
Dando sequência aos
discos que considero
marcantes e
que foram lançados no conturbado
ano de 1968,
não poderia deixar passar em branco o “
Miles In The Sky”.
Com a
gravação deste
disco, no
final de 1967,
Miles Davis (1926 – 1991) partia
pra mais uma renovação
estética ao
incorporar em sua música elementos elétricos.
Depois de "criar"
o cool-jazz e o jazz modal, o trompetista
começa a
dar os
seus primeiros passos em direção do rock e da fusion. E “
Miles In The Sky”
é a
sua primeira experiência “elétrica”
para o
que viria a
ser a
sua obra-prima eletrônica: o “Bitches Brew” (1969),
álbum duplo que traria
efetivamente à
luz o
revolucionário jazz-rock, a sua fase mais criticada pelos rabugentos de plantão. Enfim, não se pode agradar a todos todo o momento.
Com quatro longas faixas (Stuff*, Paraphenalia, Black Comedy e Country Son), “Miles In The Sky” teve como convidado o jovem guitarrista George Benson e outros 4 músicos de primeira linha: Herbie Hancock (piano acústico e elétrico), Wayne Shorter (sax tenor), Ron Carter (contrabaixo) e Tony Williams (bateria). Além desses músico, Miles também formou as suas futuras bandas de jazz-rock com o bateriata Jack DeJohnette, o contrabaixita Dave Holland, os tecladistas Chick Corea e Joe Zawinul, os organistas Keith Jarret e Larry Young e o guitarrista John McLaughin (o responsável por "apresentar" Jimi Hendrix - talvez o meu próximo post -a Miles) , entre outros.
(*) Nessa música, o piano e o contrabaixo acústicos foram substituídos pelos respectivos instrumentos elétricos. Por ser bem longa (mais de 17 minutos), dividi a música em 5 partes.