domingo, 16 de dezembro de 2007

Prenda de Natal adiantada para o Pedro e o Vasco

Pois é, aqui também os mais pequenos têm direito a prendoca!
Ao Pedro e ao Vasco deixo 3 belas animações com mãos, e boa música a acompanhar:
>A wonderful world (de Raymond Crowe);
Incrível, como é que eles fazem isto? É magia!!
Uma arte para todos, ao alcance de 3 cliques.
Nb: imagem retirada daqui; alguns truques vêm aqui...

sábado, 15 de dezembro de 2007

Quem é que é grande? Quem é?

Belenenses - 1 Benfica - 0

Parabéns Irene!

«Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes»
Ricardo Reis

A historiadora Irene Fulsner Pimentel acaba de ser agraciada com o Prémio Pessoa 2007. Felicitamos publicamente a Irene e aproveitamos para explicar, do nosso ponto de vista, a importância desta distinção.
Irene Pimentel, 57 anos, é licenciada em História pela FLUL (1984). Trabalhou na área da produção teatral e no sector livreiro. No início dos anos 90 começou a dedicar-se à investigação histórica. Em 1997 obteve o grau de mestre em História do Século XX (FCSH-UNL) com uma dissertação sobre as organizações femininas do Estado Novo. Foi então que a conhecemos e tivémos o gosto de ser seus colegas. Já este ano, doutorou-se com uma tese sobre a PIDE/DGS, polícia política do Estado Novo (1945-1974). Foi responsável pela divulgação bibliográfica e recensões críticas na revista História (1994-2001). Desde 2005 integra o movimento cívico Não apaguem a Memória!, tendo reflectido sobre a questão da memória da repressão ditatorial e da resistência. Foi neste contexto que Daniel Melo lhe lançou o repto para escrever um artigo A memória pública da ditadura e da repressão») para o dossiê «Os silêncios da História» do Le Monde Diplomatique - ed. portuguesa, a que se seguiu um muito estimulante debate público, ambos em Fevereiro deste ano.
O Prémio Pessoa distingue e dá visibilidade à investigação sobre a história contemporânea de Portugal e, especificamente, sobre a história do Estado Novo. Além disso, valoriza a coragem, o labor sério, rigoroso e minucioso, o investimento emocional, cívico e intelectual da Irene, que se abalançou a fazer a história de uma instituição como a PIDE.
Refira-se ainda que este prémio foi atribuído a uma historiadora que não tem qualquer vínculo laboral com uma instituição de ensino superior, centro de investigação ou laboratório associado do Estado. Faz história por gosto, vocação e convicção. O Prémio Pessoa 2007, no valor de 50 mil euros, é, aliás, entendido pela galardoada como um meio de financiar outras pesquisas que tem em curso. Ouvida pela TSF afirmou: «Há muitos jovens investigadores que têm muita dificuldade em investigar e que tiram do seu tempo privado tempo para investigar, queria que eles também usufruíssem deste prémio a nível material».
As palavras de Irene, além da sua generosidade, atestam que, no nosso país, o sistema universitário e científico está de tal fora montado, em circuito fechado, sem abertura à renovação, que um prémio que destaca "uma intervenção particularmente relevante e inovadora na vida artística, literária ou científica do país" (Filosofia do Prémio Pessoa), pode ser um recurso para garantir trabalho ao premiado e a terceiros.
Desejamos à Irene Pimentel longa vida e muitos novos livros de história contemporânea.
Um abraço,
Cláudia e Daniel.
***
Publicou diversos artigos em jornais e revistas científicas e colaborações em dicionários e obras colectivas. É autora dos seguintes livros:
História das Organizações Femininas do Estado Novo. 1.ª ed. Lisboa: Círculo de Leitores, imp. 2000.
Cardeal Cerejeira: Fotobiografia de Manuel Gonçalves Cerejeira. 1.ª ed. Lisboa: Círculo de Leitores, imp. 2002.
Os Judeus em Portugal durante a Segunda Guerra Mundial. Em fuga a Hitler e ao Holocausto. Lisboa: Esfera dos Livros, 2006.
Vítimas de Salazar. Estado Novo e Violência Política. Lisboa: Esfera dos Livros, 2007. (co-autora)
A História da PIDE. 1.ª ed. Lisboa: Círculo de Leitores, 2007.
Mocidade Portuguesa Feminina. Lisboa: Esfera dos Livros, 2007.


