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quinta-feira, 3 de julho de 2008

O Bolhão desce a Lisboa

Neste final de tarde lisboeta, haverá debate com Manuel Alegre, arq. Joaquim Massena e outros a pretexto da iminente demolição do mercado municipal portuense do Bolhão, na Sociedade Portuguesa de Autores (a Picoas).
Nesta ocasião será apresentado o manifesto «Participação e Cidadania», aprovado no Fenianos a 14 de Junho passado e que se desdoba por 4 vertentes: 1) o Estado e a gestão pública; 2) o património e a memória colectiva; 3) o equipamento ao serviço dos munícipes; 4) a memória e a operacionalidade no património.
A iniciativa é da Plataforma de Intervenção Cívica do Porto.
Mais inf. aqui e aqui.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Regionalização: debates a norte

Um ciclo de debates sobre a regionalização inicia-se a 18 deste mês, por iniciativa do município portuense. A moderação cabe ao edil Rui Rio, que votou contra o «sim» no referendo específico de 1998, mas que agora se diz disponível para ser convencido a mudar de opinião.
Na sessão inaugural tercerão armas Alberto de Castro, António Figueiredo e Ernâni Lopes. Nos meses posteriores, será a vez de Lobo Xavier, Miguel Cadilhe, João Cravinho, Vital Moreira, Freitas do Amaral, António Costa (pres. CML), Marcelo Rebelo de Sousa e Paulo Rangel. A defender o «sim» estará Arlindo Cunha, Luís Valente de Oliveira e Mário Rui Silva. Pelo «não» ripostará Artur Santos Silva, Daniel Proença de Carvalho e Rui Vilar.
É uma boa ocasião para se reforçar um debate essencial e merecedor de mais espaço, pese o défice notório de diversidade de quadrantes políticos e intelectuais. Já aqui tinha falado nesta abertura de Rui Rio, que pode ter a ver com o desejo de se tricandidatar à câmara do Porto ou com a necessidade de se fortalecer enquanto político nacional, preparando eventuais voos mais altos (presidência do PSD, daqui a um ano ou mais tarde?).
Fonte: RODRIGUES, Aníbal (2008), "Rui Rio quer retomar debate sobre regiões", Público, 3/VI, p. 7.
Nb: imagem retirada daqui.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

A bolha de Rio

O edil portuense acaba de ganhar mais uma bolha no pé, após a entrega no parlamento duma petição com 50 mil assinaturas para travar a transformação do histórico mercado do Bolhão em mais um shopping liofilizado e pró-fino freguê$, claro está.
Na recolha das assinaturas participaram várias associações e movimentos portuenses, incluindo a Campo Aberto, a Casa Viva, a Associação de Estudantes da FAUP, o MIC-Porto (ligado a Manuel Alegre), o GAIA, o Terra Viva!, etc..
É verdade que o mercado precisava de obras. O irónico e revoltante disto tudo é que já existia um projecto de recuperação para o Bolhão, do arq. Joaquim Massena, entregue em 1998. Mas como foi entregue sob um consulado socialista e o actual edil sofre de partidarite aguda...
Sobre o centenário mercado popular vd. aqui. O movimento de apoio à salvaguarda deste espaço patrimonial único lançou em finais de Janeiro o blogue Mercado do Bolhão vivo. Também o blogue Opozine tem um dossiê dedicado ao Bolhão. É, pelo andar da carruagem, vai virar bolhona no pé do autarca... e com as urgências a fecharem à velocidade da luz, não sei não...
Nb: notícia desenvolvida sobre a entrega da petição na TvNet; imagem retirada daqui.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Camélias para Óscar Lopes

Começou ontem no Porto um ciclo de homenagens ao ensaísta Óscar Lopes, uma semana depois de ter feito 90 anos. O programa inclui exposições, livros, concertos e encontros. É inteiramente justo este reconhecimento.
A organização cabe à Cooperativa Árvore, entre outros patrocinadores, incluindo o Ministério da Cultura.
Rui Rio é que não vai em modas e não participa na homenagem, tendo recusado inclusivamente patrocinar um novo livro seu chamado Modo de ler o Porto (vd. aqui)... Está bem de ver, Óscar Lopes não é Superstar e, ainda por cima, é comunista, logo, ateu... Vade retro Satanás!
As camélias na imagem ao lado evocam o gosto que tem pelo seu jardim de cameleiras na Rua dos Belos Ares.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Rui Rio Superstar: passerelles e lantejoulas à desgarrada

