sexta-feira, 8 de maio de 2009
A escola mata a criatividade?
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sexta-feira, 1 de maio de 2009
Um bom 1.º de Maio para todos!
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quinta-feira, 5 de março de 2009
O fim do mito marítimo desagua hoje na Fabula Urbis
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
O puritanismo reincide: agora foi a apreensão dum livro numa feira de Braga
O caso deu-se na segunda-feira, quando a PSP de Braga resolveu apreender 5 exemplares do livro Pornocracia, de Catherine Breillat, expostos numa Feira do Livro em Saldo, na praça central da cidade, pretextando que o livro era pornográfico e poderia causar perturbação da ordem pública. Na verdade, a acusação de pornografia ficara-se pela capa (vd. aqui ao lado), que reproduz o quadro «A origem do mundo», do francês Gustave Courbet (1819-1877), que nada tem de pornográfico, sendo antes um quadro de estética realista, mundialmente famoso e dum autor de referência na pintura universal. Bastaria ainda uma vista de olhos pelo livro para se perceber que se tratava dum livro sério e provocador, publicado há já 6 anos por uma editora com cartas dadas, a Teorema.Não se tratou, portanto, dum caso de ignorância boçal, o que já de si seria de lamentar, como mais adiante aprofundarei.
Perante a pressão dum cidadão junto do piquete de polícia na delegação do Banco de Portugal, os 3 polícias que acorreram à feira não vislumbraram melhor do que tomar um acto atentatório da liberdade de expressão. De nada valeram os protestos do livreiro.
Só quando o caso ecoou na imprensa e blogosfera e ganhou foros de escândalo nacional, após comunicados institucionais de protesto contra este abuso da autoridade (da APEL, PCP e BE), é que a PSP local recuou.
Não sem antes ter feito um auto que enviou para o Ministério Público e não sem antes ter apresentado uma nova justificação, ainda mais incompreensível: a de que "Havia possibilidade de haver discussões e mesmo desacatos entre os livreiros e os pais das crianças". É que, segundo o comandante da PSP, subintendente Henriques Almeida, aquele livro estaria a atrair o interesse de crianças que brincavam na zona e houve pais que se mostraram incomodados com isso.
O que espanta nisto tudo é não ocorrer a pais e polícias o mais elementar bom senso, a saber, que deveriam ser os pais a afastar as crianças do local onde estava exposto o livro. Então os pais já não têm autoridade para retirarem os seus filhos menores de locais que querem evitar? Precisam de pressionar a polícia, sob a ameaça de violência física a um livreiro, alguém que vive de vender livros e que estava a trabalhar? E a polícia embarca nesta chantagem descabelada, optando pelo lado dos violentadores, para prevenir desacatos?! Olha se a estratégia vira moda, seria do bom e do bonito…
É possível que a polícia não quisesse fazer censura, mas fê-lo, e fê-lo dado o contexto sociocultural e mental que, em certas situações, leva determinados agentes públicos a adoptar instantaneamente aquele que parece ser o caminho mais lógico, mas que está longe de o ser.
Tudo isto é possível porque ainda campeia por aí muito puritanismo, intolerância e abespinhamento, que assoma ao menor pretexto. Vários casos sucederam recentemente, deles demos aqui conta. E os puritanismos andam juntos, do social ao religioso, acabando no político (relembre-se o excesso de zelo das visitas policiais a sindicatos de professores a pretexto da obtenção de informações sobre percursos de manifestações). O presente caso tem a particularidade de ser um caso de cariz aparentemente social num contexto local tido por excessivamente permeável ao ultraconservadorismo e puritanismo católicos. Isto numa cidade governada há mais de 30 anos pelo mesmo Partido Socialista e pelo mesmo edil. Tem que se lhe diga.
Numa antiga entrevista ao JN, de 2004, a autora do livro assumiu o impacto político da arte e mostrava-se quase adivinhadora:
“A arte é muito desestabilizadora para as pessoas. Acusam-nos de sermos marginais e de não interessarmos a ninguém, mas ao mesmo tempo há ódio e vontade de censura. Apercebi-me muito cedo que a arte é subversiva e é aí que se torna política. Finalmente, dava resposta a perguntas que nem sequer eram postas”.
Hum, suspeito que alguém saberia realmente o que continha aquele livro…
Ironia final: o título do livro remete para um período papal homónimo que nada tem de recomendável, enfim, para os beatos, quero eu dizer (vd. aqui).
>«Em Defesa da Moral e dos Bons Costumes» e «Em Defesa da Moral e dos Bons Costumes [2]», por Pedro Morgado.
