Mostrar mensagens com a etiqueta imprensa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta imprensa. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Tributo a José Tengarrinha, nos seus 80 anos

A homenagem ao cidadão antifascista, fundador do MDP-CDE e historiador do Portugal contemporâneo é já no próximo dia 14, num almoço a realizar na antiga FIL, em Lisboa.

Depois disso, e ainda em 2012, sairão mais dois livros seus: uma Nova história da imprensa portuguesa das origens a 1865, nas suas volumosas 700 páginas, e uma novel incursão no tema das greves e dos conflitos sociais no Portugal moderno - 1872: o início da ofensiva operária em Portugal. Bem bom. Calha relembrar que, além destas áreas, Tengarrinha deu ainda um contributo relevante para a história cultural, área em que destaco um estudo sobre a leitura na monarquia final e um livro sobre A novela e o leitor, editado pela Prelo com base num inquérito distribuído nas bibliotecas da Fundação Gulbenkian.

Para quem quiser ficar a saber mais sobre o homem, a obra e o tributo pode consultar a página facebook de Helena Pato.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Afinal, os media de Murdoch não se interessam só por celebridades...

As escutas ilegais da imprensa de Murdoch chegaram a ser relativizadas sobre o argumento de que só pretendiam apanhar «celebridades», aquela fauna que apenas vive de aparecer nos media, donde, tomem lá o troco.
Sucede que não foi só isso. Foi uma autêntica indústria da devassa, que não poupou ninguém, gente comum e políticos importantes. Neste último grupo, notícia recente do The Independent corfirma a devassa a Gordon Brown enquanto ministro das Finanças (o que já fora revelado pelo The Guardian), havendo quem diga que era prática generalizada no jornalismo tablóide.
O que, a ser verdade, não deixa de relativizar a posição de Murdoch, campeão neste segmento. E de comprovar o nexo entre jornalismo tablóide e campanhas políticas. Muito feio. Agora, imaginem que este mano continua a ter nas mãos parte influente dos media dos EUA, RU e Austrália, e ficam com uma ideia do que ainda pode fazer.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

A industrialização da devassa

sábado, 30 de abril de 2011

David Lopes Ramos (1948-2011): um homem bom, um grande jornalista e o mestre que nos revelou a gastronomia portuguesa

Para mim, David Lopes Ramos será sempre um mestre-artífice dos jornais, de o diário e do Público. Com ele fiquei a gostar ainda mais de ler a imprensa, pela sua escrita simples e ao mesmo tempo elegante e rigorosa. Por ele e outros como ele continuei a ler o Público.
Com ele aprendi também a partilha, a generosidade, o sentido de justiça social.
Além disso, e tal como todos os sortudos que o leram, tive o prazer de poder descobrir a gastronomia portuguesa pelo seu olhar.
É uma injustiça tremenda esta sua partida tão precoce.
Para quem quiser saber mais sobre a sua vida preenchida e o seu exemplo de jornalista, cidadão e crítico gastronómico vale a pena ler este e este textos do Público.

terça-feira, 29 de março de 2011

Todas as manchetes do mundo na ponta dum clique

Parece magia mas não é; é apenas o esforço duns quantos teimosos e amantes de jornais, que colocaram no site kiosko uma cópia das primeiras páginas de imprensa de todo o mundo. Tem ainda a excelente funcionalidade de escolha por país, no topo da homepage.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Líbia: uma libertação tirada a ferros, cidade a cidade, com muita persistência


«A batalha de Brega: "Estamos aqui a lutar pela liberdade"», pelo repórter no terreno Paulo Moura

quarta-feira, 31 de março de 2010

Arte clandestina


A exposição «O mundo clandestino dos jornais comunistas manuscritos nas cadeias» está acessível desde hoje ao público na Torre do Tombo, em Lisboa.
Eis uma oportunidade única para ver exemplares raros, inspirados num modernismo improvável.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Arroz de polvo malandrinho

