Não é fácil topar o vinho pretendido quando se procura uma casta em particular, isto em Portugal e Espanha, que noutros países não sei o que se passa. A maior parte das empresas não identifica as castas, ou as percentagens, ou então há pouca informação na imprensa especializada sobre os chamados vinhos varietais ou monocastas.domingo, 28 de agosto de 2011
À descoberta do arinto (para o Sérgio)
Não é fácil topar o vinho pretendido quando se procura uma casta em particular, isto em Portugal e Espanha, que noutros países não sei o que se passa. A maior parte das empresas não identifica as castas, ou as percentagens, ou então há pouca informação na imprensa especializada sobre os chamados vinhos varietais ou monocastas.
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domingo, 7 de novembro de 2010
Uma festa dos sentidos
Esta tarde aproveitei para fazer uma experiência curiosa: ir a um Encontro com o Vinho, uma espécie de festa do vinho, onde os produtores se enclausuram em mini-pavilhões para mostrar orgulhosamente os seus néctares. Em redor, uma multidão efusiva, de nariz no ar, a ver onde parar ou a estender o seu cálice para provar vinhos dos mais diversos, desde verdes, brancos, tintos a espumantes e licorosos.
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domingo, 3 de janeiro de 2010
Pinga seleccionada para 2010
Aproveitando a boleia dos balanços de ano, e após revisão das críticas de vinhos no sup.º Fugas do Público de 2009 (por Rui Falcão e Pedro Garcias), aqui fica uma mini-selecção possível, privilegiando a melhor relação qualidade/preço, além dalgumas preciosidades, para excepcionais ocasiões festivas. Porque os balanços também podem servir para ajudar no futuro...1. Vinhos tintos:
>Couteiro-Mor Grande Escolha Tinto 2006 (qualidade/preço: 9 em 10; preço: 9€; Alentejo)
>Fuseiro Touriga Nacional 2003 (7,5; 6€; Douro)
>Quinta do Mouro 2005 (Alentejo)
>Quinta Seara de Ordens Colheita 2006 (9; 5,8€; Douro; castas tourigas e Tinta roriz)
>Montes Ermos Grande Reserva Tinto 2004, da Ad. Coop.ª de Freixo de Espada à Cinta (8; 9,4€; Douro; id.)
>Vinha do Monte Tinto 2007 (8,5; 4€; Alentejo)
>Vinha Paz Colheita 2007 (8; 9€; Dão)
2. Vinhos brancos:
>Altano Branco (8,5; 3€; Douro)
>Casa de Santar Branco Reserva 2008 (8; 7€; Dão; castas Encruzado, Cerceal e Bical)
>Chaminé Branco 2008 (8; 6,5€; Alentejo; castas Viognier, Antão Vaz, Verdelho e Semilão)
>Frontaria Branco 2008 (8,5; 4€; Douro; castas F. Pires, Malvasia e Códega do Larinho)
>Quinta do Escudial Branco 2008 (8; 4,3€; Dão; castas Bacelo, Rabo de ovelha e Malvasia Fina)
>Quinta dos Carvalhais Duque de Viseu Branco 2008 (9; 4,2€; Dão; castas Encruzado, Cerceal, Bical e M. Fina)
>Vila Real Grande Reserva Branco 2007, da Ad. Coop.ª de V.R. (9; 5,5€; castas F. Pires, Viosinho e M. Fina; prémio melhor branco do Conc.º Mundial de Vinhos de Brx. 2009)
>Vinha do Monte Branco 2008 (8; 3,8€; Alentejo)
3. Vinhos verdes brancos:
>Casa de Paços 2008 (8; 3,8€; sub-região Cavado)
4. Vinhos rosados:
>Colecção Privada Domingos Soares Franco Moscatel Roxo (7; 11,6€)
>Muralhas Rosé 2008 (9; 3,5€ no P.D.)
