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domingo, 3 de outubro de 2010

Indefinição até à última nas eleições brasileiras

Prestes a acabar o dia (em Portugal...) e ainda é incerto se haverá ou não 2.ª volta nas presidenciais do Brasil. Contados que estão 72% dos votos, Dilma Rousseff aparece abaixo do esperado (44,63%) e Marina Silva muito acima (20,31%), o que contraria as sondagens à boca das urnas (e as outras...).
Se houver 2.º turno, não deixa de ser uma oportunidade para aprofundar o debate político. Por muito que Dilma possa ser a melhor candidata, o facto de não ter rasgo político e ser apenas uma aposta do premiê Lula da Silva não pode deixar de influir na avaliação da sua candidatura. Votar não é fácil e obriga a ponderar, como referiu Manolo Piriz.

Sobre a realidade brasileira, entretanto, muito se escreveu. Para começar, destaco este texto: «Brasil: as feridas ainda abertas de uma potência em ascensão», por Manuel Carvalho.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

A nova praga "ex-BBB" agora ataca a política tupiniquim

robozinhos-do-big-brother-brasil-0edecDesde a redemocratização do Brasil, nunca presenciei tanta sujeira na vida política tupiniquim. Com todo o meu respeito à arte e aos profissionais circenses, o Congresso Nacional vem se tornando paulatinamente num verdadeiro circo dos horrores, onde o que vale são os interesse pessoais e corporativos, transformando-se num verdadeiro balcão de negociatas e trambiques.

Os escândalos pipocam pra todos os lados e são tantos que não vou aqui me deter com eles. Basta dar uma rápida olhadela nos jornais, nos telejornais e na Internet pra se interar deles. Se é que você tem tempo pra essa sacal missão.

Lamentavelmente, o perfil da maioria dos políticos brazucas é formado por oportunistas de plantão que buscam na atividade política apenas pelas benesses do poder, sem qualquer projeto que beneficie a sociedade como um todo. São, na prática, verdadeiros parasitas sanguessugas dela.

São pessoas que fazem de seus mandatos mais um cabide de emprego e usam o poder conquistado como passaporte para o enriquecimento ilícito próprio e de seus aspones (para quem não sabe, “aspone” é o tal Assessor de Porra Nenhuma). Para eles, o trabalho parlamentar implica apenas na defesa de seus inconfessáveis interesses pessoas, dos familiares e dos compadrios.

Assim, é jogador de futebol de um lado. É cantor decadente do outro. E agora é vez da nova praga tupiniquim invadir o cenário político, os ex-BBBs da TV Globo. Veja notícia aqui.

São os caso, por exemplo, dos ex-participantes do programa global Jean Wyllys, Dhomini e Dilsinho Mad Max, que agora usam os seu 15 minutos de fama conquistados lá no passado para serem conduzidos a cargos públicos eletivos.

Não que eles não tenham esse direito. Claro que sim, como todo e qualquer brasileiro. Mas a pergunta que faço aos meus botões é a seguinte: o que esses caras têm a oferecer politicamente? Como botões não respondem a perguntas, o mais sensato a fazer é pensar muito bem antes de cair no conto das celebridades, que de célebres não têm nada.

É por essas e outras que o cidadão brasileiro deve pensar e repensar antes de votar em quem quer que seja, pois somente a força do voto é capaz de mudar democraticamente esta nefasta realidade política tupuniquim. Se é assim, use-a então.

