
«A batalha de Brega: "Estamos aqui a lutar pela liberdade"», pelo repórter no terreno Paulo Moura
sexta-feira, 4 de março de 2011
Líbia: uma libertação tirada a ferros, cidade a cidade, com muita persistência
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
As revoluções do momento: Líbia, Barhein e Iémen
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Daniel Melo
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
A arábia a ferro e fogo
Militares do Bahrein dispararam contra centenas de pessoas na praça Pérola
Bahrain, Libya and Yemen try to crush protests with violence
Bahrain protest: 'The regime must fall'
Algeria braces itself for more protests demanding democracy
Giles Tremlett: Morocco protests test the regime's liberal guise
Interactive: see our Twitter network of Arab world protests
Oposição líbia diz que cidade no Leste “está nas mãos do povo”
Infografia: Há uma zona do mundo que está em revolução
Vídeo: Mais de 20 manifestantes mortos na Líbia
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Daniel Melo
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Hora H no Egipto
É já hoje a investida popular sobre o palácio presidencial e outros edifícios oficiais. Povo e exército estarão então num frente-a-frente decisivo e dramático. O que farão os militares? Repressão? Tolerância? Diálogo? A seguir com ansiedade, na estação da hora.Entretanto, Mubarak está já fora de jogo, resumindo, veio à tv pedir para que possa ser enterrado na sua terra. Até isso estava em perigo...
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Daniel Melo
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sábado, 15 de janeiro de 2011
A Intifada do Jasmin (e a Wikileaks)
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Zèd
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A revolução de jasmin
Foi preciso quase um mês de luta para derrubar 23 anos de ditadura na Tunísia. Caiu com dezenas de mortes, mas de modo pacífico pelo lado do povo. A luta foi por coisas simples: pão, trabalho, habitação, liberdade. O ditador, Ben Ali, fugiu e foi-se refugiar na Arábia Saudita. Onde é que já vimos isto?Agora, o primeiro-ministro (e actual presidente interino) já anunciou eleições dentro de meio ano.
Para o Magrebe e o mundo, é uma boa notícia. Os povos árabes têm aqui um bom motivo de esperança. Já os seus líderes têm um bom motivo de reflexão. Esta mesma opinião é avançada por estudiosos árabes. Melhor ainda; subscrevemos por baixo.
PS: para quem gosta de paralelismos, que tal pensar nesta frase dum manifestante: «Have you ever seeen!? A president who treats is people like idiots!!!».
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Daniel Melo
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terça-feira, 28 de dezembro de 2010
A História da África, da UNESCO, está agora acessível na Internet
É um mega-projecto, iniciado em 1964 e envolvendo centenas de cientistas sob a égide da ONU. Agora, as quase 10 mil páginas dos seus 8 volumes podem ser descarregadas gratuitamente no site da UNESCO, havendo uma versão em língua portuguesa. Boas leituras!
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Daniel Melo
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010
O ensino da história: um mundo fechado ou aberto?
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Daniel Melo
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segunda-feira, 26 de julho de 2010
Músicas do mundo disponíveis na internet
Chama-se World Music Archive e é uma nova página da rádio pública inglesa que disponibliza gratuitamente um precioso acervo de programas e gravações dedicado às músicas do mundo, registado pelos jornalistas da BBC3.Basta um simples toque no rato do computador para acedermos a um «fakir sufi, Saina Zahoor, a tocar a sua tumba, instrumento de três cordas, em Pakpattan, no Paquistão; [aos] coros masculinos da Geórgia, interpretando canções com 2000 anos; [à] música dos pigmeus Baka, nos Camarões, ou ao gamelão de Java e Bali», como refere Mário Lopes. Ou ao grande Ali Farka Touré...
Resta dizer que já há alguns anos atrás a mesma BBC3 disponibilizava gratuitamente o acesso ao registo áudio de programas e dos concertos do seu excelente festival de músicas do mundo intitulado WOMAD-World of Music and Dances. Em 2006 chamei a atenção para um desses concertos imperdíveis, dos fabulosos Bajofondo Tango Club, uma banda de mais de 20 músicos argentinos e uruguaios das margens do Rio de Prata que mistura tango, electrónica e o que mais lhes der na gana.