Fonte- jornal Público:
>«PSP apreende livros por considerar pornográfica capa com quadro de Courbet»
>«Livreiro apresenta queixa contra PSP por apreender livros com capa “pornográfica”»
>«Partidos e APEL criticam apreensão feita pela PSP de Braga»
>«PSP de Braga justifica apreensão de livros com “perigo de alteração da ordem pública”»
>«PSP de Braga vai devolver livros apreendidos»
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
São Paulo dá as boas-vindas à arte contemporânea angolana
A arte contemporânea africana passará a ter um centro de referência em Terras Brasilis. Será inaugurada amanhã em São Paulo a Soso- Arte Contemporânea Africana. Inspirada na sua homônima de Luanda, a Soso-São Paulo será aberta com a apresentação de fotografias, vídeos e instalações dos artistas angolanos Cláudia Veiga, Ihosvanny, Kiluanji e Yonamine. A exposição se estenderá até o próximo dia 21 de março, no antigo Hotel Central, na av. São João, 313 – Centro. E o melhor de tudo: é de graça. Mais.
Imagem da fachada do Hotel Central retirada daqui.
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Refugi@arte: a arte a serviço dos refugiados da África
Artistas como Miquel Barceló, Antoni Tàpies, Víctor Ochoa, Juan Genovés, Eduardo Chillida, Antonio Saura, entre outros aderiram ao projeto Refugi@arte, ação solidária do Alto Comissionado da Nações Unidas para os Refugiados. Esta iniciativa espera arrecadar fundos destinados a financiar projetos de assistência alimentar em campos de refugiados em 4 países africanos: Etiópia, Quênia, Sudão e Chade. Ao todo, serão 50 de obras de 39 artistas. Mais informação aqui.
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
O galo de Barcelos e outras histórias...
Sendo o galo de Barcelos um dos ícones da portugalidade, é curioso como tão pouco se sabe sobre a sua criação, enquanto peça artesanal e enquanto símbolo. Sim, porque isto de criações, mesmo na vertente mais longue durée da cultura popular tradicional, tem uma origem, por muito longínqua ou vaga que ela possa ser.
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sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Utopias futuristas
Esta noite inaugura-se a nova exposição de Miguel Soares, «3D Animations and Video Works1999-2005», na Culturgest, acompanhada por música electrónica dos Tra$h Converters (a entrada é livre). Estará patente até 4 de Janeiro de 2009. Após o Prémio BESPhoto e uma tournée por Madrid e outros locais, eis de volta o artista mais 'neo-futurista' e 'descontrucionista' do cantinho.Aproveito para aqui reproduzir o texto de apresentação da mostra, pelo seu curador, Miguel Wandschneider:
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quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Desfazendo equívocos, a propósito de Maria Keil e duma recente polémica
O metro de Lisboa tem uma das colecções de arte pública mais singulares entre todos os metros do mundo, com os seus painéis de azulejos revistindo as suas estações, da autoria de vários artistas portugueses e estrangeiros. A ideia original foi do arq. Francisco Keil do Amaral, que pediu à sua esposa, a artista plástica Maria Keil, uma intervenção artística nas estações inaugurais, obra que executou gratuitamente. Posteriormente, foram convidados outros artistas, até que, há c. de 9 anos, alguns dos painéis de Maria Keil foram destruídos pela administração da empresa, aquando da renovação da estação dos Restauradores. A memória e arte desta prestigiada artista estiveram em vias de ser sacrificadas por uma administração sem gratidão nem visão. Dada a gravidade de tal atitude, houve uma campanha contra isso, o que levou a um repensar da questão pela empresa que, entretanto, convidou Maria Keil para renovar os painéis que fizera na estação de S. Sebastião da Pedreira.Nb: imagem de pormenor de painel de Maria Keil retirado daqui.
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sábado, 14 de junho de 2008
Retratos imaginários de Mr. Fields
Inagura hoje a exposição de gravuras «Retratos imaginários de Mr. Fields», na galeria Work&Shop, junto à Sé de Lisboa.
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quinta-feira, 29 de maio de 2008
Feira da Ladra alternativa
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segunda-feira, 26 de maio de 2008
Adventures in illegal art (ou de como ter os U2 à perna e continuar na boa)
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sábado, 17 de maio de 2008
Negativland em Lisboa
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
O sorriso de Daniel...
