Mostrar mensagens com a etiqueta região Madeira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta região Madeira. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 8 de novembro de 2011

The show must go on: na Madeira continua a dar-se «tolerância de ponto» para se ouvir o pai dos povos na tv, como se nada tivesse ocorrido entretanto

«Jardim dá tolerância a funcionários para assistirem à posse do governo pela televisão»

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

É fartar vilanagem

Afinal a dívida da Madeira ao Estado português não é de €5800 milhões, como dizia Jardim e o seu sec.º regional do Plano e Finanças há 7 dias atrás, mas de €6328 milhões, anunciou esta noite o ministro das Finanças. Ou seja, uma diferença de quase €500 milhões.
Jardim dissera ainda que a dívida (directa) da região da Madeira não excedia os 60% do PIB da região, contrapondo-a à do Estado Português, que é 106% do PIB de Portugal, porém, o ministro das Finanças disse que a dívida da Madeira vale 123% do PIB da região, o dobro!!!
Ou seja, além de insultuoso e eleitoralista, Jardim é um demagogo incorrigível. Arrecada todas as receitas da região (sem ter que as repartir com as administrações central e local), mais compensações para os municípios, mais para as empresas públicas nacionais que operam na região, mais para a PSP, a Universidade da Madeira, a RTP-Madeira e um rol infindo de serviços. Não só não lhe chega o que recebe como supera em proporção o défice nacional, já para não falar do dos Açores, a outra região existente.
O buraco que criou representa 1/4 do tal «desvio colossal» no défice orçamental para 2010 que o governo português ainda há umas semanas imputava ao PS. O resto cabe às empresas públicas. Ou seja, 25% directamente ligado a apenas 5% da população nacional (enfim, ao seu manda-chuva).
Ainda há dúvidas de que o rei da Madeira anda a fazer pouco de todos os cidadãos portugueses?

sábado, 17 de setembro de 2011

Até quando continuará este sr. impune?

O forróbodó continua na Jardimlândia, agora com a ajuda da administração pública regional na ocultação de despesas desde 2008, caso inédito em Portugal.
O rombo é tal que vai chegar aos bolsos do mexilhão, aguardem só os próximos capítulos. Entretanto, podem dar uma olhada nas notícias em baixo, são elucidativas.
Foi preciso fiscalização externa, do estrangeiro, para se perceber a real dimensão da afronta. Até quando durará a impunidade?
Não tenham dúvidas: se ninguém o travar, a gula é eterna: «Eleições na Madeira: Jardim garante que vai continuar a fazer obras e não despede ninguém».

«Desvio [nas contas da Madeira] igual ao dobro da sobretaxa do Natal»

«Dívidas da Madeira obrigam a revisão dos défices entre 2008 e 2010», por Ana Rita Faria

Adenda: para se perceber até que ponto isto só foi possível com muitas altas cumplicidades vd. o ex. do PR: «Cavaco Silva entre o silêncio e o elogio à Madeira».

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A parte humana no adensar da catástofre madeirense

Para que não se repita o pior, a solidariedade com o povo madeirense passa também por solucionar um assunto difícil, incómodo, aparentemente lateral, que é o da responsabilidade humana no reforço da catástofre madeirense. Já tinha deixado alguma informação neste post. Agora aproveito para listar outros textos com informação relevante, incluindo um premonitório alerta com 25 anos:

1) «O que se dizia antes da tragédia» (reportagem da RTP-Madeira de 13/I/2010)

2) «Oxalá que nunca se diga que sou profeta» (texto do eng.º silvicultor madeirense Cecílio Gomes da Silva, Diário de Notícias da Madeira, 13/I/1985)

3) «Não é canalhice nenhuma» (opinião de Daniel Oliveira sobre insultos do presidente regional madeirense a quem alertou para o problema do planeamento urbanístico ligado às 3 ribeiras que passam pelo Funchal)

4) «É um erro reconstruir onde a enxurrada levou, diz especialista» (alerta do prof. catedrático Lusitano dos Santos, perito em planeamento e ordenamento do território, Público, 24/II/2010)

5) «Quercus diz que bom ordenamento do território teria evitado tantas mortes» (Público, 22/II/2010)

6) «Ex-vereador do Ambiente do Funchal afirma que a tragédia “era expectável”» (Público, 21/II/2010)

7) «"Mau planeamento urbanístico" aumentou consequências» (posição da Associação Portuguesa de Técnicos de Segurança e Protecção Civil, Público, 21/II/2010)

ADENDA: «Está lá tudo», por Rui Tavares (Público, 1/III/2010)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Depois do cataclismo na Madeira

«À procura da normalidade, Madeira teme mais vítimas». Entretanto, alarga-se a solidariedade para com o povo madeirense (vd. aqui e aqui). Foi o maior cataclismo natural em 100 anos na região, em parte por culpa do mau planeamento urbanístico: sobre isso, o debate em curso já avançou com soluções sustentátveis, para evitar que o pior se repita. Mas essas soluções implicam o corte com o modelo de desenvolvimento que tem sido seguido. Seja qual for a decisão, já não dá para dizer depois que não se sabia que havia soluções alternativas.

Por ora, c. de 30 mil crianças não poderão ir à escola nos próximos tempos. O governo português decretou 3 dias de luto nacional. Informação actualizada aqui. Mais imagens do temporal aqui e no espaço donde foi retirado este video.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A duplicidade de critérios em acção

Afinal a «asfixia democrática» que Portugal sofria pára à porta da Madeira. Para Manuela Ferreira Leite, a autora do epíteto, aquela Região Autónoma é um oásis num país asfixiado: «bastião inamovível» e «um bom governo do PSD». E não sofre de asfixia pois o povo votante é soberano e até há jornais críticos do executivo local, mas que nem sofrem retaliações...

Para lá das contradições insanáveis face ao padrão de crítica do governo socrático há ainda a considerar um paradoxo mais preocupante: o 'modelo de desenvolvimento' praticado pelo jardinismo do último trinténio é tudo menos aconselhável e supostamente deveria ser um exemplo a evitar para um partido que se diz defensor de menos Estado, controlo das contas, etc.. E, depois, não se vê como conciliar o actual discurso do PSD sobre a morigeração das obras públicas de envergadura com o jardinismo inauguracionista.

É verdade que todos os partidos políticos com algum lastro e dimensão têm os seus esqueletos no armário. Mas há esqueletos e esqueletos. E contradições e contradições.

PS: sobre a original via madeirense o Público publicou recentemente um interessante dossiê de balanço, que saiu num P2 que não consegui localizar mas que julgo ser de Julho passado.