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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Os dinossauros também têm direito a reclamar, pá!

Então, sempre são 40 anos de serviço abnegado! De dedicaçón ao publicozinho, ós cidadõns.

Deslarga, ó lapa do poder central!!!

Deixem-nos trabalhar outros 40 anos no mesmo poleiro, que já está aconchegado às nádegas do seu usuário habitual.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Uma boa sugestão para o Arquivo Histórico de Lisboa

Na sequência doutras hipóteses, também aqui referidas, o Fórum Cidadania Lisboa lançou uma nova proposta para instalação do Arquivo Histórico da Câmara Municipal de Lisboa, que é um dos mais importantes do país e se encontra praticamente inacessível num local inadequado. Como não há dinheiro para novas instalações, é bom pensar em aproveitar o muito património existente na cidade. Oxalá haja vontade para reflectir em soluções adequadas.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Histórias tristes de desperdício de recursos

terça-feira, 9 de novembro de 2010

CML retrocede na betonização dos logradouros de Lisboa

Há males que vêm por bem: à indignação suscitada pelo alheamento dos poderes alfacinhas face à questão ambiental juntaram-se as inundações diluvianas na baixa da cidade na 6.ª passada, um derradeiro alerta sobre os perigos da abertura à impermeabilização total dos solos.
Ribeiro Telles parece que já pode descansar: haverá plafonds e regras para a impermeabilização dos logradouros e o seu Plano Verde será inserto no Plano Director Municipal.
Ainda bem que a edilidade reconheceu o erro em que incorria. Os termos precisos deste acordo serão divulgados amanhã.
ADENDA: segundo notícia de 10/XI, o acordo não é inteiramente satisfatório para a salvaguarda ambiental (é o acordo possível?) e nada foi dito sobre a impermeabilização em marcha e o plano de pormenor nos logradouros em torno do Jardim Botânico de Lisboa, que ameaça parte das árvores e o sistema de circulação de ar nessa área, alertam os Amigos do Botânico e o BE (embora Sá Fernandes pretenda preservar este espaço verde). Não esquecer que este foi recentemente classificado como monumento nacional, o que agrava a situação.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Novo PDM de Lisboa sem Plano Verde?

É o que parece estar a ser cozinhado, a crer nas palavras dum dos maiores peritos portugueses, o eng.º Ribeiro Telles. A denúncia é feita em notícia de 6.ª feira passada e em entrevista com Cláudia Sobral publicada este domingo no suplemento «Cidades» do Público ("«O Plano Verde serve enquanto não prejudicar a construção", p.7-9) a qual, infelizmente, não está disponível no site do jornal, ignoro o porquê.

Os Amigos do Botânico também estão preocupados, pois se a proposta para o novo PDM gizada pela maioria socialista na câmara de Lisboa for adiante, isso poderá prejudicar o Jardim Botânico de Lisboa. E bem mais do que isso, o próprio equilíbrio ambiental da cidade...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Uma boa ideia no sítio errado

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Boas práticas a nível local

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Um novo muro da vergonha

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Esqueletos no armário

Maioria PSD/CDS não quer Rua José Saramago no Porto

A proposta, apresentada pelo vereador da CDU, Rui Sá, foi ontem rejeitada pelos votos da maioria. O documento previa uma manifestação de pesar pela morte de José Saramago e a atribuição do nome do escritor a uma artéria da cidade. O voto de pesar ainda foi aprovado, com a abstenção de seis eleitos do PSD e do CDS e o voto contra de Sampaio Pimentel (CDS), mas a proposta de dar o nome do escritor a uma rua foi chumbada pela maioria do executivo (com os votos favoráveis de quatro vereadores do PS e de Rui Sá; o socialista Vilhena Pereira absteve-se).

terça-feira, 22 de junho de 2010

Um caso vergonhoso de inimputabilidade e das indispensáveis cumplicidades de cúpula

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Começa-se a cortar e vai tudo a eito, que nem uma bola de neve

«Manifesto critica falta de estratégia cultural em Évora»

segunda-feira, 29 de março de 2010

Novas formas de contar a história de Lisboa

Este post serve de última chamada para uma exposição fantástica que está nos seus últimos dias. Chama-se ela «Lisboa tem histórias», enquadra-se nos 100 anos do Museu da Cidade e está patente só até ao final deste mês.

