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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Wikileaks e a ironia da História.

O Wikileaks não faz mais, afinal, do que pôr em prática a transparência diplomática que defendiam os "Pais Fundadores" dos Estados Unidos da América. Sim, Washington, Franklin e companhia proposeram instaurar uma diplomacia nova transparente, digna de uma Democracia, por oposição ao segredo diplomático que achavam ser coisa de monarquia europeia. Consideravam mesmo que as tramoias feitas no segredo das embaixadas eram a causa dos confiltos que devastavam a Europa. Nas palavras de Benjamin Franklin "Nunca assinar em segredo algo de que se viesse a envergonhar quando fosse tornado público". Vale a pena ler o artigo de opinião de Aurélian Colson, no Le Monde.

sábado, 8 de maio de 2010

A teologia da metralhadora

la pedrita

A Igreja Católica venezuelana condenou um mural que mostra o Menino Jesus com um fuzil, acompanhando da Nossa Senhora de Coromoto, padroeira da Venezuela, instando os católicos a repudiar o uso de figuras sagradas com fins políticos e de violência.

O polêmico grafite está pintado numa parede do bairro 23 de Janeiro, um dos mais pobres e perigosos de Caracas e contém ainda a expressão “La Piedrita, venceremos” em alusão a um grupo armado simpatizante do presidente Hugo Chávez que reside na localidade.

“Manifestamos o mais firme repúdio por este uso indevido de imagens para fins políticos e de violência. A arte é para elevar e promover o gosto pelo belo não pela violência nem pela morte”, disse o cardeal Jorge Urosa Sabino, arcebispo de Caracas.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Não importa de onde vem a informação, o que importa é estar informado

Sou daqueles que pensa (ou pensava) que os meios de informação influenciam pouco ou nada as opiniões de cada um, sobretudo políticas. Já não sei se é dito explicitamente, ou se é apenas insinuado, mas a ideia forte que me ficou de quando vi "Fountainhead" (e que está longe de ser a ideia central do filme) foi: "não são os jornais que fazem a opinião pública, é a opinião pública que faz os jornais". Ou seja, quem lê um jornal de esquerda (ou direita) é porque é de esquerda (ou de direita); escolhemos os jornais em função do que queremos ler, não é o jornal que nos vai tornar de esquerda ou direita (pensava eu...). Tudo isto foi posto em causa por um trabalho recente de uma equipa de investigadores de Yale; os jornais podem ter influência, mas não aquela que seria de esperar. A experiência foi a seguinte: Antes das eleições para governador da Virginia (2005) os investigadores escolheram, numa determinada cidade do estado, uma população que não lia regularmente jornais. A um grupo ofereceram uma assinatura por um ano do Washington Post, um jornal de esquerda, a outro grupo uma assinatura do Washington times, de direita, e a um terceiro grupo, para comparação, não ofereceram jornal nenhum. O resultado foi que por um lado o conhecimento factual das notícias não era diferente nos leitores dos dois jornais, as opiniões políticas gerais (como por ex: a taxa de aprovação de Bush) também não. A surpresa foi que, quando comparados com aqueles a quem não foi oferecida nenhuma assinatura de jornal, tanto quem recebia o Times como quem recebia o Post votaram em maior percentagem no candidato a governador pelo partido democrata. Conclusão (minha): Pouco importa se se lê um jornal de esquerda ou de direita, quem está informado tem mais probablididade de votar à esquerda.
P.S. - Ainda segundo este artigo, embora não tenha sido o caso em 2005, a partir de 2006 a taxa de participação nas eleições aumentou entre os contemplados com as assinaturas tanto do Post como do Times.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

A verdadeira razão pela qual Sarah Palin se demitiu de governadora do Alaska

Incompetência (à qual o seu fervor religioso não será alheio - digo eu).

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Orçamento participativo e fórmula 1 na cidade: do bom ao péssimo

Pois é, em Lisboa oscila-se entre o bom e o péssimo.