Quem quiser acompanhar as peripécias da Irene no concurso «Os grandes portugueses» pode ver aqui.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Os filmes da vida de alguém

Caros amigos, aproveito a deixa da Iolanda Évora há uns tempos atrás para me debruçar sobre o tal tema dos filmes. De facto, foi o estímulo que eu precisava para me decidir a publicar as minhas listas cinéfilas (sim, são muitas). Assim por exemplo:

- Filmes que não vi, mas gostei imenso:
How to Irritate People (pseudo-documentário do John Cleese, de 1969; só pode ser bom).
The Imaginarium of Doctor Parnassus (só estreia em 2009; ainda não arranjei tempo para ir ver; do Terry Gilliam)
Human Nature (escrito pelo Charlie Kaufman)

- Filmes que não existem mas, a existir, seriam um sucesso seguro, dado o carácter apelativo do seu título (já agora, informo a quem de direito que vendo títulos de filmes, romances, etc., a preços módicos):
A importância de se chamar Simão
Diz-me quem és (e talvez te diga o que comes)

O Código da Trinta
A Insustentável Leveza do Selo

- Sequelas que, incompreensivelmente, nunca passaram do papel:
Rocky VII (sinceramente, já passou um ano desde o já saudoso Rocky Balboa; não sei de que estão à espera)
Life of Brian Jr. (ou o Código da Vinci finalmente desmistificado)
High School Funeral (aka, o final do abominável High School Musical)
There's Nothing About Mary, After All (Doidos por Mary, 20 anos depois)

Talvez África venha a beneficiar...

A mais prestigiada revista científica na áreas das ciências biomédicas, a Cell, publicou dois artigos importantíssimos no seu mais recente número. O primeiro artigo relata a descoberta de uma proteína do sémen humano envolvida na infecção pelo HIV pela via sexual (a mais frequente). O segundo artigo descreve a descoberta de uma outra proteína envolvida na evolução da infecção da Malária. O que estes dois artigos têm de promissor é a descoberta de peças importantes no puzzle da infecção do HIV ou da Malária ao nível molecular. A prazo estas descobertas poderão conduzir ao desenvolvimento de novos medicamentos que possam ajudar a controlar as epidemias de SIDA e de Malária. Estas epidemias são seguramente os maiores problemas de saúde pública em África. Com um pouco de sorte as populações africanas vão beneficiar destas descobertas. Com um bocado de azar serão as grandes multinacionais da Indústria Farmacêutica quem vai tirar dividendos.
Note-se que estes dois artigos resultam do trabalho de investigação financiado pela União Europeia, pelo governo da Baixa Saxónia, pela Fundação Volks Wagen, pela Fundação Wilhelm-Sander, e pelo NIH dos EUA, o primeiro, e o segundo artigo pelo Welcome Trust e o Medical Research Council (ambos do Reino Unido) e pela União Europeia. Tudo organismos públicos ou (uma minoria) fundações beneméritas, nenhuma empresa farmacêutica contribuiu. Naturalmente. Ainda se está longe de descobrir medicamentos que possam ser eficazes, mas dão-se passos nessa direcção. E, obviamente, se estes passos não forem dados, nunca se chegará a descobrir medicamento nenhum. Mas isso não são coisas que preocupem as farmacêuticas. Quando se estiver perto dum medicamento eficaz, aí sim, elas entrarão finalmente em cena. Hão-de desencantar uma patente qualquer e colher os dividendos. Chegada essa hora a investigação que foi agora publicada, e que abriu o caminho, não terá peso rigorosamente nenhum na atribuição das patentes. Dirão as farmacêuticas que não teve contribuição directa para desenvolver o medicamento. E contra patentes não há argumentos. Hão-de estabelecer monopólios e recolher os lucros. As epidemias em África, essas talvez não mudem muito...

Imagem descoberta aqui

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Parlamento da Suíça veta racista Blocher

O ministro racista da Justiça e da Polícia da Suíça, Christoph Blocher, não conseguiu ontem, em primeira votação, reunir os votos necessários no Parlamento para ser reeleito como membro do governo. Os parlamentares elegem hoje os sete membros do Executivo suíço, com a dúvida sobre se Blocher poderá ostentar o cargo de ministro por mais quatro anos. Na primeira votação, a ultranacionalista União Democrática de Centro (UDC), partido de Blocher, obteve 111 votos dos 246 legisladores que integram o Parlamento. No plenário houve momentos de tensão quando a esquerda festejou com gritos o resultado. Espero que o Parlamento suíço tenha juízo e rejeite o nome deste xenófobo definitivamente. Já há muitos canalhas no poder espalhados mundo afora. Os suíços não precisam de mais um.

Adendo:

Ufa! Agora é definitivo. Depois de 15 anos no poder, o homem forte da direita ultranacionalista, Christoph Blocher , foi finalmente expulso do governo suíço. Os imigrantes agradecem. Bye, bye cão-raivoso! Mais informação aqui.

