sábado, 3 de dezembro de 2011
Tributo a Luiz Pacheco (hoje, a não perder!)
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sexta-feira, 1 de abril de 2011
Documentário português, do PREC à actualidade
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Inside Job/A Verdade da Crise
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João Miguel Almeida
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domingo, 17 de outubro de 2010
Um grande festival de cinema, agora renovado
Já está aí a bombar o DocLisboa. Abriu com um filme sobre José Saramago e Pilar del Rio (José & Pilar, de Miguel Gonçalves Mendes), lotadíssimo. Mas foram mais as sessões lotadas, como a de Spanish earth e Indonesia calling, dois excelentes documentários de Ivens, o primeiro sobre a Guerra civil espanhola e o segundo sobre um episódio pouco conhecido do movimento de independência indonésia (repetem amanhã).Este ano o DocLisboa está ainda mais ambicioso, estreando uma secção de história do documentário, que ainda por cima abre com vários patronos do género, como Joris Ivens e Marcel Ophuls.
Surgiu também a secção A cidade e o campo, que conta com boas obras de Manoel de Oliveira, Alberto Cavalcanti e outros.
Nb: a imagem em cima é do filme Claude Lévi-Strauss: regresso à Amazónia, de Marcelo Fortaleza Flores.
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terça-feira, 25 de maio de 2010
Lutas pela memória
Rocío, documentário anti-franquista censurado em plena democracia, será transmitido em Coimbra e Lisboa, em sessões com a presença do cineasta, Fernando Ruiz Vergara, e do historiador Francisco Espinosa Maestre, co-fundador da Associação Todos Los Nombres e membro da comissão que colaborou com o juiz Baltasar Garzón na investigação dos crimes cometidos durante a Guerra Civil de Espanha e o franquismo.O filme, que se centra numa romaria de Almonte (Huelva), vai além da contextualização político-social deste evento, revelando ainda a guerra civil e a posterior violência franquista na zona, identificando vítimas e principais responsáveis pela repressão. Este desaforo custou ao cineasta um processo judicial movido pela família Reales no início de 1980, pelo qual teve que pagar uma avultada indemnização, além da condenação a 2 anos e meio de prisão, de que só se descartou após recurso.
A este propósito Cláudia Castelo escreveu em 2007 o post Fernando Ruiz Vergara: crónica de uma perseguição política, com informação de Dulce Simões sobre este processo político e por sugestão de Paula Godinho. Nesse post podem ler-se comentários muito interessantes de Dulce Simões, de Francisco Espinosa Maestre (que refere outros casos de perseguição política) e do próprio Fernando Ruiz Vergara.
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domingo, 16 de maio de 2010
O cinema contra os silêncios políticos
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terça-feira, 27 de abril de 2010
O que é a censura hoje?
«Crítica a dois filmes censurados pela RTP2», de Eduardo Cintra Torres.Segundo este crítico de tv, a RTP2 vetou a transmissão de 2 documentários: Michael Biberstein: o meu amigo Mike ao trabalho, de Fernando Lopes, e Aldina Duarte: princesa prometida, de Manuel Mozos. Sucede que ambos os filmes são de cineastas de créditos firmados e com abordagens relevantes. A retaliação dever-se-á ao apoio que estes cineastas deram ao Manifesto pelo cinema português (do qual aqui demos notícia).
A ser verdade, é um lamentável acontecimento.
ADENDA: «"Porque é que os meus filmes passam à meia-noite?", pergunta Pedro Costa a Paula Moura Pinheiro. Acusações à RTP2 dominaram debate sobre cinema português no IndieLisboa» (vd. aqui).
Nb: na imagem, cartoon The evil spirits of the modern daily press, de Syd B. Griffin, 1888.