O fulcro da mostra é quase um «ovo de Colombo»: apresentação de 20 personagens de Lisboa caricaturados por João Fazenda, com um subtítulo (regra geral, a alcunha) e um conjunto de peças diversificadas directamente ou indirectamente atinentes, desde artefactos arqueológicos, loiça, fotos, etc. (videozinho promocional aqui). A Sofia já aqui tinha chamado a atenção, mas vale a pena insistir.

Além desse núcleo, a mostra incluiria ainda a exibição dum filme de Abílio Leitão, «com imagens actuais dos locais da cidade que estão associados a cada um dos 20 personagens». O problema é que, ontem (e noutros dias) não estava a ser exibido, nem mesmo a pedido dos visitantes e sem que nenhuma explicação tenha sido avançada.

O Museu da Cidade era uma das coisas mais tristes do país, parado no tempo, pequeno, e tudo o que a Sofia já aqui desvelara, para nossa vergonha... Este evento prova como pequenas ideias podem ajudar a mudar as coisas, a tirar o pó à mobília, e logo as pessoas aderem: isso mesmo o atesta a significativa audiência para o pouco tempo e a pouca publicidade feita (10 mil visitantes até recentemente). E nem é preciso ter mega-espaços (isto dito, ainda assim o museu precisa de mais espaço, um outro pólo, p.e.). A este propósito, seria bom que, após fecho da mostra e caso não fosse possível incorporar a mostra na colecção permanente, incluissem uma sua versão video em tela numa das salas do museu. Seria a melhor forma de o honrar e de dar um sinal no caminho da sua necessária renovação. Também nesse sentido vai a instalação duma colecção de cerâmica de Rafael Bordalo Pinheiro no jardim do museu e que a Sofia também elogiou há uns dias atrás. E as exposições temporárias, claro.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Uma boa iniciativa de administração aberta

Surgiu recentemente um serviço público bem útil para melhorar a qualidade de vida nos municípios portugueses. Chama-se autarquias.org, e é um site que permite a qualquer cidadão apresentar as suas queixas, denúncias, alertas sobre todo o tipo de deficiências passíveis de serem reparadas pelas autarquias locais. Uma ideia simples mas muito eficiente, a atender pelo número e variedade de denúncias que já estão aí visíveis para todos lerem. Mão amiga fez-me chegar um texto de divulgação da iniciativa, que aproveito para transcrever:

«Caro cidadão,

A partir de hoje, tem ao seu dispor a plataforma autarquias.org.
Com o autarquias.org os cidadãos podem alertar os municípios para as mais variadas situações, desde de Lixos na via pública, postes de iluminação que não o funcionam, buracos na via pública, equipamento danificado, problemas nos abastecimentos, ou outros tipos de problemas, que muitas das vezes as Câmaras Municipais não tem conhecimento.
Os cidadãos podem acompanhar as respostas das autarquias aos alertas apresentados por outros cidadãos, como também participarem nesses mesmos alertas adicionando comentários.
O autarquias.org permite também a criação de debates por cidadãos que pretendem discutir assuntos que lhes pareçam pertinentes com outros cidadãos e com o próprio município ou questionar a autarquia sobre um assunto do interesse de todo o município, como também a abertura de petições.
Participe neste projecto:
www.autarquias.org».

segunda-feira, 27 de abril de 2009

O rei-momo do populismo luso está de volta!

É verdade, meus amigos, o Flopes regressou e em força!

Para mostrar que a direita a sério não descansa no feriado do 25 de Abril avançou com a artilharia pesada, em formato high-tech: tv-net, site, blogue, etc.. Mas o melhor de tudo foram as suas declarações, como de costume.

No lançamento da candidatura a edil lisboeta defendeu a suspensão do projecto de contentores do porto de Alcântara, a 3.ª ponte sobre o Tejo exclusivamente ferroviária, e opôs-se ao fim do aeroporto da Portela. Tentador para muitos, o último só para o lobbie do turismo (que o co-financiou e co-financiará) e para quem já não reside em Lisboa mas ainda aí vota. O pior foi o resto.

