Mostrar mensagens com a etiqueta África. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta África. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 4 de março de 2011

Líbia: uma libertação tirada a ferros, cidade a cidade, com muita persistência


«A batalha de Brega: "Estamos aqui a lutar pela liberdade"», pelo repórter no terreno Paulo Moura

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

As revoluções do momento: Líbia, Barhein e Iémen

E outras se seguirão, é quase certo (esperemos que sem a violência oficial do caso líbio).
Estamos a assistir a algo de muito especial na história mundial. Pela sua génese, pela sua extensão (do Magrebe ao Próximo Oriente), pela sua duração, pelo seu impacto plural, a um tempo político, social, económico, cultural. E, last but not the least, pelo avançar do laicismo, num quadro em que ainda se agitam os fantasmas do fundamentalismo islâmico, sem base alguma, como se pode colher da opinião dos arabistas.
Este é um impacto que não se fica só pela arábia mas que contagia actores sociais de paragens distantes, alguns bem inesperados, como a ocupação do parlamento de Wisconsin (EUA) pelos sindicatos.
A propósito da Líbia, as chancelarias ocidentais têm reagido com muita apreensão, por este ser o 4.º produtor africano de petróleo (a seguir à Nigéria, Angola e Argélia, salvo erro). O surto do preço dos combustíveis fósseis serve como prova* dos perigos dum prolongamento da violência líbia (p.e., caindo numa demorada guerra civil, o cenário mais temido). Mas as ditas chancelarias ocidentais também têm a sua quota-parte de culpa no cartório. Porque foram cúmplices destes regimes até ao máximo do grotesco, como nas recepções aos ditadores árabes, cheias de segurança, mordomias e silêncios, ou na excessiva proximidade aos mesmos (vd. caso Michèle Alliot-Marie). Deviam ter tido mais cuidado, ter instado a mais reformas políticas. Agora parece que é tarde, o que não veio pela porta da frente está o povo a arrancar a ferros, pela porta dos fundos.
Parece que é tarde mas não é; ainda podem tomar medidas: pressionar para o congelamento de contas desses figurões e a restituição dos fundos aos tesouros nacionais; estabelecer acordos conjuntos sobre recepção de imigrantes árabes; dar mais força à Turquia para servir de mediador nos conflitos; dar mais poder à ONU para promover reformas pró-democracia onde as ditaduras duram há tempo demais. E para aprofundar a democracia em todo o mundo. Pois só mais democracia trará mais esperança e segurança a todos.
*Embora seja estancada dentro de 2 semanas, por colocação de mais petróleo no mercado por parte da Arábia Saudita. Além disso, as convulsões podem ter efeitos diversos: no caso egípcio, a redução da laboração fabril e nos transportes possibilitou aumentar a sua quota de exportação de petróleo.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A arábia a ferro e fogo

Militares do Bahrein dispararam contra centenas de pessoas na praça Pérola

Bahrain, Libya and Yemen try to crush protests with violence 
Bahrain protest: 'The regime must fall'
Algeria braces itself for more protests demanding democracy 
Giles Tremlett: Morocco protests test the regime's liberal guise 
Interactive: see our Twitter network of Arab world protests
Oposição líbia diz que cidade no Leste “está nas mãos do povo”
Infografia: Há uma zona do mundo que está em revolução
Vídeo: Mais de 20 manifestantes mortos na Líbia

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Hora H no Egipto

É já hoje a investida popular sobre o palácio presidencial e outros edifícios oficiais. Povo e exército estarão então num frente-a-frente decisivo e dramático. O que farão os militares? Repressão? Tolerância? Diálogo? A seguir com ansiedade, na estação da hora.
Entretanto, Mubarak está já fora de jogo, resumindo, veio à tv pedir para que possa ser enterrado na sua terra. Até isso estava em perigo...

sábado, 15 de janeiro de 2011

A Intifada do Jasmin (e a Wikileaks)

