«Morreu o cenógrafo Mário Alberto, fundador de A Barraca», notícia da LUSA
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Mário Alberto (1925-2011), o cenógrafo iconoclasta
Posted by
Daniel Melo
at
22:11
0
comments
Labels: crítica social, humor, in memoriam, obituário, Teatro, teatro de revista
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Tour-de-force de Fausto no Festival Música e Revolução
«Fausto: a cantiga ainda é uma arma», por João Pedro Barros
Posted by
Daniel Melo
at
21:31
4
comments
Labels: agenda cultural, crítica, crítica social, Fausto, música de intervenção, sociedade portuguesa
terça-feira, 30 de março de 2010
Jornalismo cívico, em vez de informação-espectáculo
Esta é uma das principais recomendações do novo livro As notícias nos telejornais, de Nuno Gourlart Brandão, baseado numa pesquisa académica de 10 anos sobre a televisão generalista portuguesa e os seus telejornais do horário nobre.Por detrás desta saída possível para a má situação actual nos media está a conclusão de que as 3 principais tv's generalistas (RTP1, SIC e TVI) definem o alinhamento dos respectivos blocos informativos por critérios comerciais e de audiências, olvidando assim o que é realmente relevante para os cidadãos.
Para os jornalistas que torcem o nariz a estudos sobre o seu ofício vindos da academia, dizer que o autor foi também ele jornalista durante 20 anos e não pretende crucificar ninguém, apenas aduzirr dados empíricos e teóricos para debate e reflexão.
Mais informação sobre livro e autor aqui, aqui e aqui. Outros estudos anteriores, como os de Madalena Oliveira, vão no mesmo sentido (vd., p.e., aqui).
Posted by
Daniel Melo
at
00:00
0
comments
Labels: crítica social, livros, media, serviço público, televisão, teses
domingo, 22 de novembro de 2009
La jeunesse dorée (III)
Infelizmente nem todas as caricaturas poderam ser reproduzidas, devido a melindres respeitáveis que os preconceitos do tempo justificavam. O portrait-charge, que hoje representa uma consagração, era então pouco menos do que um insulto.DANTAS, Júlio, "Raphael Bordallo Pinheiro[:] a sua vida e a sua obra",
Posted by
Daniel Melo
at
22:11
0
comments
Labels: arte gráfica, cartoon, citações, crítica social, curiosidades históricas, espaço público, Rafael Bordalo Pinheiro
sábado, 21 de novembro de 2009
La jeunesse dorée (II)
D’ahi por diante ninguém encontrava o Raphael que não lhe pedisse para ver as caricaturas. Então era sabido: o artista tomava uma attitude mysteriosa, olhava em volta com receio de que o visse alguém, tirava d’entre o collete e a camisa uma grande pasta preta, e folheando rapidamente, entre as gargalhadas convulsas da assistência, mostrava a collecção admirável que dois annos depois, em magnificas aguas-fortes, devia ser publicada com o título de Calcanhar de Achilles (1870).
Posted by
Daniel Melo
at
21:11
0
comments
Labels: arte gráfica, cartoon, citações, crítica social, curiosidades históricas, espaço público, livros, Rafael Bordalo Pinheiro
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
La jeunesse dorée
Se dizia muito em segredo, à bocca pequena, que o Raphael trazia comsigo uma colecção escandalosa de caricaturas, nada menos do que os jarrões mais illustres d’então nas lettras e na política, o que para a severidade do tempo constituía um arrojo capaz de levar um homem aos ferros do Limoeiro.A notícia correu com insistência, os amigos não o deixavam, e o grande artista, que a princípio negou, viu-se forçado a fazer a espantosa revelação. Foi um delírio.
Posted by
Daniel Melo
at
23:25
0
comments
Labels: arte gráfica, cartoon, citações, crítica social, espaço público, Rafael Bordalo Pinheiro
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Mafalda, a contestatária, fez 45 anos
A pequena Mafalda, que odeia a sopa e o racismo na mesma medida, apareceu pela primeira vez em 1964, pela mão do argentino Quino. O seu criador começara a congeminá-la 2 anos antes, para uma promoção publicitária dos electrodomésticos Mansfield, que, felizmente, nunca foi adiante.
