Mostrar mensagens com a etiqueta urbanismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta urbanismo. Mostrar todas as mensagens

domingo, 18 de abril de 2010

Lisboa antiga também passa por aqui

A Assembleia Municipal de Lisboa recomendou hoje à Câmara a elaboração de um plano de pormenor para o antigo Paço do Lumiar que responda às “necessidades de proteção e recuperação de património” e de “reabilitação do espaço público”.

Parabéns pela iniciativa! Eu só acrescentaria que a tal reabilitação devia passar também por recuperarem a Qt.ª de N.ª Sr.ª da Paz e por aí acolherem um museu do Brinquedo e da Criança, o qual também serviria de chamariz para atrair mais público para os pouco divulgados museus do Teatro e do Traje. Como já escrevi vários posts sobre o assunto remeto os interessados em mais detalhes para a etiqueta «Propostas por Lisboa».

sábado, 17 de abril de 2010

Não será uma excessiva concessão às massas?

«Este ano a Trienal de Arquitectura quer pôr-nos a falar de casas»

(ainda por cima quando se podia repetir um tema bem mais relevantíssimo como o dos «vazios urbanos»)

terça-feira, 20 de outubro de 2009

No que dão as maiorias absolutas...

(a acompanhar por este outro artigo: «Manuel Salgado e serviços contradizem-se nos números»)

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Portugal: risco de derrocada

Estou agora mesmo a ver uma reportagem em directo (SIC-Notícias) sobre mais um prédio em risco de derrocada, em Lisboa. É em pleno centro do populoso e movimentado bairro de Campo de Ourique, obrigou a encerramento de rua, com perímetro de segurança. Aguarda-se a chegada não sei de quem.

O edifício é um prédio modernista dos anos 50/60, daqueles bem sólidos. Só a incúria propositada, com vista à especulação imobiliária, permite que um prédio destes esteja no estado em que está. Agora, regularmente, repete-se a história: ou é um incêndio, ou é uma derrocada, que vai atingindo parte do edificado de Lisboa (e das restantes grandes cidades portuguesas); entretanto, uma parte significativa do edificado, mesmo em áreas nobres das urbes (daquelas que fazem parte dos circuitos turísticos, incluindo o centro administrativo e de negócios), está entregue ao mais completo estado de degradação, com risco sério para a segurança dos moradores (os que restam) e peões, sob a costumeira passividade das autoridades públicas. Até quando perdurará a inércia e ficarão impunes estes crimes?

quinta-feira, 1 de maio de 2008

A segunda vez que vi Bilbao

Na primeira vez, a cidade estava literalmente encerrada e coberta de barraquinhas – era Agosto, chovia, e festejava-se o feriado regional cheio de orgulho basco, o que fazia com que Bilbao se enchesse de palavras de ordem de «Morte a quase tudo» (excepto à monarquia; aparentemente os únicos que podem continuar vivos pertencem à família real) e que hectolitros de belíssima sidra fossem consumidos por «neos» da maioria de estilos de tribos urbanas surgidas nos anos 60 e 70. Tudo emoldurado por um tradicional fogo de artifício que se reflectia, igualmente, no rio e no Guggenheim.
Fiquei, ao mesmo tempo, com uma impressão confusa e com vontade de voltar. Uma cidade, capaz de transformar um arraial num statement, em que boinas e lenços rivalizavam com penteados rasta e piercings e com um paisagem tão difícil quanto um apertado vale, onde edifícios ao gosto burguês parisiense convivem com blocos «soviéticos» e com a mais contemporânea e arrojada arquitectura, tem de ser um sítio invulgar.
E é. Desta vez, Bilbao mostrou-se com sol, e tudo o que emana da cidade é força e vitalidade, evidência de que uma extravagante requalificação urbana pode resultar em cheio e que o Guggenheim por demasiado escultórico e orgânico que seja (é verdade que o edifício também podia ser um hotel ou uma discoteca, mas já abandonei qualquer visão elitista sobre o assunto), arrastou consigo a vida de uma cidade. Tê-la-ia engolido, não fosse a individualidade de Bilbao (que definitivamente já está no meu Top de cidades).
P.S. - Outra das alegrias de estar em Bilbao é o facto de se poder fumar em todo o lado (até no café do excelente Museu de Belas Artes).

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Paz, pão, habitação: utopias de outrora?

