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domingo, 17 de maio de 2009

Jornada europeia pelos direitos dos imigrantes

Esta tarde, realiza-se uma jornada pelos direitos dos imigrantes em vários países europeus. As manifestações decorrerão  em Espanha, França, Hungria, Itália, Luxemburgo e Portugal (aqui começa às 15h, no Martim Moniz).

A jornada terá como divisa «Não à Europa da vergonha» e 4 reivindicações principais:
- pela regularização d@s indocumentad@s;
- pelo direito de voto;
- contra a Directiva das Expulsões e o Pacto Sarkozy;
- contra a xenofobia e a política do bode expiatório.

Esta é uma iniciativa da Pontes e não Muros, rede de mais de 300 organizações voluntárias europeias e africanas, cujo Manifesto por uma outra política imigratória será enviado aos candidatos às eleições europeias e que pode ser consultado e subscrito (para organizações) no respectivo site. O site disponibiliza ainda uma análise das políticas migratórias europeias. A carta aberta sobre políticas de imigração, lançada no passado 6/V pode ser subscrita por qualquer interessado, através do email cartaabertaimigracao@gmail.com.

A jornada vem na sequência dum Sommet Citoyen sur les Immigrations, de 2008, e da presença no Fórum Social Mundial, de 2009.

Como dizem os promotores: «A União Europeia continua encerrada numa visão repressiva, eurocêntrica e redutora das migrações. O controlo das fronteiras e a perseguição dos/as imigrantes indocumentados/as, tornaram-se as palavras de ordem das políticas migratórias na EU, como bem o demonstram a Directiva das Expulsões e o Pacto Sarkozy. Em tempo de crise, o/a imigrante tornou-se um bode expiatório, uma receita populista, conveniente para atrair votos e fazer os votantes esquecer os falhanços das políticas económicas e sociais».

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Sem um documento final, termina o FSM de Belém. O que é lamentável.

Depois de 6 dias de intensas discussões e manifestações, acabou o Fórum Social Mundial de Belém, a maior concentração de ativistas de esquerda do mundo. Eram pessoas de todas as vertentes, desde comunistas radicais, socialistas moderados, ambientalistas, grupos étnicos, GLBTs, grupos tipo "paz & amor", exotéricos, religiosos, pessoas que lá estavam sem saber o porquê e até pessoas que pensam que são de esquerda. Enfim, como falou não sei quem: foi uma “pororoca de idéias” Uma pororoca de idéias que reuniu cerca 100.000 de aproximadamente 120 países.

Como não poderia ser diferente, a pauta principal deste fórum foi orientada pela crise do neoliberalismo econômico. Mas, infelizmente, não foi produzido qualquer documento sintetizando o que lá foi dito e discutido. No enceramento, os organizadores se limitaram apenas à realização de uma assembléia, onde foram lidos manifestos sobre inúmeros temas, entre eles o conflito israelo-palestino, demarcação de terras indígenas, situação dos imigrantes ao redor do mundo e preservação da Amazônia.

Para Cândido Grzybowski, membro do Comitê Internacional, a "falta de um documento final não atrapalha o Fórum. Não queremos fazer a velha política. Na nossa Carta de Princípios está uma nova cultura política que não quer que alguém seja dirigente de alguém”, justifica ele. Ou seja, falou , falou, mas não disse nada, pois não consigo entender de como a produção do tal documento poderia interferir na liberdade de alguém (???). A falta dele é que afeta a credibilidade do evento, denuncia a sua desorganização e, pior, demonstra um total desrespeito às pessoas que lá estivaram. Pense nisso, senhor Cândido, antes de exigir seriedade de quem quer que seja. Sejamos festivos sim, mas sejamos responsévis na mesma intensidade. Com a não-produção de um documento oficial fica a imagem propagada pela grande mídia, em tom pejorativo, de que o FSM de Belém foi apenas um "Woodstock Vermelho”, oco e sem idéias. A desinformação é tão perigosa quanto a informação manipulada ou falsa.

