«Morreu Tabucchi, o escritor italiano que escolheu Portugal», por Sérgio B. Gomes, João Pedro Ferreira e Nicolau Ferreiradomingo, 25 de março de 2012
Antonio Tabucchi, o mais pessoano dos italianos (1943-2012)
«Morreu Tabucchi, o escritor italiano que escolheu Portugal», por Sérgio B. Gomes, João Pedro Ferreira e Nicolau Ferreira
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Daniel Melo
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segunda-feira, 11 de julho de 2011
Aonde é que já vimos este filme (II)?
«Juros das obrigações italianas e espanholas prosseguem escalada», por Paulo Miguel Madeira
«Italy looks to cuts to avoid bailout», por John Hooper
«No end in sight to eurozone crisis», por Ian Traynor
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terça-feira, 14 de junho de 2011
Italianos recusam impunidade dos políticos, o nuclear e a água como negócio
E as votações foram bem expressivas: mais de 95% dos eleitores que votaram, sendo que os referendos têm força de lei ao superar os 50% de votantes.Berlusconi apelou à abstenção, dizendo ser um direito dos cidadãos. Perdeu em toda a linha, pois um dos referendos era feito à medida, para o proteger dos processos judiciais que impendem contra ele.
Também em Itália alguma coisa começa a mudar. Desde logo, maior exigência por parte dos cidadãos quanto às suas elites e às escolhas que estas pretendem impingir ao país. Tiveram azar, em referendo não há hipótese de misturar tudo, como nos programas eleitorais...
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Eleições no mundo: boas e más notícias
> má notícia: maioria do Partido Republicano na Câmara dos Representantes dos EUA
> país a necessitar urgentemente de eleições: Itália («“É melhor gostar de raparigas bonitas do que ser gay”»: Berlusconi dixit)
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domingo, 16 de maio de 2010
O cinema contra os silêncios políticos
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quarta-feira, 31 de março de 2010
O novo fenómeno Le Pen
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domingo, 14 de fevereiro de 2010
O submundo de que se alimenta a xenofobia
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
A Itália de Berlusconi: cidadãos de 1.ª (ele próprio), 2.ª (os italianos «à antiga») e 3.ª (os «imigrantes«)
Se não acredita veja aqui: «Somar 30 pontos vai valer aos estrangeiros autorização de residência em Itália».
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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
A deriva filo-fascista ainda mal começou...
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sábado, 6 de junho de 2009
O que Berlusconi faz com o seu pênis é problema dele e de quem se satisfaz com ele
O primeiro-ministro italiano não é flor que se cheire e política e pessoalmente não tenho a menor simpatia por ele. Ao contrário. Tenho tudo contra. Entretanto, o que ele faz com o seu pênis (desde que não nós foda com ele) é problema exclusivamente dele e de suas parceiras de alcova, que aliás deveriam escolher melhor quem as penetra. Porém, gosto é gosto e não serei eu a criticar eventuais desvios sexuais de quem quer que seja. Digo desvios porque, valha-me Deus, ter qualquer tesão por um homem tipo Berlusconi é uma evidência incontestável de muito mau gosto e demonstração de profundo desrespeito com a respectiva genitália. É como jogá-la ao lixo, digamos. Agora, o que é condenável de fato é a exploração sensacionalista do El Pais sobre este fato. Mas, enfim, um jornal que se aliou ao asqueroso Aznar ao responsabilizar sumariamente o grupo separatista basco ETA (longe de mim defender as suas ações terroristas - que fique claro) sem qualquer investigação prévia pelos atentados terroristas do 11-M não é lá muito sério.
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sábado, 30 de maio de 2009
Editora de Berlusconi censura “O Caderno” de Saramago na Itália
A editora italiana Einaudi, de propriedade do primeiro-ministro italiano, recusou-se a publicar a tradução italiana do último livro de José Saramago, “O Caderno”, por conter duras críticas a Silvio Berlusconi, classificando-o de “delinquente”, “corrupto” e “líder mafioso” (o que, convenhamos, não é lá novidade alguma). A Novidade desse livro é que ele traz textos já publicados em seu blogue.
“Realmente, na terra da máfia e da camorra, que importância pode ter o fato comprovado de que o primeiro-ministro seja um delinquente? (...) Em uma terra em que a Justiça nunca gozou de boa reputação, que mal há que o primeiro-ministro consiga que se aprove leis de acordo com os seus interesses, protegendo-se contra qualquer tentativa de castigo e seus desmandes e abusos de autoridade”, escreve Saramago no artigo intitulado “Berlusconi & Cia”.