Um minuto de silêncio

Ike Turner (1931-2007), o pai do Rock & Roll

Concurso de tiros no pé III (ou a esquerda francesa num impasse)

Continuando o post anterior... Lionel Jospin, no seu "L'Impasse" também faz várias críticas bastante válidas, e equitativamente distriuídas. À direcção PSF critica não ter escolhido a sua candidata mais cedo. Efectivamente a escolha dos militantes foi provavelmente determinada mais pelas sondagens do que pelo debate interno. Se a escolha tivesse sido feita um ano antes, ou mais, os militantes não se teriam baseado em sondagens a uma tão longa distância das eleições, teria ficado mais espaço para o (verdadeiro) debate, e - acrescento eu - teria ficado mais tempo para a candidata preparar um projecto eleitoral sólido. A François Hollande critica não ter sido ele própio nem candidato, nem líder do PSF. Aquele que foi o secretário geral do PSF durante 10 anos deveria ser o líder e candidato natural do partido. François Hollande presidente é uma ideia que ninguém, nem o próprio, leva a sério. Constata-se afinal que Hollande foi conseguindo manter-se na sua posição com a estratégia da rolha: limitou-se a manter-se à tona, distribuindo cadeiras pelos elefantes para conseguir um equilíbrio de forças no PSF que agrade a todos. Criou uma situação que não serve a ninguém (acho que esta última frase é mais a minha opinião que a do Jospin). E finalmente a crítica mais certeira a Ségolène Royal é a de não ter apetência para o debate político. Apesar de ter um projecto político, o pacto presidencial, Royal foi tentando fazer campanha com soundbytes que na realidade não querem dizer nada. A "ordem justa" ou a "fórmula todos ganham" (formule gagnant-gagnant, no original) são sloogans que qualquer um à direita ou à esquerda poderia adoptar. Alguém proporia uma "ordem injusta"?, ou uma "fórmula uns-ganham-outros-perdem"? Sarkozy pelo contrário atira-nos com "trabalhar mais para ganhar mais", que encerra em si mesmo todo um projecto político, neo-liberal de direita obviamente. Sarkozy não tem sloogans, muito menos soundbytes, tem o que falta a Ségolène Royal: retórica. Sarkozy fez o que muitos à esquerda não fazem (embora alguns conseguiam até ganhar eleições), simplesmente tinha um projecto político, e defendeu-o com argumentos. Se a esquerda não entrar nesse terreno, dificilmente ganhará eleições.

Jospin dedica ainda algumas linhas a Sarkozy, certeiras, mas nada de novo. Igualmente para a esquerda da esquerda, denuncia - e bem - uma esquerda que não quer o poder, que se contenta com estar na oposição e não ter que governar para não ter que por à prova aquilo que defende (os Verdes, ou a LCR de Olivier Besancenot), ou uma esquerda que vive cristalizada no passado e que nunca será alternativa de poder (o Partido Comunista, ou a Lute Ouvrière). Mais uma vez certeiro, mais uma vez nada de novo.

Lamentavelmente, é preciso chegar ao último capítulo para Jospin entrar no debate ideológico, e naturalmente muito ao de leve. Pisca o olho à Social-Democracia, ao mesmo tempo que diz que em França dificilmente seria possível. E eu bem gostaria de saber qual é afinal a diferença entre socialismo e social-democracia. Fala também de uma aliança alargada à esquerda, e novamente mais do que razões ideológicas a sua motivação é simplesmente estratégica, e os seus argumentos são mais de ordem histórica. Evoca a sua própria experiência de primeiro-ministro e sobretudo o exemplo de Mitterand, e é verdade que desde o pós-guerra a esquerda francesa só conseguiu estar no poder com base em alianças. E nunca, ao longo de todo o livro Jospin faz propostas políticas concretas (embora por vezes se dedique ao auto-elogio do seu tempo de primeiro-ministro). Medidas que seriam pertinentes em economia, desenvolvimento, educação, solidariedade social, segurança, etc...: nada, zero, nunca são abordados. Aquilo que seria afinal realmente importante debater acaba por ser secundário ou simplesmente deixado de fora. Jospin acaba por dar razão aos que o criticam o livro por ser um mero ataque a Ségolène Royal. Discute pessoas, discute forma, mas conteúdo nem por isso.

Ségolène Royal por seu lado, conseguiu estar bem pior do que Jopin. A sua reacção ao livro de Jospin foi posar em Jeanne D'Arc, citar o Cristo na cruz e acusar os seus detractores de uma misoginia comparável ao racismo (ver aqui e aqui). Se Jospin se dedica a discutir a parte que menos interessa da questão política, Royal na política nem toca, torna a o debate numa não-discussão. Não responde sequer às críticas que lhe são feitas, que - concorde-se ou não com elas - são legítimas de de ordem política. Diga-se que nunca em momento algum Jopin critica a sua condição de mulher, pelo contrário, diz até que seria bom para a França uma presidente, nada no seu livro revela misoginia (a não ser que se lhe mova um processo de intenções baseado em algo que ele não diz). Royal acaba por dar razão a Jospin quando diz que ela não gosta do debate político. E a verdade é que o contributo de Ségolène Royal para o debate da esquerda depois das eleições foi nulo. Ainda não se lhe ouviu uma ideia, uma reflexão, um projecto político, nada. Por outro lado aparece na capa de revistas cor-de-rosa com frases do género (cito de cor) "Não tenho o direito de me deixar abater", mesmo a puxar a lagrimazinha. E lança agora um livro com o sugestivo título "Ma plus belle histoire, c'est vous" (A minha mais bela história, sois vós), mais uma vez a puxar ao sentimento. Hélas, estamos a falar de política, e em política um livro "mais bela história" no título é no mínimo bizarre. Consta que ataca tudo e todos, até os centros de sondagens, culpados da sua derrota. Esse livro não vou ler. A simpatia que tinha por Ségolène Royal foi-se toda... E estam(os) num impasse, para que lado se deve a esquerda francesa voltar?

