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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Ainda dizem que não há dinheiro, pudera!

Vale tudo

«Banco alemão criou fundo de investimento que aposta na morte» (mas ainda aqui há quem responda que está tudo bem, leiam-se os comentários ao texto)

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Banqueiro amigo, os governos estão contigo

Faça favor de escolher: temos em versão pimba confort ou em versão internacional excelence, aqui em tributo à Goldman Sachs (via Eduardo Febbro, correspondente em Paris da agência Carta Maior).


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A palavra a quem percebe da poda

«Zona euro em risco: Soros culpa Merkel e a Alemanha e fala de crise existencial para a Europa»

terça-feira, 19 de julho de 2011

Código de vestuário na Católica põe Cristo à porta...

... Cristo e demais andrajosos deste mundo, que já são demais, cruz credo!
Assim como aqueles que acham que podem ir vestidos para a honrada instituição da Igreja católica como se fossem para um sítio de lazer ou de desporto. Ou seja, «de chanatos ou com uma camisola do Benfica», como bem exemplifica o excelso reitor da UCP, o Prof. Doutor Manuel Braga da Cruz.
Atenção que isto não é um dress code, uh!, apenas umas orientaçõezinhas seguidas da palavra dever:  o reitor «deixou claro que "toda a gente achou que devia haver uma orientação", porque, observou, "não é normal as pessoas virem para a universidade de chanatos, toalha ao ombro e calções de banho"».
Hello! Dah!! «De chanatos, toalha ao ombro e calções de banho»?!!!!!?!!?!!!! Really??? WHERE?!!! WHEN?!!!
Os perversos jornalistas do Público bem tentam passar culpas para a Milú, mas a coisa parece ter mais diferenças que semelhanças: «Ainda há um ano, o Ministério da Educação aconselhava os professores a não usar havaianas, calções de praia, decotes e sapatos de salto alto durante os exames nacionais».
Valha-nos a ex-aluna da Católica e actual ministra Assunção Cristas: o seu grito «tirem as gravatas» é um santo paradoxo!!!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Aonde é que já vimos este filme (II)?

«Juros das obrigações italianas e espanholas prosseguem escalada», por Paulo Miguel Madeira

«Italy looks to cuts to avoid bailout», por John Hooper

«No end in sight to eurozone crisis», por Ian Traynor

Aonde é que já vimos este filme (I)?

«Governo espanhol: “Não somos Portugal, não somos a Grécia”», por Pedro Crisóstomo

Pois não. Estão piores. Tem 5 milhões de desempregados, industrialmente estão completamente estagnados, publicamente contestados, e com a crise em Portugal, grande parte dos vossos investimentos no exterior estão literalmente a arder. 

A única diferença é que vocês Espanha são um país dador na União Europeia e devido ao défice das vossas contas, ao nível das políticas monetárias desenvolvidas a partir de 1999, não interessa estender a crise ao vosso país. Nesse cenário, o euro estaria irremediavelmente ameaçado. Nesse cenário, a saída de qualquer um dos países que pertencem à zona euro seria completamente catastrofica para as políticas desenvolvidas pelas instituições europeias pela criação da União Económica e Monetária.

João Branco,
«Não somos Portugal, não somos a Grécia»
blogue Entre o Nada e o Infinito

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Não há democracia sem justiça

«Economistas entregam queixa na PGR contra agências de rating [pelo "crime de manipulação do mercado"]»

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Um importante acordo para fortalecer a solidariedade europeia e para afastar pressão dos especuladores

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Que falta de chá medonha, credo!

A gestão do BPN, agora criticada por Cavaco Silva, foi entregue à Caixa Geral de Depósitos, após a nacionalização do banco, há dois anos. Faria de Oliveira, o presidente da Caixa, nomeou então dois administradores do banco público para a liderança do BPN, Francisco Bandeira e Norberto Rosa. Tanto Faria de Oliveira como Norberto Rosa fazem parte da comissão de honra da candidatura presidencial de Cavaco Silva. [notícia da RTP]

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A sério? Têm mesmo a certeza? E fugirão de quê? Das regalias principescas? Ah, tem gente que sofre!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Por fim, uma euro-manif

Há muito esperada, a euro-manifestação ocorrerá esta quarta-feira, sob o lema «Não à austeridade, prioridade ao emprego e ao crescimento». É promovida pelo European Trade Union Confederation e pelos 50 sindicatos nacionais nela filiados, que representam 30 países. A principal manif será em Bruxelas, havendo depois dezenas de manifs nos países destes sindicatos. Em Portugal, decorrerão no Porto e em Lisboa, por iniciativa da CGTP.