É a 1.ª vez que tal ocorre em Portugal desde 1974: uma providência cautelar tentou proibir a saída dum jornal generalista, o Sol. A providência foi interposta pelo administrador da PT Rui Pedro Soares, o boy de Sócrates na telefónica portuguesa, e visava travar a divulgação de novas escutas que o envolviam num plano para domesticar certos media nacionais (sobre o assunto vd. este post anterior). O jornal não acatou a ordem, aliás, o oficial de justiça e a advogada não conseguiram notificar nenhum dos dirigentes daquele semanário. Por isso, a edição do Sol sairá amanhã, com a elucidativa manchete "O Polvo". Sic.
O presidente do Observatório da Imprensa, Joaquim Vieira, reafirmou hoje ao Diário da Tarde da TVI24 aquilo que já dissera quando era provedor do jornal Público: em situações em que está em causa a liberdade de informação e o interesse público, o jornalista tem o direito e o dever de desobediência civil. Porque o que as escutas revelam não são assuntos privados, mas sim conversações de homens exercendo funções públicas sobre assuntos públicos de relevante interesse público.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

É no que dá a excessiva proximidade entre políticos e jornalistas, e não é só em termos metafóricos, não...

Aqui o suco da última polémica, já carimbada como caso Crespo vs. Sócrates.

Algumas reacções institucionais: opinião do Sindicato dos Jornalistas; nota da Direcção de Informação da SIC.
Observações críticas pertinentes aqui e aqui (esqueça-se esta foleirice extrema, no mesmo blogue, num momento bem infeliz).

Já agora, qual é o restaurante de luxo que tem esta péssima acústica(?!) e/ou as mesas tão encavalitadas umas nas outras que se fica debaixo do cotovelo do vizinho?

ADENDA: «Sócrates queixou-se de Crespo a director da SIC»...

terça-feira, 12 de maio de 2009

A festa do cartoon de imprensa


Foram atribuídos na semana passada os prémios do World Press Cartoon 2009, que decorreu em Sintra.
O Grande Prémio foi para o mexicano Rogelio Naranjo Ureña, com o cartoon «In the same ship» (na imagem), originalmente publicado no jornal El Universal. Para mal dos nossos pecados, estamos todos nesse barco, da crise...
O português André Carrilho ganhou o prémio de melhor caricaturista com «Ahmadinejad» (vale a pena ver a caricatura do presidente iraniano, é bem certeira). Saiu originalmente no DN.
Esta é a 5.ª edição do WPC. Para saber a lista dos premiados vd. aqui.
Ainda a propósito do trabalho de Carrilho, recomenda-se o site de cartoon animado Spam Cartoon, no qual colabora, juntamente com Cristina Sampaio, João Fazenda, João Paulo Cotrim, entre outros.

quinta-feira, 26 de março de 2009

O humor do miau! continua tão saboroso quanto o peixe do seu agrado

Os tempos vão de reclamação e protesto. Contra os erros sociaes reclamam os povos. Contra os erros dos povos reclamam as classes. Contra os erros das classes reclamam os homens. Contra os erros dos homens reclamaremos nós. Miau! […]
E o que reclamamos nós?
Tudo!
Tudo, menos mais impostos.
Menos mais asneiras.
Menos mais empregos.
Menos mais tentativas de restauração monárquica.
Menos mais revoluções armadas.
E depois, e sempre:
Juízo!
Bom senso!
Moderações de apetite à gamela do Estado!
E o bacalhau a três vinténs que nos prometeram, pois o prometido é devido!

Miau!

Foi assim que se estreou o jornal humorístico portuense miau!, a 21 de Janeiro de 1916. O humor continua actual (o «menos empregos» sendo relativo aos jobs for the boys, note-se), e a sua colecção acessível a todos os internautas desde hoje, graças ao labor da Hemeroteca Municipal de Lisboa.
Nos seus 19 n.ºs colaboraram alguns dos mais importantes desenhadores e caricaturistas da época, como Leal da Câmara, Manuel Monterroso, Gálio, A. Basto, Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro, Steinlen, Louis Raemaekers, Marco, Bagaria, Sem e Cristiano de Carvalho.
Nb: na imagem, reprodução de cartoon de Leal da Câmara.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Tão amigos que eles eram...