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Legendagem

Ir a uma exposição em que as legendas das peças são o que está melhor, não será bom sinal. E, de facto, não foi. Falo da exposição patente na Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves, Olhares curzados sobre Arte e Islão. Mostra insignificante e de representatividade questionável, mas essa não será já uma característica de todas as exposições que por cá vão aparecendo?
A grande novidade aqui, pelo menos para mim, eram mesmo as legendas que remetiam directamente para o título Olhares cruzados..., ou seja, algumas peças tinham a explicação de uma historiadora da Arte (Inês Fialho Brandão), de um historiador (Rui Santos), de um arqueólogo (Cláudio Torres) e de um imã (Sheik David Munir), cada um, consoante os casos, com direito a um parágrafo de cor diferente.
Cruzadismo museológico muito interessante, já que diversas podem ser as leitura dos objectos artísticos, ou quotidianos, ou sagrados por detrás das vitrines.

Os dualismos do Zé

O interessante post do Zé Neves sobre que perguntas faz a esquerda, tem por base a estipulação de uma série de dualismos de cariz cartesiano que, a meu ver, encaixotam as diferentes posições em categorias estanques de análise, como se os tempos que correm ainda funcionassem sob a alçada de uma engrenagem eminentemente moderna e industrial. Para o Zé, a relação entre as perguntas e as respostas resulta de uma operação (mental?) sequencial. A única diferença é que, entre as esquerdas, uma só faz as perguntas para as respostas que conhece, enquanto a outra (a sua) só põe aquelas perguntas às respostas que gostaria de vir a conhecer. Mas quer uma quer outra se regem pelo mesmos princípios que um certo filósofo francês sintetizou no postulado “eu penso, logo existo”, que poderia muito bem transmutar-se para uma formulação do tipo “eu pergunto, logo respondo” ou “eu pergunto, logo procuro a resposta”.
Penso que a esquerda tem de deixar para trás uma visão dicotómica de si e do mundo e arriscar-se de uma vez a transgredir os pressupostos inoperantes de uma modernidade há muito perdida. Considero que esses “novos” trilhos deverão ser traçados tendo por base uma interdependência (uma dialéctica?) - e não uma linear sequencialidade - entre reflexividade e acção. Foi neste sentido que escrevi o post da rua à prática política, no qual propus uma reflexão (um questionamento) a partir das experiências, protestos, rastos… da rua, capaz de potenciar-nos para um (ou vários) caminhos de acção, ou seja, para respostas em aberto que se vão reformulando e reconfigurando noutras perguntas. É este processo que eu designo de prática política. De facto, a esquerda necessita de uma praxis construída a partir de um cogitando que se vai fazendo existir ou, dito de outra forma, em perguntas que se vão fazendo resposta.

Baixar á fosa, exhumar a memoria. Impresións sobre unha visita ós traballos de localización e escavación dunha fosa da Guerra civil en Galicia



