terça-feira, 19 de junho de 2012
Recolocar a cultura na agenda pública
Posted by
Daniel Melo
at
08:00
0
comments
Labels: agenda cultural, alternativa política, debate público, política cultural, sustentabilidade
sexta-feira, 30 de março de 2012
Que política científica? - achegas a um debate urgente
O n.º 202 da revista Análise Social, que acaba de sair, integra um texto meu com diagnóstico e propostas para renovar a política científica em Portugal, num quadro de crise aguda com indícios preocupantes também neste domínio das políticas públicas. Chama-se «Ciência para o futuro – a propósito do relatório estratégico do Conselho Científico das Ciências Sociais e das Humanidades» e, como o título indica, parte da leitura dum relatório central para a definição da política pública nesta área, «Ciências Sociais e das Humanidades: mais excelência, maior impacte», elaborado recentemente por um órgão consultivo da agência científica FCT e presidido por José Mattoso. Além de abordar criticamente as suas principais propostas e medidas, também avanço com propostas minhas. Escrevi esse comentário porque entendo que o relatório em apreço deve ser lido, estudado e, se for caso disso, apoiado para servir de documento estratégico na orientação e tomada de decisão política.No meu texto cito o testemunho dum físico belga e perito em política científica, Jean-Pierre Contzen, que nos interpela a todos: «Se não sairmos da crise em dois anos, vai haver problemas com a ciência portuguesa».
Entretanto, soube-se que a área dos Estudos Africanos deixou de ter um concurso específico no âmbito dos concursos de Investigação & Desenvolvimento que a FCT abriu este ano. Tal concurso específico surgiu em 2004 e foi um contributo decisivo para a consolidação impressiva desta área de estudos. Essa medida política deve ser motivo de perplexidade, por 4 razões principais: 1.ª) por ser uma área estratégica para o aprofundamento da lusofonia, eixo prioritário da política externa do Estado português; 2.ª) por ser uma das duas únicas áreas interdisciplinares existentes, num contexto em que se torna cada vez mais ingente reforçar a interdisciplinaridade; 3.ª) por ignorar o relatório supracitado do conselho consultivo presidido por José Mattoso; 4.ª) por não ter havido contacto directo com os principais visados por esta medida. Creio que estes são argumentos ponderosos que devem servir para repensar seriamente se se deseja que esta seja uma opção definitiva.
Para que não digam mais tarde que não houve chamadas de atenção e vontade em debater publicamente e construtivamente esta questão magna para o desenvolvimento do país.
Posted by
Daniel Melo
at
08:30
0
comments
Labels: ciências sociais, debate público, emprego, governo, lusofonia, política científica, política externa, sustentabilidade
domingo, 25 de março de 2012
Encontros livreiros é com o Medeiros!
Pois, pois, porque é já hoje a 3.ª edição dessa festa do livro e das suas gentes que o livreiro Manuel Medeiros organiza com tanto entusiasmo e rigor, sempre em Setúbal, na Av. 22 de Dezembro, 23, pelas 15h. Fica o desafio para quem puder, pois já são muitos os que prometeram comparecer. Este ano não posso, mas para o ano irei novamente.
Posted by
Daniel Melo
at
13:01
0
comments
Labels: agenda cultural, debate público, livrarias, livros, Manuel Medeiros
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
A escola Dan Brown ainda é literatura?
Para António Guerreiro é a isto que parece resumir-se o sururu em torno do último livro de José Rodrigues dos Santos, O último segredo.Há que ser justo: não foi esse o motivo da polémica iniciada pelo poeta e biblista Tolentino de Mendonça (sim, é ele o responsável pela nota crítica do Secretariado Nacional da Pastoral de Cultura*), mas sim a questão de se apresentar a interpretação do livro sobre o cristianismo como baseada em factos insofismáveis (e aqui acho legítima a intervenção em nome da Igreja católica). Esse sim, é o busílis: para alguns isso é desonestidade do autor (não da obra), enquanto para outros cada qual tem o direito a dizer as patranhas que quiser, que isso não significa que uma obra passa a estar rente ao real.
