sábado, 18 de dezembro de 2010
Uma boa sugestão para o Arquivo Histórico de Lisboa
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Daniel Melo
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quarta-feira, 18 de março de 2009
Basta de trapalhadas: quem quer o novo Museu dos Coches?
Este é o mote para a concentração de protesto de hoje, às 18h, junto do espaço previsto para o novo museu, na Av.ª da Índia, em Lisboa. A iniciativa é da Plataforma pelo Património Cultural (PP-CULT) e do Fórum Cidadania Lisboa, sendo ainda apoiada pelo Instituto da Democracia Portuguesa.Há 7 dias atrás, uma delegação da PP-CULT e da FCL entregou uma carta ao primeiro-ministro português questionando a necessidade de construir o novo museu ("que não constitui de modo nenhum prioridade da política museológica nacional") e criticando as demolições intempestivas iniciadas nas instalações da Av.ª da Índia, onde ainda se encontram funcionários, arquivos e colecções ligados à arqueologia.
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Novas sobre a polémica das mudanças nos museus de Arqueologia e dos Coches
A propósito da petição de que aqui falei ontem, hoje o Grupo de Amigos do Museu Nacional de Arqueologia juntou-se ao Fórum Cidadania Lisboa na contestação ao projecto oficial de trocas & baldrocas de museus na zona ocidental de Lisboa. Entretanto, a petição está a acolher o apoio de peritos e dirigentes em várias áreas do sector cultural, como a historiadora de arte Raquel Henriques da Silva, o arq. Nuno Teotónio Pereira, o pres. da Associação dos Arqueólogos Portugueses, José Morais Arnaud e o dir. do próprio MNA, Luís Raposo. Todas as novidades na notícia "Amigos do Museu de Arqueologia ameaçam com «resistência cívica» e «acção popular»".
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Ainda se vai a tempo de evitar um gasto deslocado, ainda por cima para mal dum sector tão carenciado como é o da cultura
A petição confirma-nos o nível de soberba dos governos portugueses, que insistem em tomar decisões importantes sem prévia audição dos actores institucionais e sociais ligados às áreas em apreço, sem debate público e ao arrepio de qualquer lógica racional ou estratégica para essas mesmas áreas. Tudo se resume a obras de regime, mais betão (a obsessão com o novo é já patológica), propaganda e 'iluminismo' impante, quais Pombais de hoje.
A petição é promovida pelo Fórum Cidadania Lisboa. Dada a sua relevância, e porque a questão é complexa (sim, o governo ligou o complicador e misturou alhos com bugalhos, tudo sem estudos, ou pior, contrariando estudos técnicos anteriores), transcrevo-a integralmente:
Presidente da República Portuguesa, Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva
Presidente da Assembleia da Republica, Dr. Jaime Gama
Primeiro-Ministro, Eng. José Sócrates
Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. António Costa
O Museu Nacional dos Coches sendo de génese monárquica foi com a República que adquiriu o carácter de organização museológica, transformando-se na instituição fundadora da museologia portuguesa, de carácter nacional e com projecção internacional.
O valor artístico do espaço (antigo Picadeiro Real), a raridade da sua colecção (considerada universalmente como a mais notável no seu género, com especial destaque para os três coches monumentais da Embaixada de D. João V ao Papa Clemente XI, construídos em Roma em 1716 e únicos no mundo, bem como o raro exemplar de coche de viagem de Filipe II, construído em Espanha – Século XVI- XVII – e um dos modelos de coche mais antigos de que há conhecimento), e o sistema desenvolvido de exposição desta última, correlacionando-a com imagens e pinturas de época, garantiram-lhe a reputação europeia sem precedentes na história dos museus portugueses e na própria evolução da museologia, através de uma orientação estratégica pioneira pautada por princípios europeus modernos, criando um ambiente de exigência e trabalho de que os próprios republicanos se orgulhavam.
O projecto entretanto surgido para a construção de um novo Museu dos Coches pretende esvaziar o actual edifício e transferir a colecção para um novo espaço a construir, onde se erguem agora as Oficinas Gerais de Material de Engenharia, que serão demolidas. Não pondo em causa a qualidade do projecto de arquitectura, estima-se, no entanto, que este projecto terá um custo actual estimado de 31,5 milhões de euros.