… não, não é o meu nem o do Lanero, mas sim o doutras duas personalidades tão ou quase importantes que nós: o do profeta, num pórtico da catedral de Santiago de Compostela, e o do influente intelectual Castelao, que enquadram uma mostra sobre a Galiza que percorre o mundo e anteontem atracou em Lisboa, estando instalada na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa (campus de Campolide).Nela se diz que o Daniel do pórtico é o primeiro sorriso esculpido em pedra da arte medieval. A exposição é promovida pelo Conselho da Cultura Galega, organismo responsável pela projecção da cultura galega no exterior, presidida pelo famoso e incansável Prof. Ramon Villares. É uma mostra muito visual, didáctica e que apresenta reproduções de grandes obras da arte galega.
O Consello da Cultura Galega disponibiliza o visionamento dos conteúdos expositivos e do catálogo em versão integral no seu site (vd. aqui), o que permite acesso livre ao saber para todos, seja àqueles que não podem mesmo deslocar-se ao lugar seja aos simplesmente preguiçosos.
A única coisa a que não se acede no site é à parte cinematográfica, aos documentários tão em voga e que fazem parte da mostra (não estavam disponíveis no dia da inauguração, por motivos técnicos, mas já deverão estar operacionais).
Quem quiser saber mais sobre o pórtico pode ir aqui. Sobre Castelao vd. tb. o seu Museu e este portal.
Deixo-vos também o convite oficial, com informação útil:
"O Consello da Cultura Galega e a Universidade Nova de Lisboa, através do seu Centro de Estudos Galegos, vão inaugurar a 28 de Janeiro, pelas 18h00, a Exposição “O Sorriso de Daniel”. Esta exposição pretende divulgar a cultura galega e tem como fio condutor as figuras do profeta Daniel no pórtico da Glória da Catedral de Santiago de Compostela e a figura de Daniel Castelao, contribuiu para a construção da identidade cultural e política da Galiza no século XX.
Pode visitar esta exposição de 28 de Janeiro a 15 de Fevereiro, das 14h00 às 18h00, de Segunda a Sábado. (encerra no feriado de Carnaval). Entrada livre."
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Daniel Melo
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domingo, 2 de dezembro de 2007
Grafitti com vida... (impressões madrilenas II)
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quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Islão em Lisboa
Até ao final do Ramadão, já amanhã, ainda há tempo para ir até à feira do livro islâmico na Mesquita de Lisboa. Para a semana inaugura a exposição Olhares cruzados sobre Arte e Islão, na Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves, a Picoas, com um programa de actividades que vai desde cursos sobre o Islão, a um workshop de cozinha libanesa e turca. Finalmente, na Faculdade de Letras de Lisboa, o III Curso Livre de História da Arte, este ano sobre Arte Islâmica e que inclui visita a Mértola.
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Sofia Rodrigues
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segunda-feira, 26 de março de 2007
Não renegue à partida uma ciência-arte que desconhece
Helica, 1999. Fonte: site Fractalus, ligado à Skeptic Magazine, publicada pela The Skeptics Society.
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segunda-feira, 19 de março de 2007
Ciência e Arte
Patrick Blanc é um investigador, na área da Ecologia Vegetal, interessa-se pela evolução das plantas em habitates extremos. Para além da Ciência, desde há vários anos que se tem dedicado a realizar construções a que chama "Muros Vegetais", a meio-caminho entre a escultura e a arquitectura, utilizando plantas, como o nome sugere. Mais recentemente apresentou a exposição fotográfica "Folies Végétales no espaço "Electra" (da EDF - Electricidade de França), em Paris. Podem ver-se aqui fotos da exposição. O que gostei bastante na exposição foi que a componente estética e a componente científica não foram separadas, muito pelo contrário. Na apresentação das fotografias era dado o contexto natural - leia-se ecológico - em que elas foram tiradas, como se a compreensão da realidade fosse essencial à apreciação da beleza das imagens. A organização das exposição também obedece a critérios científicos, as fotos estão agrupadas no temas: flores, frutos, folhas e raízes. A apresentação do espaço segue a mesma lógica, ao longo da exposição apresentam-se várias construções que tentam recriar os ambientes ecológicos extremos onde as fotografias foram obtidas, tentando enquadrá-las com o seu habitat original. A exposição é, a meu gosto, muito bem conseguida (mesmo se no aspecto científico eu possa ter divergências com a visão de Patrick Blanc), teve grande afluência de público, e foi inclusivamente prolongada.
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Zèd
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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007
Arte para os peões deste tempo
cada vez gosto mais de graffitis. está lá tudo: a poesia, a beleza, o rumor do mundo, o tempo, a marca.
deixo-vos uma boleia por este mundo pela mão do art crimes (vêm lá também várias cidades e autores lusos) e do in-cubo.
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Daniel Melo
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