Até o outro dia, a secretária de Estado dos Estados Unidos quase nada sabia sobre Cabo Verde. Referia-se ao arquipélago africano apenas como “um popular posto de reabastecimento” (v. aqui). Veja só como ela aprende rapidinho as coisas de interesse norte-americano. Depois de sua visita oficial a África, Hillary saiu-se com esta observação sobre a terra do PAICV: “Em todos os países por onde passei havia aspectos positivos e outros negativos. Aqui, a lista dos positivos é maior do que a dos negativos. O que aqui ouvi é música para os meus ouvidos”, afirmou a secretária de Estado, que manifestou a intenção de voltar, dessa vez mais em jeito de passeio, com o marido, o antigo Presidente Bill Clinton. Bem, depois desses rasgados elogios, creio que a base militar de reabastecimento da NATO está agora bem mais próximas do país crioulo. Finalmente, a ilha de São Vicente poderá se tornar um imenso posto de gasolina yankee. Alguém tem dúvida? A ver vamos então.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
E a senhora Clinton aprende bem rápido as coisas
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Sappo
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sábado, 1 de agosto de 2009
Hillary Clinton passará por Cabo Verde. E VRUMMMM…FOM-FOM.
A uma pergunta de uma jornalista norte-americana sobre o porquê da sua passagem pelas ilhas, Hillary Clinton, actual Secretária de Estado dos Estados Unidos da América, respondeu: "Cabo Verde é um popular posto de reabastecimento. Um grupo de ilhas ao largo da costa do Senegal, os Estados Unidos vêm Cabo Verde como uma história de sucesso africano." Mais.
Via Café Margoso.
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Agora só resta saber se Clinton saberá dizer “yes, my president”
Além de Hillary Clinton (secretária de Estado), Obama confirmou hoje que Robert Gates continuará como o secretário de Defesa. Eric Holder será o secretário de Justiça. A governadora do Arizona, Janet Napolitano, comandará a Secretaria de Segurança Interna. O presidente eleito também confirmou o ex-general James Jones como conselheiro para Segurança Nacional, e Susan Rice como a futura embaixadora dos EUA nas Nações Unidas. Como se vê, algumas caras de Obama "de novo" não têm nada. Ele muda. Pero no mucho.
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Sappo
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terça-feira, 18 de novembro de 2008
Política externa de Obama será conduzida por Hillary. É possível?
A se confirmar esta notícia do The Guardian, tudo indica que Obama cederá a pressões dos Clinton e nomeará a ex-primeira-dama como a sua secretária de Estado, o segundo cargo mais importante da república norte-americana e, em algumas situações, decisivo na política externa dos EUA. Este foi o caso, por exemplo, de Henry Kissinger durante os governos de Richard Nixon e Gerald Ford (1973 a 1977). Para quem foi cotada para ser apenas vice, até que Hillary sairá ganhando nesta troca, pois é grande a visibilidade política do cargo. Creio que poucos saberão responder quem foram os vices de George W. Bush, mas muitos saberão reconhecer Colin Powel e Condoleezza Rice. Também não dá pra esquecer Madeleine Albright (esta, aliás, já está dando as cartas na equipe de transição e representou o presidente eleito na última reunião do G-20) no segundo mandato de Bill Clinton.
O que será que está movendo Barack Obama pra conduzir Hillary Clinton à secretaria de Estado? Pra unificar os democratas? Não tenho certeza. Pra mim, um verdadeiro mistério. Além da sua pouca experiência (coisa que ela combateu em Obama durante as primárias democratas) em diplomacia, ela tem idéias conflitantes às propostas por Barack Obama em termos de relações exteriores. Senão vejamos.
Guerra do Iraque – Clinton votou no Senado a favor da resolução que autorizava o ataque ao Iraque, em novembro de 2002. Na ocasião, Obama era membro da Assembléia Legislativa de Illinois, mas se posicionava radicalmente contra a invasão, num comício realizado em Chicago 10 dias antes.
