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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Místicos Cristãos

Místicos Cristãos - Janeiro a Julho de 2010

Jan. 30, Teresa do Menino Jesus (1873-1897) - Pe. Ismael Teixeira (Ordem do Carmo);
Fev. 27, As Beguinas - Profª Ana Maria Jorge;
Mar. 27, Hildegarde de Bingen - (1098-1179) - Maria José Salema;
Abr. 24, Edith Stein - (1891-1942) - Pe. José Tolentino de Mendonça;
Maio 22, Clemente de Alexandria - (150-215) - Pastor Dimas de Almeida;
Junho 26, Daniel Faria - (1971-1999) - D. Carlos Moreira Azevedo.
As sessões têm lugar às 15,00 horas, no Centro de Estudos da Ordem do Carmo, Rua de Santa Isabel, 128-130 (rua defronte da Igreja), tel. 213875179
Imagem: capela de Henry Matisse em Vence

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Mas estas coisas ainda espantam alguém?

Para fazer tempo, enquanto esperamos os resultados das eleições americanas, aqui vai um post sobre sexo e religião. No Courrier International pode ler-se uma peça de uma jornalista que descobre - com aparente espanto - que as mulheres muçulmanas mais conservadoras, no recato do seu lar são dadas ao prazer da carne. Note-se contudo que o título da peça ("Sous le hijab, le string") é muito bem conseguido. Acontece que para o Islão, contrariamente às religiões judaico-cristãs, não é o sexo em si mesmo que é o problema, desde que com o respectivo cônjuge, e longe de olhares públicos. Porque são precisamente os olhares públicos que são o problema. De resto o Corão incita tanto o marido como a mulher ao gozo dos prazeres da carne. Tirando aquela coisa da jornalista parecer descobrir o óbvio, o artigo merece definitivamente uma leitura atenta. Apetece-me destacar isto:«C'est que là où les judéo-chrétiens ne conçoivent la sexualité que dans un strict but de procréation, le Coran et l'enseignement du prophète semblent beaucoup plus ouverts à une sexualité de plaisir. "L'islam encourage la sexualité dans le couple marié et le plaisir autant masculin que féminin. Le sexe est tenu pour spirituel"»

E mesmo em relação aos judaico-cristãos, ou pelo menos os católicos, talvez as coisas já não sejam bem como soíam. Pois que a soeur Emmanuelle, uma versão francesa da Madre Teresa de Calcutá recentemente falecida, decidiu deixar em testamento um grande rombo nos tabus do sexo. Num livro intitulado "Confessions d'une religieuse", publicado poucos dias após a sua morte, soeur Emmanuelle escreve sobre os prazeres carne (pecado bem menos grave que os outros, segundo ela), e discorre em particular sobre a masturbação, na primeira pessoa. Não li o livro, mas há uma elevada probabilidade de o vir a fazer.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Este ano festejamos aqui, no ano que vem, em Jerusalém*

Este ano ainda tivemos de rezar a absurda oração de sexta-feira santa pelos judeus que se encontram longe da Revelação, para o ano, o Vaticano já anunciou que vai modificar a fórmula, o que só demonstra ainda haver algum discernimento. Olhar para Páscoa sem tomar o que ela tem de judaico, é ver só uma parte, na realidade, a parte da Páscoa em diante, e que não torna presente o que Jesus, um verdadeiro judeu, também celebrou.
*A frase é retirada da Haggadah judaica, explicação que percorre a refeição ritual do Seder Pascal e que relembra e actualiza a história do povo judeu.