Mostrar mensagens com a etiqueta escolas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta escolas. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 22 de março de 2010

Para quem acha que escola e bullying não estão conectados

«Combate ao bullying a nível internacional é centrado na escola»

segunda-feira, 8 de março de 2010

ONG's assumem novo compromisso de vigilância crítica

O recente suicídio duma criança de 12 anos no rio Tua, por agressão continuada de colegas de escola (bullying), foi o detonador duma inédita acção de solidariedade e crítica por parte dum conjunto de ong's portuguesas. Mais detalhes na carta aberta dirigida a várias entidades públicas, «Morreu para evitar agressão de colegas», subscrita pela Amnistia Internacional Portugal, AMI- Assistência Médica Internacional, Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, Margens- Associação para a Intervenção em Exclusão Social e Comportamento Desviante e OIKOS- Cooperação e Desenvolvimento.
Entretanto, foi aberto um inquérito policial, que finda amanhã.
Decerto também por influência da nova intervenção político-cívica de Fernando Nobre (não será por acaso que é a AMI a encabeçar a iniciativa), teremos mais destas acções no futuro próximo. Ainda bem! Venham elas, temos tudo a ganhar. Até para evitar as costumeiras reacções corporativas sem sentido, como a da Confederação de Associações de Pais, que se limitou a pedir a criminalização dos pais de crianças com mau comportamento, como se a coisa fosse tão simples.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

E façam o favor de serem felizes

Já está nas lojas uma antologia do Raul Solnado em 3 cd's, numa edição de luxo, noticiou o último telejornal de hoje da RTP2.
É uma boa ideia, ainda por cima com parte da receita revertendo a favor da Casa do Artista, um espaço em Lisboa que dá alojamento a artistas que o pretendam e que tem um teatro em actividade (só é pena esta fixação nas edições de luxo, como se os portugueses nadassem em dinheiro; tal como os livros de capa dura, também a música/ teatro tem o seu fetiche de maximização do lucro).
Ainda não vi o conjunto, mas deverá ter um cheirinho deste vinil que figura na imagem ao lado.
Entretanto, também os filhos de Solnado anunciaram que irão leiloar brevemente os quadros do pai, revertendo metade da receita para a criação duma escola de teatro e dum museu com o seu nome. Outra excelente ideia.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Um plano Rehn-Meidner para o 1º ciclo do ensino básico

Mais escolas primárias vão ser fechadas no início do próximo ano lectivo. A onda de protestos já começou, centrada por agora na dúvida em torno do número final de estabelecimentos em causa. Mas agora que escrevi o post anterior a partir do modelo/plano Rehn-Meidner, vale a pena mostrar o improvável paralelismo entre os dois processos.

Uma das características do modelo/plano Rehn-Meidner era o, como escrevi lá átras, aumentar o salários mais baixos - acima do que o mercado ditaria - e evitar a subida dos salários dos trabalhadores mais qualificados (wage restraint of the well paid = wage solidarity), mas com a condição de aumentar a produtividade das empresas. Como? Obrigando-as a racionalizar os métodos de produção ou fechando-as. Os trabalhadores seriam então retreinados (daí a importância das políticas de mercado de trabalho activas) e integrados em empresas mais produtivas. Note-se: a política não era o proteccionismo da mediocridade - baseava-se precisamente no esforço para eliminar a mediocridade.

Ora, o Ministério da Educação não pretende nada de particularmente diferente: apenas acabar com as más escolas (tal como como Rehn e Meidner pretendiam acabar com as empresas improdutivas). As escolas que ficam serão de nível superior e puxarão os mínimos na qualidade dos processos de ensino e da aprendizagem para cima - os mesmos mínimos (escolares, económicos, culturais) que são tão baixos num país como o nosso.
A justificação filosófica, essa, é Rawlsiana, e segue a regra do maximin (abreviatura de maximum minimorum), que tem como objectivo, na definição de políticas públicas, a maximização do bem-estar ou da utilidade dos que estão na pior situação.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

As escolas de Lisboa


Depois do Peão ter sido precursor no debate de ideias e propostas por Lisboa, entendo que deveríamos reatar a discussão. Neste sentido, gostaria de falar sobre as escolas de Lisboa. Não sei ao certo o número de escolas de 1º ciclo (públicas e privadas) que existem na cidade, mas serão de certeza umas largas dezenas. Muitas, sobretudo as que se localizam no centro, estão instaladas em prédios antigos que para além de se encontrarem muito degradados não dispõem do mínimo de condições de segurança. É uma calamidade! As portas não fecham, os vidros das janelas estão partidos e não abrem. Como é possível imaginar uma escola onde as janelas não abram! As crianças sobem, descem e tropeçam constantemente em degraus periclitantes, os soalhos de madeira são instáveis e os tectos caem aos bocados, a humidade irrompe desses buracos… Em termos de material pedagógico e desportivo, a situação é indescritível! Penso que este tema deveria ser uma das prioridades da governação da cidade. É necessário inventar um programa especial direccionado para o parque escolar. Fazer um inventário das escolas e determinar quais as que deverão ser melhoradas e quais poderiam encerrar. Há escolas isoladas perdidas em bairros cujos edifícios já não têm salvação. Mas há outras que dão vida ao bairro.
Este programa deveria contemplar, pelo menos, duas valências. Uma direccionada para as escolas instaladas em edifícios que são propriedade da Câmara. E outra que passaria pelo apoio financeiro das obras aos senhorios particulares dos prédios que albergam, principalmente, escolas privadas. Aliás, estes últimos deveriam ser compelidos a cumprir o programa. Caso contrário, teriam de sofrer as consequências que, em meu entender, poderiam ir até à expropriação. Um município que trata mal as suas escolas, não é um município digno. E Lisboa merece ser uma cidade digna.
nb: Desenho retirado daqui.