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terça-feira, 20 de março de 2012

Uma vitória da criatividade sobre o calculismo

Nem mais nem menos: em noite de jogo frenético, o SLB ganhou merecidamente ao FCP e, a haver justiça poética plena, teria ficado 4-2. Foi 3-2, mas o jogo foi bem disputado e emotivo. A Taça da Liga é troféu secundário, certo, mas o FCPorto veio com toda a força (o resto foi bluff descarado).

Perante tal perfume inibriante, a eminência parda do futebolês tuga correu a terreiro para o seu papel preferido deste último trinténio: o de fustigar a arbitragem e tutti quanti para condicionar as arbitragens das jornadas seguintes a seu favor. Já só cai quem quer, ou quem lhe deve. O problema é que, no duelo anterior, o FCP só ganhou com um 3.º golo em fora-de-jogo (o resultado justo desse jogo teria sido 2-2), mas com essa vitória passou a liderar o campeonato. E é dessas arbitragens que os dirigentes do FCP não falam. Não lhes convém.

quinta-feira, 15 de março de 2012

É sempre bom rever David & Golias...

... mesmo que o David seja o Sporting CP! É mais do que merecido pois, ainda por cima, mostrou surpreendente qualidade estética durante mais 1 hora, o que é obra, dado que do outro lado estavam dos artistas mais bem pagos do planeta na arte de pontapear o esférico. E esta, hein?

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O exterminador implacável... de leões e dragões!

respigado do facebook, com agradecimentos devidos.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O regresso às grandes noites europeias

Foi com uma exibição categórica, do princípio ao fim, que o SL Benfica quebrou o enguiço de não ganhar na Alemanha. Um festival de bom futebol e a confirmação do regresso às grandes noites uefeiras.
Já há uma semana atrás tinha havido espectáculo, mas então um golo solitário do Estugarda deixou no ar algumas nuvens, de um regresso às derrotas fora. Erro rotundo. Segue-se o Paris St. Germain. Redimiu-se Jesus, agora o céu é o limite.
Boa sorte também para o Braga e o Porto frente ao Liverpool e CSKA, respectivamente. Será importante ganharem para assegurar mais futebol português nas competições europeias.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Uma estreia auspiciosa

Pode não ter cheirado a arroz de marisco mas soube bem. Vencer os calmeirões vikings e, ainda por cima, de modo convincente não é canja. O homem do jogo foi Nani; contudo, tranquilizou mais a consistência dos sectores e omaior espírito de equipa. Parabéns ao novo seleccionador, o Paulo "Tranquilidade" Bento. Resta-nos apoiar e esperar que dure até ao final do Euro2012.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

E 4 meses depois lá se concluiu o caldinho...

«Federação despede Queirós e convoca eleições»

Agora resta aguardar pelo novo cozinheiro. E que não nos dêem mais arroz de polvo. Queremos melhor. Marisco!

domingo, 5 de setembro de 2010

Francisco Zambujal, o caricaturista do futebol

Até 8 deste mês decorre uma homenagem ao caricaturista Francisco Zambujal, nos 10 anos da sua morte. A iniciativa é da Sociedade Recreativa Os Artistas, do Rotary Club e do município de Faro, cidade onde passou grande parte da sua vida.
Além da inauguração duma rua com o seu nome, tem como aperitivos maiores o lançamento dum livro, Francisco Zambujal - o mestre da caricatura, do estudioso Osvaldo Macedo de Sousa, e de 2 exposições: «Amizade», com uma mostra do seu trabalho, e «O humor e o desporto» (para mais, vd. este programa).
Se não me engano, muitos dos leitores deste post terão conhecido algum do seu trabalho pelas cadernetas de cromos da bola dos anos 70 e 80. Ou, então, pelas inúmeras caricaturas que publicou no jornal A Bola e que se tornaram uma imagem de marca deste desportivo.
Aproveito para deixar aqui uma das suas caricaturas de grupo, duma das equipas do Benfica dos anos 60. Com José Torres presente, evidentemente.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