5. Vinhos de colheita tardia:
>Aneto Colheita Tardia 2007 (8; 10-16€)
6. Vinhos espumantes:
>Castas de Monção Espumante 2006 (8; 6,5€ no Jumbo)
>Montanha Real Bruto Reserva 2002 (8; 15€ no Continente)
7. Vinhos generosos:
>Bacalhôa Moscatel Roxo 1999 (8,5; 17€-1/2l)
>Blandy’s Malvasia Colheita 1990 (8,5; 40€)
Do top ten da prova do New York Times a 20 vinhos tintos do Douro (Eric Asimov e convidados, NYT, 14/X/2009):
>Altano Tinto 2006 (10; 6,7€; Douro)
>Altano Tinto 2007 (9; 2,7€; Douro)
PS: uma nota mais: em Abril passado foi criada a Região de Vinhos de Lisboa, que substitui a antiga Região da Estremadura e agrega Colares, Bucelas, Carcavelos, Óbidos, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Encostas D’Aire e Torres Vedras. São 35 mil hectares de vinha que produzem 20 milhões de garrafas, 45% delas para exportação (Angola, Bélgica, RU, Escandinávia, Canadá, EUA, Alemanha e Brasil). A mudança deveu-se a estudos de mercado terem concluído que a marca Lisboa tem maior notoriedade externa, mais fácil leitura. Também foi criada a nova Indicação Geográfica Tejo, para os vinhos regionais (fonte: «Lisboa dá nome a nova região de vinhos», Público, 2/V/2009, p.35-Fugas).
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domingo, 27 de dezembro de 2009
Quando Dickens brindava com vinho do Porto (II)
Charles Dickens, Os cadernos póstumos do Clube Pickwick,
Lisboa, tinta-da-china, 2009, p. 148 (v.o. de 1837)
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domingo, 6 de dezembro de 2009
Quando Dickens brindava com vinho do Porto
O Sr. Tupman reiterou o seu desejo ardente de ir à festa; mas, não achando resposta nos olhos escurecidos do Sr. Snodgrass, nem no olhar absolutamente abstraído do Sr. Pickwick, concentrou-se com aplicação no vinho do Porto e na sobremesa que acabavam de chegar à mesa. O criado retirou-se, deixando o grupo apreciar aquele par de horas sossegadas que se sucedem ao jantar. [...]Passaram o vinho e pediram mais. O convidado falava e os pickwickianos ouviam. O Sr. Tupman sentia cada vez mais vontade de ir ao baile. O semblante do Sr. Pickwick iluminava-se de uma expressão de filantropia universal; e o Sr. Winkle e o Sr. Snodgrass dormiam profundamente.
PS: livro da colecção Ricardo Araújo Pereira, que também o prefaciou e apresentou ao vivo e a cores!
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domingo, 22 de novembro de 2009
Lá se safaram o vinho, o azeite, o tomate e a fruta, ao menos isso
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domingo, 20 de setembro de 2009
Dinner for one: imperdível ementa do melhor humor inglês
Também os alemães se interessaram por ele, e a peça foi representada ao vivo no programa dum entertainer famoso, Peter Frankenfeld, em 1963. Novo sucesso levou à sua gravação para televisão no Hamburg's Theater am Besenbinderhof, dois meses depois, sob direcção de Heinz Dunkhase (é esta versão da NDR que as tv's actualmente mais passam). Em 1972, uma tv alemã decidiu retransmitir o sketch na passagem de ano e, desde então, tornou-se uma tradição alemã dessa quadra!!! Mais tarde sucedeu o mesmo na Escandinávia, Áustria, Holanda, Austrália, etc. E esta voga deve-se, em grande medida, ao facto de ser considerado um marco do humor 'tipicamente' inglês. Curiosamente, caiu no esquecimento na própria Inglaterra, dando razão ao provérbio «santos da casa não fazem milagres».
Outro aspecto curioso é que o Frinton deste sketch, excelentemente acompanhado pela actriz May Warden, faz lembrar passagens doutros actores como Vasco Santana (em O pátio das cantigas, salvo erro) ou Jacques Tati (nos filmes do sr. Hulot). Aliás, sobre as semelhanças com Vasco Santana descobri outro sketch de Frinton, The drunk, que ainda é mais surpreendente.
A versão que aqui fica tem c. de 10 minutos e é a preto-e-branco, uma opção seguida pela maioria das tv's ainda hoje em dia. Porém, há também esta versão a cores, com um intróito dum apresentador alemão (pode-se passar adiante), mas sem a banda sonora de acompanhamento. Existe uma versão paralela da que apresento, mas com outros ângulos de filmagem e a sincronização não parece tão boa.
Ah, é verdade, e escolhi fazer este post hoje pois cabe às mil maravilhas na rubrica «vinhos ao domingo», como podereis constatar. Além de ter vinho do Porto, claro, não fosse um repasto 'tipicamente' inglês!!
