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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

9 conselhos para o Dr. Jardim...

... cada qual melhor que o anterior! Há dias de inspiração!! Ora veja e reveja este resumo por Francisco Teixeira da Mota, em versão autorizada pelo Tribunal da Relação.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

É fartar vilanagem

Afinal a dívida da Madeira ao Estado português não é de €5800 milhões, como dizia Jardim e o seu sec.º regional do Plano e Finanças há 7 dias atrás, mas de €6328 milhões, anunciou esta noite o ministro das Finanças. Ou seja, uma diferença de quase €500 milhões.
Jardim dissera ainda que a dívida (directa) da região da Madeira não excedia os 60% do PIB da região, contrapondo-a à do Estado Português, que é 106% do PIB de Portugal, porém, o ministro das Finanças disse que a dívida da Madeira vale 123% do PIB da região, o dobro!!!
Ou seja, além de insultuoso e eleitoralista, Jardim é um demagogo incorrigível. Arrecada todas as receitas da região (sem ter que as repartir com as administrações central e local), mais compensações para os municípios, mais para as empresas públicas nacionais que operam na região, mais para a PSP, a Universidade da Madeira, a RTP-Madeira e um rol infindo de serviços. Não só não lhe chega o que recebe como supera em proporção o défice nacional, já para não falar do dos Açores, a outra região existente.
O buraco que criou representa 1/4 do tal «desvio colossal» no défice orçamental para 2010 que o governo português ainda há umas semanas imputava ao PS. O resto cabe às empresas públicas. Ou seja, 25% directamente ligado a apenas 5% da população nacional (enfim, ao seu manda-chuva).
Ainda há dúvidas de que o rei da Madeira anda a fazer pouco de todos os cidadãos portugueses?

sábado, 17 de setembro de 2011

Até quando continuará este sr. impune?

O forróbodó continua na Jardimlândia, agora com a ajuda da administração pública regional na ocultação de despesas desde 2008, caso inédito em Portugal.
O rombo é tal que vai chegar aos bolsos do mexilhão, aguardem só os próximos capítulos. Entretanto, podem dar uma olhada nas notícias em baixo, são elucidativas.
Foi preciso fiscalização externa, do estrangeiro, para se perceber a real dimensão da afronta. Até quando durará a impunidade?
Não tenham dúvidas: se ninguém o travar, a gula é eterna: «Eleições na Madeira: Jardim garante que vai continuar a fazer obras e não despede ninguém».

«Desvio [nas contas da Madeira] igual ao dobro da sobretaxa do Natal»

«Dívidas da Madeira obrigam a revisão dos défices entre 2008 e 2010», por Ana Rita Faria

Adenda: para se perceber até que ponto isto só foi possível com muitas altas cumplicidades vd. o ex. do PR: «Cavaco Silva entre o silêncio e o elogio à Madeira».

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A duplicidade de critérios em acção

Afinal a «asfixia democrática» que Portugal sofria pára à porta da Madeira. Para Manuela Ferreira Leite, a autora do epíteto, aquela Região Autónoma é um oásis num país asfixiado: «bastião inamovível» e «um bom governo do PSD». E não sofre de asfixia pois o povo votante é soberano e até há jornais críticos do executivo local, mas que nem sofrem retaliações...

Para lá das contradições insanáveis face ao padrão de crítica do governo socrático há ainda a considerar um paradoxo mais preocupante: o 'modelo de desenvolvimento' praticado pelo jardinismo do último trinténio é tudo menos aconselhável e supostamente deveria ser um exemplo a evitar para um partido que se diz defensor de menos Estado, controlo das contas, etc.. E, depois, não se vê como conciliar o actual discurso do PSD sobre a morigeração das obras públicas de envergadura com o jardinismo inauguracionista.

É verdade que todos os partidos políticos com algum lastro e dimensão têm os seus esqueletos no armário. Mas há esqueletos e esqueletos. E contradições e contradições.

PS: sobre a original via madeirense o Público publicou recentemente um interessante dossiê de balanço, que saiu num P2 que não consegui localizar mas que julgo ser de Julho passado.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Manobras de diversão.

Já deve ir para mais de 30 anos que o Alberto João utiliza estas tácticas, mas pelos vistos ainda funciona. Pois que desta vez a criatura resolveu propor umas alterações à Constiruição da República, entres as quais a proibição do Comunismo. E claro que, como é hábito nestas situações, qual reflexo pavloviano, anda meio mundo a debater se o Alberto João lá botou novamente disparate ou se nem se deve dar atenção ao que o senhor diz. Lendo a notícia toda pode encontrar-se lá no finzinho "Ao todo são 30 as alterações propostas à Constituição, quase todas reforçando os poderes das regiões autónomas, que se a proposta for por diante, devem passar a aparecer referidas em maiúsculas no texto constitucional". Claro que o Alberto João está preocupadíssimo com o Comunismo, vê-se logo. Ele até gostaria que estivessemos a discutir os poderes das regiões autónomas, mas o Comunismo é uma ameaça perigosíssima, e discutí-lo torna-se prioritário, urgente.