Segundo a Wikipédia, a Revolução do Jasmin é também conhecida pela "Revolta Sidi Bouzid" ou "Intifada de Sidi Bouzid". E porque não a "Intifada do Jasmin"? Intifada é um levantamento popular, e esta é-o na mais genunina das formas. Mas, por trágica que seja - e é - a morte de Mohamed Bouazizi, há algo de poético nesta revolta que começa pelo acto desesperado de um homem que se imola pelo fogo e acaba na queda da ditadura de Ben Ali. Se esta revolta se vai transformar em revolução é o que vamos ver nos próximos tempos. E já agora uma pequena questão acessória que me parece interessante: Qual a importância das revelações da Wikileaks sobre o regime de Ben Ali no desencadear desta revolta? Há pouco ouvi Mansouria Mokhefi (especialista em política do Margrébe) na BFM TV referir que as revelações da Wikileaks foram largamente retomadas pela blogosfera tunisina. Haverá uma ligação entre as duas coisas?

A revolução de jasmin

Foi preciso quase um mês de luta para derrubar 23 anos de ditadura na Tunísia. Caiu com dezenas de mortes, mas de modo pacífico pelo lado do povo. A luta foi por coisas simples: pão, trabalho, habitação, liberdade. O ditador, Ben Ali, fugiu e foi-se refugiar na Arábia Saudita. Onde é que já vimos isto?

Agora, o primeiro-ministro (e actual presidente interino) anunciou eleições dentro de meio ano.

Para o Magrebe e o mundo, é uma boa notícia. Os povos árabes têm aqui um bom motivo de esperança. Já os seus líderes têm um bom motivo de reflexão. Esta mesma opinião é avançada por estudiosos árabes. Melhor ainda; subscrevemos por baixo.

PS: para quem gosta de paralelismos, que tal pensar nesta frase dum manifestante: «Have you ever seeen!? A president who treats is people like idiots!!!».

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

A História da África, da UNESCO, está agora acessível na Internet

É um mega-projecto, iniciado em 1964 e envolvendo centenas de cientistas sob a égide da ONU. Agora, as quase 10 mil páginas dos seus 8 volumes podem ser descarregadas gratuitamente no site da UNESCO, havendo uma versão em língua portuguesa. Boas leituras!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O ensino da história: um mundo fechado ou aberto?

Sobre este tema, a Shyz chamou a atenção para um interessante debate que está a decorrer em França, a propósito da introdução duma rubrica de estudos africanos («Regards sur l’Afrique») no curricula do 5.º ano.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Músicas do mundo disponíveis na internet

Chama-se World Music Archive e é uma nova página da rádio pública inglesa que disponibliza gratuitamente um precioso acervo de programas e gravações dedicado às músicas do mundo, registado pelos jornalistas da BBC3.

Basta um simples toque no rato do computador para acedermos a um «fakir sufi, Saina Zahoor, a tocar a sua tumba, instrumento de três cordas, em Pakpattan, no Paquistão; [aos] coros masculinos da Geórgia, interpretando canções com 2000 anos; [à] música dos pigmeus Baka, nos Camarões, ou ao gamelão de Java e Bali», como refere Mário Lopes. Ou ao grande Ali Farka Touré...

Resta dizer que já há alguns anos atrás a mesma BBC3 disponibilizava gratuitamente o acesso ao registo áudio de programas e dos concertos do seu excelente festival de músicas do mundo intitulado WOMAD-World of Music and Dances. Em 2006 chamei a atenção para um desses concertos imperdíveis, dos fabulosos Bajofondo Tango Club, uma banda de mais de 20 músicos argentinos e uruguaios das margens do Rio de Prata que mistura tango, electrónica e o que mais lhes der na gana.