Considerando a actual magnitude internacional do Museu Nacional dos Coches, que é o museu mais visitado de Portugal, muito significativamente por estrangeiros a quem não será indiferente a dignidade e o ambiente do espaço actual de notável valor formal e de antiguidade. Note-se que não é por acaso que em São Petersburgo se optou recentemente pela colocação de um espólio similar no antigo picadeiro real;
Considerando que o actual edifício do Museu, por imperativos técnicos e artísticos (vide, pareceres técnicos de finais dos anos 90), está impossibilitado de acolher a Escola Portuguesa de Arte Equestre, temendo-se, portanto, caso avance o projecto de novo museu, a sua subutilização;
Considerando que o projecto do novo museu não afecta somente o Museu Nacional dos Coches, mas antes constitui um verdadeiro 'terramoto' de efeito ricochete na museologia nacional, pois implicará a obrigação de deslocar os serviços do antigo IPA (actual IGESPAR) da arqueologia subaquática, do depósito de arqueologia industrial, para a Cordoaria Nacional e, por esta via, uma eventual transferência do Museu Nacional de Arqueologia para a mesma Cordoaria, que é Monumento Nacional desde 1996 (DL 2/96, DR 56, de 06-03-1996);
Considerando que a lei obriga a que uma intervenção num Monumento Nacional, como é o caso da Cordoaria Nacional, se fundamente num projecto de conservação e restauro e permita a salvaguarda dos seus valores arquitectónicos e técnicos integrados, não permitindo que se faça uma mera adaptação como parece ser o caso, o que pré-figuraria uma atitude de vandalismo de Estado;
Considerando, portanto, que o projecto em curso se nos afigura completamente desnecessário e impede que as verbas respectivas sejam aplicadas em projectos culturais de verdadeiro interesse público urgente (ex. renovação dos outros museus nacionais sediados em Lisboa, recuperação dos MN em perigo de desclassificação pela UNESCO, qualificação da Cordoaria Nacional, como monumento técnico significativo da actividade marítima portuguesa, etc.);
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terça-feira, 28 de outubro de 2008
Lisboa é das pessoas. Mais contentores não!
Diga não a mais um abuso do poder político, feita ao arrepio das normas de planeamento, da transparência, do bom senso e do parecer do próprio do Tribunal de Contas! Nem as entidades municipais foram ouvidas!
Diga não a mais um muro que tira a vista a Lisboa e acabará com uma área lúdica, a das Docas, colocando 700 pessoas no desemprego!! Já chega o betão, mais contentores não!
Para quem quiser mais informações sobre este atentado, está disponível uma petição, neste momento com mais de 2500 assinaturas:
LISBOA É DAS PESSOAS. MAIS CONTENTORES NÃO!
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quinta-feira, 20 de setembro de 2007
80 anos de Odéon com uma viúva alegre?!
Já que estamos em maré cinematográfica, aproveito para falar dos lugares onde esta circula.Não, não é do divã da casa, é mesmo da sala de cinema. Neste caso, do cinema Odéon, que faz 80 anos esta 6.ª feira. Para celebrar o aniversário, a Cinemateca Portuguesa e o Fórum Cidadania Lx organizaram para esse dia uma exibição do filme mudo «A viúva alegre», do cineasta alemão Erich von Stroheim, com início às 19h. O filme terá o apropriado acompanhamento ao piano.
O Fórum Cidadania Lx preconiza a sua reabilitação pela CML e propõe este espaço para festivais como o Indie Lx. Quando tanto se fala na revitalização de Lisboa, era bom começarmos pelo mais simples.
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domingo, 16 de setembro de 2007
O salão nobre não sabe nadar, iô!
A Escola de Música do Conservatório Nacional, situada no lisboeta Bairro Alto, tem o seu salão nobre em avançado estado de degradação. Neste salão, inaugurado em 1881, já tocaram alguns dos melhores músicos portugueses, como Luís de Freitas Branco, Vianna da Mota, António Rosado, Artur Pizarro, Nuno Vieira de Almeida, entre outros. A sua excelente acústica tem sido elogiada por músicos e cantores estrangeiros. O salão foi já classificado pelo IPPAR, no entanto, as obras que foram anunciadas num Diário da República de 15/XII/2005 ainda não foram sequer iniciadas! Se não fosse triste dava um bom policial...
Cidadania Lx). Quanto mais apoio tiver este alerta tanto melhor. Algumas imagens do estado actual podem ser vistas no fórum de debate do site do Fórum Cidadania Lisboa (vd. aqui).
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domingo, 18 de março de 2007
Peões por Lisboa - Propostas concretas (V) - pensar a cidade
Retomo a série «Peões por Lisboa» para divulgar uma iniciativa do Fórum Cidadania Lisboa, a que se juntaram especialistas como Helena Roseta, Nuno Teotónio Pereira, Filipe Lopes (Associação Ofícios do Património e da Reabilitação Urbana), Guilherme Alves Coelho, Luís Coimbra e este vosso peão de serviço.O governo está interessado em vender 6 espaços emblemáticos de Lisboa: Liceu Machado de Castro, Docapesca, Quartel de Infantaria 1 (Forte Conde de Lippe), Hosp. D. Estefânia, IPO e Penitenciária (EPL). O debate foi suscitado por associações e cidadãos interessados em pensar a cidade e por 3 razões imediatas: 1) a relevância desses espaços na dinâmica urbana (como diz o texto, mais que jóias, são dedos do património urbano alfacinha); 2) a necessidade de equacionar a ocupação destes espaços no quadro de planos urbanísticos pré-existentes e segundo uma lógica que articule habitação, terciário privado, com serviços públicos relevantes, espaços verdes, etc.; 3) em consequência dos 2 anteriores, a necessidade da venda de património deste teor levar o Estado central a auscultar interlocutores locais válidos e a aproveitar a discussão pública do tema.
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