Fontes: BBC; Everything2; Wikipedia; filmografia completa de Frinton aqui.
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domingo, 2 de agosto de 2009
Vinhos do Algarve: chegou a hora!
Muitos vaticinaram o fim desta região vitivinícola, até porque a situação estava bem decadente, à semelhança, aliás, do que ocorreu com o Bucelas.
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domingo, 24 de maio de 2009
Nas feiras doutros tempos
«Aquando da feira [de Alcântara], o bairro ganhava outra cor, outra vida. [...] A entrada do recinto ficava reservada para as barracas consideradas pacatas e decentes (queijadarias ou cervejarias) [...]. Por estes espaços confraternizavam não só grupos de amigos, mas também famílias inteiras [...] que, por hábito, aproveitavam os domingos de feira para se reunirem [...]. Nestas tendinhas vendiam-se palitos de Oeiras, queijadas de Sintra, cavacas das Caldas, torrão de Alicante. [...]As barracas de comidas e bebidas eram as mais concorridas e nas quais as vaidades mais se manifestavam. Importava descobrir quais as melhores sardinhas com pimentos; que pão com chouriço era mais saboroso; quais os pastéis ricos de bacalhau... e claro onde se vendia a melhor pinga... [...] na Adega do Saloio, nada melhor que o atum com batatas, a Barraca Arganilense recomendava o caldo verde à moda do Minho, o Forte sem Medo propunha a sopa à saia calção e a Saúde Engarrafada esmerava-se para ver os seus clientes saudáveis.
Comportamento habitual a que o clima de à-vontade apelava era à cantoria; cantigas ligeiras, cançonetas picantes, canções carnavalescas ou fados, todos os géneros eram cantarolados e bem-vindos».
In Mário Costa, Feiras e outros divertimentos populares de Lisboa, Lx, CML, 1950, p. 166.
Nb: imagem da Feira de Alcântara, no dia 8/V/1905 (in Ilustração Portuguesa), retirada daqui. Deixo-vos ainda duas outras imagens do mesmo espaço (situado defronte à estação ferroviária de Alcântara-Mar), c.1900 (I e II). Sobre as feiras livres vd. este estudo de Gilmar Mascarenhas e Miriam Dolzani.
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domingo, 23 de novembro de 2008
Vinhos de colheita tardia, uma doce tentação
Esta é uma variedade de vinhos pouco conhecida, mas que vale a pena provar. Os vinhos de colheita tardia surgiram na Hungria, em meados de seiscentos, revela-nos Rui Falcão no Fugas de 15/XI.Como o nome sugere, provêm duma vindima posterior à normal, com a uva já muito madura, parte em estado de podridão, contendo por isso uma grande proporção de açúcar. A uva é apanhada bago a bago, tornando este vinho raro e caro. Daqui resultam vinhos gulosos, e que podem durar muito tempo.
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domingo, 7 de setembro de 2008
E viva o rosé!
Ainda aqui não tínhamos falado dos vinhos rosé e a ocasião não podia ser mais propícia. É que tive a sorte de provar um rosé da Corsega este fim-de-semana, e que bem me soube.
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domingo, 10 de agosto de 2008
Mais prémios para o vinho português
No mês passado, decorreu a 25.ª edição da maior feira mundial de vinhos, a International Wine Challenge, em Londres. Foram vários os vinhos portugueses premiados: os tintos Quinta do Portal Grande Reserva 2006, o Quinta da Fonte do Ouro Reserva 2005, o Cortes de Cima Touriga Nacional 2005, entre 10 eleitos.
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quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Aquilo que faltava para um Verão perfeito!
Sim, sim. Como naqueles momentos em que convidamos alguém especial para um jantar romântico em casa, queremos servir aquele vinho branco ou champagne eleitos mas descobrimos em cima da hora que a bebida não está fresca. Ganda azari, num é?

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domingo, 3 de agosto de 2008
Viver e aprender
(diálogo original em francês, traduzido livremente, assim mo permita a memória vaga dos acontecimentos, para português, correndo um pequeno risco de ser levemente romanceada - os links de hipertexto não constam do diálgo original)
(eu) - Então..., pode ser o Madiran.
(e ele) - Madiran, lamento mas não temos, ainda vem a caminho.