Todavia, e para complicar a coisa, sucede que a obra se filia no subgénero do romance histórico, onde a tensão entre real e ficção é constitutivo da sua identidade mas não só: integra ainda as principais lutas simbólicas em torno da sua apropriação, seja para sedução do leitor, para prestígio junto dos letrados, para ostentação pelo poder, para voz dos silenciados...
Para finalizar, até já havia um outro romance, este assumidamente de «mistério», com o mesmo título (tradução de 2008, por Lynn Sholes e Joe Moor), o qual tem a vantagem tentadora de se poder baixar... Já para não falar deste volume da série juvenil lusa «Os Invisíveis». Ou... Ou...
E esta, hein?
*Mas nem todos os cristãos têm exactamente o mesmo tom: veja-se a opinião de Anselmo Borges, que apresentou a obra, ou de Mário Avelar, que a reduz a um Dan Brown para tontos.
Posted by
Daniel Melo
at
23:03
0
comments
Labels: crítica, debate público, História, literatura portuguesa, livros
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
EDP censura crítica à electricidade mais cara do mundo
%
$
%
$
%
$
%
$
%
$
%
$
%
A censura da EDP foi feita ao comentário que Joana Couve Vieira pôs no site daquela empresa, onde deixava link para uma página do facebook que ligava a uma reportagem crítica do plano nacional de barragens (actualmente parece que está indisponível, vd. esta notícia). A reportagem em apreço passou no programa Biosfera, da RTP2, a 12/X/2011 e pode ser vista em «Tudo o que precisa de saber - A fraude do plano nacional de barragens». Segundo peritos no assunto, as novas barragens em construção, incluindo a do Coa, custarão uma pipa de massa e terão um saldo energético nulo. O seu custo representa 20% do empréstimo da troika e 10% do aumento futuro na factura da electricidade. É por estas e por outras que os programas de ambiente são praticamente inexistentes na tv portuguesa. É que importunam interesses muito fortes.
Posted by
Daniel Melo
at
22:22
0
comments
Labels: censura, debate público, defesa dos consumidores, política ambiental, política de desenvolvimento, sustentabilidade, televisão
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
A esquerda no seu labirinto
Discutiu-se hoje uma proposta de Lei de Bases da Economia Social no parlmento português. A ideia não foi lançada pela esquerda, mas sim pelo PSD. Para maior espanto, toda a esquerda parlamentar (PS, BE, PCP e Verdes) recusou em Fevereiro passado esta mesma proposta.
A proposta visa «delegar mais atribuições ao sector social» quanto a oferta e creches, centros de dia e lares de idosos. Neste momento, o Estado apenas cobre 4,6% destas áreas (leram bem). Isto já é assim há décadas. Tenham sido os governos PS, PSD, PREC ou Estado Novo. Leram bem, novamente.
Neste âmbito, o PSD quer dar um novo enquadramento jurídico às associações voluntárias que mais colam com o seu ideário, i.e., IPSS, ong's, fundações, além de associações ambientalistas e cooperativas.
A oposição, pela voz do PCP, é contra, porque acha a proposta de lei «desnecessária» e porque «o funcionamento destas organizações está consagrado na Constituição», além de significar «uma desresponsabilização do Estado».
É verdade que é um alheamento do Estado, mas ele vem do PREC, quando o PCP também era governo. Quanto à Constituição, é o PCP o partido que mais se bate para que haja regulamentação do articulado referente às organizações da sociedade civil, às organizações populares de base territorial. E esta hein?
A ideia de que uma posição de esquerda implica obrigatoriamente um intervencionismo estatal só serve para reforçar quem há muito tem o poder através do Estado, e não é a esquerda. O jacobinismo pavloviano é o alibi perfeito para quem tem uma noção paternalista dos povos, acha que tudo tem que ser dirigido do topo (sejam elites ou vanguardas esclarecidas) e não quer pensar o mundo tal qual ele existe hoje e não há 200 anos atrás.