Cuba – Também aqui há diferenças entre ambos. Clinton impõe pré-condições para iniciar o diálogo, assim como a democratização da ilha, libertação de prisioneiros políticos e o fim do controle das Comunicações Sociais. Já Obama aceita conversar com Raúl Castro (ou qualquer outro líder estrangeiro) sem qualquer pré-condição. Também sobre a polêmica quanto à liberação das viagens de famílias cubano-americanas a Cuba há divergências. Clinton é contra e Obama a favor. Quanto à retirada do bloqueio econômico a posição dos dois não é lá muito clara. Creio ambos são favoráveis à sua manutenção.
Irã/Israel/Palestina - Parece-me que nestes casos, a diferença entre eles e bem sutil. Durante as primárias, Hillary disse que a posição dos EUA não é negociável (?): "Os EUA ficarão com Israel agora e sempre", salientou. Já Obama enfatizou que fará "todo o possível" para "garantir a segurança de Israel" e "dará fim à ameaça" do Irã. Neste acaso, a exemplo de Cuba, Obama não impõe pré-condições para abrir o diálogo com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, mas reconhece a “importância da preparação de uma pauta onde se aborde direitos humanos, libertação de presos políticos, abertura para a imprensa e etc”. Creio que nesta questão há uma pequena incoerência do presidente eleito, pois “a preparação de uma pauta” não deixa de ser uma pré-condição. Mas, enfim, às vezes Obama não tem sido muito claro em algumas questões mais polêmicas, principalmente em relação à situação Palestina. Fora a posição em defesa de Israel, não sei na verdade o que realmente eles pensam. Neste caso, basta que respeitem as resoluções da ONU.
Desarmamento - Aqui as coisas não são diferentes. Em setembro de 2006, o Senado votou uma emenda que proibia os EUA de exportar bombas de fragmentação (cluster bombs), exceto quando a compra incluísse a proibição de seu uso e estocagem em áreas habitadas por civis. A emenda foi derrotada. Obama votou a favor. Clinton foi uma de 15 democratas que votaram com os republicanos para derrotá-la. Na sequência, Hillary também votou com os republicanos a aprovação de outra mediada que qualificava as forças armadas do Irã como uma organização terrorista. Bolas, que raio é isso? O Senado norte-americano DECLAROU que as forças armadas de uma nação soberana são terroristas? Isto só pode ser piração.
Bem, vamos ver se se concretiza a tal notícia. Ela poderá se concretizar caso Obama não se oponha às relações comerciais e filantrópicas da Fundação Bill Clinton espalhadas pelo mundo. Neste caso, deveria haver uma divulgação pública totalmente transparente do verdadeiro montante recebido pelo ex-presidente e quem são os doadores. Há quem diga até que a tal fundação já movimentou quase 500 milhoes de dólares e que tem recebido vultosos donativos de xeques árabes.
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quarta-feira, 27 de agosto de 2008
"No way. No how. No McCain"
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domingo, 8 de junho de 2008
O “yes, we can!” de Hillay e a matemática de um possível “dream ticket”
A A
Se
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quarta-feira, 4 de junho de 2008
Ufa! Barack Obama é o candidato democrata à presidência dos EUA. Agora só falta o “sim” de Hillary pra que ambos derrotem McCain.
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quarta-feira, 7 de maio de 2008
Will.i.am recebe "Oscar da internet" por vídeo em apoio a Obama
Será
Obama vence na Carolina do
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quarta-feira, 23 de abril de 2008
Hillary Clinton, a maior aliada do republicano John McCain

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Sappo
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Corrida americana: cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém

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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
E a classe social?
.......................................Clinton Obama
Less than $50,000 (32%)...60%....36%
$50,000 or more (68%).....53%....45%
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Renato Carmo
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Clinton resiste, Obama explode
Não me quero armar em analista político que recorre a mapas e gráficos sofisticados. Mas penso que este gráfico (retirado daqui) é bem sintomático da trajectória ascendente que Obama tem protagonizado nestas últimas semanas. A sua aproximação a Clinton é vertiginosa e, de facto, a onda continua a crescer. É a partir deste gráfico que deveremos ler os resultados de ontem. Na verdade, estamos perante um empate técnico: a grande diferença é que Clinton parece que estagnou praticamente desde do último quartel de 2007, enquanto Obama não pára de crescer... Se a escalada continuar dificilmente Hillary poderá resistir.
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Renato Carmo
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