O Comitê Organizador do FSM deverá se reunir entre hoje e amanhã para decidir os próximos calendários. Pelas decisões anteriores, no próximo ano o evento será descentralizado, com um dia de movimentação global. O esquema de sede única será restabelecido em 2011. Entre as prováveis sedes estão Estados Unidos, Oriente Médio e África. Pelo menos nesta questão espero ser informado por um documento oficial.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Campanha pela criminalização da homofobia é lançada no FSM de Belém

arco iri O Fórum Social Mundial de Belém serviu de palco para o lançamento da campanha “Não Homofobia”. Criada pelo grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT, a iniciativa tem como objetivo colher 1 milhão de assinaturas para fortalecer a aprovação do projeto de lei que criminaliza a homofobia em todo o território brasileiro, tramitando neste momento no Senado Federal e com forte oposição dos setores mais conservadores, principalemnte os ligados à Igreja (clique aqui pra entender a lei). Junte-se à esta campanha contra o preconceito. Clique aqui e assine. Não dói nada.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Movimentos sociais fecham as portas a Lula no FSM de Belém

090711presidentessssss Os presidentes de esquerda Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equqador) e Fernando Lugo (Paraguai) se encontraram ontem com vários movimentos sociais presentes no Fórum Social Mundial de Belém. Entre eles, uma ausência: a do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, a quem não consideram mais um autêntico líder de esquerda. Há tempos Lula vem sendo criticado por sua política econômica neoliberal, herdada do seu antecessor, o tucano Fernando Henrique Cardoso. O MST (Movimento dos Sem Terra) e os partidos à esquerda do PT, no caso o PSTU (Partidos Socialista dos Trabalhadores Unificado e PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) são os que mais têm cobrado do presidente brasileiro uma postura mais à esquerda. Companheiros. Pero no mucho.

E "o deus mercado quebrou" - No encontro que teve a portas fechadas como Chávez, Lugo e Evo, Lula disse que os países ricos não têm lições a oferecer no combate à crise e ironizou: "Eles tinham a solução para todos os nossos problemas e diziam o que tínhamos de fazer. Parecia que eles eram infalíveis e nós, incompetentes. Mas Deus escreve certo por linhas tortas, porque ‘o deus mercado’ quebrou".

Foto retirada daqui.

Por que a mídia privada não consegue ver o FSM?

Mais uma vez a mídia privada não consegue ver o FSM (Fórum Social Mundial). Os leitores que dependerem dela ficarão sem saber o que acontece aqui em Belém. Por quê? O que impede uma boa cobertura, se a riqueza de idéias, a diversidade de presenças, a força dos intercâmbios — como não se encontra em lugar algum do globo — estão todos aqui? Há jornalistas, algum espaço é dedicado pela imprensa ao evento, mas o fundamental passa despercebido.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Imagens do contraste: Davos versus Belém (atualizado)

davos = seg 2acapamento Enquanto a gelada Davos, cercada por um forte esquema de segurança (veja vídeo), discute a falência do neoliberalismo econômico, o acampamento da juventude, a céu aberto, do Fórum Social Mundial de Belém é todo esperança de que “um outro mundo é possível”. E os contrastes não ficam só nas imagens. Se por uma lado a gélida Davos vive o mórbido pesadelo da atual crise econômica, Belém é todo alegria. "Os jornais noticiam o desânimo que ronda aquela estação de esqui tão famosa onde os ricos do planeta se locupletavam em dias de discussão e muita festa. Agora, a orientação para muitos executivos de bancos e de grandes multinacionais é não comparecer a Davos para não demonstrar ostentação nesse momento de crise. Aqui no FSM continuamos em festa, com a alegria de viver e de construir um novo mundo. Portanto, no momento em que estamos vivendo, o mundo parece se inverter a nosso favor", desabafa Cândido Grzibowsky, diretor-geral do Ibase e membro do Comitê Internacional do FSM.

Homenagem e poesia pra Chico Mendes, o homem da floresta

chico mendes O sindicalista e líder ambiental, Chico Mendes, assassinado há 20 anos no Acre, foi o grande homenageado do Fórum Social Mundial de Belém. O evento ocorreu na tenda dos “50 anos da revolução cubana”, onde a ex-ministra Marina Silva (meio ambiente) participou de rodada de depoimentos e defendeu uma mudança do modelo de desenvolvimento para a preservação do meio ambiente e desenvolvimento humano na Amazônia. “Por que apareceu dinheiro para resolver a crise da economia e não há recursos para resolver a crise ambiental global, que é muito pior que a financeira?”, questionou a ex-ministra e senadora pelo estado do Acre, que também não poupou críticas ao Fórum Mundial de Davos. “Talvez o Fórum Econômico devesse ter enviado emissários a este fórum, pois aqui é uma pororoca de idéia, mas também é uma pororoca de soluções”. Pra finalizar, foi declamado o poema de Pedro Tierra, “O grito verde que anda”.