Posted by
Daniel Melo
at
23:13
2
comments
Labels: cartoon, cartoonista Quino, cinema de animação, contestação social, crítica social, humor, Mafalda
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Depois da derrota eleitoral, a derrota jurídica...
...do premiê português e do seu governo, evidentemente. Mas também é mais do que isso, num tempo de tentativas variadas de domesticação oficial do espaço público, de que é sinal mais recente a aquisição de c.1/3 da TVI por uma empresa (PT- Portugal Telecom) cuja golden share é detida pelo Estado português, Estado cujo governo actual denuncia aquela tv como estando a persegui-lo. Tal como hoje refere Daniel Oliveira no blogue Arrastão, trata-se duma vitória para a liberdade de expressão. E, adito eu, reitera-se a inalienabilidade, conferida aos cidadãos, da liberdade de escrutínio e de crítica do exercício da res publica.
Estas são ilações a retirar do arquivamento, pelo DIAP (Departamento de Investigação e Acção Penal) do processo relativo à queixa-crime apresentada por José Sócrates contra João Miguel Tavares (colunista do DN): «As expressões utilizadas pelo arguido João Miguel Tavares e dirigidas ao Primeiro-Ministro, figura pública, ainda que acintosas, indelicadas, devem ser apreciadas no contexto e conjuntura em que foram publicadas, e inserem-se no exercídio do direito de crítica, insusceptíveis de causar ofensa jurídica penalmente relevante».
Posted by
Daniel Melo
at
22:33
2
comments
Labels: crítica social, debate público, democracia, José Sócrates, Justiça, liberdade de expressão, media
segunda-feira, 13 de abril de 2009
A sátira como redenção
Em Gogol, para Gogol, foi muito isso que ocorreu: a revelação dos erros, vícios e imperfeições da conduta humana como caminho de redença, resgate, purificação do homem e da sociedade.Em 2009 celebram-se os 200 anos do seu nascimento. Em Portugal, onde Nikolai Gogol tem tido alguma presença no teatro, recomendo a versão do O inspector geral pelo grupo A Barraca (no Cinearte até 31/5, vd. cheirinho e recensão aqui). Esta é uma das peças do autor que melhor corporiza uma das suas facetas mais fortes, a de crítica da sociedade e dos seus vícios. A estreia original (em 1836) foi um êxito, o próprio czar Nicolau I terá sugerido uma ida ao teatro aos funcionários públicos (dado a peça denunciar alguns dos seus pecadilhos). Porém, as críticas
dos sectores reaccionários de S. Petersburgo, que o acusavam de fazer um ataque ao próprio sistema político, cairam mal no dramaturgo, que novamente retomou os seus périplos errantes e desesperados.
Para nosso mal, morreu novo, fugindo do mundo. Para nosso bem, ainda assim legou-nos várias obras de referência na sátira e no grotesco, de grande poder imaginativo e exigência formal e ética. Quanto ao poder imaginativo, recomendo a leitura do fantástico conto O nariz, ou a audição pela voz de Jorge Silva Melo, caso ainda não tenha esfumado a oportunidade (cf. programação do Teatro S. Luiz, em Lisboa). Quanto à exigência formal e ética, a obra central é Almas mortas. Quem estiver interessado, pode consultar e ler algumas das obras de Gogol no Projecto Gutenberg.
Posted by
Daniel Melo
at
00:00
0
comments
Labels: agenda cultural, cartoon, cartoonista Charles Barsotti, crítica social, Cultura, humor, livre acesso ao saber, livros, Nikolai Gogol, Rússia, Teatro, Verdade
sábado, 17 de maio de 2008
Negativland em Lisboa
Posted by
Daniel Melo
at
17:08
0
comments
Labels: agenda cultural, arte, crítica social, Miguel Soares, música, Negativland



