Não é fácil topar o vinho pretendido quando se procura uma casta em particular, isto em Portugal e Espanha, que noutros países não sei o que se passa. A maior parte das empresas não identifica as castas, ou as percentagens, ou então há pouca informação na imprensa especializada sobre os chamados vinhos varietais ou monocastas.domingo, 28 de agosto de 2011
À descoberta do arinto (para o Sérgio)
Não é fácil topar o vinho pretendido quando se procura uma casta em particular, isto em Portugal e Espanha, que noutros países não sei o que se passa. A maior parte das empresas não identifica as castas, ou as percentagens, ou então há pouca informação na imprensa especializada sobre os chamados vinhos varietais ou monocastas.
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sábado, 30 de abril de 2011
David Lopes Ramos (1948-2011): um homem bom, um grande jornalista e o mestre que nos revelou a gastronomia portuguesa
Para mim, David Lopes Ramos será sempre um mestre-artífice dos jornais, de o diário e do Público. Com ele fiquei a gostar ainda mais de ler a imprensa, pela sua escrita simples e ao mesmo tempo elegante e rigorosa. Por ele e outros como ele continuei a ler o Público.
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domingo, 7 de novembro de 2010
Uma festa dos sentidos
Esta tarde aproveitei para fazer uma experiência curiosa: ir a um Encontro com o Vinho, uma espécie de festa do vinho, onde os produtores se enclausuram em mini-pavilhões para mostrar orgulhosamente os seus néctares. Em redor, uma multidão efusiva, de nariz no ar, a ver onde parar ou a estender o seu cálice para provar vinhos dos mais diversos, desde verdes, brancos, tintos a espumantes e licorosos.
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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Bons vinhos que provei em 2009
Concerteza que não iríamos deixar 2009 sem fazer uma mini-selecção dos melhores vinhos, já que estamos em época de balanços. E, seguindo o prudente conselho do João Miguel Almeida, fico-me por balancetes anuais, e já é muito.Enfim, refinando um pouco mais: os melhores que apreciei pela 1.ª vez nesta quadra. Então aqui vai: Ad. Coop.ª de Borba Reserva 2005, Mouchão 2003, Lavradores de feitoria 3 bagos 2005, todos tintos (notas de prova para os 2 primeiros no Guia de vinhos 2008, do Rui Falcão, p.51 e 83).
No vinho do Porto, gostei bastante do Fonseca Vintage 2007.
Quanto aos brancos, e quebrando a regra, pois descobri-o este Verão, destaco o Arenae Colares Malvasia (2007, salvo erro), uma pérola! É uma experiência única, aquele sabor adocicado mesclado de mel, fruta e flores. Uma pequena grande amostra dum dos mais raros néctares ibéricos. Pode ser comprado em enotecas ou, melhor ainda, in locu, o que é uma vantagem, pois permite uma visita à sua belíssima Adega Regional de Colares (para horários e visitas vd. aqui). É claro que o Arenae Colares Ramisco 2007 também é bom, só que tem que ser guardado uns bons anos, pois ainda está muito adstringente...
E, já agora, para quem quiser descobrir outros vinhos recomendo o site do crítico de vinhos Rui Falcão, começando por esta boa mini-lista.
E prontos, boas entradas para todos, e bom apetite!
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domingo, 2 de agosto de 2009
Vinhos do Algarve: chegou a hora!
Muitos vaticinaram o fim desta região vitivinícola, até porque a situação estava bem decadente, à semelhança, aliás, do que ocorreu com o Bucelas.
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sexta-feira, 31 de julho de 2009
A não perder, para quem gosta de vinhos e do Algarve sem duplo éle
Até lá!!
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domingo, 23 de novembro de 2008
Vinhos de colheita tardia, uma doce tentação
Esta é uma variedade de vinhos pouco conhecida, mas que vale a pena provar. Os vinhos de colheita tardia surgiram na Hungria, em meados de seiscentos, revela-nos Rui Falcão no Fugas de 15/XI.Como o nome sugere, provêm duma vindima posterior à normal, com a uva já muito madura, parte em estado de podridão, contendo por isso uma grande proporção de açúcar. A uva é apanhada bago a bago, tornando este vinho raro e caro. Daqui resultam vinhos gulosos, e que podem durar muito tempo.