Do lado do bom, temos o orçamento participativo, acessível na Internet para todos, com 5 milhões de euros, o que não é nada mau. Aproveitem que finda amanhã (os projectos eleitos serão votados por todos em 8-14/XI). Escusavam era de obrigar os interessados ao rosário coscuvilheiro dos dados para estatísticas, requisito do registo. Ai, tanta desconfiança com os cidadãos... É, a burocracia é mais forte, não resistem. Já para não falar de ter sido divulgado em cima da hora. Uma consulta pública digna dum município português tem que ser assim, à socapa, não vão os cidadãos dar trabalho a mais, ou fazer ondinhas...
Do lado do péssimo, vem aí fórmula 1 em pleno coração da cidade, próximo fim-de-semana inteiro! Parece de loucos, mas é isso mesmo: o Renault Roadshow tem passadeira para poluir o centro da cidade (já de si com um nível de poluição grave) e transtornar a vida dos munícipes (ao cortar a circulação desde a rotunda do Marquês), sobretudo aos moradores. Sim, ainda há quem teime em viver no centro da cidade, senão acreditam leiam a carta que Gonçalo Falcão enviou à CML e que o Público publicou na 2.ª, na Tribuna do Leitor. A CML só receberá 22 mil euros - peanuts, face a tamanho disparate. Rui Rio deve estar a rir-se, foi ele que começou com estas palhaçadas das gincanas e fumos aéreos.
Já não bastavam as trapalhadas com o Jardim das Amoreiras, a frente ribeirinha e as casas municipais. Em ano de eleições, pão e circo a dobrar. Custa dizê-lo, mas a coisa está a tornar-se desconcertante demais para acreditar. E o tempo vai escoando...

terça-feira, 21 de outubro de 2008

E na Europa?

Para quem cresceu no mito de que os EUA eram a pátria dos conservadores de direita, reaccionários e racistas, a situação actual pode parecer paradoxal senão mesmo inverosímil. Os EUA estão perto de eleger para presidente um afro-americano, de esquerda*. O terramoto político da semana foi esse afro-americano ter recebido o apoio de um outro afro-americano, de direita, ex-comandante das forças armadas, e ex-'Secretary of State'. Olho para a Europa liderada por Sarkozys, Berlusconis e Kaczyńskis, e pergunto-me em que país do velho continente será possível um dia aquilo que hoje é possível nos EUA.
* - por comparação com o panorama político europeu actual.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

Lentamente, eis que o chão vai mudando sob os nossos pés. Algumas breves de política internacional aí estão para o comprovar:

- na Argentina, o governo extingiu o sistema privado de pensões e transferiu-o para o sistema público, atingindo o BBVA com essa medida
- na Bolívia, o Congresso aprovou por mais de 2/3 a lei que permite referendar uma nova Constituição (a 25/I próximo), após inúmeras emendas aceites pelo partido de Morales, incluindo a sua não reeleição (com negociação e concertação dissipou-se a ameaça de desestabilização)
- na Colômbia, uma marcha índigena exortou o governo de Uribe a cumprir uma promessa de repartição de terras agrícolas, promessa essa feita nos anos 90, e denunciou a expulsão de c. 50 mil dos seus das suas terras.
Curiosamente, são todas notícias da América Latina. Por cá, continuamos a passar cheques em branco e, apesar dalgumas medidas avulsas de amparo social (ano de eleições oblige), persistimos como um dos países mais desiguais da OCDE, fosso esse agravado nos últimos 20 anos, como o atesta o último relatório desta organização.

domingo, 12 de outubro de 2008

Ícones humorísticos da crise

Inicia-se aqui uma nova rubrica no Peão, dedicada ao humor sobre a actual crise mundial, através do cartoon. O pontapé de partida cabe ao já incontornável lifting na notinha verde, uma das imagens humorísticas específicas que mais tem circulado nos media. Não consegui topar o autor, dão-se alvíssaras a quem souber do seu paradeiro. A crise bateu forte, mas não no cartoon, que tem aproveitado bem o momento. Se não acreditam, vide o que aí vem.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

