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quarta-feira, 7 de abril de 2010

Um Papa em maus lençóis (II): who would Jesus blame?

É preocupante que só na sequência dos últimos escândalos o Vaticano tenha esclarecido que os acusados devem ser denunciados à justiça laica e não apenas julgados pela secreta justiça eclesiástica.

José Vítor Malheiros, «Uma Igreja que brada aos céus», Público, 6/IV/2010

Complementa este e este post anteriores.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Os vigários de Judas

O escândalo de pedofilia na Igreja Católica está a causar fortes reacções, quer nos meios católicos mais de esquerda, quer nos mais conservadores. Pedro Mexia, com quem não costumo concordar, escreveu um bom texto de opinião no Público sobre as insuficiências da carta de Bento XVI aos católicos irlandeses (bem gostava de fazer um link, mas não o encontrei). A carta tem muito que se comente e espero comentá-la quando tiver uma disponibilidade de tempo que agora não tenho.
Limito-me a reafirmar o que devia ser óbvio e parece tão difícil de perceber para alguns católicos. As intenções anti-clericais e/ou anti-católicas por detrás de críticas, ataques e campanhas acerca da pedofilia são irrelevantes nesta questão. Os católicos não devem temer ser perseguidos por dar testemunho de Cristo, mas não podem aceitar ser falsas testemunhas de Judas. Como escreve aqui o teólogo Juan José Tamayo o que está em causa é uma confiança traída. E quem traiu foram os padres pedófilos e os seus protectores na hierarquia, não as vítimas, os denunciantes de abusos e os sedentos de Justiça.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Um Papa em maus lençóis


«Papa acusado de ter mais informações sobre padre pedófilo alemão»

PS: a acompanhar com o suplemento O Cão do n.º 7 da revista A.23 e com as análises de António MarujoA maior crise da Igreja Católica dos últimos 100 anos») e de Anselmo BorgesA pedofilia na Igreja Católica»).

sexta-feira, 6 de março de 2009

A lógica da Igreja

bp_01 Padres pedófilos O arcebispo de Olinda e Recife, José Cardoso Sobrinho, não excomungou o padrasto que estuprou e engravidou a enteada de 9 anos, que era submetida a abusos sexuais desde os 6 anos. “Ele cometeu um crime hediondo, mas não está incluído na excomunhão. Existem tantos outros pecados graves. Mais grave do que isso, é o aborto, eliminar uma vida inocente”, afirmou o arcebispo. Pelo menos o tal religioso aqui foi coerente com os princípios da Igreja em não condenar crime de pedofilia.