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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

E façam o favor de serem felizes

Já está nas lojas uma antologia do Raul Solnado em 3 cd's, numa edição de luxo, noticiou o último telejornal de hoje da RTP2.
É uma boa ideia, ainda por cima com parte da receita revertendo a favor da Casa do Artista, um espaço em Lisboa que dá alojamento a artistas que o pretendam e que tem um teatro em actividade (só é pena esta fixação nas edições de luxo, como se os portugueses nadassem em dinheiro; tal como os livros de capa dura, também a música/ teatro tem o seu fetiche de maximização do lucro).
Ainda não vi o conjunto, mas deverá ter um cheirinho deste vinil que figura na imagem ao lado.
Entretanto, também os filhos de Solnado anunciaram que irão leiloar brevemente os quadros do pai, revertendo metade da receita para a criação duma escola de teatro e dum museu com o seu nome. Outra excelente ideia.

domingo, 9 de agosto de 2009

Façam o favor de ser felizes!

Faleceu ontem Raul Solnado, um dos maiores comediantes portugueses do século XX.

Fica na memória colectiva o seu estilo peculiar, a entoação, o tom de confidência, o nonsense, certas frases marcantes (como a que vai em epígrafe), o modo de falar aos solavancos, como em «Podióóóó. Chamá-loooo», que marcou várias representações suas em torno de 'conversas' ao telefone, das quais a mais conhecida é a da «A guerra de 1908» (também alusiva à guerra colonial, que então deflagrara). Entre outras coisas, parte delas relembradas, oportunamente, pelas tv's, como as suas passagens televisivas: programas «Zip-Zip» (em pleno marcelismo), «A visita da Cornélia», etc.. A RTP teve a feliz sorte, e boa escolha, de divulgar o seu último trabalho, ainda inédito, ontem mesmo transmitindo o 1.º episódio de «As Divinas Comédias», uma retrospectiva do humor português, em parceria com Bruno Nogueira e outros humoristas. A imprensa também lhe deu bastante destaque.

Solnado ajudou a renovar o humor em Portugal num período bem difícil, o da ditadura. Contribuiu para a melhoria do teatro de revista, daí saltou para a televisão, o disco, digressões no estrangeiro (no Brasil, com comediantes locais; na Europa, junto dos emigrantes), etc..

Foi um dos comediantes mais populares e queridos do público português.

Como não estou habilitado a escrever mais do que esta breve evocação, aproveito a deixa para remeter para quem sabe mais. Para além das hiperligações atrás deixadas, sugiro ainda o obituário no Público e esta selecção temática do blogue Ié-ié.