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quinta-feira, 8 de março de 2012

Escrutínio público do presente é o que faz falta

segunda-feira, 22 de março de 2010

Resta saber se Obama ficará nos anais só pelo lado bom

... a ponderar com os balanços de perdas e ganhos desta mesma reforma (vd. «A reforma da saúde nos EUA»), das guerras no Iraque e Afeganistão, etc.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Um programa para 4 anos?

O 18.º governo constitucional português apresentou o seu programa de governo no parlamento, que não é mais do que o decalque do programa eleitoral do PS.

As oposições criticaram o gesto do novo governo, acusando-o de arrogância e de insensibilidade face aos resultados eleitorais, uma vez que aquele programa fora esboçado tendo a expectativa duma maioria absoluta (teria?) e não contempla soluções de compromisso para imbróglios passados, como o conflito com os professores do ensino básico e secundário. Tentando contornar estas críticas, o governo contra-ataca com o anúncio de medidas avulso consensuais ou, pelo menos, sensatas, como a limitação do mandato do premiê e dos líderes dos governos regionais.

Para os interessados, e para efeitos de escrutínio público, senhoras e senhores, eis o Programa do XVIII Governo Constitucional (2009-2013). Boa leitura... e boa sorte!

Nb: o cartoon é de GoRRo e foi patrocinado pela Adega Cooperativa Estratégica.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Os 50 anos dum jornal resistente

O Notícias da Amadora franqueou meio século anteontem, o que é um feito para um pequeno jornal dos arredores de Lisboa, que, com poucos meios mas muita dedicação, conseguiu tornar-se um jornal prestigiado e reconhecido em todo o país.
Em grande parte da sua existência foi perseguido ou discriminado politicamente. Primeiro pela ditadura salazarista, sendo um dos alvos predilectos do seu crivo censório (vd. aqui). Mais recentemente, pela prepotência dum poder local sectário e arrogante, que não sabe conviver com o escrutínio público da acção política por parte da imprensa livre, um dos pilares básicos de qualquer democracia digna desse nome. É disso e de muito mais que nos fala o actual director, Orlando César, em Dar à notícia a celebração pública.
Resta-me, então, felicitar o jornal e quem o faz, agora em versão exclusivamente electrónica. Oxalá possa prosseguir por longos anos. A imprensa local é vital para pôr um freio em muito desvario e ganância que impera a nível local. Por tudo isto, faz todo o sentido afirmar O «Notícias da Amadora» como escola de cidadania.