É curioso, os mesmíssimos periódicos que apresentavam Sarkozy como imbatível a uma semana das eleições presidenciais, no que não foi mais do que campanha eleitoral encapotada, apresentam agora Sarkozy como a grande decepção, nem faz um ano sequer. Os media que tanto ajudaram Sarkozy a chegar a presidente, agora que ele agoniza nas sondagens não hesitam a ajudar ao enterro. Chamem-me cínico. Esta imprensa, que não é toda a imprensa, limita-se a andar atrás da opinião pública. Não têm qualquer escrúpulos em morder a mão que deu de comer (o que no caso em apreço não me incomoda minimamente, estão bem um para o outro). Faz-me lembrar uma linha que retive de um dos melhores filmes que já vi: "Os jornais não fazem a opinião pública, é a opinião pública que faz os jornais" (cito de memória, e admito que deva ser uma adaptação muito livre, mas a ideia está lá).

Por falar nisso, a obsessão actual da imprensa francesa, particularmente a de esquerda, com a queda Sarkozy nas sondagens faz-me alguma comichão. Que me importa agora se o homem está em queda nas sondagens, se ele for re-eleito daqui a quatro anos? É certo que a magnitude da queda nas sondagens, e a aparente incapacidade de gerir a imagem depois de estar no poder, são no mínimo surpreendentes para quem soube tão bem usá-las para chegar ao poder. Mas isso não justifica tanto sururu. E bem fariam os jornais se em vez de se focalizarem nas taxas de aprovação fossem à procura das razões dessa impopularidade (à cabeça das quais estará o poder de compra - "it's the economy, stupid!"

Adenda - Sarkozy continua a descer nas sondagens, e os jornalistas continuam obcecados com isso.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Revista moderna renova pneu usado

Image and video hosting by TinyPic

A edição de amanhã do L'Express mostra-nos que o trabalho de controlo da imagem não pode ser deixado a amadores. Profissional mesmo é ter quem dê um toquezinhos com photoshop para, nos palcos que contam, eliminar o estival pneu. Se não, vejam as fotografias acima. À esquerda, temos o pneu de Nicolas Sarkozy retratado nas recentes férias nos States (foto N.Hamberg/Reuters). À direita, a mesma foto publicada pela revista Paris-Match de 9 de Agosto passado. O proprietário de Paris-Match, a famosa revista people, é Arnaud Lagardère, amigão de Sarkozy.

Quais wikipédias, meus amigos: só quem é do ramo percebe as manhas, os equívocos, os vícios e também as potencialidades do sector.

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Só pode ser coincidência...(II)

Na semana antes das eleições são estas as capas de dois dos principais periódicos franceses, cuja "publicidade" está afixada pelo país todo. A foto é quase a mesma, a pergunta é quase a mesma, a mensagem é exactamente a mesma.


Nota: Para mais coincidências leia-se o comentário do "bacalhau sardinha assada" ali em baixo.

