«Cerimónia de Homenagem aos docentes demitidos das universidades portuguesas durante o Estado Novo»
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Para não esquecer que a autonomia universitária é um bem precioso e muito recente
Posted by
Daniel Melo
at
23:23
0
comments
Labels: ditaduras, Estado Novo, políticas da memória, retaliação política no emprego, tributo, Universidade
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Vozes da revolução
Posted by
Daniel Melo
at
08:06
0
comments
Labels: 25 de Abril, celebrações, colóquio, história oral, revolução, terceiro sector, Universidade
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Memória política da repressão ditatorial
No Brasil, o julgamento de crimes da Ditadura Militar (1964-85) está a dividir o governo de Lula. O ministro da Justiça advoga pelo debate; o da Defesa é contra e quer encerrar o assunto.
Posted by
Daniel Melo
at
21:20
2
comments
Labels: Argentina, Brasil, Conferências, debate público, ditadura militar, ditaduras, livre acesso à informação, memória colectiva, políticas da memória, repressão política, Universidade, Uruguai
sexta-feira, 20 de março de 2009
O fim das ditaduras ibéricas
À informação constante neste cartaz ao lado, relativa ao Colóquio Internacional «O Fim das Ditaduras Ibéricas (1974-1978)», cabe aditar a seguinte alteração: Paul Preston não estará presente, por motivo de doença, sendo substituído pelo historiador Óscar José Martín García (da London School of Economics), que abordará o tema «Crisis del franquismo, conflictividad social y violencia política en Espana 1968-1976» (dia 20, às 18h30).
Posted by
Daniel Melo
at
00:01
0
comments
Labels: Conferências, democracia, ditaduras, Espanha, História, políticas da memória, Portugal, protestos, Universidade, violência
terça-feira, 17 de março de 2009
Republicanismo, Socialismo e Democracia
Em epígrafe figura o título do novo Seminário de História e Cultura Política do Centro de História da FLUL. Decorre durante toda a tarde de hoje, com um vasto e estimulante programa, que "procurará aprofundar o conhecimento sobre pensadores portugueses e estrangeiros através de ideias políticas e sociais que perfilharam, como o republicanismo, o socialismo e a democracia". Nele serão abordadas figuras como Kant, Malon, Teófilo Braga, Arriaga, Sampaio Bruno, Ernesto da Silva, Sérgio e Proença. A coordenação está a cargo de Ernesto Castro Leal e ainda haverá tempo para 3 debates, tantos quantos os painéis.
Posted by
Daniel Melo
at
00:01
0
comments
Labels: agenda cultural, ciências sociais, democracia, História, República, seminário, socialismo, Universidade
quinta-feira, 26 de abril de 2007
O que é o mérito?
Num universo onde as realizações académicas se medem em número de cadeiras avançadas de física quântica que se frequentaram no liceu, Marilee Jones, a coordenadora (dean) de admissões ao prestigiado MIT, tentou, ao longo da sua carreira, convencer os administradores, pais e alunos que um résumé se constrói, também, com paixões e realizações pessoais.
Para muitos dos que orbitam em torno destas escolas de elite, as realizações pessoal e académica fudem-se numa só. Há pouco espaço para o resto. A procura do mérito, sempre o mérito, não o permite. Ou não o permitia. Hoje, sabemos que as coisas não funcionam assim. Muito por culpa de Marilee Jones. Mas Marilee Jones já não é a coordenadora do processo de admissões ao MIT. Não o é, porque se demitiu hoje. E demitiu-se, porque durante 28 anos mentiu sobre as suas realizações académicas.
[Mais aqui.]
Posted by
João Caetano
at
20:50
2
comments
Labels: EUA, Universidade
quinta-feira, 19 de abril de 2007
Attention! Mon sondage! Hyper-mega scientifique!
À atenção do Pedro Magalhães, cá vai mais uma sondagem sobre as presidenciais francesas. Totalmente representativa e sem margem para erro de espécie alguma.
Universo: 37 alunos que estudam língua portuguesa na Universidade de Rennes 2 (Letras e Ciências Humanas, a universidade francesa mais contestatária entre as contestatárias, onde começam todas as greves e nunca se sabe quando acabam).
Idades: entre os 18 e os 25 anos, pouco mais ou menos. A maioria vai votar pela primeira vez.
