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domingo, 23 de novembro de 2008

Vinhos de colheita tardia, uma doce tentação

Esta é uma variedade de vinhos pouco conhecida, mas que vale a pena provar. Os vinhos de colheita tardia surgiram na Hungria, em meados de seiscentos, revela-nos Rui Falcão no Fugas de 15/XI.
Como o nome sugere, provêm duma vindima posterior à normal, com a uva já muito madura, parte em estado de podridão, contendo por isso uma grande proporção de açúcar. A uva é apanhada bago a bago, tornando este vinho raro e caro. Daqui resultam vinhos gulosos, e que podem durar muito tempo.
Poucas castas e regiões são aptas para a sua feitura. As castas mais usadas são a Furmint, Riesling, Sémillon e Chenin Blanc. As regiões eleitas ficam na Alemanha, Áustria, Hungria e França. Em Portugal é difícil a sua produção, mas não impossível, como o comprovam alguns bons exemplos. Rui Falcão refere o Late Harvest Grandjó 2006 (da Real C.ª Velha, Douro) e o Casal Figueira Vindima Tardia 2007 (Estremadura). O 1.º é feito da casta Sémillon, o 2.º da Petit Manseng. A estes eu aditaria o Bucelas Chão do Prado Colheita Tardia, em Bucelas, que figura na imagem (é a garrafa mais estreita, de o,5l). A casta predominante é a Arinto (85%), a rainha da região. A Chão do Prado tem aí uma quinta com ampla vista sobre as videiras e a serra, servindo refeições no seu acolhedor restaurante.

domingo, 29 de julho de 2007

Para refrescar na canícula, um bom vinho branco Arinto

Em plena canícula, acompanhar marisco ou peixe grelhado com vinho tinto é um quanto suado, para não dizer inapropriado. É como aquela rábula antiga do restaurador Olex. Não dá mesmo.
Por isso, nada melhor que um vinho branco bem fresquinho (ou um espumante). Já falámos aqui dos vinhos brancos verdes, agora é a altura dum bom vinho branco com o máximo de frescura. Um dos que melhor encaixa neste perfil são os da casta Arinto. São vinhos brancos muito secos, frutados e cítricos.
Têm uma região especial só para eles, Bucelas, mesmo às portas da capital, embora sejam feitos um pouco por todo o país. Dos que conheço, recomendo, à cabeça, o Bucellas Arinto (Caves Velhas, c.6€) e o Prova Régia (Qt.ª da Romeira, c.5€). Outro excelente é o Vinha da Defesa, ainda que misturado com Antão Vaz e Roupeiro (Herdade do Esporão, c.7€; nos vinhos de lote, há a bom preço, c.5€, outro Caves Velhas, o Bucellas, que combina o Arinto com as castas Esgana Cão e Rabo de Ovelha). Para quem gosta de reservas há o Morgado de St.ª Catherina (onde ressalta muito a madeira, c.9€). A preços acessíveis há ainda que contar com o Quinta da Murta (distribuído pela cadeia Pingo Doce, c.4€).
Nos vinhos de colheita tardia feitos com Arinto tem que se destacar o Chão do Prado. Quem quiser pode visitar esta belíssima propriedade por alturas da Festa da Vindima, ou durante o ano, basta marcar reserva no seu restaurante, incorporado numa antiga casa rústica de apoio, entretanto recuperada.
Uma novidade recente é a feitura de vinhos espumantes com esta casta, uma boa experiência, recomenda-se vivamente a sua prova.
Nb: a 1.ª imagem é retirada daqui.; a 2.ª vem daqui.