Parabéns pela iniciativa! Eu só acrescentaria que a tal reabilitação devia passar também por recuperarem a Qt.ª de N.ª Sr.ª da Paz e por aí acolherem um museu do Brinquedo e da Criança, o qual também serviria de chamariz para atrair mais público para os pouco divulgados museus do Teatro e do Traje. Como já escrevi vários posts sobre o assunto remeto os interessados em mais detalhes para a etiqueta «Propostas por Lisboa».
domingo, 18 de abril de 2010
Lisboa antiga também passa por aqui
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Daniel Melo
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sábado, 17 de abril de 2010
Não será uma excessiva concessão às massas?
«Este ano a Trienal de Arquitectura quer pôr-nos a falar de casas»
(ainda por cima quando se podia repetir um tema bem mais relevantíssimo como o dos «vazios urbanos»)
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Daniel Melo
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terça-feira, 20 de outubro de 2009
No que dão as maiorias absolutas...
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Daniel Melo
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segunda-feira, 27 de julho de 2009
Portugal: risco de derrocada
Estou agora mesmo a ver uma reportagem em directo (SIC-Notícias) sobre mais um prédio em risco de derrocada, em Lisboa. É em pleno centro do populoso e movimentado bairro de Campo de Ourique, obrigou a encerramento de rua, com perímetro de segurança. Aguarda-se a chegada não sei de quem.O edifício é um prédio modernista dos anos 50/60, daqueles bem sólidos. Só a incúria propositada, com vista à especulação imobiliária, permite que um prédio destes esteja no estado em que está. Agora, regularmente, repete-se a história: ou é um incêndio, ou é uma derrocada, que vai atingindo parte do edificado de Lisboa (e das restantes grandes cidades portuguesas); entretanto, uma parte significativa do edificado, mesmo em áreas nobres das urbes (daquelas que fazem parte dos circuitos turísticos, incluindo o centro administrativo e de negócios), está entregue ao mais completo estado de degradação, com risco sério para a segurança dos moradores (os que restam) e peões, sob a costumeira passividade das autoridades públicas. Até quando perdurará a inércia e ficarão impunes estes crimes?
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Daniel Melo
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quinta-feira, 1 de maio de 2008
A segunda vez que vi Bilbao
Na primeira vez, a cidade estava literalmente encerrada e coberta de barraquinhas – era Agosto, chovia, e festejava-se o feriado regional cheio de orgulho basco, o que fazia com que Bilbao se enchesse de palavras de ordem de «Morte a quase tudo» (excepto à monarquia; aparentemente os únicos que podem continuar vivos pertencem à família real) e que hectolitros de belíssima sidra fossem consumidos por «neos» da maioria de estilos de tribos urbanas surgidas nos anos 60 e 70. Tudo emoldurado por um tradicional fogo de artifício que se reflectia, igualmente, no rio e no Guggenheim.Fiquei, ao mesmo tempo, com uma impressão confusa e com vontade de voltar. Uma cidade, capaz de transformar um arraial num statement, em que boinas e lenços rivalizavam com penteados rasta e piercings e com um paisagem tão difícil quanto um apertado vale, onde edifícios ao gosto burguês parisiense convivem com blocos «soviéticos» e com a mais contemporânea e arrojada arquitectura, tem de ser um sítio invulgar.
E é. Desta vez, Bilbao mostrou-se com sol, e tudo o que emana da cidade é força e vitalidade, evidência de que uma extravagante requalificação urbana pode resultar em cheio e que o Guggenheim por demasiado escultórico e orgânico que seja (é verdade que o edifício também podia ser um hotel ou uma discoteca, mas já abandonei qualquer visão elitista sobre o assunto), arrastou consigo a vida de uma cidade. Tê-la-ia engolido, não fosse a individualidade de Bilbao (que definitivamente já está no meu Top de cidades).
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Anónimo
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quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Paz, pão, habitação: utopias de outrora?