(e eu) - Ah bom?
(e ele) - Sim, mas temos um Saint-Chinian que é uma maravilha, é mesmo melhor que o Madiran.
(e eu armado em entendido) - Ah bom? E isso que cepagem é que é?
(e ele, com paciência) - É principalmente Mourvèdre, com um pouco de Syrah.
(e eu) - Ah, e tal, Mourvèdre não conheço. [e lá se foi a aura de entendido] Venha o Saint-Chiniant.
- seis garrafas mais tarde -
(eu) - Era mais uma garrafa do Saint-Chinian, svp.
(e ele) - Saint-Chinian acabou-se, vocês beberam a última garrafa*.
(e eu) - Ah bom?
(e ele) - Sim, mas tenho uma garrafa de Côtes du Marmandais, da propriedade Château de Beaulieau, 1995. É uma maravilha, digamos que é já uma divisão acima do Saint-Chinian [ou seja, estávamos já na luta pela Liga dos Campeões].
(e eu) - Côtes du Marmandais?
(e ele) - Sim é ali entre o Languedoc e Bordeaux.
(e eu) - Venha o Côtes du Marmandais.
E de momento não consigo fazer uma avaliação dos vinhos mais exacta do que o que se pode depreender do post, mais algum trabalho de campo será necessário para esse efeito. Excepto que o facto de "Côtes de Marmandais" se encontrar entre o Languedoc e Bordeaux, é muito mais, mas muito mais do que uma simples circunstância geográfica. Do que me lembro o "Château de Beaulieu" é um excelente vinho porque sem ser nem Languedoc nem Bordeaux, consegue ser Bordeaux e Languedoc ao mesmo tempo.
* É a primeira vez, de que me lembre, que consigo tal proeza.
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sábado, 19 de julho de 2008
Languedoc, porque há dias assim.
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domingo, 8 de junho de 2008
Um copinho de tinto diário dá saúde
Isto que era voz corrente, vox populi, foi agora confirmado por um estudo saído na reconhecida revista académica PloS ONE, já aqui referida pelo Zèd (+inf. no artigo "Um copo de vinho tinto é o segredo para manter um coração jovem", de Teresa Firmino, Público, 6/VI/2008, p.8-P2).
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Daniel Melo
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domingo, 1 de junho de 2008
Não tenho paciência para Amy Winehouse, Britney Spears e afins
Agora, que venham comparar Amy Winehouse a Nina Simone, ou Billie Holliday, isso é que já é um ultraje. Nem é preciso comparar biografias (talvez Simone e Holliday tenham tido vidas muito mais duras, e verdadeiros dramas pessoais que possam justificar o sofrimento, mas nunca fizeram do sofrimento um espectáculo, mesmo que faça hoje parte da lenda, mas não vamos por aí). Atente-se à música: quando Amy Winehouse fizer metade do que fizeram Nina Simone ou Billie Holliday - i.e. quando gravar metade da discografia, com metade da qualidade, e que exerça metade da influência sobre as gerações de músicos futuras - então aceito a comparação, e podemos conversar. Enquanto esperamos, e vamos esperar muito, porque afinal a carreira de Amy Winehouse está apenas no começo (embora esteja provavelmente já no fim), fica uma faixa de Nina Simone ao vivo, para amostra. A música é boa, mas Nina Simone habituou-nos a melhor, a qualidade da gravação é sofrível, mas dá para ver o que era Nina Simone ao vivo. Oiçam, e julguem por vós.
Mas o pior, o que me tira do sério mesmo é chavões do tipo "Genialidade sem excesso? Não temos". Claro que quando se procura o excesso, e se idolatra o excesso, e se confunde excesso com génio, é normal pensar que não há génio sem excesso. Puro engano. Dou apenas o meu exemplo preferido: Charlie Parker e Dizzy Gillespie. O Jazz moderno tal como o conhecemos hoje é o resultado da revolução formal que foi o BeBop, e o BeBop foi 90% o resultado da parceria entre Gillespie e Parker. Parker é muito mais conhecido do que Gillespie (para os que não se lembram é o trompetista das bochechas enormes). Parker morreu novo, com excesso de álcool, excesso de drogas, batia na mulher, e mais uma série de excessos. Dir-se-ia que o excesso faz parte do génio. Mas que tem tudo isso a ver com música? Rigorosamente nada. E pouco importa que tenha sido Gillespie o teórico do BeBop, quem desenvolveu os novos formalismos, progressões de acordes, relações acorde-escala, e outras miudezas (essas sim, relacionadas com música). Gillespie não foi propriamente um homem de excessos, e teve uma carreira que durou uns cinquentas anos, coisa pouca afinal. Os excessos de Parker serão sempre o Ícone. Chama-se a isso confundir o essencial com o acessório.
