Voltei a Madrid a semana passada, após 7 anos de ausência, e gostei mais agora do que então. Talvez porque tenha visto uma Madrid mais intercultural. Não que ela não existisse antes, talvez me tenha passado ao lado.A começar pelas gentes nas ruas e nos estabelecimentos, com muitos imigrantes, sobretudo latino-americanos. Depois, a retrospectiva da Paula Rego no Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, muito forte, embora o espaço parecesse apertado.
Ademais, os melhores restaurantes foram galegos: o Taberna Maceiras, com música tradicional galega e um ambiente muito acolhedor (+info e imagens para salivar aqui e aqui) e a Marisquería Ribeira do Miño, esta mais antiga e finalizando os repastos com a tradição do conjuro, uma queima para fazer ponche de café acompanhada da leitura dum texto de esconjuro.
Deu ainda para ver a exposição que inaugurou o anexo do Museo Nacional del Prado, Fábulas de Velázquez, que mostra o lado menos conhecido deste pintor, enquadrado por outros pintores e quadros que o influenciaram.
E livrarias, muitas, e manifestações, ao largo (não são monopólio de França, hélas!). E muito passeio...
Duas coisas ficaram em falta: ver o Rastro (a Feira da Ladra lá do sítio) e comprar uma garrafa de aguardente de medronho. É verdade, nem na cidade que tem como símbolo um medronheiro cobiçado por um ursão guloso foi possível encontrar, em pouco tempo, o divino néctar. Fica para a próxima.