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sábado, 21 de novembro de 2009
Com que voz (2.ª oportunidade)
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009
No país esquecido
Na ressaca do DocLisboa, apercebi-me da importância dum documentário português que entretanto arrebanhara 6 prémios. Estou a falar de «Pare, Escute, Olhe», de Jorge Pelicano, que aborda o encerramento da linha ferroviária do Tua e o seu impacto nas populações locais. É que, entrementes, soube-se do encerramento (ainda que 'temporário') doutras linhas do Portugal das margens, isto é, daquele país que vale poucos votos. Lado a lado com a discussão sobre o TGV, as pontes rodo-ferroviárias ou só ferroviárias (Lisboa), etc.. Lado a lado: questões que deviam ser equacionadas em conjunto, correm em linhas paralelas, e não aparentam ir encontrar-se num futuro breve.Ainda sobre o documentário, cujo trailer pode ser visto aqui, recomendo a leitura do post «Agora só falta aqui o cimento», do Daniel Oliveira.
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quarta-feira, 14 de outubro de 2009
DocLisboa regressa amanhã
O maior festival português de cinema e referência no documentário a nível mundial regressa às salas de Lisboa entre 15 e 25/X.Da 7.ª edição do DocLisboa destaco, à vol d'oiseau, a ante-estreia da última provocação de Michael Moore (Capitalism: a love story), documentários sobre a bola (p.e., Garrincha, alegria do povo, de Joaquim Pedro de Andrade), bola e resistência (Futebol de causas, de Ricardo Antunes Martins), fotografia, memória e resistência (48, de Susana Sousa Dias) e música (o samba em Saravah, de Pierre Barouh).
Além disso, haverá um ciclo de histórias de amor (afinal, não são coutada da ficção), uma homenagem ao norte-americano Jonas Mekas e uma retrospectiva sobre o documentário pós-jugoslavo.
Para quem estiver interessado em dar uma olhada na programação pode ver «Filmes de A a Z» ou a ordenação por dias aqui.
Talvez por os organizadores do DocLisboa terem rompido com a RTP, pretextando não promover o evento, o canal 2 programou para esta semana um documentário sobre a vida e a obra do arq.º Nuno Teotónio Pereira (sáb., 21h).
Uma útil lista de festivais de cinema em Lisboa no ano 2009/2010 pode ser vista aqui.
E prontos, pessoal, aqui fica um cheirinho do que aí vem...
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domingo, 20 de setembro de 2009
É Hora de acordar!
Dezenas de ONG's internacionais (Amnistia Internacional, Greenpeace, WWF, MoveOn, Avaaz, Union of Concerned Scientists, Centre for Social Markets, Christian Aid, etc.) organizam amanhã o evento mundial Hora de Acordar, com vista a pressionar a ONU e os G20 a reforçarem as medidas contra as alterações climáticas. Esta mega-acção global surge no contexto do encontro da ONU sobre o clima, que se realiza na 3.ª feira.
Um novo e melhor acordo climático está em xeque devido às pressões da indústria energética. Por isso, esta é uma oportunidade para os cidadãos e a sociedade civil mostrarem que defendem um bom tratado climático: ambicioso, justo e vinculativo, capaz de travar a catástrofe climática.
Neste momento são c.2500 os eventos agendados, entre marchas, seminários, manifestações, caminhadas, etc. (a respectiva lista e mapa por país e cidade podem ser vistos aqui). Por países, destacam-se os EUA (com 590), Reino Unido (231), Brasil (206), Canadá (190), Espanha (142) e França (110). Em Portugal realizar-se-ão eventos em 44 cidades. Lisboa lidera, com 5 (Largo Camões; Praça do Comércio; cinemas Amoreiras, Vasco da Gama e Alvaláxia).
Um dos eventos que marcará esta iniciativa será a difusão, em mais de 700 cinemas de 40 países, do vídeo Hora de acordar, que promoverá o documentário A era da estupidez, a estrear na 3.ª feira nas mesmas salas de cinema (o vídeo de cima é uma apresentação deste documentário).
