Eles enterram o País o povo aguenta
Mas qualquer dia a bolha rebenta
De boca em boca nas redes sociais
Ouvem-se verdades que não vêm nos jornais
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
É sexta-feira (emprego bom já)
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Daniel Melo
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Labels: desemprego, música de intervenção, revolta
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Tributos a José Afonso, 25 anos depois
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Labels: agenda cultural, José Afonso, música de intervenção, tributo
domingo, 24 de abril de 2011
Mega-documentário sobre Zeca Afonso na RTP1
É já um acontecimento a exibição de «Maior que o Pensamento», documentário de Joaquim Vieira sobre o cantautor José Afonso. Tem 3 episódios, que serão mostrados a partir desta noite e nas duas noites seguintes.
Mais informação na página da RTP e na crónica de Nuno Pacheco, no P2 de sexta-feira no Público (infelizmente, este último texto só está acessível para assinantes).
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Labels: cultura portuguesa contemporânea, Documentário, José Afonso, música de intervenção, RTP, televisão
terça-feira, 8 de março de 2011
Nós queremos que as pessoas acordem e não se resignem
Quem acha que os Homens da Luta não são música de intervenção tem que ouvir esta excelente entrevista ao vocalista e mentor Gel/ Nuno Duarte.Já agora, boa viagem à Alemanha e aproveitai para pregar uma valente partida à imperatriz Merkel! Seria ouro sobre azul.
Ah, e bom Carnaval para todos!
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Labels: democracia participativa, Homens da luta, música de intervenção
domingo, 6 de março de 2011
«Contra a reacção», marchar na Eurovisão!
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segunda-feira, 3 de maio de 2010
Tour-de-force de Fausto no Festival Música e Revolução
«Fausto: a cantiga ainda é uma arma», por João Pedro Barros
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domingo, 2 de maio de 2010
Grupo de Acção Cultural: a música da revolução
Há alguns meses que queria escrever sobre este grupo que juntou parte dos melhores músicos dos anos 70, com José Mário Branco à cabeça, num projecto de composição e canto colectivo no período revolucionário. Agora surgiu o pretexto ideal: a publicação em 4 cd's da discografia (quase) completa, i.e., abrangendo os 4 lp's saídos entre 1974 e 1978: «A cantiga é uma arma», «Pois, canté!», «Vira bom» e «Ronda da alegria!!» (chancela da i play). Toda a informação sobre esta edição atribulada mas de grande oportunidade musical aqui. E digo oportunidade dado o contexto actual de recuperação da memória de tempos cidadãos (incluso nos concertos Três Cantos) e porque as novas gerações estavam sem acesso a essas músicas, uma vez que só existia edição em vinil (e umas quantas audições fanhosas no youtube, como esta, esta e esta).
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Labels: agenda cultural, cultura portuguesa contemporânea, memória colectiva, música de intervenção, revolução
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Um trio memorável
Foi memorável a série de 4 concertos que juntou Fausto, Sérgio Godinho e José Mário Branco em Lisboa e Porto no outono passado. Por várias razões: a projecção dos artistas e sua diversidade de estilos; a riqueza da selecção do repertório (combinando músicas de que cada um gostava, de si e dos outros dois, com inéditos individuais ou em parceria, além de José Afonso); a qualidade das letras, músicas e arranjos; a valia do alargado conjunto de músicos acompanhantes; o caloroso público intergeracional (pese a maior presença de cinquentões e sexagenários); a raridade deste tipo de encontro, após os momentos de comunhão revolucionária de 1974/5 (mas também do exílio parisiense, no caso de SG e JMB). E, last but not least, a pertinência da música de intervenção e da sua articulação com baladas e outras canções.A barca dos amantes 4 Olha o fado
Mariazinha 5 Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Rosalinda 6 Foi por ela
Quatro quadras soltas 7 Que força é essa
Canto dos Torna-Viagem 8 Eu vi este povo a lutar (Confederação)
A ilha 9 Maré alta
Não canto porque sonho 10 Inquietação
O charlatão 11 Na ponta do cabo
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Labels: concerto, cultura portuguesa contemporânea, Fausto, José Mário Branco, música, música de intervenção, música popular tradicional, poesia portuguesa, Sérgio Godinho
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Da enciclopédia ao museu?
A monumental Enciclopédia da música em Portugal no século XX é hoje apresentada em Lisboa (Teatro S. Carlos, 19h), após 12 anos de trabalho duma equipa de 151 colaboradores dirigida pela Prof.ª Salwa Castelo-Branco (do Instituto de Etnomusicologia da FCSH-UNL). A obra, em 4 volumes, tem 1440 páginas, mais de 1250 entradas, 550 imagens e índices temático e onomástico. Segundo nota informativa, abrange as músicas erudita, popular, tradicional, o folclore, o pop-rock, o jazz, o fado, a canção coimbrã e a música nas comunidades migrantes. Aborda ainda «modos expressivos em que a música desempenha um papel central, como a dança, o cinema e o teatro». Por tudo isto, e pela qualidade do trabalho, é a 1.ª «grande obra de referência dedicada à música praticada em Portugal» no século passado.
