Como todos os anos, foram atribuídos esta semana os prémios IgNobel. Fiquei ligeiramente desiludido; e não é que no meio dos trabalhos hilariantes que com toda a justiça merecem um IgNobel houve prémios para trabalhos que até são interessantes? Que g'anda seca! O comité IgNobel está a baixar o nível de exigência na atribuição dos prémios. Outra nota interessante é que vários dos trabalhos premiados, três pelo menos, foram publicados em revistas científicas das mais prestigiadas: a Nature, o New England Journal of Medicine e a Proceedings of the National Academy of Sciences.
Resumindo...
Os merecidos IgNobel deste ano foram:
- IgNobel da Paz: Para o Comité Federal Suiço para a Ética da Biotecnologia Não-Humana, extensível aos cidadãos suíços, por consagrarem o princípio legal que as plantas também têm dignidade. O que será da jardinagem na Suíça daqui para a frente? E as vacas vão poder continuar a pastar?
- IgNobel da Biologia: Para uma equipa da Faculdade de Medicina Veterinária de Toulouse, França, por descobrirem que as pulgas de cão saltam mais alto que as pulgas de gato. Informação de extrema utilidade.
- IgNobel da Física: Para dois físicos californianos por demonstrarem matematicamente que um fio de cabelo, ou qualquer tipo de corda, se agitado o suficiente acabará inevitavelmente por formar um nó. Mais informação de extrema utilidade.
- IgNobel da Química: Exaequo para uma equipa inglesa por demonstrar que a Coca-Cola é um excelente espermicida e para uma equipa taiwanesa por demonstrar exactamente o contrário. O pior é que ficamos sem saber se é ou não.
- IgNobel da Literatura: para o inglês David Sims pelo ensaio "You Bastard: A Narrative Exploration of the Experience of Indignation within Organizations.". O títalo diz tudo.
Os prémios para trabalhos que até me parecem realmente interessantes:
- IgNobel da Economia: Para três estudantes do Novo México, EUA, por demonstrarem que as dançarinas de strip-tease ganham mais em gorjetas durante a fase da ovulação.
- IgNobel da Medicina: Para Dan Ariely, da Universidade de Duke, nos EUA, por demonstrar que os placebos caros são mais eficazes do que os placebos baratos.
- IgNobel das Ciências Cognitivas: Para um grupo de investigadores japoneses e húngaros, que observaram que uma amiba (ser unicelular) consegue descobrir o caminho mais curto para sair de um labirinto, o que sugere que a amiba com uma única célula pode ter alguma inteligência. Uma amiba inteligente não é fascinante?
Ainda há um ou outro que não é nem merecido nem interessante. E aproveito para deixar um prognóstico: com essa estória da contaminação com o HIV através de gotas de sangue, suor e lágrimas (ou uma cuspidela) para cima de legumes crus, não me espantaria se visse os juízes da relação de Lisboa, e do STJ a receber um IgNobel.
Pelo que vi nenhum dos premiados deste ano chegou ao nível do vencedor do IgNobel da Medicina de 2007. Podem ver o discurso de aceitação no vídeo abaixo (o vídeo da cerimónia de 2008 estará em breve no site improvavél).
Resumindo...
Os merecidos IgNobel deste ano foram:
- IgNobel da Paz: Para o Comité Federal Suiço para a Ética da Biotecnologia Não-Humana, extensível aos cidadãos suíços, por consagrarem o princípio legal que as plantas também têm dignidade. O que será da jardinagem na Suíça daqui para a frente? E as vacas vão poder continuar a pastar?
- IgNobel da Biologia: Para uma equipa da Faculdade de Medicina Veterinária de Toulouse, França, por descobrirem que as pulgas de cão saltam mais alto que as pulgas de gato. Informação de extrema utilidade.
- IgNobel da Física: Para dois físicos californianos por demonstrarem matematicamente que um fio de cabelo, ou qualquer tipo de corda, se agitado o suficiente acabará inevitavelmente por formar um nó. Mais informação de extrema utilidade.
- IgNobel da Química: Exaequo para uma equipa inglesa por demonstrar que a Coca-Cola é um excelente espermicida e para uma equipa taiwanesa por demonstrar exactamente o contrário. O pior é que ficamos sem saber se é ou não.
- IgNobel da Literatura: para o inglês David Sims pelo ensaio "You Bastard: A Narrative Exploration of the Experience of Indignation within Organizations.". O títalo diz tudo.
Os prémios para trabalhos que até me parecem realmente interessantes:
- IgNobel da Economia: Para três estudantes do Novo México, EUA, por demonstrarem que as dançarinas de strip-tease ganham mais em gorjetas durante a fase da ovulação.
- IgNobel da Medicina: Para Dan Ariely, da Universidade de Duke, nos EUA, por demonstrar que os placebos caros são mais eficazes do que os placebos baratos.
- IgNobel das Ciências Cognitivas: Para um grupo de investigadores japoneses e húngaros, que observaram que uma amiba (ser unicelular) consegue descobrir o caminho mais curto para sair de um labirinto, o que sugere que a amiba com uma única célula pode ter alguma inteligência. Uma amiba inteligente não é fascinante?
Ainda há um ou outro que não é nem merecido nem interessante. E aproveito para deixar um prognóstico: com essa estória da contaminação com o HIV através de gotas de sangue, suor e lágrimas (ou uma cuspidela) para cima de legumes crus, não me espantaria se visse os juízes da relação de Lisboa, e do STJ a receber um IgNobel.
Pelo que vi nenhum dos premiados deste ano chegou ao nível do vencedor do IgNobel da Medicina de 2007. Podem ver o discurso de aceitação no vídeo abaixo (o vídeo da cerimónia de 2008 estará em breve no site improvavél).




