: dois polícias da secção encarregue da imigração ilegal entram numa loja de telemóveis, propriedade de imigrantes, sob pretexto de levar a cabo um controlo de identidade, e de passagem pela caixa dão uma baixa no imigrante. Podem ver o vídeo aqui em baixo, e sim, são mesmo polícias, no exercício das suas funções, sigam o link para ler a história toda.
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Zèd
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terça-feira, 30 de junho de 2009
...e os motins da banlieue (2005) foram há tanto tempo que já ninguém se lembra.
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Zèd
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sexta-feira, 17 de abril de 2009
Nova autópsia a Ian Tomlinson nega a sua morte por causas naturais
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Daniel Melo
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quarta-feira, 8 de abril de 2009
Ian Tomlinson, afinal, sempre foi agredido pela polícia londrina
Foi preciso a iniciativa da imprensa para se confirmar aquilo de que já se desconfiava: o cidadão Ian Tomlinson, que morrera de ataque cardíaco durante os protestos da cimeira do G20, foi agredido pouco antes de falecer pela polícia londrina. Tomlinson não era manifestante, estava a regressar do trabalho, uma banca de jornais na City londrina, quando passou por um dispositivo policial. Um dos polícias resolve dar-lhe bastonadas, sem que se perceba o motivo, pois a vítima limitara-se a caminhar para o seu destino. Nenhum dos outros polícias esboçou uma reacção de repúdio daquela violência despropositada. Este vídeo mostra como a vida duma pessoa pode ser tão insignificante para um poder cego e desumano. Após as evidências trazidas por outrém, o governo inglês lá concedeu os mínimos, uma investigação criminal.
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Daniel Melo
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terça-feira, 10 de março de 2009
Faz o que eu digo, não faças o que eu fiz
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Daniel Melo
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
O puritanismo reincide: agora foi a apreensão dum livro numa feira de Braga
O caso deu-se na segunda-feira, quando a PSP de Braga resolveu apreender 5 exemplares do livro Pornocracia, de Catherine Breillat, expostos numa Feira do Livro em Saldo, na praça central da cidade, pretextando que o livro era pornográfico e poderia causar perturbação da ordem pública. Na verdade, a acusação de pornografia ficara-se pela capa (vd. aqui ao lado), que reproduz o quadro «A origem do mundo», do francês Gustave Courbet (1819-1877), que nada tem de pornográfico, sendo antes um quadro de estética realista, mundialmente famoso e dum autor de referência na pintura universal. Bastaria ainda uma vista de olhos pelo livro para se perceber que se tratava dum livro sério e provocador, publicado há já 6 anos por uma editora com cartas dadas, a Teorema.Não se tratou, portanto, dum caso de ignorância boçal, o que já de si seria de lamentar, como mais adiante aprofundarei.
Perante a pressão dum cidadão junto do piquete de polícia na delegação do Banco de Portugal, os 3 polícias que acorreram à feira não vislumbraram melhor do que tomar um acto atentatório da liberdade de expressão. De nada valeram os protestos do livreiro.
Só quando o caso ecoou na imprensa e blogosfera e ganhou foros de escândalo nacional, após comunicados institucionais de protesto contra este abuso da autoridade (da APEL, PCP e BE), é que a PSP local recuou.
Não sem antes ter feito um auto que enviou para o Ministério Público e não sem antes ter apresentado uma nova justificação, ainda mais incompreensível: a de que "Havia possibilidade de haver discussões e mesmo desacatos entre os livreiros e os pais das crianças". É que, segundo o comandante da PSP, subintendente Henriques Almeida, aquele livro estaria a atrair o interesse de crianças que brincavam na zona e houve pais que se mostraram incomodados com isso.
O que espanta nisto tudo é não ocorrer a pais e polícias o mais elementar bom senso, a saber, que deveriam ser os pais a afastar as crianças do local onde estava exposto o livro. Então os pais já não têm autoridade para retirarem os seus filhos menores de locais que querem evitar? Precisam de pressionar a polícia, sob a ameaça de violência física a um livreiro, alguém que vive de vender livros e que estava a trabalhar? E a polícia embarca nesta chantagem descabelada, optando pelo lado dos violentadores, para prevenir desacatos?! Olha se a estratégia vira moda, seria do bom e do bonito…
É possível que a polícia não quisesse fazer censura, mas fê-lo, e fê-lo dado o contexto sociocultural e mental que, em certas situações, leva determinados agentes públicos a adoptar instantaneamente aquele que parece ser o caminho mais lógico, mas que está longe de o ser.
Tudo isto é possível porque ainda campeia por aí muito puritanismo, intolerância e abespinhamento, que assoma ao menor pretexto. Vários casos sucederam recentemente, deles demos aqui conta. E os puritanismos andam juntos, do social ao religioso, acabando no político (relembre-se o excesso de zelo das visitas policiais a sindicatos de professores a pretexto da obtenção de informações sobre percursos de manifestações). O presente caso tem a particularidade de ser um caso de cariz aparentemente social num contexto local tido por excessivamente permeável ao ultraconservadorismo e puritanismo católicos. Isto numa cidade governada há mais de 30 anos pelo mesmo Partido Socialista e pelo mesmo edil. Tem que se lhe diga.
