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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

A mosca da Fruta

A mosca da fruta, Drosophila melanogaster, que Sarah Palin menospreza jocosamente foi tão somente o animalzinho com o qual Thomas Hunt Morgan e colaboradores demonstram a teoria cromossómica da hereditariedade. A demonstração de que os genes estão nos cromossomas, e que são os cromossomas que transmitem os genes de uma geração a outra (o que valeu o Nobel em 1933). Nada de especial portanto, apenas o que há de mais fundamental na Genética moderna.
Adenda - Para quem quiser saber mais sobre a Mosca da Fruta, há um excelente livro de divulgação (com bastante humor) de Martin Brooks, que aconselho vivamente. Está editado em português pela Replicação.

terça-feira, 24 de abril de 2007

Só mais um brilhante contributo

Nuno Pacheco hoje no "Público":
"Além do que já foi dito e redito sobre a mísera ideia de que há horríveis profissões inferiores e temos que ser salvos delas para abraçar as superiores que a glória universitária nos dá, existe nesta campanha outra intenção. Tipo: frequentar universidades é dar o pão a uns largos milhares de portugueses. Porque, coitadas, têm cada vez menos clientela. Só entre 1997 e 2005, as universidades portuguesas terão perdido 15 mil alunos. Terão perdido também outras coisas, como algum orgulho, eficácia, seriedade e até vergonha, mas disso a propaganda não reza. É preciso que a universidade, mesmo má, resista! Daí a tal campanha, género "tirem um diplomazinho, pelo amor de Deus". O problema é que muitos milhares tiraram o tal diplomazinho e andam por aí a fazer coisas que nada têm a ver com a almejada profissão: vender bugigangas, pizzas ao domicílio, uma temporada num call-center, outra num bar ou restaurante. Licenciados, todos eles, cumpridores da regra "sem-diploma-não-és-ninguém", todos a tentarem ser alguém apesar do diploma. Seria assim o cartaz: Asdrúbal, licenciado, vendedor de quinquilharia, a fazer o mesmo que faria se não tivesse acabado os estudos."
Mais um brilhante contributo para a discussão pública de um dos membros da actual direcção desse jornal sério que é "Público". Um dos problemas do país é ter falta de pessoas qualificadas. Muito jornalismo, aparentemente, sofre também desse síndroma. Caso contrário, seriam ditas menos asneiras, daquelas que podem ser desfeitas num par de minutos olhando para algumas estatísticas. Mas confesso que começo a ficar habituado à incríveis semelhanças de nível intelectual entre as opiniões dos membros da direcção do Público e as conversa de "taxista". São estes que passam a vida a acusar os outros - o "Governo", os "portugueses", o "país", etc. - de incompetência, preguiça, mediocridade e outros pecados com muitos séculos, não é?