Em suma, já que o voto é obrigatório, vote bem. Escolha os melhores dentro de suas concepções e ideário. A decisão é toda sua. A vida real não é feita de pedros biais, bundas e peitões siliconados (nada contra eles) ou de eunucos intelectuais compostos só de músculos. Fique de olhos bem abertos pra essa nova ameça à nossa vida política antes de lançar seu voto na urna. Politica não se faz com os ti-ti-tis dos reality shows.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Candidatas cor-de-rosa (choque)

Heloisa Helena

Dilma Rousseff

Caso se confirme as candidaturas de Dilma Rousseff e de Marina Silva, o Brasil terá pela primeira vez 2 candidatas ao Palácio do Planalto. A ministra-chefe da Casa Civil e a senadora, ex-PT e agora filiada ao PV, podem ganhar ainda a companhia da ex-senadora Heloisa Helena, do PSOL, que já concorreu à presidência da República nas eleições de 2006. E o melhor de tudo: são excelentes candidatas de esquerda. Saravá! Mais.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

PT e Lula têm baixa importante:a ambientalista Marina Silva (atualizado)

marinaSilva A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva anunciou hoje sua saída oficial do Partido dos Trabalhadores (PT). Pedagoga e ambientalista, ela deixa o partido depois de quase 30 anos de intensa militância. Esta foi a primeira grande baixa do governo Lula depois que se tornou refém do senador José Sarney e sua gang da "tropa de choque". Com essa decisão, Marina abre as portas para o Partido Verde (PV) que lhe ofereceu filiação para uma provável disputa à presidência da República, em 2010. Se de alguma forma a sua possível candidatura assusta o atual governo (leia-se Dilma Russeff, a toda-poderosa ministra da Casa Civil e pré-candidata do PT), por outro lado ela enche de ânimo quem está mais à esquerda. E este é o meu caso, apesar de não ser eleitor aqui em Pindorama. Saravá, Marina Silva. Mais.

Gilberto Gil quer ser vice de Marina

O cantor e compositor Gilberto Gil disse que, se convidado, pode aceitar ser vice na eventual candidatura de Marina Silva à presidência da República pelo PV. “Uai! Claro que existe possibilidade de dizer sim. Existe possibilidade de dizer não, existe possibilidade de tudo. Mas só quero dizer a ela, se ela me convidar”, disse o ex-ministro da Cultura. Isso pode dar samba. Mais.


Diga-me com quem andas e direi quem és

No mesmo dia em que Marina Silva deixou o PT, os petistas seguiram a determinação do presidente Lula e ajudaram a enterrar de vez as investigações no Conselho de Ética do Senado sobre José Sarney. O presidente do Senado, que enfrenta um calhamaço de denúncias, é tido pelo governo como um forte aliado no Congresso Nacional e na construção da candidatura da ministra Dilma Rousseff à presidência da República. Mais do que nunca a velha máxima cai aqui como uma luva: diga-me com quem andas e direi quem és. Mais.

E tudo termina em pizza (ou filhos daquela)

Por outro lado, a oposição tupiniquim não deverá recorrer ao Plenário do Senado desta decisão do Conselho de Ética. Isso porque foi feito um acordo informal com os governistas, o qual permitiu também a absolvição (por unanimidade) do senador tucano Arthur Virgílio Neto, acusado de ter pagado com verba pública um curso na Espanha a um de seus assessores de gabinete. E como o previsto, tudo terminou em uma gantesca pizza.

Como anda na moda blogosférica expressões de fino trato como "filho daquele" ou " filho daquela" vai aqui um rockzinho da banda brazuca Titãs. Trata-se da música "Vossas Excelências", mas mais conhecida popularmente como "Filhos da Puta" (v. letra aqui). O que é, diga-se, uma grande sacanagem com essas profissionais liberais, que são merecedoras de todo o meu respeito.

Charge roubada daqui.


quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A velha malandragem como ideologia (ou o toma-lá-dá-cá tupiniquim)

olhar de collorrenan-fingerJose-Sarney Na última semana os brasileiros puderam assistir cenas repugnantes da política nacional. Homens que representam todo o atraso político deste país fizeram do Senado palco de um verdadeiro circo dos horrores. Primeiro foi o ex-presidente Fernando Collor (aquele que disse um dia ter os colhões roxos - lembram-se?). Com seus olhos esbugalhados cuspindo fogo e respiração ofegante, ele vocifera palavras tresloucadas a seu adversário político, Pedro Simon ( v. vídeo).