Intenções de voto à primeira volta:
A sra. [escrevo tal qual eles puseram no boletim de voto; aqui não há problemas com doutores e engenheiros] Royal (PS): 29,72% (11 intenções de voto)
O sr. Besancenot (LCR, trotskista): 18,91% (7)
o sr. Bayrou (UDF): 18,91% (7)
A sra. Buffet (PCF): 5,4% (2)
O sr. Sarkozy (UMP): 5,4% (2)
O sr. Bové (independente anti-OGM): 2,7% (1)
Abstenção: 2,7% (1)
Indecisos: 16,21% (6)
Han??? Que tal??? Nada mal, pá, han?? Ségolène tranquila, trotskistas não fossilizados em alta, o Sarkozas vai à vida, Le Pen nem vê-lo. Só vai ser preciso decidir quem vai à segunda volta, se o Bayrou se o Besancenot. Por aqui se prova que o IFOP anda a ver navios.
A coisa complica-se quando vemos o que os mesmos inquiridos respondem à pergunta,
Quem vai ganhar na segunda volta
O sr. Sarkozy: 54,05% (20)
A sra. Royal: 37,83% (14)
não sabe: 8,1% (3)
Mmmn. A minha interpretação: temos aqui um caso interessante para estudo. Uma sage (bem neurótica) combinação entre idealismo e fatalismo.
Posted by
andre
at
16:35
1 comments
Labels: Eleições França, sondagens, Universidade
terça-feira, 17 de abril de 2007
Act17 - «Não vi o livro, mas li o filme»
Aqui, para ver o programa completo e lista de participantes, mas também lá vai estar a Peão Vallera na quinta-feira, 19 de Abril, às 16.30h com o título Citizen Slade: Velvet Goldmine de Todd Haynes e Citizen Kane de Orson Welles.
Posted by
Anónimo
at
00:17
0
comments
Labels: Act17, cinema, Conferências, Universidade
quarta-feira, 11 de abril de 2007
Sobre a universidade, as "ideias", e os diplomas etc.
«Há qualquer coisa no ideal universitário que o torna difícil de explicar, apesar de ser tão simples. O ideal universitário são as ideias. Ideias sobre como são as coisas, sobre como funcionam, sobre como deveriam funcionar, ideias sobre ideias. Algumas dessas ideias são conhecimento, outra são comentário, outras criatividade, a maior parte delas um pouco disso tudo. Mas é difícil explicar aos alunos, ou até ao resto da sociedade, que dentro daquelas paredes (metafóricas: pode ser cá fora, na esplanada, no trabalho de campo, na visita de estudo) essas ideias devem ter precedência sobre tudo o resto. Se os alunos querem um diploma e os pais pagam por um bom emprego, não é fácil dizer-lhes que por agora a única coisa importante é o que escreveram alguns mortos de há mais de cem anos, ou como se comporta a partícula x, ou que interpretação dar à arte de y. Só depois de ganhar verdadeiro interesse ou paixão por tais coisas chega a altura de se poder começar a tratar de notas, de diplomas e de empregos (...)»
Estas são palavras do Rui Tavares, escritas num artigo do "Público" ontem. O Miguel Vale de Almeida transcreveu-as e adicionou: "Nunca esquecer isto quando se é bombardeado pelo actual ar do tempo em relação à universidade. Nem que se tenha que tapar os ouvidos, dizer a alta voz "lá-lá-lá-lá" e ouvir interiormente este mantra".
Esta é uma discussão muito importante nos tempos que correm. Idealmente, eu não discordo do Rui, mas porque entre as ideias e os contrangimentos da realidade vai sempre um fosso sempre excessivamente grande, discordo do implícito desprezo - que não deixa de ser o que está realmente dito nas entrelinhas - pelas notas, pelos diplomas e pelos empregos. É que, inversamente, parece não ser fácil para a grande maioria dos pais e dos alunos explicar aos professores universitários que, primeiro, está a perspectiva de terem um futuro onde o diploma que passaram anos a tirar conte efectivamente para a realização de um percurso profissional decente e minimamente adequado às suas expectativas. E, infelizmente, para a maioria estas não passam pelo conhecimento do que "escreveram alguns mortos de há mais de cem anos, ou como se comporta a partícula x, ou que interpretação dar à arte de y" - doa o que doer aos professores unversitários. Tapar os ouvidos, como aconselha Vale de Almeida, não resulta em absolutamente nada - a não ser a dar razão àqueles que acham que os professores universitários, self-professed autistas, "não vivem neste mundo".