E o resto foi dizer que "a sua prioridade em 2002 foi a reabilitação através do repovoamento e é a ela que regressa agora, para devolver a cidade aos munícipes". Hello!, alguém acredita nisto? Então, quem teve como bandeiras a reabilitação do Parque Mayer (cujo projecto betonesco de Frank Gery ficou na gaveta) e o túnel do Marquês (para trazer mais carros para dentro da cidade e que levou Lisboa à bancarrota), jura agora que a sua prioridade foi o repovoamento?!

Disse ainda não querer "mais carros a entrar em Lisboa", daí a tal 3.ª ponte ferroviária, mas antes fez o oposto. E há uns meses atrás, propôs uma ligação Rotunda - Campo Grande exclusivamente por túneis, prometendo então fazer mais um túnel rodoviário, este debaixo da Praça Saldanha (depois da buracaria interminável do metro, mais obras na zona, porque não?). Em que ficamos?

Flopes, que encabeçará uma coligação de direita (PSD, CDS-PP, MPT e PPM), não fez só coisas erradas, claro, algo se aproveitou. Mas o balanço é claramente negativo. Será preciso recordar que foi o seu próprio partido que retirou a confiança política ao seu discípulo Carmona Rodrigues e que, por causa disso, houve eleições intercalares na capital? Já para não falar doutros legados, como o das santanetes, um aparelhismo sui generis preservado no léxico político.

Who cares? Pode ser que a memória seja curta, e, assim como assim, há sempre muito boa gente que vive dos aparelhos partidários.

Preparai-vos para a festa, vão ser uns mesitos de loucura! Ou anos, porque o cromo é bem capaz de ganhar novamente as eleições!! Segurai-vos, pois, o apito acabou de soar!!!

Nb: adaptação de cartoon de GoRRo, originalmente publicado em Fuga para a vitória.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Lugares fora do tempo


Imerso na bruma salazarenta, o edil de Santa Comba Dão voltou à carga, desta feita para inaugurar a «requalificação» da Praça António de Oliveira Salazar em pleno 25 de Abril. Ou seja, uma praça atada ao nome dum dos ditadores mais lapa de sempre vai ser objecto de festividades no dia dedicado à Liberdade em Portugal. Só o dito cujo acha que isto não é uma provocação gratuita, pretextando que o «Botas» é filho dilecto da terra e que já atingimos a «maturidade política».
Em 2007, deu-lhe a morbidez dum Museu Salazar. Não satisfeito com o delírio, queria ainda que a conservação dos tarecos do «Manholas» fosse à mama do Estado central.
Das duas uma: ou o exmo. edil é um oportunista procurando surfar um ensimesmado eleitorado de direita conservadora e reaccionária; ou está completamente obcecado com fantasmas.
No coração do outrora Cavaquistão, a direita continua colada ao pior de si mesma: má consciência face ao legado ditatorial; complacência (senão apoio) aos caciques, da paróquia à nação; apego aos localismos doentios; populismo cultural; falta de criatividade e de pluralismo; e, por fim, um duvidoso gosto kitsch, que liga alegremente tiranete com porco e tuna, como quem liga tremoços com trufa.
Já as aldeias-berço de Mussolini e Franco se haviam prendido a um saudosismo mórbido e fedorento (só recentemente Ferrol se livrou deste karma). Parece um fado geográfico. E histórico: diz agora que o cromo «faz parte da história»: nesse caso, revolucione-se a toponímia, há mais tiranos na caderneta. No fundo, no fundo, está tudo na imaginação dos homens. Ou melhor, na falta dela.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Nos 100 anos do Congresso Municipalista (agenda)

Mais informações aqui.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Orçamento participativo e fórmula 1 na cidade: do bom ao péssimo

Pois é, em Lisboa oscila-se entre o bom e o péssimo.

