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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Provavelmente ninguém quer saber

...mas esta notícia é muito importante (pelo menos se considerarmos o número de mortos causados pelos sucessivos conflitos na região do leste do Congo, Ruanda, etc...). É importante sobretudo porque resulta da cooperação entre os governos da República Democrática do Congo e do Ruanda. Desde há uns anos que os rebeldes tutsis destabilizavam o leste do Congo, e os rebeldes hutus o Ruanda. As acusações de apoio a uns e outros rebeldes por parte do Congo e do Ruanda eram mútuas (e provavelmente com fundamento). Agora os dois países cooperam, e dos dois lados da fronteira, para conseguir estabilizar a região. Será que a paz vai finalmente chegar àquelas bandas? Ainda não se sabe, mas a possibilidade existe. Mas como tudo isto se passa em África, não tem importância nenhuma.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Congo poderá viver outra “Guerra Mundial da África”

africa Há fortes suspeitas de que até um quarto das forças que lutam ao lado do general dissidente, Laurent Nkunda, são militares ruandeses. Este é o principal ponto de tensão que poderá “internacionalizar” outra vez o conflito da República Democrática do Congo, pois já há quem confirme a existência também de soldados angolanos e zimbabuanos na região. Conhecida como a “Guerra Mundial da África” (1998 a 2003), militares do governo congolês, apoiadas por soldados de Angola, Zimbábue e Namíbia combateram rebeldes do Congo apoiados por Uganda, Ruanda e Burundi. O resultado desse conflito foi a morte de quase 4 milhões, a maioria vítima de inanição e outras doenças. Mais.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Feminicídio na República Democrática do Congo

‘‘Volto do inferno. Procuro desesperadamente uma maneira para lhes contar o que vi e ouvi na República Democrática do Congo. Procuro uma maneira para lhes narrar as histórias e as atrocidades, e, ao mesmo tempo, evitar que fiquem abatidos, chocados ou afetados mentalmente. Procuro uma maneira de lhes transmitir o meu testemunho sem gritar, sem me imolar ou semprocurar uma AK 47.’’
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Depois de viver uma das mais cruentas guerras da África, a Republica Democrática do Congo (Congo-Kinshasa) ainda convive com cicatrizes profundas na sociedade. Mais de 3,5 milhões de pessoas foram mortas e há pobreza e desnutrição por todos os cantos, onde a violência sexual ocorre por toda parte, o que também contribuiu para a rápida propagação AIDS (SIDA).

A dramaturga e ativista, Eve Ensler, esteve recentemente e nós descreve de forma impressionante e realista os crimes sexuais cometidos contra as mulheres (desde crianças até as mais velhas). “Mas a maior crueldade é a seguinte: soldados soropositivos organizam comandos nas aldeias para violar as mulheres, mutilá-las. Há relatos de centenas de casos de fístulas na vagina e no reto causadas pela introdução de paus, armas ou violações coletivas. Essas mulheres não conseguem controlar a urina ou as fezes. Depois de serem violadas, as mulheres são também abandonadas por sua família e sua comunidade’’, descreve ela.

Caso tenhas nervos de aço, leia a íntegra do artigo, reproduzido pela revista eletrônica ViaPolítica.