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
80 anos de Zeca
Há uns tempos atrás, em conversa com amigos galegos e portugueses, apercebemo-nos algo contristadamente que a celebração de José Afonso em terras lusíadas era uma prática discreta, ao passo que na Galiza era ainda uma figura muito popular e exaltada. Parece-me que esta é uma percepção que já terá passado na mente de muitos portugueses. Pois bem, na de alguns de certeza: recentemente irrompeu um projecto singular de tributo ao cantautor da resistência e revolução, há muito desejado por muitos. Trata-se do projecto «80 anos de Zeca», que assim se apresentou: «Somos um conjunto de entidades que decidiram juntar-se para celebrar a vida dos 80 anos de José Afonso, entre 2 de Agosto de 2009 e 1 de Agosto de 2010».Para que conste, tem este blogue homónimo, onde apresenta a programação mensal e lista as dezenas de associações e simpatizantes que aderiram a esta iniciativa. E já tanta música correu nessas linhas, e nós na ignorância até revermos o blogue de jrd... Ainda se vai a tempo de apanhar o comboio, descendente...
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quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Quando o humor inesperado esmiúça a campanha, e tem um ar revolucionário, dá confusão na certa
Foi o que sucedeu esta tarde à dupla «Homens da luta», na sessão de campanha de Zé Socas no Seixal. A coisa deu balbúrdia tal que a sessão acabou mais cedo (ver vídeos aqui e aqui; notícia aqui).«Homens da luta» são, entre outros, o cantor Neto (aka Jel) e o músico Falâncio (aka Nuno Duarte), cujo singularidade humorística reside em andarem pela rua a improvisar canções de nonsense revolucionário, de megafone em riste e guitarra, e em provocarem as pessoas com isso. O programa que os projecta, «Vai Tudo Abaixo: os Homens da Luta», já tem anos, passa actualmente no Sapo Vídeos, estreou-se na SIC-Radical e tem resmas de vídeos na Internet. Mas há quem não dê por isso e não tenha sentido de humor.
Já agora, e para quem os quiser conhecer melhor, aqui fica uma dica: a canção «E o povo, pá?».
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domingo, 24 de maio de 2009
Últimos dias para ver As operações SAAL, de João Dias
O excelente documentário As operações SAAL (2007), de João Dias, está em exibição no Cinemacity Classic Alvalade (ex-cinema Alvalade, Lx) até ao próximo dia 27 (sessões às 19h15 e 21h45).Tal como referi aqui aquando da sua exibição na Fábrica Braço de Prata, o SAAL (Serviços Ambulatórios de Apoio Local) foi uma estrutura estatal criada a seguir à revolução de 1974 para auxiliar logisticamente e financeiramente o processo de auto-construção de novas casas por comunidades interessadas em mudar os seus péssimos núcleos habitacionais. Rapidamente se estendeu por grande parte do país urbano: Porto, Coimbra, Lisboa, Montijo, Setúbal, várias cidades do Algarve, etc.. Além das próprias populações e suas associações representativas, este projecto envolveu arquitectos e outros técnicos destacados pelo Estado central.
Sobre o tema, já Cunha Telles tinha realizado Os índios da Meia-Praia, (1976), incidindo numa comunidade piscatória de Faro, a autoconstrução colectiva de moradias para si próprios e a criação duma cooperativa. Apesar de 31 anos separar os dois documentários, eles acabam por se complementar, o primeiro numa toada mais impressiva, imediata e política, o segundo já com uma maior carga reflexiva e 'técnica' sobre aquilo que foi uma experiência pioneira nas políticas públicas a nível internacional. Dada a tendência para os documentários em torno da arquitectura e do urbanismo serem à volta dos grandes 'arquitectos-artistas', cabe elogiar a extensa recolha de depoimentos de pessoas comuns dessas comunidades, para além da meticulosa recolha documental e do bom equilíbrio entre diferentes fontes, mesmo entre os arquitectos envolvidos, revelando assim as diferentes perspectivas ideológicas que eles próprios tinham da sua missão. O filme dura 75 m. e pode-se ter uma ideia do mesmo neste trailer.
Agora que tem estado na ordem do dia a questão dos «bairros sociais críticos», eis uma boa oportunidade para se repensar essa questão dum modo mais abrangente, dentro do quadro que mais sentido faz: a da indispensabilidade de políticas sociais de habitação/ habitat/ urbanismo envolventes e não reduzidas à replicação de guetos e à securitização da questão social.
Nb: na imagem, reprodução de autocolante duma associação de moradores, com uma «palavra de ordem» corrente na época e mote de canção do Grupo de Accção Cultural, registada no álbum «Pois canté!!» (1976).
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Labels: cidades, cinema documental, Cunha Telles, democracia participativa, João Dias, música de intervenção, política de habitação, política urbanística, revolução, SAAL, terceiro sector
quarta-feira, 15 de abril de 2009
A canção do momento é um xuto no sr. engenheiro
Está a causar furor a canção «Sem eira nem beira», do novo álbum dos Xutos & Pontapés, 30 anos à nossa maneira, lançado na semana passada. É uma canção de intervenção (sim, de intervenção!), que muitos vêem como um manifesto anti-governo português. As apropriações são imparáveis, bem como as irritações... Os Xutos demarcaram-se apenas quanto ao aproveitamento político-partidário e a ser vista como um ataque directo ao premiê português, não quanto ao seu carácter de crítica política e social. Para o tira-teimas, atente-se na letra picante (vd. em baixo) e nas declarações dos músicos aqui.Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um passou-bem
Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar/Despedir
E ainda se ficam a rir
Eu quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor
Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir/Encontrar
Mais força para lutar...
(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer
É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir
Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar/A enganar
o povo que acreditou
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar...
(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a foder
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão
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Daniel Melo
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