Foi un día cálido, de fin do verán, do pasado mes de setembro. O meu amigo Inácio García Couso, vicepresidente da “Asociación Anxel Casal” de Arzúa (A Coruña), e unha das persoas que con máis interese se ten adicado á recuperación da memoria das víctimas da represión franquista na comarca das “Terras de Arzúa” (uns 35 Km ó Leste de Santiago de Compostela) chamoume por teléfono. Na “costa do Amenal”, un lugar do concello de O Pino (entre Santiago e Arzúa) polo que pasabamos con certa frecuencia, varias persoas, axudadas polos arqueológos e os equipos técnicos da “Asociación para la Recuperación de la Memoria Histórica” (ARMH), tamén co apoio de varios psicólogos, estaban intentando localizar e escavar dúas fosas nas que xacían – dende o 20 de agosto de 1936 – os restos de cinco veciños do cercano concello de Boimorto (A Coruña), que en aquel lugar foran “paseados” (fusilados) por un grupo de falanxistas do seu mesmo lugar de orixe.
Xa levaban varios días traballando arreo e localizaran e escavaran unha das dúas fosas das que a viva memoria da comunidade do Amenal lles dera noticia. Apareceran, xusto no lugar onde os veciños lles suxeriran iniciar as catas, os esqueletes e as roupas, en bo estado de conservación, de dous corpos; e andaban, por aqueles días, á procura da fosa onde “descansaban” os restos dos outros tres homes. Un sentimento de desánimo agromaba por momentos aquela tarde entre arqueólogos, familiares das víctimas, veciños e colaboradores… pois xa fixeran múltiples prospeccións e escoitaran as opinións sobre a ubicación da fosa de moitos veciños de idade daquela aldea. Malia os esforzos, a campaña arqueolóxica deste verán finalizou - lamentablemente - sen que os entusiastas voluntarios deran coa segunda das fosas.
O peor non é tanto o feito en si mesmo, pois haberá, a vontade e a motivación dos voluntarios que alí traballaron é toda unha garantía, novos intentos de exhumación e novas campañas arqueolóxicas. O que máis doe, e non poder ter calmado o desacougo íntimo dos descendentes destas tres víctimas de Boimorto, que aínda non puideron pechar, setenta anos despois, o ciclo psicolóxico do “duelo” que sempre acompaña á perda dun ser querido; e que vían ademais, como a mala sorte lles impedía - a diferencia do que acontecía cos familiares das víctimas da primeira fosa – restaurar plenamente a dignidade dos seus país ou avós alí soterrados…
Se cadra, a composición xeolóxica do terreo - que pode ser cambiante en uns poucos metros - ou mesmo as intensas alteracións físicas sofridas por este espazo, que pasou, en setenta anos, de ser unha carballeira comunal a conformar varias plantacións de eucaliptos de propiedade privada, teñan algo que ver coa falta de éxito na localización desta segunda foxa… Agardamos que o volvan intentar nos vindeiros meses, pois hai certeza de que en aquel espazo boscoso foran executadas e soterradas cinco persoas.
Segundo relata Xosé Luis Rivas Cruz (“Mini”) no seu recente libro (2007): Boimorto. Memoria dun silencio, a mediados do mes de agosto de 1936, os falanxistas do concello coruñés de Boimorto, ó parecer instigados por un sacerdote da localidade coñecido como “Don Emilio”, decidiron levar a cabo unha acción exemplarizante (rasgo característico de calquera tipo de represión) destinada a amedrentar ó conxunto da poboación e a desactivar calquera manifestación individual ou familiar de resistencia, desafección ou mesmo de tibieza na actitude dos veciños ante o “glorioso alzamiento nacional” do 18 de xullo de 1936. Con este obxectivo chamaron – coa idea de detelos – a unha nómina de dezasete veciños, moitos dos cales foran concelleiros membros das sucesivas corporacións republicanas (1931 – 1936) e, en outros casos, destacados sindicalistas e/ou dirixentes do movimiento asociativo campesiño durante aqueles mesmos anos. Tres, temendo o peor, non se persoaron no lugar onde foran citados e fuxiron, e outros dous foron liberados nas horas seguintes pola influencia de terceiras persoas. Os doce restantes foron levados a Santiago e presentados ante a correspondente “autoridade” militar ou civil (o “Delegado gubernativo” de turno nomeado polos golpistas), quen suxeriu ós falanxistas de Boimorto que voltasen para a casa cos detidos ou que “fixesen o que eles quixesen”. Dito e feito. Quizais porque a sorte dos doce detidos xa estaba botada de antemán, ou tal vez porque os falanxistas de Boimorto non querían pasar a “vergoña” de voltar para o seu pobo coa ducia de detidos que conseguiran prender, incólumes, tomaron a decisión de fusilalos en dúas tandas. A seis nunha gabia ou cuneta de estrada na parroquia de Ortoño (concello de Ames), nos arredores de Santiago, e a outra media ducia na xa mencionada carballeira, coñecida polos veciños de O Amenal até entón como a “Agra da vila”, e que dende aquela foi rebautizada pola comunidade como “Chousa dos mortos”. Unha vez fusilados, os falanxistas foron buscar – nótese de novo a vontade de aleccionar á poboación mediante a inoculación do terror – a varios labregos da zona para obligarlles a cavar dúas fosas nas que soterrar ós seis veciños de Boimorto alí represaliados. Cando chegaron, atoparon cinco. Un, José Cabanas Vázquez, foi fusilado pero non morreu, conseguindo fuxir polo monte cunha perna ferida.
Foron os restos destes cinco asasinados os que varios veciños de Boimorto e de localidades da mesma comarca, axudados polos arqueólogos e técnicos da ARMH, tentaron localizar e exhumar o pasado mes de setembro. Non é un caso illado, nin tampouco se afasta demasiado, malia a dureza do relatado e dos traumas persoais, familiares e colectivos causados (manifestacións diferidas no tempo, e que chegan até hoxe mesmo, dos efectos psicolóxicos da represión franquista) do guión habitual de moitos outros episodios represivos vencellados á Guerra civil…
O que realmete me impactou desta experiencia, máis aló do relato dos feitos en si mesmos ou das reflexións que poidamos facer sobre as “virtudes cívicas” da recuperación da memoria das víctimas do franquismo, foi a observación da actitude da xente, dos veciños de O Amenal, ou dos descendentes e amigos das víctimas desprazados dende o propio Boimorto até a zona de localización das fosas. Predominaba a xente maior, anciáns sentados en cadeiras de plástico arredor da zona onde tiñan lugar os traballos de prospección arqueolóxica. Se cadra fillos, netos, sobriños, curmáns ou familiares en maior ou menor grao de algún dos represaliados. Amigos ou coñecidos das súas familias…
É moi probable que non houbese alí ningún ou case ningún coetáneo dos “paseados”. É a lóxica demoledora das leis da bioloxía… Moitos destes anciáns estaban acompañados polos seus netos adolescentes, que consumían canda os avós os derradeiros días das vacacións estivais. Non percibín alí nin rabia contida, nin rencor ou desexos de vinganza, nin desesperación… Só unha mestura dunha leve expectación ou curiosidade e, sobre todo, de tranquilidade. Unha paz derivada da certeza de que as cousas volvían, dunha vez por todas, a súa orde natural. Unha orde natural que fora alterada por unha violencia política ilexítima, nin codificada nin asumida nunca polas comunidades nas que se desencadeou e que a padeceron. Os mortos eran devoltos ós seus, os cales poderían por fin proporcionarlles descanso nos camposantos, no lugar que lles corresponde. Nada máis sagrado, na nosa cultura, de forte substrato campesiño, que os nosos defuntos e a súa paz e benestar no máis alá…
Os políticos, grupos e asociacións da nosa sociedade civil que se teñen manifestado con vehemencia en contra da recentemente aprobada “Lei da Memoria Histórica”, deberían achegarse alguna vez con respeto á exhumación dos restos dunha fosa de represaliados… e reparar nas reaccións emotivas das persoas que botan horás alí en espera dalgunha noticia sobre a localización física de tal ou cal parente. Á marxe doutras moitas virtudes cívicas e éticas, que revirten en benefico do asentamento social dos valores democráticos, a recuperación da memoria histórica en Galicia e en España, paga a pena sinxelamente polo alivio e conforto psicolóxico que concede – despois de sete décadas – ós familiares e descendentes das víctimas da violencia.

