Mostrar mensagens com a etiqueta Iraque. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Iraque. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Liberdade a qualquer preço?

Para além da fragilidade das provas dos serviços secretos quanto às famigeradas «armas de destruição maciça», não deixa de ser desconcertante a justificação do informante iraquiano. Uma dupla aberração. A ler em «Fonte das afirmações de Colin Powell na ONU: espião iraquiano "Curveball" confessa ter inventado programa de armas químicas», por Rita Siza.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Iraq Body Count, os contadores de corpos do terror



89.760 (50 cadáveres em média por dia). Este é o número estimado de civis mortos no Iraque desde a invasão das tropas de coalizão lideradas pelos Estados Unidos, em 20 de março de 2003, segundo a ONG Iraq Body Count (IBC) (contador de corpos). que o Departamento de Defesa norte-americano simplesmente ignora os dados sobre mortes de civis (informa somente o número de vítimas fatais de militares), investigadores independentes e pacifistas contrários à invasão criaram o IBC para desempenharem este papel.

Para chegar a este número, os voluntários do IBC somam as mortes violentas de civis registradas pela imprensa e informações que obtém nos hospitais, agências funerárias, ONGs locais e das forças armadas, e cruzam os dados para evitar qualquer erro na contagem. O contador macabro é atualizado diariamente. Ainda assim, acredita-se que o número seja ainda muitas vezes maior a este divulgado pelo IBC .

Os números de mortos nesses cinco anos de invasão são bem controversos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) menciona, até 2007, 200 mil mortos estimados na população como um todo e as mortes em combate pelos insurgentes. Em outra sondagem realizada pela Federação Americana de Cientistas, que pesquisou mais de 20 mil lares iraquianos, apresentou o estarrecedor número de 650 mil iraquianos mortos. Quase não havia um lar no Iraque que uma pessoa tivesse sido morta em cinco anos.

Por fim, num outro relatório, divulgado em 31 de janeiro último, o instituto britânico Opinion Research Business, em parceria com o Independent Institute for Administration and Civil Society Studies, afirma que o número de mortos passa do um milhão. O estudo foi baseado em depoimentos de testemunhas colhidos até setembro do ano passado. Além dos mortos, estima-se em mais de 5 milhões o número de refugiados iraquianos nos países vizinhos. Isto numa população de aproximadamente 27 milhões.


segunda-feira, 30 de julho de 2007

De vitória em vitória...

Segundo um relatório da Oxfam e do Comité de Coordenação de ONGs no Iraque, um terço da população do Iraque, ou seja OITO MILHÕES de pessoas, necessitam de ajuda humanitária urgente (notícia aqui e aqui, relatório aqui).

Pode ler-se no resumo do relatório:

• four million people who are ‘food-insecure and in dire need of different types of humanitarian assistance’

• more than two million displaced people inside Iraq

• over two million Iraqis in neighbouring countries, mainly Syria and Jordan, making this the fastest-growing refugee crisis in the world.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

O fim de uma luta

Cindy Sheehan perdeu um filho, Casey, na Guerra do Iraque. Casey morreu dias depois de ter desembarcado no Iraque como soldado. Cindy Sheehan tornou-se conhecida quando comprou um terreno em frente ao rancho de George W. Bush no Texas, e lá montou um acampamento de protesto. Exigiu ser recebida por Bush para que este lhe explicasse por que nobre razão morreu o seu filho, nunca foi recebida. Tornou-se uma das figuras emblemáticas do movimento anti-Guerra nos EUA, e dedicou-se a tempo inteiro ao activismo. Depois de ter perdido três anos, o seu casamento, todo o dinheiro da indemnização devida pela morte do seu filho e pela venda de livros, e ter passado por problemas de saúde, Cindy Sheehan resolveu parar. Ou talvez tenha resolvido tentar a última tática: o silêncio.
Escreveu um post muito amargo onde explica a sua decisão.

"The most devastating conclusion that I reached this morning, however, was that Casey did indeed die for nothing."

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Os méritos da análise comparativa

Aqui. Mas eu juro que não é uma conspiração contra o "Público".

sexta-feira, 23 de março de 2007

Pela paz no Iraque (agenda)

O 4.º ano da ocupação do Iraque vai ser lembrado esta noite com o concerto «Canções pelo Iraque», no cinema São Jorge, às 21h30.
O concerto terá a participação de Fausto, Camané, Jorge Palma, José Mário Branco, Rui Veloso, Luís Represas, Pacman, Paulo de Carvalho e Pedro Abrunhosa (entrada a 10€).
Já no sáb.º, há debate com Carlos Carvalho, António Louçã, Manuel Raposo, Rui Namorado Rosa e Silas Cerqueira, na Casa do Alentejo, às 18h30.
No Porto a coisa também promete: a CasaViva e o Tribunal do Iraque Porto lançam o ciclo de cinema «4 anos de ocupação, 4 anos de resistência», que decorrerá de 23 de Março a 11 de Maio (entrada livre). Eis o programa para esta 6.ª feira:
22h30: «Faluja – O Massacre Oculto», de Sigfrido Ranucci (RAI News), 22'06'';
23h15: «Testimonios de Faluya», de Hamodi Jasim, 48'11''.
Para os restantes filmes é favor ver o cartaz aqui ou no blogue casaviva, pois o ciclo decorre na sede desta, à Praça Mq. de Pombal, sempre às 6.ªs ou 5.ªs de cada semana.
Entretanto, as iniciativas são mais que muitas, o problema é não haver um meio de comunicação que as centralize e divulgue. Que o Indymedia Portugal possa regressar o mais depressa possível.

sexta-feira, 9 de março de 2007

A ler

Um excelente texto de Pascal Boniface, postado por Nuno Ramos de Almeida no 5dias.