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terça-feira, 16 de junho de 2009

Para quem estava a reclamar do silêncio de Obama, aí vai: "Seria um erro de minha parte permanecer calado com o que estamos vendo na TV nos últimos dias".

obama Foi o que declarou o presidente dos EUA depois de se reunir na Casa Branca com o primeiro-ministro da Itália Silvio Berlusconi, “a coisa” - segundo Saramago (com a qual eu concordo plenamente). Obama salientou ainda que não há forma de saber se os resultados foram válidos, já que não houve observadores internacionais. Além de tais declarações, Obama deixou bem claro que depende dos iranianos decidirem quem serão os líderes do país, e se mostrou preocupado com as revoltas registradas após a vitória do atual presidente, Mahmoud Ahmadinejad. Por isso, considerou necessário que haja uma investigação cujo resultado "não acabe em um banho de sangue".

Em suma, Obama agiu como um verdadeiro estadista. Não só em suas declarações como em sua postura de saber esperar, se informar e só depois se manifestar. Ele melhor que ninguém sabe que o pedido de anulação das eleições proposto pela oposição tem poucas possibilidades de êxito. E “comprar” a deia de fraude eleitoral sem qualquer vestígio que comprove o fato é o mesmo que dar murro em ponta de faca e, pior, poderia comprometer uma tentativa de aproximação, neste momento o seu principal objetivo. Mais.

Foto AFP

segunda-feira, 15 de junho de 2009

“Protesto no Irã é demonstração de quem perdeu”

É o que diz o presidente brazuca, Luiz Inácio Lula da Silva. Lula preferiu não comentar as alegações de fraude no Irã, mas insinuou que a votação do presidente Mahmoud Ahmadinejad seria suficiente para o eleger.

Segundo Washington Post resultado da eleição iraniana foi legítimo

iran_protest_ap1 Ao que parece, os resultados eleitorais no Iran parecem refletir a vontade do povo iraniano. É o que diz uma sondagem feita 3 semanas antes das eleições e publicadas hoje pelo Washington Post. De qualquer forma, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, ordenou uma investigação sobre as acusações de fraude eleitoral supostamente cometida. A ação será julgada dentro de 10 dias. Mais.

Foto AP

sábado, 13 de junho de 2009

Oposição iraniana vai às ruas. E Khatami pede anulação da eleição (atualizado).














Eleitores da oposição, muitos com o símbolo verde da campanha de Mir Hussein Mousavi, enfrentaram a força polícia nas ruas de Teerã, após o anúncio oficial da vitória do presidente ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad nas eleições presidenciais de sexta-feira. Apesar de a polícia ter proibido as manifestações, os partidários da oposição tomaram as ruas da capital gritando palavras de ordem como "liberdade" e acusando o presidente reeleito de "ladrão".

O seu opositor, o moderado Mousavi, qualificou o resultado eleitoral de uma "charada perigosa", que poderá levar a uma tirania no país. É, portanto, o Irã dividido entre os que anseiam por mais liberdade e o conservadorismo radical que representaa figura do louco Ahmadinejad. Mais.

A associação de clérigos islâmicos da qual faz parte o ex-presidente reformista Mohammad Khatami (1997-2005) pediu ontem a anulação da eleição que deu a vitória ao presidente Mahmoud Ahmadinejad, e defendeu a realização de um novo pleito. Já o candidato derrotado pediu calma aos seus partidários. Segundo um jornal israelense (fonte não identifica), Hussein teria sido detido pela polícia. Mais.

O presidente Mahmoud Ahmadinejad é um dos melhores aliados neste mundo.

Hugo Chávez


Reeleição de Ahmadinejad agrada Israel

eleições no irã Parece contraditório mas não é. Segundo a lógica da direita (e da extrema-direita ) que governa Israel, quanto mais radicais forem seus inimigos mais argumentos ela terá para justificar um possível confronto armado. Ao atual governo israelense não interessa um presidente iraniano que promova o diálogo com os EUA e procure reduzir a tensão entre os dois países. Muito pelo contrário. Quanto mais hostis se mostrarem em relação ao Ocidente, melhor é para o premier israelense, Benjamin Netanyahu, que teria como justificar um ataque "preventivo". E Mir-Hussein Moussavi poderia ser esse homem, pois durante toda a sua campanha não se cansou de defender a necessidade de se combater a imagem "extremista" que o Irã tem no exterior. Isso por si só já seria algo de muito positivo e um grande avanço na política externa de Teerã.

Claro que Moussavi não seria sinônimo de grandes transformações internas como imaginam muitos, mesmo porque quem manda na República Islâmica são os aiatolás e cabe a eles de fato a decisão final sobre qualquer assunto de Estado. Porém, não tenho dúvidas de que o ex-primeiro-ministro derrotado (que não aceita a derrota e está a contestar o resultado oficial) seria, com certeza, mais cauteloso e equilibrado no trato das relações internacionais. Mas, enfim, o vitorioso ao que parece (com mais de 64 por cento dos votos - conoforme informação oficial) das eleições de sexta-feira foi o ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad. Era tudo que Israel queria. Em outras palavras: juntou-se a fome com a vontade de comer. Vamos a ver no que isso vai dar. Mais aqui e aqui.

Foto AFP

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Iranianos vão às urnas. E com muita festa.

TOPSHOTS-IRAN-VOTE-MOUSAVIApós 3 semanas de trocas de acusações entre candidatos e inúmeras manifestações em massa de seus partidários, numa demonstração inédita na República Islâmica, chegou ao fim hoje a campanha para as eleições presidenciais de amanha no Irã. Nas eleições de logo mais, o atual presidente ultraconservador Mahmud Ahmadinejad tem como principal rival o moderado Mir-Hossein Mussavi, que pretende voltar ao poder após uma ausência de quase 20 anos. Na foto da AFP, apoiadores do candidato Mousavi participam de manif em Teerã. Conheça os candidatos.