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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Ai que confusão vai nessas cabeças...

Até custa dizê-lo, de tão óbvio, mas aqui vai: sexo oral não é sinónimo de escravidão, e muito menos de escravidão pelo tabaco!!!
A quem achar estranho esta alusão faça favor de ir ver esta campanha francesa alegadamente pró-não fumadores (mais informações aqui).
Nós, que não perdemos uma campanha, aqui lavramos o nosso protesto, essencialmente por razões lógicas... e estéticas (o kitsch já era, meus amigoze).

terça-feira, 15 de setembro de 2009

The problem with the world is that everyone is a few cigarettes behind

Lauren Bacall sempre foi uma das minhas estrelas favoritas. Fiquei contente ao ler hoje no Público que o Óscar honorário de 2010 seria para ela.
Mas o melhor, mesmo, foi a apreciação que fez ao facto de ter 85 anos, qualquer coisa como «Finalmente podemos fumar todos os cigarros que queremos».
E eu não podia deixar de fazer esta citação.

terça-feira, 21 de abril de 2009

O duplo assassinato do sr. Hulot, ou nem tanto


Não é um policial, mas bem podia ser. É apenas mais um caso dos tempos que correm: o famoso Monsieur Hulot não pôde aparecer de cachimbo no anúncio à retrospectiva organizada pela Cinemateca Francesa, devido às leis antitabágicas. Pior do que isso: no lugar do cachimbo, surge uma disparatada mini-ventoínha, símbolo do metro de Paris (vd. aqui), empresa que, pelos vistos, tem alguém muito manholas a trabalhar na publicidade lá da casa. Costa-Gravas, director da Cinémathèque Française, também parece ter sabido aproveitar bem a ocasião, granjeando até o apoio da Liga dos Direitos do Homem.

Mas nem tudo são desgraças (ao invés do que pode levar a crer o supracitado diário): no site da Cinemateca Francesa, Hulot surge imaculado, com o seu adereço inconfundível. Vale a pena dar uma espreitadela. Tem excertos da banda-sonora do filme O meu tio e está muito apelativo em termos gráficos. A retrospectiva só acaba em Agosto. Jacques Tati, se fosse vivo, teria aqui bom material para fazer mais uma crónica irónica à «vida moderna».

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

(...) Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.

Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando. (...)
Álvaro de Campos
TABACARIA
(15-1-1928)