Além deste, sugiro a audição dos concertos dos congoleses Ba Cissoko, do indiano  Purbayan Chaterjee, do maliense Salif Keita ou dos beninenses Orchestre Poly-Rhythmo de Cotonou. Não percam, por nada deste mundo!!!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

E a senhora Clinton aprende bem rápido as coisas

hillary clinton Até o outro dia, a secretária de Estado dos Estados Unidos quase nada sabia sobre Cabo Verde. Referia-se ao arquipélago africano apenas como “um popular posto de reabastecimento” (v. aqui). Veja só como ela aprende rapidinho as coisas de interesse norte-americano. Depois de sua visita oficial a África, Hillary saiu-se com esta observação sobre a terra do PAICV: “Em todos os países por onde passei havia aspectos positivos e outros negativos. Aqui, a lista dos positivos é maior do que a dos negativos. O que aqui ouvi é música para os meus ouvidos”, afirmou a secretária de Estado, que manifestou a intenção de voltar, dessa vez mais em jeito de passeio, com o marido, o antigo Presidente Bill Clinton. Bem, depois desses rasgados elogios, creio que a base militar de reabastecimento da NATO está agora bem mais próximas do país crioulo. Finalmente, a ilha de São Vicente poderá se tornar um imenso posto de gasolina yankee. Alguém tem dúvida? A ver vamos então.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Tsvangirai será o PM de um Zimbábue de Mugabe perto do colapso total

tsvangirai226 O líder da oposição, Morgan Tsvangirai, tomou posse hoje como primeiro-ministro do Zimbábue para formar um Governo de união nacional com o facínora Robert Mugabe, que cede assim pela primeira vez à divisão do poder absoluto que exerceu durante os últimos quase 30 anos. Mugabe levou o país ao fundo do poço. Governa com punhos-de-aço, onde a repressão policial é o seu único programa de governo para conter as diversas crises. O Zimbábue está bem perto do colapso total, com o desemprego próximo dos 90 %, envolto numa hiper-inflação girando em torno dos 230 milhões por cento e com uma epidemia de cólera fora do controle político e sanitário. Mais.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Refugi@arte: a arte a serviço dos refugiados da África

Aluma Artistas como Miquel Barceló, Antoni Tàpies, Víctor Ochoa, Juan Genovés, Eduardo Chillida, Antonio Saura, entre outros aderiram ao projeto Refugi@arte, ação solidária do Alto Comissionado da Nações Unidas para os Refugiados. Esta iniciativa espera arrecadar fundos destinados a financiar projetos de assistência alimentar em campos de refugiados em 4 países africanos: Etiópia, Quênia, Sudão e Chade. Ao todo, serão 50 de obras de 39 artistas. Mais informação aqui.

sábado, 20 de dezembro de 2008

“O Zimbábue é meu”.

Robert-Mugabe-460x276 Pressionado internacionalmente pra deixar o poder, foi com essas palavras que Robert Mugabe resumiu o que o Zimbábue representa para ele. Mais.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Mugabe encontra o remédio contra o cólera: proibir o aperto de mão

0,,15988426,00

A cacetadas. É assim que a polícia do ditador Robert Mugabe tratou médicos, enfermeiros e sindicalistas que protestaram ontem, em frente ao Ministério da Saúde, contra a epidemia de cólera, que já fez 565 cadáveres, contaminou mais de 12 mil pessoas e ameaça se alastrar pelos países vizinhos.

Para piorar a situação, quase todos os hospitais públicos estão fechados por falta de remédios e de equipamentos e pelas constantes greves de profissionais da saúde por melhores salários. A categoria tem poucas condições de lidar com a epidemia por falta de condições mínimas de trabalho. Segundo o Congresso de Sindicatos do Zimbábue, quase 50 sindicalistas, entre eles o secretário-geral Wellington Chibebe, já foram presos.

O atual governo do Zimbábue vem se deteriorando a passos largos e responde à crise com uma brutal intensificação da repressão policial. A economia está bem perto do colapso total, com o desemprego atingido a casa dos 90 % e uma inflação girando em torno dos 230 milhões por cento (sim, é isto mesmo: 230 MILHÕES). Miséria e fome já se impregnaram à paisagem macabra local. Enquanto quase toda a nação vive à beira do flagelo absoluto, o facínora Mugabe vai se tornado um dos homens mais ricos da África. E em mais um de seus delírios criminosos, proibiu o aperto de mãos entre as pessoas como único remédio contra a epidemia de cólera que assola quase todo o país. Falar o quê?