Do lado do bom, temos o orçamento participativo, acessível na Internet para todos, com 5 milhões de euros, o que não é nada mau. Aproveitem que finda amanhã (os projectos eleitos serão votados por todos em 8-14/XI). Escusavam era de obrigar os interessados ao rosário coscuvilheiro dos dados para estatísticas, requisito do registo. Ai, tanta desconfiança com os cidadãos... É, a burocracia é mais forte, não resistem. Já para não falar de ter sido divulgado em cima da hora. Uma consulta pública digna dum município português tem que ser assim, à socapa, não vão os cidadãos dar trabalho a mais, ou fazer ondinhas...
Do lado do péssimo, vem aí fórmula 1 em pleno coração da cidade, próximo fim-de-semana inteiro! Parece de loucos, mas é isso mesmo: o Renault Roadshow tem passadeira para poluir o centro da cidade (já de si com um nível de poluição grave) e transtornar a vida dos munícipes (ao cortar a circulação desde a rotunda do Marquês), sobretudo aos moradores. Sim, ainda há quem teime em viver no centro da cidade, senão acreditam leiam a carta que Gonçalo Falcão enviou à CML e que o Público publicou na 2.ª, na Tribuna do Leitor. A CML só receberá 22 mil euros - peanuts, face a tamanho disparate. Rui Rio deve estar a rir-se, foi ele que começou com estas palhaçadas das gincanas e fumos aéreos.
Já não bastavam as trapalhadas com o Jardim das Amoreiras, a frente ribeirinha e as casas municipais. Em ano de eleições, pão e circo a dobrar. Custa dizê-lo, mas a coisa está a tornar-se desconcertante demais para acreditar. E o tempo vai escoando...

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Da balda aquática, glu, glu, glu

Em Agosto, meio Portugal vai a banhos, o outro meio avia-se em terra. Com isso, os serviços públicos ficam a meio gás (cof, cof, é um eufemismo, bem sei).
Para os que ficam, por ex. em Lisboa, este mês tem um encanto especial. Pode-se andar à vontade, tanto de carro como nos transportes públicos e nas ruas; os restaurantes, cafés e bares estão à nossa disposição, mais calmos e sem esperas; há via aberta para ir às praias circundantes. É o momento ideal para tratar de burocracias e assuntos pendentes.
Mas como não há bela sem senão, muito coisa entrava. Por isso, não é debalde nem de balde que vos venho falar, mas sim duma balda aquática que confirmei em Lisboa. Para quem gosta de natação e não quer derreter o seu cacau, restam-lhe as piscinas municipais, um equipamento qualificante. Aqui chegados começa a encrenca: é que ninguém sabe quais estão abertas, de facto. O site da CML diz uma coisa, in loco é outra (para certos casos), e depois há os 'imprevistos' (cof, cof, novo eufemismo). E o que são os 'imprevistos'? É, por exemplo, ir a uma piscina que deveria estar a funcionar (Vale Fundão, Chelas, hoje) e constatar in loco que tinha um problema (na água? a resposta foi vaga), problema esse que durava há dias mas omitido no site e sem ser do conhecimento dos funcionários das outras piscinas (Ameixoeira, por ex.). Ademais, a do Rego tem os duches só com água quente (uma só torneira) no Verão, diz que já foi chamado «o técnico», será que teve um achaque súbito? Mistérios...
Já em 2006 houve bronca, na altura denunciada pelos actuais vereadores Helena Roseta e Sá Fernandes (sobre isso escrevi aqui). Resta agora esperar que Sá Fernandes resolva este tipo de problemas, i.e., que o site seja diariamente actualizado, que haja duches 'normais' no Rego, que todas as pisicinas tenham os horários das restantes afixados e transmitam às restantes informação quando não estiverem a funcionar em condições. É pedir de mais?
Nb: imagem da piscina municipal mais bonita, pelo interior e pelas vistas (é a de Vale Fundão).

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Rui Rio Superstar: passerelles e lantejoulas à desgarrada