Além deste, sugiro a audição dos concertos dos congoleses Ba Cissoko, do indiano Purbayan Chaterjee, do maliense Salif Keita ou dos beninenses Orchestre Poly-Rhythmo de Cotonou. Não percam, por nada deste mundo!!!
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Daniel Melo
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009
E a senhora Clinton aprende bem rápido as coisas
Até o outro dia, a secretária de Estado dos Estados Unidos quase nada sabia sobre Cabo Verde. Referia-se ao arquipélago africano apenas como “um popular posto de reabastecimento” (v. aqui). Veja só como ela aprende rapidinho as coisas de interesse norte-americano. Depois de sua visita oficial a África, Hillary saiu-se com esta observação sobre a terra do PAICV: “Em todos os países por onde passei havia aspectos positivos e outros negativos. Aqui, a lista dos positivos é maior do que a dos negativos. O que aqui ouvi é música para os meus ouvidos”, afirmou a secretária de Estado, que manifestou a intenção de voltar, dessa vez mais em jeito de passeio, com o marido, o antigo Presidente Bill Clinton. Bem, depois desses rasgados elogios, creio que a base militar de reabastecimento da NATO está agora bem mais próximas do país crioulo. Finalmente, a ilha de São Vicente poderá se tornar um imenso posto de gasolina yankee. Alguém tem dúvida? A ver vamos então.
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Sappo
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Tsvangirai será o PM de um Zimbábue de Mugabe perto do colapso total
O líder da oposição, Morgan Tsvangirai, tomou posse hoje como primeiro-ministro do Zimbábue para formar um Governo de união nacional com o facínora Robert Mugabe, que cede assim pela primeira vez à divisão do poder absoluto que exerceu durante os últimos quase 30 anos. Mugabe levou o país ao fundo do poço. Governa com punhos-de-aço, onde a repressão policial é o seu único programa de governo para conter as diversas crises. O Zimbábue está bem perto do colapso total, com o desemprego próximo dos 90 %, envolto numa hiper-inflação girando em torno dos 230 milhões por cento e com uma epidemia de cólera fora do controle político e sanitário. Mais.
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Refugi@arte: a arte a serviço dos refugiados da África
Artistas como Miquel Barceló, Antoni Tàpies, Víctor Ochoa, Juan Genovés, Eduardo Chillida, Antonio Saura, entre outros aderiram ao projeto Refugi@arte, ação solidária do Alto Comissionado da Nações Unidas para os Refugiados. Esta iniciativa espera arrecadar fundos destinados a financiar projetos de assistência alimentar em campos de refugiados em 4 países africanos: Etiópia, Quênia, Sudão e Chade. Ao todo, serão 50 de obras de 39 artistas. Mais informação aqui.
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sábado, 20 de dezembro de 2008
“O Zimbábue é meu”.
Pressionado internacionalmente pra deixar o poder, foi com essas palavras que Robert Mugabe resumiu o que o Zimbábue representa para ele. Mais.
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Mugabe encontra o remédio contra o cólera: proibir o aperto de mão
A cacetadas. É assim que a polícia do ditador Robert Mugabe tratou médicos, enfermeiros e sindicalistas que protestaram ontem, em frente ao Ministério da Saúde, contra a epidemia de cólera, que já fez 565 cadáveres, contaminou mais de 12 mil pessoas e ameaça se alastrar pelos países vizinhos.
Para piorar a situação, quase todos os hospitais públicos estão fechados por falta de remédios e de equipamentos e pelas constantes greves de profissionais da saúde por melhores salários. A categoria tem poucas condições de lidar com a epidemia por falta de condições mínimas de trabalho. Segundo o Congresso de Sindicatos do Zimbábue, quase 50 sindicalistas, entre eles o secretário-geral Wellington Chibebe, já foram presos.
O atual governo do Zimbábue vem se deteriorando a passos largos e responde à crise com uma brutal intensificação da repressão policial. A economia está bem perto do colapso total, com o desemprego atingido a casa dos 90 % e uma inflação girando em torno dos 230 milhões por cento (sim, é isto mesmo: 230 MILHÕES). Miséria e fome já se impregnaram à paisagem macabra local. Enquanto quase toda a nação vive à beira do flagelo absoluto, o facínora Mugabe vai se tornado um dos homens mais ricos da África. E em mais um de seus delírios criminosos, proibiu o aperto de mãos entre as pessoas como único remédio contra a epidemia de cólera que assola quase todo o país. Falar o quê?