Hoje e amanhã, debate-se a construção colectiva da cidade e as políticas inclusivas na Ler Devagar do Braço de Prata. A iniciativa chama-se Acupunctura urbana e o pontapé de saída é dedicado às operações SAAL (Serviços Ambulatórios de Apoio Local), estrutura estatal criada a seguir à revolução de 1974 para auxiliar logisticamente e financeiramente o processo de auto-construção de novas casas por comunidades interessadas em mudar os seus péssimos núcleos habitacionais. Rapidamente se estendeu por grande parte do país urbano: Porto, Coimbra, Lisboa, Montijo, Setúbal, várias cidades do Algarve, etc..
Recomendo vivamente o filme de João Dias que aí será exibido esta noite, sobre essas mesmas operações SAAL, e cuja estreia ocorreu no DocLisboa 2007. Toda a programação no site da Plataforma Artigo 65, que co-organiza a iniciativa, juntamente com o CIDESC e os Cidadãos por Lisboa.

domingo, 18 de março de 2007

Peões por Lisboa - Propostas concretas (V) - pensar a cidade

Retomo a série «Peões por Lisboa» para divulgar uma iniciativa do Fórum Cidadania Lisboa, a que se juntaram especialistas como Helena Roseta, Nuno Teotónio Pereira, Filipe Lopes (Associação Ofícios do Património e da Reabilitação Urbana), Guilherme Alves Coelho, Luís Coimbra e este vosso peão de serviço.
O governo está interessado em vender 6 espaços emblemáticos de Lisboa: Liceu Machado de Castro, Docapesca, Quartel de Infantaria 1 (Forte Conde de Lippe), Hosp. D. Estefânia, IPO e Penitenciária (EPL). O debate foi suscitado por associações e cidadãos interessados em pensar a cidade e por 3 razões imediatas: 1) a relevância desses espaços na dinâmica urbana (como diz o texto, mais que jóias, são dedos do património urbano alfacinha); 2) a necessidade de equacionar a ocupação destes espaços no quadro de planos urbanísticos pré-existentes e segundo uma lógica que articule habitação, terciário privado, com serviços públicos relevantes, espaços verdes, etc.; 3) em consequência dos 2 anteriores, a necessidade da venda de património deste teor levar o Estado central a auscultar interlocutores locais válidos e a aproveitar a discussão pública do tema.
Do debate gerado e dos contributos recolhidos pelo Fórum resultou um «Manifesto de cidadãos por Lisboa», que o Público publicou hoje com o título «Seis casos, cinco ministérios, um só destino?». É uma página inteira (Local, p.28). Que tais ideias possam ajudar a repensarmos as nossas cidades.
Nb: na imagem vê-se um cortejo republicano a Camões subindo a Rua do Carmo (AFML).

sexta-feira, 16 de março de 2007

Debater as cidades

Neste blogue temos vindo a debater os problemas da cidade de Lisboa numa perspectiva abrangente, não só articulando as diferentes propostas sectoriais como pensando a cidade com experiências e comparações com outras cidades.
Vem este prolegómeno a propósito de 2 encontros que decorrerão esta 6.ª feira.
Começo pela Conferência Internacional A cidade é de todos, que começa às 17h no ISCTE e se prolonga pelo sábado inteiro. O subtítulo é «Democracia, integração e urbanismo», e por ele se organizam os 4 painéis. Aqui reside um 1.º ponto a favor, que é o da abertura e articulação de temáticas importantes para se pensar a cidade.
Um dos aspectos a focar será o do orçamento participativo e planeamento urbano, a partir de experiências modelares como a do Belo Horizonte. Por cá tais experiências começam também a difundir-se, e chegou agora a hora de reflectir a questão: será no Encontro Nacional Orçamento Participativo, em S. Brás de Alportel e por iniciativa do município local. Contará com Boaventura Sousa Santos, Jorge Wemans, Teresa Cunha, entre outros. O programa vem aqui e só é de lamentar que não refira todos os participantes.
A 1.ª iniciativa é da Esquerda Unitária Europeia/ Esquerda Verda Nórdica e do Bloco de Esquerda e, como se vê, teve a preocupação de suscitar um debate público combinando políticos e/ou especialistas nas áreas abarcadas pelo evento. Estarão presentes estudiosos como Isabel Guerra, Nuno Portas, João Seixas, João Teixeira Lopes, Pedro Soares, Giovanni Allegretti, Jordi Borja, Léon Krier, Tariq Ramadan, etc.. O programa completo vem aqui. Nele será focado a questão da imigração à luz dos casos francês e britânico.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Os direitos já tenho, só me faltam os deveres

Por falar no problema do imobiliário em Lisboa, AA no Arte da Fuga considera que nesta questão os direitos à propriedade são intocáveis, insurge-se contra o "comunismo habitacional" e teme a "pilhagem legal".
Pergunto a AA: Para além do direito à propriedade, não há também deveres de quem detém a propriedade? Se casas vazias fazem subir os preços do mercado, e obrigar os outros a pagar mais pela habitação, o direito à propriedade é um direito absoluto? Se casas vazias têm consequências urbanisticas, económicas, ambientais, de saúde pública e sociológicas numa cidade a propriedade não implica também responsabilidade?

É que se os direitos de propriedade são intocáveis então cada um pode fazer o que bem entende da sua propriedade. O dono de um pinhal pode deitar-lhe fogo à vontade, o pinhal é dele, e a seguir pode plantar eucaliptos, ou construir um arranha-céus, não é?

P.S. - Obrigado Hugo, pelo link.