Dias depois, foi a vez de Tasso Jereissati e Renan Calheiros , no melhor estilo trash de um “Rei do Cangaço”, trocarem “gentilezas” do tipo “cangaceiro de merda” e “dedo sujo” (v. vídeo). E todo esse palco horrendo foi armado para defender o ex-presidente da República José Sarney, Família & Amigos S/A de suas falcatruas (v. aqui).

Em outras palavras, o que se viu no Senado brasileiro foi a volta das velhas táticas coronelistas de intimidação como prática política. É a tal “tropa de choque”, uma eterna instituição tupiniquim sempre convocada para livrar de punições congressistas evolvidos em escândalos e trapaças. Pior: é com esse tipo de expediente truculento que forças políticas retrógradas, clientelistas, fisiológicas e corruptas do país têm se mantido no poder ao longo da História brasileira.

Como o brasileiro tem lá a memória bem curta, vale lembrar que até há pouco tempo os senadores Renan Calheiros, José Sarney e Fernando Collor estavam em lados opostos e eram ferrenhos inimigos políticos. Em 1989, na sua campanha à presidência, Collor se referia ao então presidente Sarney como “ladrão e corrupto”. E esses foram os insultos mais brandos(v. vídeo).

Em 1992, veio o troco. Sarney participou intensamente do processo que acabou em impeachment de Collor. Já o senador Calheiros, depois de ser líder Collorido no Congresso, jogou o seu chefe aos leões e fez coro juntou à oposição chamando-o de corrupto. Em 2007, foi a vez de Renan renunciar à presidência do Senado, acusado, entre outras coisas, de corrupção.

Mas, enfim, se agora são fiéis aliados é porque o jogo político desses ilustres senadores é norteado apenas pelo interesse pessoal, como o toma-lá-dá-cá da “lei de Gerson”. São verdadeiros profissionais da malandragem que encontram na vida pública uma forma rápida de enriquecimento ilícito e ascensão social. A relação política para esses nobres senadores não passa pela cidadania e muito menos pela defesa do bem-estar social da população. Não. Mas sim pela obtenção de vantagens financeiras, que são estendidas a familiares e aos aliados nesse jogo sórdido e asqueroso que impera há décadas no Congresso Nacional. É a ideologia da malandragem pura e simples, sem qualquer compromisso com a ordem pública ou qualquer preceito ético. Infelizmente, esse tipo de "político" ainda é eleito e reeleito aos montes graças a currais eleitorais mantidos a ferro e fogo por chefetes locais, onde os adversários políticos são eleiminados até mesmo pelo chumbo da pistola se for o caso.

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sarney_e_lula_ PS: Ah, vale lembrar que ao afirmar que “Sarney tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum” (17/07), o presidente Lula (hoje amigo e aliado do presidente do Senado) também mudou radicalmente de posição, pois até há pouco tempo ele não pensava assim. “Nós sabemos que antigamente se dizia que o Ademar de Barros era ladrão, que o Maluf era ladrão. Pois bem: Ademar de Barros e Maluf poderiam ser ladrões, mas eles são trombadinhas perto do grande ladrão que é o governante da Nova República, perto dos assaltos que se faz”, disse Lula, em 1987, em um evento em Aracaju, em referência ao então presidente José Sarney (v. vídeo).

PS-1: O presidente Lula encaminhou um processo de concessão de uma emissora de rádio para aprovação no Congresso em nome da empresa JR Radiodifusão, que tem como um dos sócios José Renan Calheiros Filho. Como o nome já diz tudo, o dito cujo é rebento do poderoso chefão da “tropa de choque” de Sarney, Renan Calheiros. Sem mais comentários. Mais.

sábado, 1 de agosto de 2009

Amigo íntimo do clã Sarney censura jornal

sarney-charge O desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, Dácio Vieira, proibiu ontem, em decisão liminar, o jornal “O Estado de S. Paulo” de publicar qualquer informação relativa à ação da Polícia Federal, que investiga, entre outros, Fernando Sarney (filho do presidente do Sanado Brasileiro). “Há um valor constitucional maior, que é o da liberdade de imprensa, principalmente quando esta liberdade se dá em benefício do interesse público”, diz o advogado do jornal. Por uma dessas grandes coincidências da vida, o tal desembargador foi consultor jurídico do Senado e é de convívio íntimo da família Sarney e seus “afilhados”. É preciso falar mais? Mais informações aqui e aqui.