P.S. - Razão tem o Luís Rainha.
P.P.S. - Sobre Gillespie já escrevi aqui e aqui.
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domingo, 20 de abril de 2008
Melhor tinto do mundo é português
O Syrah 2005 da Casa Ermelinda Freitas foi eleito o melhor vinho tinto do mundo, na prova cega do concurso Vinailes Internacionales - 2008, realizado mês passado em Paris. O tinto português foi selecionado entre três mil vinhos, oriundos de 36 países. Parece-me que o preço da garrafa custa 32 euros (ou pelos menos custava). Como não sou especialista em vinhos, deixo para o Daniel a árdua missão da pesquisa empírica pra confirmar ou não a escolha francesa.
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domingo, 13 de abril de 2008
Ele há vinhos do Carvalho!
* Falando em transgénicos, espero que ninguém tenha a ideia de pôr uma cepa a expressar os genes do casco de Carvalho nas uvas... e daí talvez nem fosse assim tão mau.
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domingo, 10 de fevereiro de 2008
Em busca do Peidoque perdido
Quando o restaurante abriu com outra gerência, tive um acesso de irracionalidade e pensei que se calhar era só uma remodelação do décor, mas continuava a ser o "Le P'tit Canon". Mais irracional ainda, pensei que talvez o novo restaurante fosse tão bom como o "Le P'tit Canon". Fui lá jantar.
Deparei com um restaurante bonzinho, quer dizer, correcto, enfim... O décor a atirar para o pseudo-aristocrático (toda a amibiência um pouco pretenciosa), umas cadeiras versalhescas, uma alcatifa a imitar o salões de chá da rive droite, e imensos empregados. Duvido que tenha viabilidade económica. Para jantar pedi uma coisa levezita, tipo uma salda ou um peixinho, nem me lembro. Não se preocupe o leitor, aquilo foi uma coisa que me deu naquele dia, mas passou depressa, já estou completamente recomposto. E resolvi que, como vinho, um Chinon iria bem. A empregada, que era muito simpática e competente, diz-me (o diálogo foi em francês, mas eu traduzo para simplificar a coisa) "Estou a ver que quer assim uma coisa ligeira, olhe, tenho um Pays d'Oc que chegou hoje e é muito bom". A minha primeira expressão deve ter sido algo estranha. Ela não fala português, portanto não pode perceber que a sonoridade Pays d'Oc em português faz pensar em "peidoque", o que é no mínimo estranho para nome de vinho. Eu por educação e por desejo de experimentar novos vinhos disse que sim. E de facto o vinho era bom, e na gama do Chinon, ligeiro, fruité. Se não estou em erro era um Merlot. Agora o problema foi tentar encontrar mais garrafas de Pays d'Oc. Eu vi logo que aquilo dava um post de "Vinhos ao Domingo", e vai daí tentei arranjar mais uma garrafita para testar. Não tive sorte nenhuma. Até que, fazendo umas pesquisas, me apercebi que o Pays d'Oc não é uma região demarcada, produtora de vinhos, mas uma região muito mais ampla que corresponde basicamente ao sul de França (com algumas excepções, como os franceses bem gostam, só para complicar) que se chama também Occitanie, e que corresponde ao que se chama correntemente o Midi (termo geográfico vago, utilizado só para complicar ainda mais). Acontece que no Pays d'Oc há mais que muitas regiões demarcadas que produzem vinho. Resumindo, bebi um vinho que era levezito oriundo do sul de França, o que pode parecer inverosímil, mas era um bom vinho, o que é bastante mais credível, presumivelmente um Merlot. Toda esta informação pode parecer desconexa, vaga, incompleta, e eventualmente inútil para quem quiser alguma informação concreta sobre bons vinhos franceses. Pelo facto as minhas mais sinceras desculpas, eu próprio gostaria de ter informações mais precisas.
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Zèd
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