Foto AP

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Congo poderá viver outra “Guerra Mundial da África”

africa Há fortes suspeitas de que até um quarto das forças que lutam ao lado do general dissidente, Laurent Nkunda, são militares ruandeses. Este é o principal ponto de tensão que poderá “internacionalizar” outra vez o conflito da República Democrática do Congo, pois já há quem confirme a existência também de soldados angolanos e zimbabuanos na região. Conhecida como a “Guerra Mundial da África” (1998 a 2003), militares do governo congolês, apoiadas por soldados de Angola, Zimbábue e Namíbia combateram rebeldes do Congo apoiados por Uganda, Ruanda e Burundi. O resultado desse conflito foi a morte de quase 4 milhões, a maioria vítima de inanição e outras doenças. Mais.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

O faz-me-rir Zédu

Que a vitória por mais de 80% dos votos do MPLA nas legislativas de Angola não seja lá uma surpresa, tudo bem. Mas a promessa de José Eduardo dos Santos de afastar do governo quem “privilegiar interesses pessoas” soa-me como uma boa piada de mesa de bar. Se levar esta promessa ao pé da letra, suponho que Zédu se afastará do governo e levará consigo toda a sua família.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

A "construção" da Grande Muralha Verde para deter invasão do Saara

Finalmente, depois de três anos de preparativos e discussões, Senegal sai na frente e já começou a “construção” da Grande Muralha Verde. Promovido pela Comunidade dos Estados Sahelo-Sarianos (CEN-SAD) , pela União Africana (UA) e pela União Eropéia, esta iniciativa visa conter o rápido avanço do Deserto do Saara e deverá abranger uma área de 7.000 km de comprimento por 15 km de largura entre Dakar (Oceano Atlântico) e Djibuti (mar Vermelho), passando por vários outros países da África Central. Além da arborização, o projeto também prevê a criação de 5.000 tanques de água, que atravessará o continente de leste a oeste.

Agora, só espero que esta seja de fato uma realidade e não mais uma miragem como tantas outras em África.

Leia aqui artigo de Wangari Maathai (Prêmio Nobel da Paz em 2004) sobre o tema.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Talvez África venha a beneficiar...

A mais prestigiada revista científica na áreas das ciências biomédicas, a Cell, publicou dois artigos importantíssimos no seu mais recente número. O primeiro artigo relata a descoberta de uma proteína do sémen humano envolvida na infecção pelo HIV pela via sexual (a mais frequente). O segundo artigo descreve a descoberta de uma outra proteína envolvida na evolução da infecção da Malária. O que estes dois artigos têm de promissor é a descoberta de peças importantes no puzzle da infecção do HIV ou da Malária ao nível molecular. A prazo estas descobertas poderão conduzir ao desenvolvimento de novos medicamentos que possam ajudar a controlar as epidemias de SIDA e de Malária. Estas epidemias são seguramente os maiores problemas de saúde pública em África. Com um pouco de sorte as populações africanas vão beneficiar destas descobertas. Com um bocado de azar serão as grandes multinacionais da Indústria Farmacêutica quem vai tirar dividendos.
Note-se que estes dois artigos resultam do trabalho de investigação financiado pela União Europeia, pelo governo da Baixa Saxónia, pela Fundação Volks Wagen, pela Fundação Wilhelm-Sander, e pelo NIH dos EUA, o primeiro, e o segundo artigo pelo Welcome Trust e o Medical Research Council (ambos do Reino Unido) e pela União Europeia. Tudo organismos públicos ou (uma minoria) fundações beneméritas, nenhuma empresa farmacêutica contribuiu. Naturalmente. Ainda se está longe de descobrir medicamentos que possam ser eficazes, mas dão-se passos nessa direcção. E, obviamente, se estes passos não forem dados, nunca se chegará a descobrir medicamento nenhum. Mas isso não são coisas que preocupem as farmacêuticas. Quando se estiver perto dum medicamento eficaz, aí sim, elas entrarão finalmente em cena. Hão-de desencantar uma patente qualquer e colher os dividendos. Chegada essa hora a investigação que foi agora publicada, e que abriu o caminho, não terá peso rigorosamente nenhum na atribuição das patentes. Dirão as farmacêuticas que não teve contribuição directa para desenvolver o medicamento. E contra patentes não há argumentos. Hão-de estabelecer monopólios e recolher os lucros. As epidemias em África, essas talvez não mudem muito...