Aqui vídeo das velhacarias da família Sarney. Só espero que o tal amiguinho dos Sarneys e Cia. não censure também o You Tube. Aliás, este não é o primeiro ato de censura imposto por Sarney. Como presidente do Senado, ele determinou ao primeiro-secretário da Casa, Heráclito Fortes, que retirasse as credencias da equipe do programa humorístico “CQC”.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

A trajetória “política” de um gangster tupiniquim

sarney e lula Os escândalos envolvendo o atual presidente do Senado brasileiro e seu clã é coisa bem antiga e não é novidade alguma pra qualquer pessoa relativamente bem informada sobre a política brasileira dos últimos anos. José Ribamar Sarney se vê às voltas com denúncias de irregularidades desde que chegou à presidência da República (por via indireta, diga-se), em 1985. As acusações durante todo o seu governo iam desde fraude em grandes obras públicas (tipo Ferrovia Norte-Sul) até concessões irregulares a parlamentares amigos de emissoras de rádio e TV (v. aqui a atual situação).

Além disso, Sarney e os filhos enfrentam outras graves denuncias de corrupção desde 1989, mas até o momento sobreviveram ilesos. E como sobreviveram! Tanto é que continuam a mandar e desmandar no Brasil. Todas as investigações contra Sarney ou seus queridos rebentos, desde a CPI da Corrupção, em 1989, até o escândalo da Sudam (que provocou um desvio de R$ 1.700.000.000,00) sempre esbarraram em manobras políticas e, principalmente, em decisões judiciais suspeitas.

E o mais triste de tudo isso é o apoio incondicional que o presidente Lula vem dando a este gangster (v.aqui), que representa todo o atraso deste país, o coronelismo, a oligarquia política retrógada e feudal. Enfim, um dinossauro de rapina que fez e faz do Brasil um imenso balcão de negócios pra si, parentes e aliados políticos.

Eis aqui a trajetória “política” do dito cujo:

1.988 – Relatório da CPI da Corrupção propõe o seu indiciamento por crime de responsabilidade por irregularidades cometida em seu governo. Resultado: a denúncia foi arquivada logo em seguida.

1.989 – Outra CPI da Corrupção, desta vez envolvendo também 4 de seus ministros, tem o mesmo destino da primeira: é arquivada descaradamente. Os senadores recorrem à Justiça, mas tudo ficou com dantes.

1.993 – Durante a CPI do Orçamento, a Construtora Servaz é envolvida num esquema de propinas junto à Comissão de Orçamento. Por coincidência, a tal construtora foi a responsável por amplas e caras reformas em várias propriedades da família Sarney.

2.000 – Roseane Sarney (a filha), então governadora do Maranhão (o quintal da família e o pior IDH do Brasil) e candidata à presidência da República, é envolvida no escândalo da Sudan, de onde foram desviados 1.700.000.000,00 de reais. Misteriosamente, a denúncia foi arquivada pela Justiça. São as forças ocultas...

2.009 – Mais de 600 “atos secretos” foram decretados para nomear parentes, amigos, criar cargos e aumentar salários. Entre os beneficiados, constam nomeações de parentes, amigos e afilhados políticos de Sarney.

- Sarney recebe estranho auxílio moradia no valor de 3.800 reais mensais. Tudo bem não fosse um pequeno detalhe: ele mora em Brasília, mas não tinha se dado conta disso.

- Fernando Sarney, o filho, e nora Teresa Cristina Murad Sarney são indiciados pela Polícia Federal pelos crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, entre outros. Isso é o que se pode chamar de matrimônio unido e feliz.