Foto AP
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quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Congo poderá viver outra “Guerra Mundial da África”
Há fortes suspeitas de que até um quarto das forças que lutam ao lado do general dissidente, Laurent Nkunda, são militares ruandeses. Este é o principal ponto de tensão que poderá “internacionalizar” outra vez o conflito da República Democrática do Congo, pois já há quem confirme a existência também de soldados angolanos e zimbabuanos na região. Conhecida como a “Guerra Mundial da África” (1998 a 2003), militares do governo congolês, apoiadas por soldados de Angola, Zimbábue e Namíbia combateram rebeldes do Congo apoiados por Uganda, Ruanda e Burundi. O resultado desse conflito foi a morte de quase 4 milhões, a maioria vítima de inanição e outras doenças. Mais.
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sexta-feira, 12 de setembro de 2008
O faz-me-rir Zédu
Que a vitória por mais de 80% dos votos do MPLA nas legislativas de Angola não seja lá uma surpresa, tudo bem. Mas a promessa de José Eduardo dos Santos de afastar do governo quem “privilegiar interesses pessoas” soa-me como uma boa piada de mesa de bar. Se levar esta promessa ao pé da letra, suponho que Zédu se afastará do governo e levará consigo toda a sua família.
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terça-feira, 12 de agosto de 2008
A "construção" da Grande Muralha Verde para deter invasão do Saara
Finalmente, depois de três anos de preparativos e discussões, Senegal sai na frente e já começou a “construção” da Grande Muralha Verde. Promovido pela Comunidade dos Estados Sahelo-Sarianos (CEN-SAD) , pela União Africana (UA) e pela União Eropéia, esta iniciativa visa conter o rápido avanço do Deserto do Saara e deverá abranger uma área de 7.000 km de comprimento por Agora, só espero que esta seja de fato uma realidade e não mais uma miragem como tantas outras em África.
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Talvez África venha a beneficiar...
Note-se que estes dois artigos resultam do trabalho de investigação financiado pela União Europeia, pelo governo da Baixa Saxónia, pela Fundação Volks Wagen, pela Fundação Wilhelm-Sander, e pelo NIH dos EUA, o primeiro, e o segundo artigo pelo Welcome Trust e o Medical Research Council (ambos do Reino Unido) e pela União Europeia. Tudo organismos públicos ou (uma minoria) fundações beneméritas, nenhuma empresa farmacêutica contribuiu. Naturalmente. Ainda se está longe de descobrir medicamentos que possam ser eficazes, mas dão-se passos nessa direcção. E, obviamente, se estes passos não forem dados, nunca se chegará a descobrir medicamento nenhum. Mas isso não são coisas que preocupem as farmacêuticas. Quando se estiver perto dum medicamento eficaz, aí sim, elas entrarão finalmente em cena. Hão-de desencantar uma patente qualquer e colher os dividendos. Chegada essa hora a investigação que foi agora publicada, e que abriu o caminho, não terá peso rigorosamente nenhum na atribuição das patentes. Dirão as farmacêuticas que não teve contribuição directa para desenvolver o medicamento. E contra patentes não há argumentos. Hão-de estabelecer monopólios e recolher os lucros. As epidemias em África, essas talvez não mudem muito...
Imagem descoberta aqui
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
África, uma donzela que desperta as libidos ocultas
Correndo
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Sappo
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domingo, 9 de dezembro de 2007
O mistério do Robert Mugabe
Agora que os presidentes da África do Sul e do Senegal afirmaram que não assinam os acordos de parceria económica Europa/África (o presidente senegalês volta a casa antes mesmo do término da Cimeira UE/África), vem ao de cima a negativa de muitos países africanos que apenas a imprensa séria há muito noticiava.
Portanto, neste momento, tudo indica que apenas o lado folclórico da Cimeira consegue reunir consenso, o que é o mesmo que dizer, Kadafi e Mugabe. Mas, sobre este último paira uma dúvida insistente e angustiante:
Aquela sombra que o senhor exibe entre o lábio superior e a base do nariz será um projecto de bigodinho na vertical? (esses homens pequenos homens e seus bigodinhos…).
Ou será um terrível sinal de nascença que o marcará para sempre e ao Zimbabwe também?
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Iolanda Évora
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