Posted by
Daniel Melo
at
22:11
0
comments
Labels: alternativa política, debate público, economia, parlamento, terceiro sector
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Fishman alerta: pressão «injusta» dos mercados obrigou Portugal a pedir ajuda de que não precisava, derrubou governo legítimo e ata o próximo
Da coluna deste sociólogo no New York Times, enquanto alerta para todas as democracias (via Público):
Apesar de o país ter apresentado «um forte desempenho económico nos anos 1990 e estar a gerir a sua recuperação da recessão global melhor do que vários outros países na Europa», ficou sob a pressão «injusta a arbitrária dos negociantes de obrigações, especuladores e analistas de crédito», que «por vistas curtas ou razões ideológicas» conseguiram «fazer cair um governo eleito democraticamente e potencialmente atar as mãos do próximo».
«Os fundamentalistas do mercado detestam as intervenções de tipo keynesiano em áreas da política de habitação em Portugal – que evitou uma bolha e preservou a disponibilidade de rendas urbanas de baixo custo – e o rendimento assistencial aos pobres», diz ainda Fishman no seu texto, intitulado «O resgate desnecessário a Portugal».
Neste cenário, acusa as agências de notação de crédito (rating) de, ao «distorcerem as percepções do mercado sobre a estabilidade de Portugal», terem «minado quer a sua recuperação económica, quer a sua liberdade política».
(continuar a ler resenha aqui)
Posted by
Daniel Melo
at
12:54
1 comments
Labels: capitalismo, crise política, debate público, democracia, liberdade, neoliberalismo
segunda-feira, 11 de abril de 2011
João Botelho em grande forma!
Posted by
Daniel Melo
at
23:12
0
comments
Labels: arte, cinema, Cultura, debate público, mercados, polémicas, política cultural
sábado, 26 de março de 2011
Intervenção multinacional na Líbia: os argumentos
A intensidade do debate em torno da intervenção multinacional na Líbia tem dado água pela barba, superando os outros casos árabes, mesmo os que já estão à frente no processo de democratização, como o Egipto ou a Tunísia. As críticas à imposição do não sobrevoo chegaram a um tal grau de sofisticação sofística que estão para além de qualquer literacia bloguística básica.
Posted by
Daniel Melo
at
22:26
0
comments
Labels: crise humanitária, debate público, Guerra, Líbia, Política Internacional
quarta-feira, 23 de março de 2011
Um bistrot especial em terras de Bocage
Houve um tempo em que as livrarias eram apenas uns botecos mais nas urbes em que crescemos. Em quantidade reduzida.
Posted by
Daniel Melo
at
23:23
2
comments
Labels: agenda cultural, debate público, editoras, livrarias, política cultural
sexta-feira, 18 de março de 2011
Amartya Sen: o bom senso que falta aos decisores políticos
Posted by
Daniel Melo
at
23:03
0
comments
Labels: alternativa política, Amartya Sen, debate público, economia, economistas, política económica
segunda-feira, 14 de março de 2011
Lições da fragilidade humana
Depois dos terramotos em Itália, Haiti e Chile, calhou agora a trágica sina ao Japão. Foi o 7.º pior sismo de sempre, seguido dum tsunami devastador.
Posted by
Daniel Melo
at
23:14
1 comments
Labels: catástrofes naturais, debate público, Japão, segurança, sismo, Solidariedade, UE
domingo, 13 de março de 2011
Da manif à contribuição com propostas concretas: uma boa via
O debate vai começar, no início, nas redes sociais, mas a ideia é sair da Internet e englobar muitas das pessoas de todas as gerações que compareceram ao protesto e cujo “capital de ideias, experiências laborais e políticas não pode ser desperdiçado”.
Na página já havia vários tópicos de discussão abertos. Num deles, empreendedorismo, lia-se que se aceitam propostas para a criação de pequenas e médias empresas, com vista à criação de novos postos de trabalho; em reforma das instituições políticas, sugere-se a ideia de dar a possibilidade a movimentos cívicos de concorrer a actos eleitorais.
Nb: imagem retirada daqui.
Posted by
Daniel Melo
at
22:22
0
comments
Labels: alternativa política, debate público, democracia participativa, emprego, sustentabilidade
domingo, 26 de dezembro de 2010
A sociedade aberta e a WikiLeaks
Posted by
João Miguel Almeida
at
18:56
4
comments
Labels: caso Wikileaks, debate público, Diplomacia, Internet, liberdade de expressão, polémicas, Política externa dos EUA
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Fundações nas universidades: sim ou não?