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quinta-feira, 28 de maio de 2009
A rádio mais cosmopolita de Portugal
Mistura músicas urbanas de todo o lado e de todos os géneros. É eclética, heterogénea e assume-se como cosmopolita. Chama-se Groovalización web_radio e é mais do que uma rádio on line.
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domingo, 24 de maio de 2009
Últimos dias para ver As operações SAAL, de João Dias
O excelente documentário As operações SAAL (2007), de João Dias, está em exibição no Cinemacity Classic Alvalade (ex-cinema Alvalade, Lx) até ao próximo dia 27 (sessões às 19h15 e 21h45).Tal como referi aqui aquando da sua exibição na Fábrica Braço de Prata, o SAAL (Serviços Ambulatórios de Apoio Local) foi uma estrutura estatal criada a seguir à revolução de 1974 para auxiliar logisticamente e financeiramente o processo de auto-construção de novas casas por comunidades interessadas em mudar os seus péssimos núcleos habitacionais. Rapidamente se estendeu por grande parte do país urbano: Porto, Coimbra, Lisboa, Montijo, Setúbal, várias cidades do Algarve, etc.. Além das próprias populações e suas associações representativas, este projecto envolveu arquitectos e outros técnicos destacados pelo Estado central.
Sobre o tema, já Cunha Telles tinha realizado Os índios da Meia-Praia, (1976), incidindo numa comunidade piscatória de Faro, a autoconstrução colectiva de moradias para si próprios e a criação duma cooperativa. Apesar de 31 anos separar os dois documentários, eles acabam por se complementar, o primeiro numa toada mais impressiva, imediata e política, o segundo já com uma maior carga reflexiva e 'técnica' sobre aquilo que foi uma experiência pioneira nas políticas públicas a nível internacional. Dada a tendência para os documentários em torno da arquitectura e do urbanismo serem à volta dos grandes 'arquitectos-artistas', cabe elogiar a extensa recolha de depoimentos de pessoas comuns dessas comunidades, para além da meticulosa recolha documental e do bom equilíbrio entre diferentes fontes, mesmo entre os arquitectos envolvidos, revelando assim as diferentes perspectivas ideológicas que eles próprios tinham da sua missão. O filme dura 75 m. e pode-se ter uma ideia do mesmo neste trailer.
Agora que tem estado na ordem do dia a questão dos «bairros sociais críticos», eis uma boa oportunidade para se repensar essa questão dum modo mais abrangente, dentro do quadro que mais sentido faz: a da indispensabilidade de políticas sociais de habitação/ habitat/ urbanismo envolventes e não reduzidas à replicação de guetos e à securitização da questão social.
Nb: na imagem, reprodução de autocolante duma associação de moradores, com uma «palavra de ordem» corrente na época e mote de canção do Grupo de Accção Cultural, registada no álbum «Pois canté!!» (1976).
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terça-feira, 12 de maio de 2009
Tributo a Urbano Tavares Rodrigues
É bem merecido o tributo que a Biblioteca-Museu República e Resistência presta a partir de hoje ao escritor e intelectual empenhado Urbano Tavares Rodrigues.A homenagem inclui um colóquio (com Patrícia Reis, José Casanova e Mário de Carvalho, às 18h30), a estreia do documentário «Memória das Palavras. Urbano Tavares Rodrigues» (de António Castanheira, às 21h30) e a exposição «Escritaria em Penafiel 2008» (patente de hoje a 23/V e que é uma evocação do que foi esse evento singular de envolver uma cidade na divulgação dum escritor).
Biblioteca-Museu República e Resistência/ Espaço Cidade Universitária: Rua Alberto de Sousa, 10A (ao Rego, Lisboa).
Nb: a cinta vermelha na faixa superior da imagem é relativa às empresas que patrocinaram o tributo.