Francisco. Chico. Chico Mendes.
Seringa. Seringueiro. Seringal.
Legião de homens e sonhos.
Verde rompendo o verde.
Punhal aceso na memória
da água, da pedra, da madeira.
Dos homens?
A sumaúma, a seringueira,
a pedra do monte Roraima,
o sangue que mina do tronco
nos seringais de Xapuri indagam:
onde a sombra exilada de Chico Mendes?
Organizador dos ventos gerais
que combatem depois das cercas,
de todas as cercas da terra...
Chico: um grito verde que não cessa.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Caminhada pela paz e um mundo de pessoas no FSM de Belém. Saravá!

abertura valeindgenas

Nem mesmo a forte chuva impediu os participantes do Fórum Social Mundial (FSN) de marcharam hoje pelas ruas de Belém, com o objetivo de clamar pela paz no Oriente Médio, condenar a crise do capitalismo e defender a preservação do meio ambiente. Segundo a polícia local, foram cerca de 60 mil pessoas. Mas segundo organizadores, o número de participantes chegou perto dos 100 mil. Polêmica a parte, o importante é que mais de 100 mil pessoas e 5600 organizações devem participar deste FSM. Representantes de movimentos sociais, grupos étinicos, centrais de trabalhadores, sindicatos, ONGs e grupos religiosos de mais de 150 países estarão reunidos para paricipar e festejar a 9ª edição do evento. Ao todo, serão 2400 atividades (entre plenárias, conferências, palestras, oficinas, eventos esportivos e culturais) durante os 5 dias do acontecimento. Ufa! Isso é pra calar a boca da direita tupiniquim, para quem o FSM não conseguiria passar sequer da primeira edição. Mordam-se!

Nas fotos, detalhe da caminhada e indígenas e grupos ambientalistas usam seus corpos para alertar o mundo sobre a sustentabilidade da Amazônia e o direito dos povos. Mais informação aqui.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Fórum Social Mundial de Belém: “um outro mundo é possível”.

Print Com o lema “Um outro mundo é possível”, acontecerá entre amanhã e 1º de fevereiro, em Belém, o Fórum Social Mundial 2009 (FSM). Criado pra ser um contraponto a Davos, o FSM não tem caráter deliberativo. É uma tribuna livre e apartidária, não governamental, onde se pretende estimular de forma descentralizada o debate, a reflexão, a formulação de propostas que sirvam de alternativa ao modelo neoliberal e neocolonial por aí existente. O evento é norteado pela troca de experiências entre organizações e movimentos interessados na construção de um mundo mais democrático, solidário e justo, apoiado em instituições plenamente democráticas, em busca da justiça social, da igualdade e da soberania dos povos, com respeito aos direitos humanos universais e ao meio ambiente.

A escolha de Belém foi motivada por estar localizada na região Pan-amazônica, com o objetivo de chamar a atenção da mídia e da população mundial para a urgência dos problemas da região, como a destruição socioambiental (desflorestamento, ocupação não-sustentável e etc...). No dia 28, segundo dia do FSM, ocorrerá o Dia da Pan-amazônia (veja aqui), cujo tema será “500 anos de resistência, conquistas e perspectivas afro-indígena e popular”. A programação será composta por debates, cerimônias, plenárias e qualquer outra forma de interação. A Pan-amazônia é composta por Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname, Venezuela e Guiana Francesa, ou seja: a mais rica biodiversidade desta Terra moribunda e sufocada pelo CO2.

Além das atividades políticas, sociais, artísticas e culturais (veja aqui programação cultural), o FSM deste ano traz uma ótima novidade: reunirá cientistas e intelectuais, oriundos de vários países. Será a primeira edição do Fórum Mundial da Ciência e Democracia. Aqui toda a programação.

Programação geral

27/01 –Marcha de abertura (tarde).

28/01 – Dia da Pan-amazônia: “500 anos de resistência, conquistas e perspectivas afro-indígena e popular”. Este dia será dedicado a levar ao mundo as vozes da Amazônia e se constituirá de diversas atividades, como testemunhos, conferências, além de celebrações e mostras culturais.

29 a 31/01 – Demais atividades auto-gestionadas.

1/02 – Encerramento do FSM 2009, com ações descentralizadas e auto-gestionadas onde serão apresentados os acordos e alianças construídos no decorrer do FSM e celebração geral de encerramento.

Fonte e outras informações e programas completos.