África, uma donzela que desperta as libidos ocultas

Não é o Velho Continente que está de olho na África. Cada qual a sua maneira, tem muito marmanjo por querendo seduzir (pra não usar uma expressão mais forte que poderá corar os mais castos) a donzela africana. O Velho Continente é do tipo Don Juan clássico. Convida-a pra jantares caríssimos à luz de vela, com bons vinhos, champanhes e boa música. Tem um bom papo intelectual. Orientado, é claro, pela filósofa da corte, Madame Opinião Pública, fala de tudo à mesa: democracia, direitos humanos, meio ambiente e etc... Mas fala, pois não está muito preocupado com esses pormenores. Fala porque a tal madame filósofa tem um certo poder no reinado. Apesar de todo esse glamour e jogo-de-sedução, a donzela africana não se importa muito e fica cada vez mais distante de sua cama. É um pretendente muito tagarela.

com o velho Dragão Vermelho (não sei o porque do vermelho, mas enfim, cores são cores) tudo é diferente. Não perde muito tempo com conversas ao da mesa, pois não precisa atender aos caprichos de uma tal Madame Opinião Pública. E vai às vias de fato rapidinho. Como precisa de matérias-primas para se alimentar e crescer, crescer, crescer, o velho Dragão Vermelho não tem qualquer pudor. Aceita tudo na boa, nãoqualquer palpite, fala pouco e não se intromete em assuntos familiares. Resultado: aumenta a olho-nu a sua influência e penetração.

Correndo por fora, vem o Brasil Varonil (mas nem tanto). fez muitas visitas à donzela africana, mas é tímido. A exemplo do velho Dragão, não é muito de falar de coisas como direitos humanos, democracia e outros assuntos "empata-fodas", como dizem o velhos tutores da donzela em questão. E o Brasil Varonil respeita muito a opinião dos mais velhos. Faz até festa pra eles. Em vez de falar, chora (não sei se donzelas gostam de chorões). Chora e pede perdão pelas maldades cometidas pelos seus antepassados. Chora pela miséria do mundo. Enfim, chora por tudo pra ver se convence a linda donzela africana ir além do toque de mãos e uns beijinhos na face. Mas como não consegue, pede socorro ao velho e bom Tio San. Sim, eu disse o velho e bom Tio San! Assim, quem sabe juntos, poderão explorar as zonas erógenas da doce donzela africana e fazer dela um imenso canavial ou milharal (ou ambos) pra produção dos tais biocombustíveis. Resta saber neste caso quem será o voyeur.