Mas o prêmio Nobel português não pára por aí. Noutro texto, chamado “Que fazer com os italianos?”, Saramago dispara: “Reconheço que a pergunta poderá soar ofensiva a um ouvido delicado. Que é isto? Um reles cidadão interpelando a um povo inteiro, pedindo-lhe contas pelo uso de um voto que, para regozijo de uma maioria de direita cada vez mais insolente, acabou fazendo de Berlusconi amo e senhor absoluto da Itália e da consciência de milhões de italianos?” Mais.
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sexta-feira, 24 de abril de 2009
Entre a cruz e a suástica
Um padre italiano chocou a seus fiéis ao recebê-los na entrada da igreja com uma pulseira com o símbolo da cruz suástica nazista. E ainda disse que é de extrema-direita e “muito orgulhoso em sê-lo”, que se “sente porta-voz das Brigadas Negras e dos jovens combatentes da fascista República de Saló. O partido da Refundação Comunista considerou o ato totalmente inadmissível e solicitou para que ele fosse expulso da Igreja católica. Mais.
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quarta-feira, 8 de abril de 2009
Turismo macabro
Sismo: Berlusconi pede aos sobreviventes que encarem a situação como "um fim-de-semana no parque de campismo". Aos interessados, vai abaixo mapa de como lá chegar. Veja aqui vídeo com as sinistras palavras do PM italiano.
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segunda-feira, 6 de abril de 2009
Natureza vs. homem?
Não, ambas as partes. Sempre que um terramoto espalha a destruição, é quase certo ser isso que sucede. Desta feita, foi na região de Abruzzo, em Itália: morreram 150 pessoas, 1500 ficaram feridas e 70 mil desalojadas (estimativas provisórias).
Mas porquê humano? É simples. Porque o homem continua a construir habitação e estradas onde não deve, em locais inadequados (em leitos de cheia, etc.) ou habitações fragéis. Ou a não escutar a opinião dos peritos, como agora parece ter novamente acontecido.
Em 1755, Lisboa foi atingida por um dos maiores terramotos de sempre. Apesar do impacto, até muito recentemente (porventura, ainda hoje, parcialmente) nem todos os edifícios são anti-sísmicos. Ou seja, pode voltar a suceder uma catástrofe em Lisboa. Por muita tecnologia que tenhamos desenvolvido, a natureza ainda nos prega partidas.
Este é mais um dos milhares de terramotos que já sucederam, mas quando tal ocorre muitos de nós sentimo-nos mais pequenos e vulneráveis. Como se, subitamente, fossêmos obrigados a relembrar quão contingente é a existência. A existência humana.
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Daniel Melo
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
“Os estupros vão continuar a acontecer enquanto não houver tantos soldados quanto meninas bonitas na cidade".
Foi assim que o premiê Silvio Berlusconi reagiu quando questionado sobre a possibilidade de enviar tropas para conter a onda violência sexual na cidade de Sardinia. Os italianos que me perdoem, mas este homem é realmente um lixo asqueroso. Mais.
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quinta-feira, 14 de agosto de 2008
A vergonhosa imagem da Itália de Berlusconi
Esta é a imagem de uma jovem nigeriana jogada no chão de uma cela, em Parma, após ser presa durante uma operação contra prostituição e imigração. Mais.
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Sappo
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terça-feira, 15 de abril de 2008
Uma proposta: o iberismo europeu

Mais um espinho cravado na história da esperança do povo de esquerda. Berlusconi venceu de novo, acumulando mais material para mais um filme obsessivo de Nanni Moretti. Sempre o mesmo. Já não se esperava muito, apenas que vencesse por pouco e que o seu governo fosse fraco. Mas venceu destacado, e ainda por cima devendo a maioria absoluta a um reforço da extrema-direita xenófoba em versão italiana: a Lega Nord.
Mais um espinho na já tão maltratada história da esperança. Como se a história tivesse deixado de andar para a frente em Itália, tivesse deixado de renovar as gerações políticas. Como se a história não fosse mais do que uma cirurgia plástica, um novo implante capilar, e o Velho aparecesse como sempre novo.
A esquerda da esquerda desaparece do parlamento e do senado. Apenas o Centro-Esquerda fica representado. A sensação é de claustrofobia democrática. Berlusconi venceu, o povo é soberano, o povo é sereno, não se pode mudar de povo. O povo italiano é assim, sempre foi assim. A luta armada não é solução. A emigração não é solução (já emigrámos).
A minha proposta, para não ficar aqui a lamber feridas (sem ser italiano, sou um patriota italiano), é progressista e reaccionária ao mesmo tempo: todos com a Espanha. A Espanha por toda a parte, em todos nós. Neo-habsburguismo. 1580 outra vez e em todo o velho continente, mas sem império. Um Z de Zapatero rasgando a Europa das nações, essa velharia.
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andre
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