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terça-feira, 28 de abril de 2009
A epopeia da pesca do bacalhau
Trabalho, epopeia, bacalhau: um fado português. Sobre esta relação, é imperdível o documentário The white ship. The Portuguese 1966 cod fishing fleet Grand Banks (1967), de Hector J. Lemieux e chancela da National Film Board of Canada. O barco que o cineasta acompanha é o Santa Maria Manuela, na campanha de 1966, pelo mares de Grand Banks (Este de Newfoundland, Terra Nova, Canadá) e Davis Straits (a Oeste da Gronelândia). Este filme foi premiado no International Festival of Films on People and Countries (La Spezia, Itália), em 1969.Nb: cortesia de Miguel Soares; para uma versão em formato menor vd. aqui.
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segunda-feira, 27 de abril de 2009
Já começou a 6.ª edição do Indie Lisboa!
Este ano há ainda mais para ver e novas propostas no Festival Internacional de Cinema Independente, em Lisboa.
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sexta-feira, 6 de março de 2009
Democratizar a política de habitação
Realiza-se hoje a iniciativa «(Re)habitar Lisboa», enquadrada nas actividades do Programa Local de Habitação (PLH), da responsabilidade da vereadora independente Helena Roseta.
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Documentários francês e português em Lisboa
O primeiro está presente através duma homenagem ao cineasta e etnógrafo Jean Rouch, falecido em 2004. Segundo o promotor, o Instituto Franco-Português, Rouch legou-nos "uma obra cinematográfica imensa (mais de 120 filmes!) e atípica, intuitiva e inspirada: documentário etnográfico, sociológico, «cinema directo», ficção…".
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quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Demasiado humano
O badalado documentário de Kusturica sobre Maradona teve ante-estreia em Portugal no passado sábado, quase a fechar o DocLisboa.
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domingo, 26 de outubro de 2008
Gravura: a cooperativa que juntou os artistas
Foi há mais de meio século que um grupo de artistas e amigos se juntou em torno dum género 'menor' das artes plásticas, a gravura, num esforço de democratização cultural, convergência de correntes estéticas e convivência. Após uma série de encontros e diligências, foram ao notário da Baixa para inscrever a Sociedade Cooperativa dos Gravadores Portugueses, GRAVURA. Estávamos em 1956.Nos últimos anos, Jorge Silva Melo fez o inventário dessa aventura para um documentário, intitulado Gravura: esta mútua aprendizagem. Estreou ontem no DocLisboa, e recomenda-se vivamente. Nele, apercebemo-nos da relevância desta cooperativa, cuja galeria ainda está activa, e de como uma grande parte dos artistas plásticos portugueses por ela passaram e aprenderam alguma das técnicas de fazer gravura. Destes destaco Júlio Pomar, António Charrua, Bartolomeu Cid dos Santos (na imagem), João Hogan, Rogério Ribeiro e José Júlio. Mas foram muitos mais os que por lá passaram ou que aderiram à gravura: Alice Jorge, Areal, Carlos Botelho, Cipriano Dourado, David de Almeida, Eduardo Nery, Fernando Calhau, Fernando Conduto, Ferreira da Silva, Guilherme Parente, Humberto Marçal, João Paiva, Jorge Martins, Jorge Vieira, Julião Sarmento, Manuel Baptista, Manuel Torres, Manuel Ribeiro de Pavia, Maria Beatriz, Maria Gabriel, Maria Velez, Milly Possoz, Nikias Skapinakis, Paula Rego, Querubim Lapa, Sérgio Pombo, Teresa Magalhães, Tereza Arriaga, Vitor Pomar, etc.. Destes, os que estavam vivos foram entrevistados. Foram mais de 20 horas de entrevistas, segundo confessou Jorge Silva Melo. Como da maioria houve depoimento, não deve ter sido nada fácil fazer a montagem deste filme. Pena é que o critério exclusivo tenha sido o das entrevistas individuais, pois teria sido interessante ver também entrevistas colectivas.
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