- Uma mansão em Brasília (no valor de 4.000.000,00 de reais) não foi declarada à Justiça Eleitoral. Bem, mais é um valor quase insignificante, pois sim. Afinal, para quem já amealhou uma grande fortuna ao logo de sua atividade política, 4 milhões a mais ou 4 milhões a menos não fazem a menor diferença. É só mais uma perseguição da Imprensa tupiniquim.

- Fundação José Sarney é acusada de desviar recursos de patrocínio da Petrobrás para empresas fantasmas. Bem, como o dinheiro é de uma estatal bem rica, tudo bem. Mesmo porque a Petrobrás é uma das empresas que mais faturam no mundo. E tudo não passa de um complô de seus inimigos políticos.

- Mordomo pago pelo Senado prestava serviços na residência de Roseane Sarney desde 2.003. Detalhe: o salário do rapaz era de 12 mil reais, quando o salário mínimo brasileiro não passa dos 500 reais.

- Gravações da Polícia Federal, com autorização da Justiça, revelam a prática do sórdido nepotismo pela família Sarney. E neste caso, até o pobre Deus foi envolvido na negociata (aqui o áudio). É aquela velha história: Deus abençoa e o Zé Povinho paga.

Quer mais, ou isto ainda é pouco?

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Lula, apenas uma triste e sombria imagem do que já foi no passado

lulaSombraAMar Quem te viu, quem te vê!? É o mínimo que posso dizer neste momento do presidente Lula da Silva e o PT (Partido dos Trabalhadores). Daquela imagem do sindicalista combativo da Ditadura Militar, do homem que defendia preceitos éticos na política brasileira e a moralidade pública só resta uma triste e sombria imagem perdido no passado. Uma imagem fascinada pelo poder e suas benesses, onde a arrogância, a vaidade e a falta de escrúpulos políticos beira à indecência. Uma imagem fantasmagórica e de contorno obscuro.

É desolador vê-lo agora a advogar por uma das figuras mais repugnantes do cenário político brasileiro, o senador e ex-presidente da República José Sarney. Sarney além de ter sido um ferrenho defensor e cúmplice da Ditadura Militar, é o homem cuja biografia política é composta apenas por falcatruas. Mantê-lo na presidência do Senado, como defende incondicionalmente Lula, é o mesmo que dar as mãos e acolher pra si o que há de mais sujo em toda História da República brasileira. Pior. É perpetuar no poder uma corja que tomou de assalto este país, em 1964, e dele fez (e faz) um balcão de negócios pessoais. É como dar na cara de muitos brasileiros que acreditaram que o interesse público ficaria acima do interesse privado quando o elegeram para ocupar o suntuoso Palácio da Alvorada.

Enfim, seria interessante que Lula e o PT explicassem publicamente (não com a retórica da governabilidade como estão a fazer) por que deixaram para traz todo um passado ético e agora se aliam ao que há de mais podre, imoral e nocivo no Brasil. Mas creio que isso não será mais possível, mesmo por que esse passado já está morto e enterrado a 7 palmos do chão. E eu não acredito em ressurreição.

***

Alguns dos escândalos mais recentes do Congresso Nacional:

Atos secretos – Os atos secretos foram decretados para nomear parentes, amigos, criar cargos e aumentar salários sem qualquer critério técnico. Um levantamento mostra que mais de 600 decisões não foram publicadas no Diário Oficial da República. Entre os muitos beneficiados, constam nomeações de parentes e afilhados de Sarney. Também se descobriu que os tais atos secretos serviram para pagarem o salário (aproximadamente 12 mil reais) de um mordomo da agora governadora Roseana Sarney (filha do dito cujo), reformas luxuosas de casas e cirurgias estéticas da madame.

Passagens aéreas - Deputados e senadores levaram parentes e assessores em viagens pelo Brasil e para o exterior usando a cota de passagens aéreas do Congresso.

Horas extras - Pagamento de 6,2 milhões de reais de horas extras a mais de 3.000 funcionários em janeiro, quando o Congresso Nacional está em recesso parlamentar.