Num excelente post, sugestivamente intitulado «As mentiras de Rui Rio», Tiago Barbosa Ribeiro desmonta todos os clichés anti-culturais que o edil portuense lançou ao longo destes anos para fazer passar o seu populismo de direita na área cultural.
Em 1.º lugar, Rio criticava o Rivoli e privatizou a sua gestão por alegadamente não ter público: os relatórios entretanto tornados públicos provam justamente o contrário e até dizem que davam lucro (vd. tb. o JN aqui).
Em 2.º lugar, dizia que a empresa municipal responsável pela gestão cultural, a Culturporto, só dava prejuízo (o que é desmentido pelos resultados do Rivoli) mas criou uma nova empresa paralela, a Porto Lazer, desvalorizando a cultura em favor do entretenimento e, pelo meio, alimentando nomeações sem concurso de amigos políticos (vd. tb. TBR aqui).
Em 3.º lugar, verberou contra a subsidiodependência, mas o que é um facto é que financia agora (indirectamente ou não) a empresa de Filipe La Féria (numa concessão entretanto considerada irregular pelo Ministério Público), tendo esvaziado a atractividade de várias organizações culturais que tinham consolidado uma oferta de referência: o FITEI (Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica) e o TEP (Teatro Experimental do Porto) exilaram-se em Gaia (tb. o FantasPorto e a Feira do Livro do Porto já ameaçaram fazer o mesmo); o Seiva Trupe queixa-se de asfixiamento; a Casa Cinema Manoel de Oliveira estagnou; as galerias de arte estão a transferir-se para Lisboa por falta de apoio à animação cultural, como a Graça Brandão.
Como se tudo isto não bastasse, o edil prossegue na sua propaganda indecorosa, à qual juntou entretanto outro condimento; assim, e ao estilo das vigilâncias de má memória, resolveu divulgar no site municipal um vídeo feito exclusivamente para mostrar a presença do dir.-adjunto do Jornal de Notícias na manifestação anti-privatização do Rivoli que ocorreu a 14 deste mês (vd. aqui), alegando conflitos de interesses deste, como se um jornalista não pudesse exercer o seu direito de cidadania (TBR fala disso aqui; vd. tb. este editorial de Manuel Carvalho no Público).
Por fim, Rui Rio promove gincanas automobilísticas (sobre isso escrevi aqui) e outros despautérios, tendo ficado na memória de todos o rídiculo despique com o seu vizinho de Gaia para ver quem gastava mais dinheiro em foguetório e pirotecnia durante as passagens de ano.
Pelos vistos, há por aí uma elite que precisa de passerelle para se pavonear e mostrar os vestidos e as operações de cosmética. Para esse efeito, nada melhor que ocupar salas recuperadas com o dinheiro de todos, pois claro.
É a política cultural populista-conservadora em todo o seu esplendor.
PS: sobre a alienação do Rivoli e a política cultural escrevi na devida altura 3 posts no Fuga (1, 2 e 3).

quinta-feira, 22 de março de 2007

Rio acima, Rio abaixo

Algo de muito engraçado sucedeu esta 2.ª feira: enquanto o DN informava sobre a última tropelia de Rui Rio na sua política cultural (sim, porque o edil tem uma, parecendo que não), o Público contrapunha uma notícia sobre a sua mudança para uma posição proto-pró-regionalização (é mesmo assim), fruto dos laboriosos anos de experiência como autarca. Ou seja, um texto de «má imprensa», o outro de «boa».
Mas vamos aos detalhes, pois ambos os artigos são importantes: só se obtém um retrato completo do personagem unindo as duas facetas.
Comecemos pela «má imprensa»: "CDU quer privados na organização das corridas da Boavista" (de Francisco Mangas, p. 33, lamentavelmente sem arquivo electrónico).
É verdade, inverteram-se os papéis: agora é a CDU a pedir privados para tomarem conta duma corrida de carros, pois custará 2 milhões de euros aos cofres municipais e tem exactamente os mesmos 6% de receitas de bilheteira que tinha a extinta Culturporto. A gincana tem um pomposo nome: Grande Prémio Histórico do Porto, e faz lembrar os recentes despautérios terceiro-mundistas com o Lisboa-Dakar.
Em suma, temos então uma política cultural portuense reduzida a fogo-de-artifício, gincanas automóveis e lantejoulas de La Féria. Fantástico, Mike!
O texto do P intitula-se "Rio diz que as regiões podem ser «solução»" e nele Filomena Fontes revela-nos o que levou o edil a repensar melhor a questão: "«há situações em que, se as decisões forem tomadas localmente, são mais vantajosas do que se continuarem dependentes da administração central»"; "valerá a pena pensar num modelo de governação que «utilize melhor e com mais cuidado» os dinheiros públicos. A saúde e a educação foram duas das áreas que apontou". E, já a finalizar o seu discurso público perante militantes do PSD de Torres Novas, confessa: "«face à minha experiência, hoje estou aberto para ver se há uma solução equilibrada para a situação presente»".
Ou seja, Rui adoptou um dos argumentos centrais dos defensores da regionalização. Mais vale tarde do que nunca.
Nb: a imagem do modelo mini é daqui; a outra tb. é dum site brasileiro, villalobos qualquer coisa..