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terça-feira, 21 de outubro de 2008

E na Europa?

Para quem cresceu no mito de que os EUA eram a pátria dos conservadores de direita, reaccionários e racistas, a situação actual pode parecer paradoxal senão mesmo inverosímil. Os EUA estão perto de eleger para presidente um afro-americano, de esquerda*. O terramoto político da semana foi esse afro-americano ter recebido o apoio de um outro afro-americano, de direita, ex-comandante das forças armadas, e ex-'Secretary of State'. Olho para a Europa liderada por Sarkozys, Berlusconis e Kaczyńskis, e pergunto-me em que país do velho continente será possível um dia aquilo que hoje é possível nos EUA.
* - por comparação com o panorama político europeu actual.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Uma pergunta ingénua

Ao certo, o que é que um especulador faz de produtivo e útil para a sociedade?

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Uma ideia ingénua para o debate à esquerda (III)

Sendo que 1) as desigualdades estão a aumentar, quando os lucros das grandes empresas também (e mesmo que não aumentassem); 2) os lucros são também (sobretudo?, apenas?) o resultado da produtividade dos trabalhadores.
Não deveria fazer parte de um programa político de esquerda uma obrigatoriedade das empresas, a partir de uma determinada margem de lucro, repartirem os lucros por todos os assalariados? E não seria isso apenas uma questão de justiça, recompensar a produtividade de todos os que produzem?

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Uma ideia ingénua para o debate à esquerda (II)

Tendo em conta que:
1) As desigualdades salariais são tão gritantes que até preocupam o Presidente da República (insuspeito esquerdista).
2) É normal, e desejável, o Estado legislar aspectos importantes das relações laborais (como o horário de trabalho, salário mínimo, etc...)
Ocorre-me a pergunta: Não deveria uma das prioridades de um programa político de esquerda (particularmente do programa de governo dos partidos de esquerda no poder) a regulamentação da desigualdade salarial? Que tal uma lei do tipo "o assalariado mais bem pago de uma empresa não pode ganhar mais do que - número arbitrário - quatro vezes o ordenado do mais mal pago"?

quarta-feira, 21 de março de 2007

E agora uma ideia ingénua para combater a pobreza

O microcrédito, para além de merecer o prémio Nobel da Paz, parece dar bons resultados. Daí surge-me uma ideia: Como parte de uma política de combate à pobreza, e como alternativa, ou - melhor dizendo - como complemento de políticas de rendimento mínimo e subsídio de desemprego, porque não ser o próprio estado a atribuir microcéditos?