quinta-feira, 22 de março de 2007

Rio acima, Rio abaixo

Algo de muito engraçado sucedeu esta 2.ª feira: enquanto o DN informava sobre a última tropelia de Rui Rio na sua política cultural (sim, porque o edil tem uma, parecendo que não), o Público contrapunha uma notícia sobre a sua mudança para uma posição proto-pró-regionalização (é mesmo assim), fruto dos laboriosos anos de experiência como autarca. Ou seja, um texto de «má imprensa», o outro de «boa».
Mas vamos aos detalhes, pois ambos os artigos são importantes: só se obtém um retrato completo do personagem unindo as duas facetas.
Comecemos pela «má imprensa»: "CDU quer privados na organização das corridas da Boavista" (de Francisco Mangas, p. 33, lamentavelmente sem arquivo electrónico).
É verdade, inverteram-se os papéis: agora é a CDU a pedir privados para tomarem conta duma corrida de carros, pois custará 2 milhões de euros aos cofres municipais e tem exactamente os mesmos 6% de receitas de bilheteira que tinha a extinta Culturporto. A gincana tem um pomposo nome: Grande Prémio Histórico do Porto, e faz lembrar os recentes despautérios terceiro-mundistas com o Lisboa-Dakar.
Em suma, temos então uma política cultural portuense reduzida a fogo-de-artifício, gincanas automóveis e lantejoulas de La Féria. Fantástico, Mike!
O texto do P intitula-se "Rio diz que as regiões podem ser «solução»" e nele Filomena Fontes revela-nos o que levou o edil a repensar melhor a questão: "«há situações em que, se as decisões forem tomadas localmente, são mais vantajosas do que se continuarem dependentes da administração central»"; "valerá a pena pensar num modelo de governação que «utilize melhor e com mais cuidado» os dinheiros públicos. A saúde e a educação foram duas das áreas que apontou". E, já a finalizar o seu discurso público perante militantes do PSD de Torres Novas, confessa: "«face à minha experiência, hoje estou aberto para ver se há uma solução equilibrada para a situação presente»".
Ou seja, Rui adoptou um dos argumentos centrais dos defensores da regionalização. Mais vale tarde do que nunca.
Nb: a imagem do modelo mini é daqui; a outra tb. é dum site brasileiro, villalobos qualquer coisa..

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

O novo Público? Não, o novo P

Para papel de embrulho não está mau. Agora como jornal, chapéu. O Público acabou, kaput. Agora é P. É outra coisa. Está uma salganhada! De fugir! Seja qual for a benevolência, trata-se duma imitação falhada do novo The Guardian (a propósito, o site deste é de fugir, o do Público ainda resiste, o do El País descambou, apesar do grafismo irrepreensível).
Vamos por partes, ainda primeiras impressões, como é óbvio.
O cabeçalho ficou péssimo, parece uma placa 'informativa' dos centros comerciais. Mudar um logotipo de jornal só se ele fosse bera, que não era, era bom e já era pequeno. Este é tão pequeno quanto o outro mas 1000x menos legível. E folclórico.
Os conteúdos: tudo mais reduzido (certo?), o texto apertado como o Metro à hora de ponta, até pelas tiras superiores autopublicitárias descabidas, como já referiu a Sofia. A opinião está cada vez mais do lado da direita, com o afastamento incompreensível do Mário Mesquita, sob o pseudo-pretexto de colunistas não partidários, como se o Pacheco Pereira o fosse e os partidos tivessem peste. A linha editorial mantém-se a dum neo-liberalismo prosélito descaracterizador do projecto original e assim ficará enquanto o actual director não for substituído.
As secções: o Local foi miseravelmente desvalorizado (um autêntico tiro no pé!), o Nacional e o Internacional com Sociedade e Política fundidos talvez seja uma boa solução, desde que não se despromovam os temas sociais. O P2 é a cultura vista como espectáculo, além dum conjunto de reportagens que têm um lado inovador.
Nas fotos, por vezes mal impressas, não se percebe porque não podem combinar com o preto-e-branco.
A letra parece mais pequena e custa a ler, mesmo para uma pessoa como eu, sem problemas de visão (deve ser porque leio mesmo e não me fico pelos bonecos.., se calhar não sou o público-alvo).
Uma hipótese: o target será outro; eu, que sempre li diários, cada vez ligo menos à imprensa mainstream e mais à Internet, onde estão grudados aqueles que o P quer agarrar, mas grudados desde a infância! Paradoxos! Como vai alienando as gerações mais velhas e o seu projecto original, acabará por ir perdendo leitores. Mas eles é que sabem. Quanto ao Público original, paz à sua alma. Esperemos que ressurja noutro lado.