José Torres, o «bom gigante» (1938-2010)

Foi um dos atacantes da geração de ouro do Benfica, os anos 60. Precisou de 3 épocas para se impor como titular, no lugar do outro grande José Águas. Jogou 12 épocas de águia ao peito, marcando 226 golos em 259 jogos. Arrumou as botas aos 42 anos, em 1980. Ainda prosseguiu como treinador. Faleceu agora, aos 71 anos.
Deixo aqui uma foto dele com o uniforme da selecção portuguesa, pois ele também a representou e bem, no Mundial de Inglaterra em 1966 e enquanto seleccionador nacional. Mais detalhes aqui.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Nova época de estrelas

cartoon de GoRRo (c) 2010

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Ainda se espera pelo resultado final mas o caldinho está preparado há muito


cartoon de GoRRo (c) 2010
nb: acompanhe o evoluir do cozinhado em «A Federação deve despedir Carlos Queiroz?»

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Foi mais surpreendente por inesperado (Ribeiro Cristóvão dixit, SIC-N, 22h25)

... ou, noutra versão, não tão criativa, foi mais surpreendente pela surpresa ; )

Seja qual for a versão, parabéns ao SCBraga.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

O crime compensa

E a Holanda elimina o melhor...

O melhor goleiro: Júlio César.

A melhor dupla de zaga: Juan e Lúcio.

O melhor atleta de Cristo: Kaká.

O melhor esquema tático de marcação.

O melhor esquema disciplinar: 50 dias de confinamento.

E por fim o melhor mau humor: Dunga.



quinta-feira, 1 de julho de 2010

Pódio do Mundial 2010

Em período de palpites, aproveito para deixar o meu:

1.º) Argentina; 2.º) Brasil; 3.º) Espanha; 4.º) Uruguai.

Voz avisada chama-lhe a comunidade ibero-americana.

De futebol, entenda-se.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Adeusito!

Depois do desfecho desejado pelo mister (i.e., perder pelo mínimo possível, a seguir a ir a penalties), pouco resta a acalentar, a não ser o desejo que a estória não se repita, ainda que o mister se mantenha até ao próximo Europeu. Foi mauzote, não merecíamos tanto amedrontamento.
Queirós fez apostas de alto risco (dentro do seu conservadorismo em voga) e perdeu-as: insistiu em colocar um defesa central a lateral direito e foi por aí que sofreu o golo que ditou a derrota. Claramente, Ricardo Costa não tinha rotina nessa posição. Contra o Brasil podia arriscar isso, já contra os rojos seria demasiado. Então, o que estão lá a fazer os 2 laterais de raíz?
Depois, resolveu tirar o único ponta-de-lança, Hugo Almeida, quando ele estava a furar o cerco, colocando mais um médio em crise de inspiração. Resultado: a equipa encolheu-se e Portugal sofreu o golo de David Villa. Os espanhóis fizeram o seu jogo, mais bonito que o dos vizinhos, embora por vezes algo cansativo (às tantas perdíamo-nos nas fintas do carrossel rojo), e esperaram por um erro, o que surgiu mais cedo do que estariam à espera. E assim se concluíu o jogo.
É claro que nem tudo é responsabilidade do seleccionador, alguns jogadores estiveram abaixo do expectável, como Cristiano Ronaldo, que disse que ia explodir nessa competição e a única coisa que lhe vimos foi um tiro de pólvora seca. Manolo foi certeiro!
Hoje, o mister, na conferência de imprensa, voltou a repetir lugares-comuns dum yuppie encartado, esquecendo-se que já não estamos nesses tempos. Exige-se mais do que calculismo e boa retórica: temperança, risco, assunção de erros, qualidade actual em vez de cotação bolsista (leia-se, valor das transações) dos jogadores.
Enfim, resta-nos aturar este mister durante mais 2 anos... Haja saco...
ADENDA: acho que Queirós deve continuar (para que não haja dúvidas), embora seja mais responsável por erros clamorosos do que grande parte dos jogadores. Alguma continuidade é necessária para se poder avaliar o trabalho, seja de quem for.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Gracias, Cristiano Ronaldito!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Não se pescam trutas a bragas enxutas

Depois de 180 mins. desconsoladores, a fava saiu a Portugal.