A quem compensa a desestabilização da Bolívia?

aqui previramos o que infelizmente começou ontem: uma guerra civil, por ora larvar, na Bolívia. Recusando a política central de transferência de fundos do imposto petrolífero para um plano nacional de assistência aos idosos, vários governadores provinciais incentivaram à contestação aberta e violenta e à exigência do retorno desses fundos para os seus orçamentos (cujos territórios detêm o grosso desses preciosos recursos naturais). O Presidente Morales acusa os instigadores desta rebelião de "golpe de Estado civil contra a unidade e a democracia na Bolívia". É óbvio que neste caso ele tem razão, mas também é verdade que deu o flanco no procedimento quanto ao referendo para uma nova Constituição (+info sobre o que se passou ontem aqui e aqui).
Os críticos neo-liberais (de dentro e fora da Bolívia) acusam qualquer política de nacionalização de determinados recursos económicos de aventureirista e nefasta, só para nos ficarmos pelos termos mais suaves.
Contudo, são os países-farol do capitalismo actual que estão agora a dar o exemplo, e quanto a isso, nada dizem. Porquê? Porque é para salvar grandes empresas particulares da bancarrota. Primeiro no Reino Unido, mais recentemente nos EUA, com a nacionalização das empresas Fannie Mae e Freddie Mac, as duas maiores financiadoras da compra de imóveis. Nos EUA?! Pois é (vd. aqui).
Moral da história: uns podem, outros não. Resta perguntar, onde fica a legitimadade política para a decisão?

sexta-feira, 6 de junho de 2008

O íman-mor das manifs

Mais de 200 mil pessoas protestaram ontem em Lisboa contra a proposta governamental de revisão do Código do Trabalho (vd. notícias e imagens aqui, e tb. aqui). Segundo a PSP foram 200 mil, segundo a CGTP foram 270 mil os portugueses que desceram a Av. da Liberdade esta 5.ª feira.
O governo actual arrisca-se a ficar na história recente de Portugal como o íman-mor das manifs, tal é a adesão que despoleta. Nem tudo é mau: sempre ganha um troféu!
Nb: imagem da manif. retirada daqui.

Regionalização: debates a norte

Um ciclo de debates sobre a regionalização inicia-se a 18 deste mês, por iniciativa do município portuense. A moderação cabe ao edil Rui Rio, que votou contra o «sim» no referendo específico de 1998, mas que agora se diz disponível para ser convencido a mudar de opinião.
Na sessão inaugural tercerão armas Alberto de Castro, António Figueiredo e Ernâni Lopes. Nos meses posteriores, será a vez de Lobo Xavier, Miguel Cadilhe, João Cravinho, Vital Moreira, Freitas do Amaral, António Costa (pres. CML), Marcelo Rebelo de Sousa e Paulo Rangel. A defender o «sim» estará Arlindo Cunha, Luís Valente de Oliveira e Mário Rui Silva. Pelo «não» ripostará Artur Santos Silva, Daniel Proença de Carvalho e Rui Vilar.
É uma boa ocasião para se reforçar um debate essencial e merecedor de mais espaço, pese o défice notório de diversidade de quadrantes políticos e intelectuais. Já aqui tinha falado nesta abertura de Rui Rio, que pode ter a ver com o desejo de se tricandidatar à câmara do Porto ou com a necessidade de se fortalecer enquanto político nacional, preparando eventuais voos mais altos (presidência do PSD, daqui a um ano ou mais tarde?).
Fonte: RODRIGUES, Aníbal (2008), "Rui Rio quer retomar debate sobre regiões", Público, 3/VI, p. 7.
Nb: imagem retirada daqui.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Convergências à esquerda: abrir o debate, em tempo de pré-campanhas...