Novas livrarias, novos pólos culturais

Inaugurou ontem um "novo espaço cultural", a Livraria Círculo das Letras (R. Augusto Gil, 15b; ao Cp. Pequeno), abrindo com uma exposição de homenagem ao pintor Rogério Ribeiro e uma palestra de António Borges Coelho.
Hoje é a vez da Byblos (R. Carlos Alberto da Mota Pinto, 17; às Amoreiras), anunciada como a maior de Portugal, um espaço com 150 mil livros e sua localização por chip electrónico (junta-se à sua irmã portuense).
Entretanto, e só em Lisboa, abriram a Fabula Urbis (R. Augusto Rosa, 27, em Alfama), a Trama (R. São Filipe Néri, 25b; ao Lg. do Rato), a Pó dos Livros (Av. Marquês de Tomar, 89A), a Fábrica do Braço de Prata/ Ler Devagar & Eterno Retorno (R. Fábrica do Material de Guerra, 1; defronte aos CTT do Poço do Bispo) e a Letra de Livros (Calçada do Combro, 139; à Bica).
aqui falara do novo perfil destas livrarias: conciliar a oferta de livros com iniciativas culturais, desde lançamentos de livros, exposições, palestras, etc..
Além disso, todas apostam sobretudo em fundos de colecção, ou seja, livros que já não são novidade. Ou seja, a maioria! Prestam especial atenção ao ensaio, às ciências sociais e humanas, à poesia e ao teatro, rompendo com a fixação no best-seller, no livro-bibelot, na auto-ajuda e outros derivativos fast food. A alta rotação da edição portuguesa e a adesão automática das livrarias 'clássicas' ao modelo de venda ao quilo deu ainda mais alento a pessoas ousadas para se lançarem num modelo de espaço livreiro mais dinâmico, aberto e polivalente. A exemplo do que sucedeu com as bibliotecas públicas municipais na Europa, desde os anos 60.
Não há fome que não dê em fartura…

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Não às novas medidas de higiene alimentar da A.S.A.E.

A petição circula online aqui.
Segundo a ASAE, “a petição é um profundo disparate sem qualquer fundamento, uma invenção de alguém muito brincalhão".
A brincar, a brincar..

Concurso de tiros no pé II (ou a esquerda francesa num impasse)

Este post arrisca-se a ser mais um exercício de flagelação da esquerda francesa. Já que li o livro "L'impasse" de Lionel Jospin - dir-se-ia que não mais que fazer - aproveito para escrever um post. O título do livro não podia ser mais feliz, a esquerda francesa está de facto num impasse, e parece caminhar alegremente para o desastre, consciente disso (que é o pior). Parece-me que o estado actual da esquerda francesa é um excelente balão de ensaio a que toda a esquerda europeia devia prestar atenção. Perante uma direita forte que está confortavelmente no poder, o futuro da esquerda francesa depende da capacidade de se questionar e - principalmente - de se reconstruir.
O impasse da esquerda é entre o PSF e a extrema-esquerda. O PSF entretém-se com danças de cadeiras, discute-se pessoas e não política, nunca se refez do desastre eleitoral de 2002, e a sua existência tem-se limitado a adiar a renovação (das ideias, mais do que das pessoas). A extrema-esquerda, fragmentada, não quer o poder, ou vive demasiado desligada da realidade para ser uma alternativa real de poder. Estando a direita, com Sarkozy, no poder para os próximos cinco anos, com presidente e maioria, é uma boa altura para a esquerda entrar num debate profundo, com tempo.

Lionel Jospin constata isso mesmo e publica o seu livro passadas as eleições presidenciais e legistativas, visando contribuir para o debate no PSF e na esquerda. Lionel Jospin, revela-se afinal ele próprio parte do impasse que denuncia. Depois de ler esta crítica esperava o pior, ainda assim decidi-me a ler o livro. Não foi tão mau quanto eu pensava, tenho sentimentos ambíguos relativamente à posição de Jospin. Jospin tendo perdido miseravelmente as eleições de 2002, "deixando" Le Pen passar à segunda volta, quando tinha tudo para ganhar, não aparece muito bem colocado para dar lições. No entanto tem direito à sua opinião, que deve ser julgada por si mesma e não pelos resultados eleitorais passados do seu autor. Mas a primeira crítica que posso fazer ao livro não é Jospin ter perdido as eleições, mas de nunca assumir as suas responsabilidades nessa derrota, não aprendeu nada com ela. Diz várias vezes que assume as suas responsabilidades, mas quando se trata de concretizar o único que erro que reconhece é ter substimado a dispersão dos votos à esquerda (como se essa dispersão de votos não tivesse nada que ver com a sua incapacidade de os atrair para si), e de resto a culpa é de todos os outros, sobretudo à esquerda. Outro erro do livro é o tempo dedicado a analizar a derrota de Ségolène Royal, um capítulo - dois, vá - sobre o assunto compreende-se, mas sete (!) em onze, 77 páginas em 132, é um pouco demais. Sobretudo quando não há um mínimo de debate ideológico, apenas e só críticas à estratégia de campanha de Ségolène Royal (muito embora várias dessas críticas sejam bastante válidas). Das críticas de Jospin com que não concordo deixo algumas. Jospin critica Royal por levar o debate para fora do partido socialista, em particular para a internet (com o seu site "Désirs d'avenir"); Jospin não percebeu o que é a democracia participativa e tem do partido uma visão que não desdenharia aos mais ortodoxos militantes do PCP. Jospin insurge-se contra o termo "elefantes" para designar os elefantes do PSF, desqualificando-o como falta de respeito; Jospin foge a abordar o verdadeiro problema, os elefantes existem, são os chefes de clã de um PSF divido em facções em que a única coisa que importa é o ego. Jospin diz que os elefantes até ajudaram Ségolène na campanha, e que é ela quem é ingrata quando os acusa de não a apoiarem e de a sabotarem; não sei se aqui Jospin peca por cegueira ou por desonestidade. O principal argumento de Jospin é que as condições eram favoráveis para uma vitória da esquerda porque a esquerda vinha de resultados eleitorais positivos e a direita que estava no poder era impopular; Jospin faz por ignorar que as eleições regionais e europeias são a feijões, minimiza o resultado do referendo à constituição europeia que dividiu internamente o PSF, e faz tábua rasa do talento de Sarkozy (reconheça-se) que conseguiu aparecer como o unificador da direita ao mesmo tempo que se demarcou da governação de Chirac, embora fosse seu ministro. As condições não eram de todo favoráveis à esquerda.