Hoje e amanhã, debate-se a construção colectiva da cidade e as políticas inclusivas na Ler Devagar do Braço de Prata. A iniciativa chama-se Acupunctura urbana e o pontapé de saída é dedicado às operações SAAL (Serviços Ambulatórios de Apoio Local), estrutura estatal criada a seguir à revolução de 1974 para auxiliar logisticamente e financeiramente o processo de auto-construção de novas casas por comunidades interessadas em mudar os seus péssimos núcleos habitacionais. Rapidamente se estendeu por grande parte do país urbano: Porto, Coimbra, Lisboa, Montijo, Setúbal, várias cidades do Algarve, etc..Recomendo vivamente o filme de João Dias que aí será exibido esta noite, sobre essas mesmas operações SAAL, e cuja estreia ocorreu no DocLisboa 2007. Toda a programação no site da Plataforma Artigo 65, que co-organiza a iniciativa, juntamente com o CIDESC e os Cidadãos por Lisboa.
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Daniel Melo
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domingo, 18 de março de 2007
Peões por Lisboa - Propostas concretas (V) - pensar a cidade
Retomo a série «Peões por Lisboa» para divulgar uma iniciativa do Fórum Cidadania Lisboa, a que se juntaram especialistas como Helena Roseta, Nuno Teotónio Pereira, Filipe Lopes (Associação Ofícios do Património e da Reabilitação Urbana), Guilherme Alves Coelho, Luís Coimbra e este vosso peão de serviço.O governo está interessado em vender 6 espaços emblemáticos de Lisboa: Liceu Machado de Castro, Docapesca, Quartel de Infantaria 1 (Forte Conde de Lippe), Hosp. D. Estefânia, IPO e Penitenciária (EPL). O debate foi suscitado por associações e cidadãos interessados em pensar a cidade e por 3 razões imediatas: 1) a relevância desses espaços na dinâmica urbana (como diz o texto, mais que jóias, são dedos do património urbano alfacinha); 2) a necessidade de equacionar a ocupação destes espaços no quadro de planos urbanísticos pré-existentes e segundo uma lógica que articule habitação, terciário privado, com serviços públicos relevantes, espaços verdes, etc.; 3) em consequência dos 2 anteriores, a necessidade da venda de património deste teor levar o Estado central a auscultar interlocutores locais válidos e a aproveitar a discussão pública do tema.
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Daniel Melo
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sexta-feira, 16 de março de 2007
Debater as cidades
Neste blogue temos vindo a debater os problemas da cidade de Lisboa numa perspectiva abrangente, não só articulando as diferentes propostas sectoriais como pensando a cidade com experiências e comparações com outras cidades.
experiências modelares como a do Belo Horizonte. Por cá tais experiências começam também a difundir-se, e chegou agora a hora de reflectir a questão: será no Encontro Nacional Orçamento Participativo, em S. Brás de Alportel e por iniciativa do município local. Contará com Boaventura Sousa Santos, Jorge Wemans, Teresa Cunha, entre outros. O programa vem aqui e só é de lamentar que não refira todos os participantes.
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Daniel Melo
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terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
Os direitos já tenho, só me faltam os deveres
Pergunto a AA: Para além do direito à propriedade, não há também deveres de quem detém a propriedade? Se casas vazias fazem subir os preços do mercado, e obrigar os outros a pagar mais pela habitação, o direito à propriedade é um direito absoluto? Se casas vazias têm consequências urbanisticas, económicas, ambientais, de saúde pública e sociológicas numa cidade a propriedade não implica também responsabilidade?
É que se os direitos de propriedade são intocáveis então cada um pode fazer o que bem entende da sua propriedade. O dono de um pinhal pode deitar-lhe fogo à vontade, o pinhal é dele, e a seguir pode plantar eucaliptos, ou construir um arranha-céus, não é?
P.S. - Obrigado Hugo, pelo link.
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Zèd
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