Não que o desemprego de licenciados seja a catástrofe nacional que por vezes se pinta, ou que universidade seja a única responsável pelos potenciais desajustes entre o titre e o post. Não é, e não é disso que se trata. O problema é que o que o discurso do Rui tem aquele travo amargo da intemporalidade, como se o pudéssemos manter independentemente do contexto, e como se fosse indiferente estarmos no século XIII, no XVIII ou no XXI. Mas ter as "ideias" como a única ou a grande prioridade da universidade é esquecer que, entretanto, o mundo, e sobretudo a economia, mudou - e que a universidade ocupa, e vai ocupar cada vez mais, uma posição de formação de profissionais nas mais variadas áreas. O problema é confundir esta função crescente da universidade - o que para mim representa uma grande vantagem do nosso presente e futuro em relação ao passado - com a ideia de que esta vai ser a única função da universidade. Isto é falso, e é fácil ver porquê. Nunca, no futuro, teremos tanta gente a fazer investigação, tanta gente entregue o mais possível às "ideias" e ao conhecimento desinteressado. Simplesmente, isso não vai acontecer ao mesmo nível de ensino que no passado.
E se isto representa um déclassement relativo dos professores universitários, convém não esquecer o outro lado: o do upgrade cognitivo e social de uma larga fatia da população que dantes não passava do ensino primário ou secundário (que era, obviamente, and please don't sweep it under the carpet, o que permitia à universidade e os seus profissionais dedicarem-se às "ideias" e desprezar a função social e profissional dos diplomas: quando apenas ensinamos as elites, podemos dar-nos ao luxo de esquecer o mundo lá fora e de considerarmos a mera questão "para que é que 'isso' - a nota, o diploma, etc. - serve?" verdadeiramente secundária). E este upgrade é, parece-me, muito, mas muito mais importante que qualquer "corporativismo do universal" (para citar essa expressao particularmente feliz de Bourdieu: ou direi infeliz, dado que ele considerava-o um ideal merecedor de defesa a todo o custo).
Eu admito que não seja deliberado, mas este tipo de platonismos tem sempre o risco de resvalar para um elitismo, à esquerda, particularmente desnecessário e perverso.
Posted by
Hugo Mendes
at
13:00
17
comments
Labels: docentes universitários, Miguel Vale de Almeida, Rui Tavares, Universidade
segunda-feira, 2 de abril de 2007
Justiça
O caso da UnI, que também aqui gera tantas postas, é um bom exemplo de como o mau funcionamento da Justiça portuguesa (e respondendo agora a uma pergunta do Hugo) atrofia a vida pública - e não apenas a económica, a política, ou outra - e gera inequidades em série.
Quem fechou (se fechar...) a UnI foi a TV. Os tribunais e a polícia já seguiam aquilo há anos, mas o ministro só actuou (e com que demora) quando a TV lá foi. A Internacional (acho que é assim, nem conhecia esta), forçada a mudar a designação por não ser universidade, também faz figura de peneira a tapar o Sol: esta situação é geral no privado, e o público (o modelo para o privado, depois de ainda mais degradado) também não se recomenda. Mas claro que um ministro que pertence à carreira e a ela voltará não tem liberdade nem poder para actuar.
Quem teria essa capacidade seria o sistema de Justiça. Mas o corporativismo judicial, que já nos deu sentenças tão edificantes como as produzidas a propósito das enormidades escritas por A. Barreto sobre um ministro da Cultura de governos socialistas anteriores, trata agora de si e da sua sobrevivência. Infelizmente, sem uma justiça capaz de corrigir os abusos da lei, em Portugal muito mais numerosos que as más leis, nem o ensino, nem a investigação, nem (para voltar a temas de outros posts) a economia ou o emprego vão melhorar decisivamente. Por isso, a UnI (e todas as outras, insisto) mostra bem como a Justiça é muito mais importante para as reformas políticas do que qualquer outro subsector: de Esquerda ou de Direita, o destino de qualquer reforma democrática em qualquer área depende da sua aplicação e efectiva conformidade à lei, e disso não se cuida.
Casos para verificar isto não faltam, suponho que para breve a decisão da Assembleia da República sobre a creditação de lobbyistas dê novos materiais para reflexão...
Entretanto, lá vamos comentando o CV de Sócrates, como se alguém tivesse votado nele por causa do curso ou do MBA, por ter demorado no primeiro ou por ter sido «o melhor da turma» no segundo...
CL
PS - É preciso não saber o que é dar aulas, ou ter muita má-vontade, para fingir que não é normal dar notas com datas de Domingos, feriados, etc. Mais a mais sendo-se Reitor.
Posted by
CLeone
at
12:02
1 comments
Labels: Justiça, Política, Universidade

.jpg)