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domingo, 7 de setembro de 2008
E viva o rosé!
Ainda aqui não tínhamos falado dos vinhos rosé e a ocasião não podia ser mais propícia. É que tive a sorte de provar um rosé da Corsega este fim-de-semana, e que bem me soube.
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sábado, 19 de julho de 2008
Languedoc, porque há dias assim.
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quinta-feira, 15 de maio de 2008
Novas do medronho!
Novas, novíssimas, em jeito de novas sugestões e de informação histórica.
Mão amiga (embora anónima) chamou-me a atenção para a existência dum erro no meu post sobre esse néctar dos deuses que é a aguardente de medronho (vd. aqui).
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domingo, 13 de abril de 2008
Ele há vinhos do Carvalho!
* Falando em transgénicos, espero que ninguém tenha a ideia de pôr uma cepa a expressar os genes do casco de Carvalho nas uvas... e daí talvez nem fosse assim tão mau.
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domingo, 9 de dezembro de 2007
O Chinon?
*Não é de excluir a possibilidade de, ao fim de tanta tentativa, o meu paladar estar finalmente a desenvolver alguma sensibilidade aos aromas mais subtis.
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domingo, 7 de outubro de 2007
Vai trabalhar Madiran!
Não me lembro como, andava eu a tentar lidar com estas limitações metodológicas e dei por mim a abrir um garrafa de um vinho que me era inteiramente desconhecido, o Madiran. Tendo o cuidado de não exagerar nas minhas palavras, é de longe o meu favorito dos vinhos franceses. Eu que sou um gajo que gosta de vinhos encorpaditos, mas tenho um problema ideológico com o Bordeaux industrial (vide post anterior). Na realidade não é só ideológico, o Bordeaux industrial até é relativamente mau, e hoje em dia é difícil encontrar um Bordeaux que não seja industrial. O Madiran é encorpado, robusto, vinho com personalidade, é como um bom Bordeaux sem ser Bordeaux. Na minha grelha de classificação leva cinco pontos na escala de Bordeaux, mas ainda leva dois pontitos na escala de Bourgogne. Apesar do corpo tem um aroma, mais a dar para os frutos vermelhos que é bem agradável. Tem um defeito que os apreciadores do vinho até costumam considerar como uma qualidade: é um vinho preguiçoso. Faz tudo devagar, leva algum tempo a envelhecer, aconselha-se vivamente as garrafas com mais de quatro anos para evitar decepções.
Graças aos ofícios de uma clube de amadores do vinho vieram-me parar às mãos duas excelentes garrafas (as indicações são do dito clube):
- Chateau des Crouseilles 2002 (Cepagens: Tannat 60%, Cabernet Franc 40%): Envelhecido em cascos de carvalho 24 meses. Cor brilhante, púpura, reflexos vermelhos. Aroma a cássis, pimenta, cravo-da-Índia, alcaçuz e baunilha. Taninos pujantes. Servir a 17°, com guizados, magret de canard, carne de vaca ou porco, caça ou quiejos.
- Arte Bénédicte 2000 (Cepagens: Tannat 70%, Cabernet Franc 25%, Cabernet Sauvignon 5%): Envelhecido de 10 a 14 meses em cascos de Carvalho. Cor vermelha rubi, reflexos negros. Nariz rico (sic) em frutos vermelhos, amoras, alcaçuz, especiaria, taninos grossos, final abaunilhado. Servir com daube (uma espécie de chanfana de vaca, receita provençal), aves, queijo. Guardar 5-10 anos.
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domingo, 2 de setembro de 2007
O nosso contributo para a redução do défice...

É uma das melhores empresas públicas cá do burgo, e ainda por cima dá sempre lucro, mas é (ainda) pouco conhecida. Falo-vos da Companhia das Lezírias, situada no Ribatejo, entre Benavente e Alcochete, próximo da Reserva Natural do Estuário do Tejo (rezemos para que não se lembrem de fazer lá a pista dos boeings..). Além de prados floridos e toda a ambiência campina, têm uma óptima gama de vinhos, tanto tintos como brancos. Para hoje ficam as novidades, 2 brancos varietais: Arinto e Fernão Pires, castas de que já aqui falámos em nota anterior. O primeiro "é uma estreia" para a CL, com 4 mil garrafas já aí disponíveis (a 5,6€ no ECI). O segundo é uma casta que a CL já conhece de algibeira e com êxito, daí apostar num up-grade, comercializando 7 mil garrafas (a 4€ cada; +info aqui). O Arinto irá ser provado amanhã, ah pois é. Com a vantagem de assim ajudarmos a reduzir o défice, ah pois é.