A 1.ª parte desta peça decorreu à tarde, e quase deu para adormecer no início... Valeu a irritação e o bom tempo. Depois do intervalo, a coisa transmutou-se: sangue novo, mais acção, mais risco. Ainda assim, acabou tudo como começou: um nulo ditado pelos céus, só digno de desavergonhados empatas. A 2.ª parte, ao cair da noite, ditou o desfecho previsível: os encarnados ibéricos ganharam aos seus irmãos sul-americanos.

O mister luso está noutro campeonato, o dos que sofrerão menos golos e derrotas, de maneira que na próxima 3.ª feira os patrícios irão tercer armas com o pior adversário possível a seguir ao sol argentino: o toureiro espanhol, esse mesmo! A selecção que todos queriam evitar, excepto o sado-masoquismo fadista. É a dialética ibérica, agora, à força do pontapé.

50% de hipóteses? Depende, mais uma vez, dos soldados em campo e da táctica, caramba!!

PS: esta de Ronaldo ter sido escolhido pela 3.ª vez como o melhor em campo pela FIFA é sintomático - actores e ilusões, venham os cifrões.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Não há fome que não dê em fartura

Assim mesmo, cá continuamos na toada popular a propósito dum jogo inspirado, «histórico» como se usa dizer nestas ocasiões, cujo resultado ocorre muito espaçadamente.
O mister corrigiu a equipa inicial e comprovou que com este baralho é que está bem. Parabéns a todos (a uns mais do que a outros), em especial ao quarteto Meireles, Simão, Tiago e Coentrão. Só esperamos que não se contraia novamente, agora frente ao Brasil.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Prognósticos pós-jogo

A grande questão é se os patrícios ganharam 1 ponto ou se perderam 2. O jogo da selecção das quinas ficou aquém das expectativas, pairou por ali o fantasma de Seul, com a derrota inaugural frente aos do Tio Sam. O galo bem começou a cantar, mas depois o elefante abafou-lhe as falinhas...

Agora a sério, parece ter havido ali algumas apostas mal sucedidas: Danny/ Simão (quando o que corria bem era o inverso); Deco (a jogar numa posição a que não está acostumado, mas então o Tiago parece ter estado melhor); Pedro Mendes, em vez de Ruben Amorim, mais criativo e ofensivo; Liedson, em vez dum Hugo Almeida, mais adequado para suportar o poderio físico do adversário. De resto, é sintomático que o seleccionador tenha emendado a mão justamente quanto às 3 primeiras opções, e à última também lá iria se pudesse fazer mais substituições. Certos e determinados especialistas da bola dizem coisas parecidas a esta; melhor assim, não era minha intenção ser original.

Seja como for, a responsabilidade é a dividir com os jogadores, que parece terem receado em demasia o risco dum golo sofrido a contra-corrente. Lá diz o ditado, «quem não arrisca não petisca». Mas também há outro ditado: «mais vale um pássaro na mão do que dois a voar». Ah, pois, que isto de ditados, como na vida, há para todos os gostos e ocasiões...

terça-feira, 15 de junho de 2010

"Prefiro ouvir Vuvuzelas a ouvir cânticos fascistas nas bancadas"

Ouvido aqui.
Também sou de opinião que, tendo em conta os tristes espectáculos recorrentes em tantos estádios europeus, tanto barulho por causa das Vuvuzelas, que são apenas uma manifestação festiva, é obsceno. O futebol é uma festa de que as vuvuzelas fazem parte.