Mostrar mensagens com a etiqueta Sexo e Religião. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sexo e Religião. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Padre lança Kama Sutra católico (ou como chegar ao orgasmo divino)

Kama Sutra Preocupado com o relacionamento sexual dos fiéis de sua igreja, um padre franciscano polaco escreveu um guia prático e teológico aconselhando como casais casados (note que o dito cujo é somente pra casais casados) podem melhorar a sua vida sexual. Segundo ele, o objetivo de tal publicação é o de “acabar com atitudes excessivamente conservadoras de muitos dos fieis”. “Durante o ato sexual, as pessoas casadas podem demonstrar o seu amor em todos os sentidos, incluindo a estimulação manual e oral, sem que com isso se ofenda a Deus”, diz o padre. Mais.

PS: Tudo bem que se trata de uma atitude inovadora, ousada e louvável até, mas, como perguntar não doi, qual a experiência do tal padre nessas coisas de sexo?

segunda-feira, 30 de março de 2009

Bispo português que defendeu dever moral de uso do preservativo para prevenir SIDA na mira do Vaticano

Depois das desastradas declarações do Papa no ínicio da sua visita a África, o Vaticano volta de novo à carga, preparando-se para recriminar as declarações do Bispo de Viseu, D. Ilídio Leandro, que no sábado passado escreveu no site da sua Diocese que quem tem uma vida sexual activa tem a "obrigação moral de se prevenir e não provocar a doença na outra pessoa" (vd. notícia aqui; vd. tb. esta). Referiu ainda "aqui, o preservativo não somente é aconselhável como poderá ser eticamente obrigatório" (eis a versão integral do seu texto: «A viagem de Bento XVI a África - a propósito dos preservativos…»). Ontem, também o Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, se referiu ao assunto, afirmando que o preservativo é "um expediente" que poderá ter "o seu cabimento nalguns casos". Estas são algumas das declarações de altas figuras da hierarquia portuguesa que contrastam fortemente com a posição da Santa Sé.
Pouco antes destas tomadas de posição, a prestigiada revista de medicina Lancet criticara as declarações anti-científicas do Papa a propósito da protecção anti-SIDA concedida pelo preservativo, defendendo ainda que é indispensável separar as questões de saúde pública dos dogmas religiosos.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Mas estas coisas ainda espantam alguém?

Para fazer tempo, enquanto esperamos os resultados das eleições americanas, aqui vai um post sobre sexo e religião. No Courrier International pode ler-se uma peça de uma jornalista que descobre - com aparente espanto - que as mulheres muçulmanas mais conservadoras, no recato do seu lar são dadas ao prazer da carne. Note-se contudo que o título da peça ("Sous le hijab, le string") é muito bem conseguido. Acontece que para o Islão, contrariamente às religiões judaico-cristãs, não é o sexo em si mesmo que é o problema, desde que com o respectivo cônjuge, e longe de olhares públicos. Porque são precisamente os olhares públicos que são o problema. De resto o Corão incita tanto o marido como a mulher ao gozo dos prazeres da carne. Tirando aquela coisa da jornalista parecer descobrir o óbvio, o artigo merece definitivamente uma leitura atenta. Apetece-me destacar isto:«C'est que là où les judéo-chrétiens ne conçoivent la sexualité que dans un strict but de procréation, le Coran et l'enseignement du prophète semblent beaucoup plus ouverts à une sexualité de plaisir. "L'islam encourage la sexualité dans le couple marié et le plaisir autant masculin que féminin. Le sexe est tenu pour spirituel"»

E mesmo em relação aos judaico-cristãos, ou pelo menos os católicos, talvez as coisas já não sejam bem como soíam. Pois que a soeur Emmanuelle, uma versão francesa da Madre Teresa de Calcutá recentemente falecida, decidiu deixar em testamento um grande rombo nos tabus do sexo. Num livro intitulado "Confessions d'une religieuse", publicado poucos dias após a sua morte, soeur Emmanuelle escreve sobre os prazeres carne (pecado bem menos grave que os outros, segundo ela), e discorre em particular sobre a masturbação, na primeira pessoa. Não li o livro, mas há uma elevada probabilidade de o vir a fazer.