Numa antiga entrevista ao JN, de 2004, a autora do livro assumiu o impacto político da arte e mostrava-se quase adivinhadora:
“A arte é muito desestabilizadora para as pessoas. Acusam-nos de sermos marginais e de não interessarmos a ninguém, mas ao mesmo tempo há ódio e vontade de censura. Apercebi-me muito cedo que a arte é subversiva e é aí que se torna política. Finalmente, dava resposta a perguntas que nem sequer eram postas”.
Hum, suspeito que alguém saberia realmente o que continha aquele livro…
Ironia final: o título do livro remete para um período papal homónimo que nada tem de recomendável, enfim, para os beatos, quero eu dizer (vd. aqui).
>«Em Defesa da Moral e dos Bons Costumes» e «Em Defesa da Moral e dos Bons Costumes [2]», por Pedro Morgado.
Fonte- jornal Público:
>«PSP apreende livros por considerar pornográfica capa com quadro de Courbet»
>«Livreiro apresenta queixa contra PSP por apreender livros com capa “pornográfica”»
>«Partidos e APEL criticam apreensão feita pela PSP de Braga»
>«PSP de Braga justifica apreensão de livros com “perigo de alteração da ordem pública”»
>«PSP de Braga vai devolver livros apreendidos»
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Daniel Melo
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
O Grémio Lisbonense merece o Rossio
O Grémio Lisbonense, associação sociocultural centenária, foi despejada esta 6.ª feira da sede onde estava desde 1842, sito na R. dos Sapateiros, 226, 1.º. Da sua varanda por cima do Arco do Bandeira tinha-se uma das mais belas vistas de Lisboa: sobre o Rossio e a cidade de todos nós.Na ocasião, a polícia agrediu à bastonada sócios e simpatizantes da agremiação que apenas estavam a manifestar o seu descontentamento pela injusta acção de despejo (depoimentos aqui, aqui e aqui; imagens na Tvnet), permitindo à Amnistia Internacional aumentar a sua colecção de cromos sobre a violência policial no país.
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Daniel Melo
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quinta-feira, 6 de setembro de 2007
O lazer é sempre flexível, num é?
"Mais de metade dos seguranças da noite de Lisboa trabalham ilegalmente" (frase duma fonte policial citada pelo Público de anteontem).quinta-feira, 29 de março de 2007
Police par tout, Justice nul part (I)
A ironia de Daniel Oliveira é mais que certeira. Está bem à vista, pelo que tem acontecido nas últimas semanas, o que será a França se Sarkozy for eleito. O que foi feito em termos de integração das minorias e dos imigrantes ao longo das últimas décadas está em risco, senão mesmo já afectado. Esta é a situação que resulta de 5 anos de Nicolas Sarkozy como Ministro do Interior, que tutela a Polícia e a Imigração.Primeiro foram os incidentes num infantário do 19° bairro de Paris, quando Polícia resolveu prender os pais de crianças escolarizadas, imigrantes em situação irregular, à saída do infantário 20 de Março passado. No caso foi uma família chinesa, ao fim do dia quando os pais vão buscar as crianças foram interpelados pela Polícia que não hesitou em usar a força, segundo os testemunhos claramente excessiva. Gerou-se uma escaramuça quando os pais das outras crianças e responsáveis do infantário vieram em auxílio dos imigrantes detidos, a Polícia utilizou então gás lacrimogéneo atingindo inclusivamente crianças. Dois dias depois a directora do infantário chegou mesmo a ser detida por várias horas, como se fosse um delinquente. Refira-se que em França um "imigrante em situação irregular" e um "imigrante clandestino" não é a mesma coisa, e em particular imigrantes com crianças escolarizadas têm um certo número de direitos a ser respeitados. A actuação da Polícia, sobre todos os pontos de vista, é claramente excessiva.
Depois foram os tumultos na Gare du Nord terça-feira. A simples ocorrência dos tumultos é já por si só uma demonstração do falhanço da actual política de segurança. Independentemente do tipo de política posto em prática o objectivo é evitar estas situações, quando ocorrem tumultos desta natureza demonstra-se que é uma política ineficaz, não funciona. Olhando com um pouco mais de atenção vê-se que esta política é parte do problema e não da solução (volto esta questão no próximo post). Tudo começa porque um passageiro é interpelado por não ter título de transporte válido, e reage violentamente. Ocorre-me a pergunta: "Como é que da interpelação de um passageiro sem bilhete e violento se passa para tumultos generalizados?". O actual ministro do interior, François Baroin, que substituiu Sarkozy na véspera (Sarkozy deixou o cargo para se dedicar à campanha eleitoral, como se não andasse já em campanha há 5 anos) vem logo dizer que se trata de um imigrante clandestino, com mais de 20 ocorrências por violência no seu cadastro. Quando ocorreram os tumultos de 2005 iniciados pela morte de Zyed e Bouna electrocutados quando fugiam à Polícia a primeira versão oficial (não sei se alguma vez desmentida) também era que se tratava de delinquentes apanhados em flagrante, era falso afinal, Zyed e Bouna regressavam a casa depois de terem ido jogar à bola. O novo ministro está em consonância com essas velhas práticas, a primeira versão oficial é falsa, o dito passageiro em infracção não é imigrante ilegal, está em situação regular e toda a sua família tem inclusivamente cidadania francesa, e embora tenha cadastro, é muito menos grave do que diz o ministro (7 ocorrências por pequenos furtos, e a maioria com mais de 10 anos). Mas mesmo que fosse verdade, em que é que isso justifica os tumultos? A questão mantém-se, como é que a interpelação de um passageiro sem bilhete degenera em tumulto?
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Zèd
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