Imagem descoberta aqui

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

África, uma donzela que desperta as libidos ocultas

Não é o Velho Continente que está de olho na África. Cada qual a sua maneira, tem muito marmanjo por querendo seduzir (pra não usar uma expressão mais forte que poderá corar os mais castos) a donzela africana. O Velho Continente é do tipo Don Juan clássico. Convida-a pra jantares caríssimos à luz de vela, com bons vinhos, champanhes e boa música. Tem um bom papo intelectual. Orientado, é claro, pela filósofa da corte, Madame Opinião Pública, fala de tudo à mesa: democracia, direitos humanos, meio ambiente e etc... Mas fala, pois não está muito preocupado com esses pormenores. Fala porque a tal madame filósofa tem um certo poder no reinado. Apesar de todo esse glamour e jogo-de-sedução, a donzela africana não se importa muito e fica cada vez mais distante de sua cama. É um pretendente muito tagarela.

com o velho Dragão Vermelho (não sei o porque do vermelho, mas enfim, cores são cores) tudo é diferente. Não perde muito tempo com conversas ao da mesa, pois não precisa atender aos caprichos de uma tal Madame Opinião Pública. E vai às vias de fato rapidinho. Como precisa de matérias-primas para se alimentar e crescer, crescer, crescer, o velho Dragão Vermelho não tem qualquer pudor. Aceita tudo na boa, nãoqualquer palpite, fala pouco e não se intromete em assuntos familiares. Resultado: aumenta a olho-nu a sua influência e penetração.

Correndo por fora, vem o Brasil Varonil (mas nem tanto). fez muitas visitas à donzela africana, mas é tímido. A exemplo do velho Dragão, não é muito de falar de coisas como direitos humanos, democracia e outros assuntos "empata-fodas", como dizem o velhos tutores da donzela em questão. E o Brasil Varonil respeita muito a opinião dos mais velhos. Faz até festa pra eles. Em vez de falar, chora (não sei se donzelas gostam de chorões). Chora e pede perdão pelas maldades cometidas pelos seus antepassados. Chora pela miséria do mundo. Enfim, chora por tudo pra ver se convence a linda donzela africana ir além do toque de mãos e uns beijinhos na face. Mas como não consegue, pede socorro ao velho e bom Tio San. Sim, eu disse o velho e bom Tio San! Assim, quem sabe juntos, poderão explorar as zonas erógenas da doce donzela africana e fazer dela um imenso canavial ou milharal (ou ambos) pra produção dos tais biocombustíveis. Resta saber neste caso quem será o voyeur.

domingo, 9 de dezembro de 2007

O mistério do Robert Mugabe

Agora que os presidentes da África do Sul e do Senegal afirmaram que não assinam os acordos de parceria económica Europa/África (o presidente senegalês volta a casa antes mesmo do término da Cimeira UE/África), vem ao de cima a negativa de muitos países africanos que apenas a imprensa séria há muito noticiava.
Portanto, neste momento, tudo indica que apenas o lado folclórico da Cimeira consegue reunir consenso, o que é o mesmo que dizer, Kadafi e Mugabe. Mas, sobre este último paira uma dúvida insistente e angustiante:

Aquela sombra que o senhor exibe entre o lábio superior e a base do nariz será um projecto de bigodinho na vertical? (esses homens pequenos homens e seus bigodinhos…).
Ou será um terrível sinal de nascença que o marcará para sempre e ao Zimbabwe também?