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domingo, 26 de agosto de 2007
Vinhos de Palmela são bons p'ra ele e p'ra ela
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À boleia da crítica de José A. Salvador na Visão da semana passada, aproveito para vos falar dum tipo de vinhos que é cá do agrado da casa: refiro-me aos vinhos de Palmela.
seu Quinta da Mimosa, q
ue em anos de boas colheitas origina o Leo D'Onor (sendo este caro, embora muito apreciado). Tudo vinhos premiados, tanto a nível nacional como internacional.Quanto às 3 novas apostas varietais (Alicante Bouschet, Syrah e Touriga Nacional) sugiro a leitura dum post de José Teófilo Duarte reproduzido aqui.
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domingo, 29 de julho de 2007
Para refrescar na canícula, um bom vinho branco Arinto
Em plena canícula, acompanhar marisco ou peixe grelhado com vinho tinto é um quanto suado, para não dizer inapropriado. É como aquela rábula antiga do restaurador Olex. Não dá mesmo.
gosta de reservas há o Morgado de St.ª Catherina (onde ressalta muito a madeira, c.9€). A preços acessíveis há ainda que contar com o Quinta da Murta (distribuído pela cadeia Pingo Doce, c.4€).Uma novidade recente é a feitura de vinhos espumantes com esta casta, uma boa experiência, recomenda-se vivamente a sua prova.
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domingo, 22 de julho de 2007
A grelha de classificação (ou como a ideologia me fez descobrir novos vinhos)
O Bordeaux é tipicamente mais encorpado, de cor mais escura e mais alcoólico (por isso fica no eixo horizontal, não é por acaso). As principais castas de Bordeaux são o Cabernet Savignon, o Cabernet Franc e o Merlot. O Bourgogne é mais rico em aromas (porventura subtis), de cor mais clara e menos alcoólico. As principais castas são o Pinot Noir (a mais importante e tradicional) e o Pinot Gris (e para quem interessarem os brancos, o Chardonnay). Os outros vinhos franceses situam-se, neste referencial, algures entre estes dois extremos. Os mais aromáticos e delicados são a atirar para o Bourgogne e os mais robustos e fortes são a dar para o Bordeaux. Convém ter sempre presente a noção de que tudo é relativo, quando digo encorpado estou medir na escala francesa, porque se fosse encorpado como o mais pujante dos Borbas, lá ia a grelha de classificação para o hiper-espaço. Devo admitir que sendo eu um gajo de esquerda minha inclinação natural é para os vinhos mais encorpados (essa estória dos aromas subtis parece-me até uma treta um bocado burguesa), gosto dos vinhos de degustação longa a acompanhar repastos demorados como nos falava o Renato domingo passado. Logo o meu preconceito vai mais para o lado dos Bordeaux, e já bebi uns quantos de muio boa qualidade.
Nisto vi um documentário, o Mondovino (sobre o qual o peão Daniel Melo escreveu nos tempos do Fuga para a Vitória). O documentário Mondovino mostra impecavelmente como um grupo empresarial forte, no caso a americana Mondavi, consegue com o seu poderio económico, e através de ramificações com a imprensa especializada e influência de críticos do vinho, impôr no mercado internacional um padrão do "bom gosto". O tal padrão de "bom gosto" é o vinho de cor escura, encorpado e com elevado teor alcoólico. Um dos parceiros da Mondavi, François Roland, é um consultor em vinhos que vende uma tecnologia, a micro-oxigenação, basicamente faz com a fermentação seja completa, o que leva a que o vinho seja escuro, encorpado e alcoolizado. Quem passa a trabalhar com Michel Roland vê logo as vendas subirem. Quem mais benificia são os vinhos californianos e o Bordeaux (e sobretudo a Mondavi). Quem perde é o consumidor que procura a diversidade de vinhas e casta, e quem se dedica a produzir outros vinhos fora do "padrão".