Posted by
Daniel Melo
at
12:20
0
comments
Labels: debate público, democracia, serviço público, Universidades
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Ainda o WikiLeaks: toda a informação por país
Posted by
Daniel Melo
at
23:53
1 comments
Labels: caso Wikileaks, debate público, Diplomacia, Internet, liberdade de expressão, polémicas, Política externa dos EUA
Último episódio da MANIFesta 2010 é em Lisboa
Afinal, a MANIFesta (Assembleia, Feira e Festa do Desenvolvimento Local) deste ano ainda não acabou! Lafões, de que aqui falei, foi apenas o episódio 2. A partir desta 8.ª edição passou a ter vários locais de realização. Ainda bem.
A Junta de Freguesida de Santos-o-Velho, em Lisboa, acolhe o encontro final, nos dias 29 e 30 deste mês, tendo como tema a interculturalidade e como organização anfitriã a Interculturacidade, projecto de parceria entre várias associações.
Para simplificar, chama-se a esta última sessão MANIFesta Mundo. Serão muitas as actividades, como se pode depreender do cartaz ao lado.
ADENDA: esta é uma versão actualizada, acolhendo as rectificações sugeridas por Mário Alves em comentário a este post, e que inclui nova data de realização (donde, não ligar à que vem no cartaz).
Posted by
Daniel Melo
at
20:15
1 comments
Labels: agenda cultural, debate público, desenvolvimento local, exposição, interculturalidade, produtos tradicionais, sustentabilidade, terceiro sector
sábado, 4 de dezembro de 2010
Para uma nova economia: petição da Comissão Nacional Justiça e Paz
Petição para uma nova economia - uma tomada de posição pública
Apresentamos esta tomada de posição pública no momento em que acaba de ser aprovada a política orçamental para 2011. Como todos reconhecem, as medidas adoptadas têm carácter recessivo. Mesmo que no curto prazo, permitissem conter a especulação financeira sobre a dívida externa e as necessidades de financiamento do Estado e da economia portuguesa, tal política, só por si, não abriria caminho ao indispensável processo de mudanças estruturais de que o País carece para alcançar um desenvolvimento humano e sustentável a prazo. Importa responder no curto prazo visando e construindo o longo prazo.
Reconhecemos que é necessária e urgente uma mudança profunda no paradigma da economia nacional, mas também europeia e mundial. Estamos todos envolvidos na busca de soluções. Os economistas em particular têm a responsabilidade de contribuir para encontrar respostas para os desafios da transição que marcam o mundo contemporâneo e, de modo particular, o nosso País.
A crise tem carácter sistémico e dimensão global, com contornos específicos na Zona Euro, traduzindo-se em maior pobreza, desemprego, crescentes desigualdades de riqueza e rendimento, baixa propensão ao investimento e fraco dinamismo da produção.
Comissão Nacional Justiça e Paz
(continuação da petição)
Nb: o Grupo Economia e Sociedade da Comissão Nacional Justiça e Paz lançou recentemente um blogue de reflexão e debate intitulado A Areia dos Dias, que conta com a colaboração de economistas conceituados como Manuela Silva e Mário Murteira, entre outros.
Posted by
Daniel Melo
at
16:40
0
comments
Labels: blogues, Comissão Nacional Justiça e Paz, debate público, democratização, economia, Estado social, Igreja católica, justiça social, petição online, política económica, política social
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
O que faz falta
Congresso do Associativismo e da Democracia Participativa
(Lisboa, ISCTE, 13-14/XI)
Posted by
Daniel Melo
at
09:09
0
comments
Labels: debate público, democracia participativa, terceiro sector
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Novos caminhos para sair da crise (agenda)
Programa aqui. Mais informações no blogue CSI- Conferência Sindical Internacional.
Posted by
Daniel Melo
at
11:05
0
comments
Labels: alternativa política, crise económica, crise política, debate público, sindicalismo





.jpg)