Num excelente post, sugestivamente intitulado «As mentiras de Rui Rio», Tiago Barbosa Ribeiro desmonta todos os clichés anti-culturais que o edil portuense lançou ao longo destes anos para fazer passar o seu populismo de direita na área cultural.
Em 1.º lugar, Rio criticava o Rivoli e privatizou a sua gestão por alegadamente não ter público: os relatórios entretanto tornados públicos provam justamente o contrário e até dizem que davam lucro (vd. tb. o JN aqui).
Em 2.º lugar, dizia que a empresa municipal responsável pela gestão cultural, a Culturporto, só dava prejuízo (o que é desmentido pelos resultados do Rivoli) mas criou uma nova empresa paralela, a Porto Lazer, desvalorizando a cultura em favor do entretenimento e, pelo meio, alimentando nomeações sem concurso de amigos políticos (vd. tb. TBR aqui).
Em 3.º lugar, verberou contra a subsidiodependência, mas o que é um facto é que financia agora (indirectamente ou não) a empresa de Filipe La Féria (numa concessão entretanto considerada irregular pelo Ministério Público), tendo esvaziado a atractividade de várias organizações culturais que tinham consolidado uma oferta de referência: o FITEI (Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica) e o TEP (Teatro Experimental do Porto) exilaram-se em Gaia (tb. o FantasPorto e a Feira do Livro do Porto já ameaçaram fazer o mesmo); o Seiva Trupe queixa-se de asfixiamento; a Casa Cinema Manoel de Oliveira estagnou; as galerias de arte estão a transferir-se para Lisboa por falta de apoio à animação cultural, como a Graça Brandão.
Como se tudo isto não bastasse, o edil prossegue na sua propaganda indecorosa, à qual juntou entretanto outro condimento; assim, e ao estilo das vigilâncias de má memória, resolveu divulgar no site municipal um vídeo feito exclusivamente para mostrar a presença do dir.-adjunto do Jornal de Notícias na manifestação anti-privatização do Rivoli que ocorreu a 14 deste mês (vd. aqui), alegando conflitos de interesses deste, como se um jornalista não pudesse exercer o seu direito de cidadania (TBR fala disso aqui; vd. tb. este editorial de Manuel Carvalho no Público).
Por fim, Rui Rio promove gincanas automobilísticas (sobre isso escrevi aqui) e outros despautérios, tendo ficado na memória de todos o rídiculo despique com o seu vizinho de Gaia para ver quem gastava mais dinheiro em foguetório e pirotecnia durante as passagens de ano.
Pelos vistos, há por aí uma elite que precisa de passerelle para se pavonear e mostrar os vestidos e as operações de cosmética. Para esse efeito, nada melhor que ocupar salas recuperadas com o dinheiro de todos, pois claro.
É a política cultural populista-conservadora em todo o seu esplendor.
PS: sobre a alienação do Rivoli e a política cultural escrevi na devida altura 3 posts no Fuga (1, 2 e 3).

quinta-feira, 22 de março de 2007

Rio acima, Rio abaixo

Algo de muito engraçado sucedeu esta 2.ª feira: enquanto o DN informava sobre a última tropelia de Rui Rio na sua política cultural (sim, porque o edil tem uma, parecendo que não), o Público contrapunha uma notícia sobre a sua mudança para uma posição proto-pró-regionalização (é mesmo assim), fruto dos laboriosos anos de experiência como autarca. Ou seja, um texto de «má imprensa», o outro de «boa».
Mas vamos aos detalhes, pois ambos os artigos são importantes: só se obtém um retrato completo do personagem unindo as duas facetas.
Comecemos pela «má imprensa»: "CDU quer privados na organização das corridas da Boavista" (de Francisco Mangas, p. 33, lamentavelmente sem arquivo electrónico).
É verdade, inverteram-se os papéis: agora é a CDU a pedir privados para tomarem conta duma corrida de carros, pois custará 2 milhões de euros aos cofres municipais e tem exactamente os mesmos 6% de receitas de bilheteira que tinha a extinta Culturporto. A gincana tem um pomposo nome: Grande Prémio Histórico do Porto, e faz lembrar os recentes despautérios terceiro-mundistas com o Lisboa-Dakar.
Em suma, temos então uma política cultural portuense reduzida a fogo-de-artifício, gincanas automóveis e lantejoulas de La Féria. Fantástico, Mike!
O texto do P intitula-se "Rio diz que as regiões podem ser «solução»" e nele Filomena Fontes revela-nos o que levou o edil a repensar melhor a questão: "«há situações em que, se as decisões forem tomadas localmente, são mais vantajosas do que se continuarem dependentes da administração central»"; "valerá a pena pensar num modelo de governação que «utilize melhor e com mais cuidado» os dinheiros públicos. A saúde e a educação foram duas das áreas que apontou". E, já a finalizar o seu discurso público perante militantes do PSD de Torres Novas, confessa: "«face à minha experiência, hoje estou aberto para ver se há uma solução equilibrada para a situação presente»".
Ou seja, Rui adoptou um dos argumentos centrais dos defensores da regionalização. Mais vale tarde do que nunca.
Nb: a imagem do modelo mini é daqui; a outra tb. é dum site brasileiro, villalobos qualquer coisa..