Não quero no entanto acabar este post sem deixar um par de sugestões de garrafas. O melhor Bourgogone que já bebi, graças aos bons ofícios de um amigo, foi um Fixin 2001 Domaine de la Croix de Bois (não é bem o que está na foto mas quase), dificil de encontrar em super-mercados. Como convém foi consumido a acompanhar um Boeuf Bourgignon - estufado de vaca ele próprio cozinhado num Bourgogne. Do que se encontra em super-mercados o Domaine du Pavillon 2001, Pinot Noir, não é nada mau e fica por 7,50 euros.
Mas ainda assim, o Bourgogne não é o vinho que me enche completamente as medidas, apesar de tudo continua ser demasiado franzino para o meu gosto. E provavelmente é a região que mais sucesso de vendas tem, a seguir a Bordeaux, outros há que sofrem mais do que Bourgogne com a globalização no mercado do vinho. Estas constatações obrigaram-me a procurar outros vinhos noutras paragens, mas isso fica para uma próxima oportunidade, um outro domingo aqui no Peão.
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domingo, 8 de julho de 2007
A frescura única dos Alvarinhos
O melhor Alvarinho, afinal, não é o galego mas sim o minhoto! Quem no-lo recordou foi João Paulo Martins, com a audácia do saber de experiência feito, espaldado num júri de 12 peritos, i.e., a 1.ª Prova Ibérica de vinhos Alvarinhos, realizada em Pontevedra em Junho de 2006 (+info aqui). Não sei se o Daniel Lanero me vai perdoar esta ousadia…Deixemos de lado os mitos que caem por terra, e vamos lá às ‘notas’ de provas.
O vinho verde com melhor relação qualidade-preço é, sem dúvida, o Muralhas de Monção (c.3,80€ no Jumbo). Todos os grandes críticos o dizem, desde o José A. Salvador ao João Paulo Martins. Este vinho tem um acídulo muito acentuado, um ‘pico’ forte compensado com muita frescura, sendo por isso bom de beber com um arroz de marisco um pouco picante, choco frito ou comida
japonesa. Ao Alvarinho predominante é juntado um pouco de Trajadura, que lhe acentua a tal frescura, a exemplo do que fazem na Galiza (é o que nos diz José A. Salvador, Os 100 melhores vinhos portugueses 2000, p.30).É feito com os lotes menos nobres da Adega Cooperativa de Monção, sendo que os melhores são destinados ao Deu-la-Deu ou Danaide.
O Deu-la-Deu (c.5,80€) é o seguinte melhor em conta (ficou em 2.º no concurso), e, para nossa sorte há em todo o lado também. É menos ácido do que o anterior, mais equilibrado.
Se calhar por o ter bebido menos vezes, o meu preferido agora é o galego Pazo de Señorans 2005 (3.º lugar ex-aequo), muito cremoso e elegante.
Ainda na 1.ª Prova foram destacados outros excelentes verdes: o vencedor (Quinta do Regueiro Vinho Verde Alvarinho 2005, só provei uma vez, na altura gostei mas não tenho grandes
recordações), o Alvarinho Touquinheiras (3.º lugar ex-aequo) e o Muros Antigos (7.º).E sem esquecer o Muros de Melgaço (c.15€), que desconheço mas que é tido por um bom vinho, embora não figure nos 10 mais daquela lista.
Enfim, para o fim a melhor parte: segundo João Paulo Martins, neste momento qualquer alvarinho é bem feito, por isso, nada de delongas. Mas, atenção, será preferível guardar-se por 1 ano a colheita entretanto saída. Por isso, agora dever-se-á beber um vinho de 2005 (“Alvarinho: melhor ao segundo ano”, Público, 23/VI, p. 13-Fugas).
Nb: sobre o Deu-la-Deu vd. tb. aqui; sobre o que é o vinho verde (que não se resume às castas Alvarinho e Trajadura, havendo ainda pelo menos a Loureiro) vd. aqui.
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quinta-feira, 5 de julho de 2007
Finalmente se fala aqui de vinhos, já não era sem tempo
Sempre na vanguarda artística, tenho o grato prazer de vos anunciar a estreia neste blogue duma rubrica, e logo dedicada a vinhos!
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