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segunda-feira, 19 de abril de 2010

A ficção made in EUA como antecipação da mundividência mundial (ou Gramsci e Althusser reactualizados por Paulo Varela Gomes)

nos anos 1960 e 1970, já se sabia nessas redes comunicacionais, muito antes de se saber na realidade, que o comunismo era o Mal absoluto, os Estados Unidos o melhor país do mundo e o modo de vida americano o nec plus ultra.
De facto, estas redes não se limitam a reflectir a realidade: fazem-na acontecer, propõem um mundo.
Resta saber se Gramsci combina a 100% com Althusser (parece-me que o peso da conjuntura e do contingente é bem maior em Gramsci), e se a fixação na ficção não será excessivo num mundo onde em que os comportamentos de relevantes segmentos sociais se guiam pela crescente multiplicação e combinação entre diferentes media e tipos de mensagens: tlm, sms, twitter, internet, blogues, sites, redes sociais, e, claro, tv, cinema, rádio, video, músicas etc..
Isto para dizer que se recomenda a leitura da crónica «Exagero?», de Paulo Varela Gomes (Público, 20/III, p.3-P2).

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O regresso do policial (III)

A encerrar a trilogia policial abordada em posts anteriores, vem a série Life.

Gira em torno de casos investigados por uma dupla de detectives, um homem e uma mulher. A série ganhou, entretanto, uma aura de mistério que acentua o seu suspense e estranheza, devido ao facto da anterior detective ter saído da equipa e estar agora a trabalhar na CIA, investigando o seu ex-parceiro...

Em Portugal, passa no canal AXN (3.ª: 21h30-22h20; 5.ª: 0h15-1h05; +horários e sinopses dos episódios aqui); no Brasil, é na Record: para os interessados, fica esta apresentação.

Não encontrei informação sobre a autoria da série, o que é estranho mas condiz com a série...

domingo, 17 de maio de 2009

O regresso do policial (II)

Retomando a rubrica das séries policiais, hoje é a vez da série The Closer, de James Duff. Só não foi a primeira a ser referida porque a anterior passava nesse mesmo dia. Mas, agora, tem que ser esta, pois adequa-se a este blogue: é feminista! Enfim, tanto quanto uma série destas o pode ser. Digo isto porque a detective principal é mulher, dirige uma equipa de homens, e tem muita fibra e autonomia. É uma daquelas personagens que ajudam uma actriz a afirmar-se, e vice-versa, claro.
Em Portugal, passa no canal de tv cabo Fox Crime (3.ª, 22h-23h); no Brasil, é difundida na TNT e no SBT (vd. aqui).
Esta série tem um site oficial, onde se pode ver alguns dos episódios, bastando instalar um pluggin. Para uma apresentação da série vd. aqui.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

O regresso do policial

Depois das séries com médicos e advogados, vale a pena voltar a um género mais antigo, o policial. E isto porque passam actualmente no cabo 3 boas séries com polícias e ladrões. Além do género, têm em comum bons argumentos, bons actores e um sentido de humor especial.

Hoje deixo-vos informação sobre a série Investigação criminal/ NCIS, de Donald Bellisario, pois pode ser vista ao fim da tarde (AXN- 4.ª: 22h20-23h15; 2-6.ª: 19h35-20h30). É uma série com uns super-polícias, i.e., agentes especiais ligados à Marinha (ou será Armada?). Ver mais horários e sinopse dos episódios aqui. Pode ter-se uma vaga ideia do ambiente por esta amostra. Da pesquisa que fiz não consegui perceber se também é difundida no Brasil. Já as duas seguintes sei que são aí transmitidas.

terça-feira, 17 de março de 2009

Boston legal

Entre incontáveis séries televisivas e temporadas de série, ando a ver o Boston Legal. Não sei bem em que temporada apanhei a coisa, mas ando a gostar muito. Tem outra vez advogados (para variar dos médicos), todas as personagens já passaram dos 40, o que, aqui, significa mesmo que o cinto alargou vários furos e que o duplo queixo já se instalou, pelo menos no caso do fabuloso James Spader e de William Shatner (o capitão James T. Kirk de Star Trek). Mas melhor do que isso, ou exactamente por causa disso (que isto de ultrapassar a barreira do peso e da idade há-de trazer consigo alguma libertação) o tom é cínico e desbragado até mais não e ninguém sai ileso, Bush, Clinton Obama (esta temporada passa-se claramente algum tempo antes das eleições). Os diálogos são inteligentes e no final não há nenhuma voz off a pregar-nos lições de moral ao som de uma cantiguinha.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Anatomia de Grey: 4.ª série estreia amanhã na RTP2


Para os fãs desta série em Portugal, aqui fica a dica da semana! À noite, depois do telejornal das 22h.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Californication

Vai ser difícil todos os episódios serem tão bons, mas tão bons, como o da passada segunda-feira, mas desde os Sopranos que uma série não me entusiasmava tanto. Ou será um juízo prematuro?

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Herói americano

Num dos episódios mais marcantes desta última série dos Sopranos, Tony mata o seu sobrinho após um acidente de automóvel antecedido por um negócio gorado. Estamos à espera do acidente, mas não esperamos o que se segue: o assassinato brutal de Chris perpetrado por Tony a sangue frio. Tony até ía ligar para o 911, mas a mea culpa de Chris, a de ter reincidido no vício, foi-lhe fatal. O acidente é um mero pretexto para uma morte anunciada mas não premeditada. Sabíamos que mais cedo ou mais tarde, Tony se iria desembaraçar de Chris. Não sabíamos é que seria assim.
Neste mesmo episódio, surge na TV do quarto de Tony e Carmela, um programa estilo talk show com Katharine Hepburn. Aliás, em todas as temporadas da série, a alusão directa e indirecta ao cinema clássico americano são qualitativamente e quantitivamente impressionantes. Afinal os Sopranos estão imbuídos dessa característica do cinema clássico, quer na sua forma, quer no seu conteúdo. Os géneros (Gangsters, Western, Noir, Screwball, etc..) e os planos clássicos (unidade fechada e percurso linear das cenas) percorrem todos os minutos da série, e Tony é o herói americano por excelência, aquele que percorre o quotidiano on the road cruzando fronteiras no território perpassado, e que não se limitam às fronteiras territoriais do genérico.