Continua...

Movido à overdose de anti-inflamatórios e analgésicos, Led Zeppelin renasce em Londres

Movidos a muitos anti-inflamatórios, analgésicos e outras drogas pesadas geriátricas, o Led Zeppelin renasceu ontem em Londres depois de 27 anos . Juntos, os "meninos" do heavy blues-rock somam 183 anos de idade. Vejamos então: o vocalista Robert Plant tem 59, o guitarrista Jimmy Page, 63 e o baixista John Paul Jones, 61 - já que o baterista Jason Bonham, filho do quarto membro original da banda, John Bonham (morto em 1980, motivo que decretou o fim da banda) não conta.

Blogofrase da semana

«Quando conseguir ser português saio logo daqui» (imigrante africano ao Público), in Os tempos que correm.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Ay, Carmela! e a dramaturgia de Sinisterra

O Instituto Cervantes de São Paulo e a Velha Companhia de Teatro realizarão, nos dias 10, 11 e 12 deste mês, uma série de palestras sobre teatro com o dramaturgo José Sanchis Sinisterra (Valência, 1940), uma das figuras mais expressivas do teatro espanhol. Como diretor, montou obras de Cervantes, Lope de Rueda, Molière, Racine, Shakespeare, Tchecov, entre outros. Ele é autor de mais de 30 textos teatrais e algumas de suas obras mais representativas são: La noche de Molly Blomm; Ay, Carmela!, El Canto de la Rana, Valeria y los Pájaros, Bienvenida, El Cerco de Leningrado e etc. Veja abaixo o programa, com entrada franca.

Debate sobre dramaturgia contemporânea - Centro Cultural SP
Mediação: Sebastião Milaré.
Dias 11 e 12, às 20 horas .
Endereço: Rua Vergueiro, 1000 - Paraíso

Bate-papo sobre a criação do texto Ay, Carmela! - Espaço Parlapatões.
Dias 10 e 12, às 18 horas.
Endereço: Praça Franklin Roosevelt, 158 - Centro

Sessão extra do espetáculo Ay, Carmela! - Espaço Parlapatões.
Produzido pela Velha Companhia, com a presencia do autor.
Dias 10 e 12, às 21 horas.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Prenda de Natal para o Zèd, with LUV

É verdade, Zèd, afim de escapares a hérnias futuras por esse exercício esforçoso (mas louvável) que é o transporte de garrafitas, reservei-te uma prendoca laroca aqui! Agora só falta saber qual é a tua cor preferida para a torneirita...
Como no começo custa sempre um bocadito a adaptação às novas tecnologias, eles tiveram o cuidado de inserir uma demonstração video: ora ide lá ver.
Simple et pratique, comme toutes les inventions! C'est formidable. À nous, le nouveau monde du vin! Tchim, tchim!!

O mistério do Robert Mugabe

Agora que os presidentes da África do Sul e do Senegal afirmaram que não assinam os acordos de parceria económica Europa/África (o presidente senegalês volta a casa antes mesmo do término da Cimeira UE/África), vem ao de cima a negativa de muitos países africanos que apenas a imprensa séria há muito noticiava.
Portanto, neste momento, tudo indica que apenas o lado folclórico da Cimeira consegue reunir consenso, o que é o mesmo que dizer, Kadafi e Mugabe. Mas, sobre este último paira uma dúvida insistente e angustiante:

Aquela sombra que o senhor exibe entre o lábio superior e a base do nariz será um projecto de bigodinho na vertical? (esses homens pequenos homens e seus bigodinhos…).
Ou será um terrível sinal de nascença que o marcará para sempre e ao Zimbabwe também?