Esta noite há festa-comício em prol duma alternativa de esquerda, contra as desigualdades e a injustiça sociais e pela paz. Tem como novidade uma inédita convergência de vontades à esquerda, entre socialistas da corrente de Manuel Alegre, bloquistas, católicos progressistas, renovadores comunistas e independentes, incluindo o MIC.
Como se refere no Apelo Abril e Maio agora aqui: «Os que nos juntamos neste apelo, vindos de sensibilidades e experiências diferentes, partilhamos os valores essenciais da esquerda em nome dessa exigência. É tempo de buscar os diálogos abertos e o sentido de responsabilidade democrática que têm de se impor contra o pensamento único, a injustiça e a desigualdade».
Subscrevem o documento políticos como Helena Roseta, Francisco Louçã, Carlos Brito e Luís Fazenda, professores universitários como António Nóvoa, Isabel Allegro Magalhães, Luís Moita, José Reis, João Teixeira Lopes e Elísio Estanque, sindicalistas como Ulisses Garrido, entre muitos outros.
Virá aí uma alternativa de esquerda, incluindo uma candidatura presidencial frentista capaz de remover o cavaquismo mumificado? Logo se verá...
ADENDA- em baixo listo as notícias do Público com as reacções à iniciativa, além da entrevista de Louçã ao Portugal Diário, na qual sugere Alegre como candidato presidencial das esquerdas em 2010:
*"Na última fila", 8/VI, 16h55.
*BOTELHO, Leonete, MAGALHÃES, Paulo, "A casa política de Manuel Alegre é o Partido Socialista [trecho da entrevista do ministro dos Assuntos Parlamentares Augusto Santos Silva ao programa tv Diga Lá Excelência]", 8/VI, p.18/9.
*ALMEIDA, São José, BOTELHO, Leonete, "PS não pune Alegre por causa do comício", 5/VI, p.6.
*ALVAREZ, Luciano (com LUSA), "O PCP e a esquerda preocupada e falante", 4/VI, p.8.
*ALMEIDA, São José, "Manuel Alegre garante muitos socialistas na festa de esquerda", 3/VI, 12h49 [p.6].
*PÚBLICO/LUSA, "Direcção do PS acusa Manuel Alegre de participar num comício «contra o partido» promovido pelo Bloco", 1/VI.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

É a crisi, ah pois é!

(c) cartoon de GoRRo, 2008

MEMORANDO (para os portugueses distraídos):
»a nova ementa dos Santos Populares: sushizada e sangria de sakê
»o novo santo popular, S. Jaiminho, casa o pêxe com a gasosa

terça-feira, 18 de setembro de 2007

O eterno ouro-de-tolo

Futebol e política sempre mantiveram relações promíscuas, principalmente depois das Eliminatórias para a Copa de 70, quando a Ditadura Militar, ao som da canção brega e irritante de “Pra Frente, Brasil”, exigiu a saída do comunista João Saldanha do comando técnico da seleção para pôr no seu lugar o “patriota” Zagallo, homem de confiança do general Médici, o maior facínora do regime militar. De pra , políticos mal-intencionados e oportunistas têm se infiltrado na esfera futebolística com o único objetivo de garantir vantagens eleitorais. Sem qualquer proposta política e extremamente fisiológicos, eles se aproveitam de uma das maiores paixões do brasileiro para se elegerem e fazerem do Congresso Nacional um rendoso balcão de negociatas e falcatruas.

Assim como a política, o futebol brasileiro também está há um longo tempo carcomido pela malandragem e negócios obscuros. O exemplo maior dessa analogia é o recente escândalo que está abalando o Corinthians, clube detentor da segunda maior torcida do país – a primeira é do Flamengo. Durante meses, dirigentes, jogadores e integrantes da MSI [1] conspiraram, fizeram ameaças (algumas até de morte) a seus opositores e tramaram planos diabólicos para lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, evasão de divisas e desvio de dinheiro clube. Um esquema monstruoso que veio à tona graças às escutas telefônicas, realizadas pela PolíciaFederal com a autorização da Justiça brasileira.