Caso Zoghbi - O ex-diretor de Recursos Humanos, João Carlos Zoghbi, é acusado de cobrar propina para favorecer empresas interessadas em prestar serviços ao Senado. Também foi acusado de usar a ex-babá como “laranja” para receber 2,3 milhões de reais do Banco Cruzeiro do Sul, responsável por operações de empréstimos consignados a funcionários do Senado.

Caso Agaciel - O diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, foi acusado de omitir de seu patrimônio uma mansão de 5 milhões reais e de fazer contratos irregulares.

Auxílio moradia - Sarney admitiu que vinha recebendo 3.800 reais de auxílio moradia desde 2008. O benefício não deveria ser concedido, uma vez que Sarney mora em Brasília.

Nepotismo - Diretores burlavam a lei antinepotismo empregando parentes por meio de empresas terceirizadas.

Celular - O senador petista, Tião Viana, cedeu um celular do Senado para a sua filha, que viajou de férias para o México e gastou quase 15 mil reais em ligações.

Funcionária fantasma - A funcionária fantasma Luciana Cardoso, filha do ex-presidente tucano, Fernando Henrique Cardoso, admitiu que “trabalhava” em casa porque o “Senado é uma bagunça generalizada”.

Jatinho – O senador cearense Tasso Jereissati (PSDB) usou parte de sua verba de passagens para fretar jatinhos e viajar alhures.

Fonte: Jornal o Estado de São Paulo.

segunda-feira, 31 de março de 2008

O descarte da dama de ouro

Lula não é de ir ao inferno com ninguém. Ao Contrário, gosta de estar no paraíso. E de preferência sozinho. Foi assim com o seu superministro e articulador político Zé Dirceu (com quem Lula nunca morreu de amores) e com Antônio Palocci (este sim homem de extrema confiança do presidente) , ambos muito bem cotados para a sua sucessão em 2010, mas que foram abatidos em pleno vôo por envolvimento em escândalos. Resultado: eles saíram queimados de todo o imbróglio e o presidente fortalecido.

Outro sério candidato à sucessão de Lula abatido pelofogo amigo” foi o senador Aloízio Mercadante. Como candidato ao governo do estado de São Paulo, na eleição de 2006, se fosse vitorioso poderia tornar-se um dos nomes mais fortes à presidência da República, em 2010. Entretanto, sem qualquer motivação lógica/e ou política foi envolvido no escândalo da compra de um dossiê contra candidatos do PSDB, o que resultou num tiro no . E de forte candidato petista a ganhar a eleição paulista e líder do governo no Senado, transformou-se numa opaca sobra moribunda da política nacional. Obra da causalidade política? Feitiço da oposição? Não acredito também.

Parece-me que a receita deu certo e com Dilma Russeff não será diferente. Com o argumento de que a Casa Civil se transformou num alvo fixo da disputa política, o Palácio do Planalto tratou de colocar a “dama de ourocomo possível carta de descarte, “até que a poeira do escândalo dos cartões corporativos abaixe”. Será este o verdadeiro motivo do descarte? Ou será que a visibilidade e o fortalecimento da ministra incomoda determinadas alas lulistas do PT? É exatamente esta a pergunta que me faço.

Como não acredito em coincidências em política, não desprezo a possibilidade de ser esse mais um capítulo de uma manobra de enfraquecimento de qualquer outro postulante do PT à presidência de República que não seja o próprio Lula. Ou seja, caso não passe a alternativa do terceiro mandato, o plano B seria entregar o governo federal à oposição e apostar no seu fracasso para uma volta triunfal de Lula, em 2014, por mais dois mandatos. Uma cartada perigosa, mas plenamente viável pra quem tem as melhores cartas na mesa e sabe como ninguém fazer o jogo político tupiniquim. E este é o caso de Lula, que se sair do governo como a popularidade que tem hoje será imbatível em 2014. Piração minha? Pode ser. Mas não creio. Então senhores, façam as suas apostas!