Segundo o contrato firmado entre as parte, a MSI iria investir no clube por um período de dez anos (o capital inicial seria de 100 milhões de dólares), construir um estádio moderno e contratar grandes jogadores para fazer do time um number one, como dizia Kia Joorabchian, o laranja [2] do poderoso chefão Boris Berezovski, russo condenado em seu país mas que anda livremente na Inglaterra. No início, até que as coisas andavam bem com a contratação de jogadores de peso e a conquista do título brasileiro em 2005, uma isca que fisgou facilmente toda a “Nação Corintiana” .

Iludidos por promessas mirabolantes e eufóricos pela conquista do campeonato, torcedores corintianos fazem vistas grossas a todo esse jogo de interesses escusos, sem se darem conta que estavam sendo as maiores vítimas de uma trama camuflada e perigosa. E o previsível aconteceu. O time de “galáticos” foi desfeito, o dinheiro dos cofres do clube sumiu e, pior, a equipe está agora prestes a cair para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro, pois o maior objetivo dessas velhas raposas (que esses simpáticos mamíferos me perdoem pela comparação) foi o de engordar as suas robustas contas bancárias. E assim como acontece na política, pagamos um preço muito alto quando nos iludimos com o ouro-de-tolo.

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[1] Em 2004, o Corinthians firmou uma parceria com a MSI (Midia Sports Investiment) para tentar superar uma longa crise. Foi aí então que entrou em cena o tal Kia Joorabchian (iraniano radicado em Londres), dizendo-se representante de um grupo de investidores internacional interessados em investir pesado no clube paulista e único gestor da MSI. Como se suspeitava, o avanço das investigações do Ministério Público Federal demonstrou que o magnata russo Boris Berezovski era o principal dono da MSI e Kia o seu laranja-mor.

[2] Gíria que denomina uma pessoa (nem sempre ingênua), cujo nome é utilizado por outro na prática de diversas formas de fraudes financeiras e comerciais.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Crónicas do Brito Aranha, um lisboeta à antiga

Apareceu, fulgurante, em 2005. Desapareceu fulminante, que nem um cometa. Reapareceu entretanto, sorrateiramente, sem dizer nada a ninguém...
É isso mesmo, falo-vos do impagável Brito Aranha e das sua crónicas infalíveis.
Com a sua erudição e eloquência de muita experiência e cogitação, Brito Aranha é único e imbatível!
O último lote contempla os seguintes temas: túnel do Marquês, regionalização e nuclear. Nada mais actual, se nos lembrarmos as crónicas veranis de Helena Matos.
Tudo num vlog próprio, o Crónicas do Brito Aranha, com óptima captação de som. Ora vão lá ver.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

It takes all kinds

Ha' textos que nem se percebe bem o que pretendem (mas nao partidarizemos!).
Ha' outros, como o de JMF sobre a inquisidora do ME, de que ali em baixa se fala, que se percebem demasiado bem - e ainda revelam a falta do uso de espelhos (o narcisismo dispensa-os, decerto).
Mas o que melhor se percebe sao certas omissoes (ja' escrevi um post com esse titulo e as reaccoes foram elucidativas, alias): depois de uma vista de olhos por alguns dos blogs mais activos sobre as questoes palestiniana e libanesa no ano passado, nao espanta ver o silencio dos que indicavam Arafat como a causa de todos os males e a genialidade da estrategia de Bush para forcar eleicoes na Palestina; nem o desinteresse demonstrado pelos teoricos da conspiracao e indignados a tempo inteiro de ontem perante a autodestruicao da Palestina e do Libano 'as maos de terroristas apoiados por estados ditatoriais da zona.
Ser faccioso deve ser delicioso, a avaliar pela quantidade de gente que pratica o genero.