Após a crise financeira de 2008, o Banco Central Europeu (BCE) passou a emprestar dinheiro aos bancos a taxas reduzidas, os quais por sua vez inflaccionaram as taxas para os empréstimos de que os Estados nacionais necessitam para sair da crise. É um círculo vicioso, que nem nos EUA ocorre, pois aqui apenas há um banco coordenador (o federal), que, por sua vez, é responsável pela contenção da inflacção e pelo crescimento, enquanto na UE o BCE apenas se preocupa com a inflacção e os défices nacionais. Estas são duas das razões porque a crise está a ser tão grave na Europa. E, por muito que se mude na regulação e conexos, falta mexer nesta parte nevrálgica.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Supervisão financeira, bem precisamos dela

Depois dos EUA, a União Europeia vai, por fim, avançar na supervisão financeira, que é como quem diz «casa roubada, trancas na porta» (vd. «Eurodeputados dão luz verde à reforma do sistema de supervisão financeira»).
Mas há outras frentes conexas onde também se estão dando passos indispensáveis: «UE ataca produtos financeiros altamente especulativos», por Isabel Arriaga e Cunha.
Para um balanço comparativo vd. estes 2 artigos dum dossiê recente: «Reformas da supervisão chegam dois anos depois da queda do Lehman», por Ana Brito; e «As novas regras após o Lehman».

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Cá ficamos a aguardar as acções concretas

«Ministra da Economia de França quer controlar agências de notação» (um título muito sensacionalista, dado o fraco sumo do que vem lá dentro, frainchement!)

«Comissão Europeia ameaça agências de rating com criação de agência central»

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Quando banqueiros ultrapassam o governo pela esquerda, isso é o quê?

«Ulrich [presidente do BPI] apoia tributação de lucros na bolsa»

meanwhile, eis a via oficial: «Fundos de investimento também podem ficar isentos» e «Vêm aí mais cortes sociais»

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Actualizações contagiosas

Para os interessados, 'faxavor' ver aqui mais desenvolvimentos.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Vale tudo, incluindo vale-bebés

No afã propagandístico que contaminou o socratismo, aí está a última: o vale-bebés, um novo brinde para a banca portuguesa, tão debilitada que está, alegadamente para incentivar a natalidade.

A coisa explica-se brevemente: se ganhar as eleições legislativas, o PS diz que dará um vale de 200 euros por cada recém-nascido, obrigatoriamente a depositar num banco e que só poderá ser levantado pelo próprio quando perfizer 18 anos de idade. Ou seja, a banca amealha 200€ por cada nado novo, e durante 18 anos. Depois disso, lá para 2025 ou mais além, devolve 500€ ao petiz entretanto crescido, se ainda existir e se os pais entretanto não tiverem pago várias vezes esse valor por empréstimos à habitação, estudos, etc..

Fantástico, Mike!

Já quanto à melhoria da rede pública de infantários/ creches e à extensão para 1 ano da licença de paternidade, está quieto, que isso dá muito trabalho e não enche o olho.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Meritocracia: Há que recompensar aqueles que com tanto esforço, abnegação e sobretudo talento conseguiram levar tão respeitável instituição à falência

terça-feira, 26 de maio de 2009

Uma ópera bufa à portuguesa, urbi et orbi

... podia chamar-se também «O banqueiro caído em desgraça, os ex-amigos internacionais, os empresários-políticos e os políticos-empresários». Está a passar agora no canal do parlamento português (ARtv), mas é melhor seguir aqui, pois com comentários a coisa é mais animada...

Agora está no fim do intervalo, que teve direito a cházinho e música clássica...

quarta-feira, 18 de março de 2009

Lição de Obama: acção, em vez de desculpas esfarrapadas

O Partido Democrata dos EUA fez aprovar uma lei para reaver as chorudas indemnizações pagas a gestores comprovadamente incompetentes, os que levaram a seguradora AIG à bancarrota (vd. aqui). Esta lei é exemplar, sendo extensiva às outras empresas ajudadas pelo Estado norte-americano.
Por cá, o discurso é o das desculpas esfarrapadas, os bancos investigados (BPP, BPN, etc.) continuam sem veredicto (ao invés dos EUA), os gestores (mesmo os de empresas públicas ou com golden share) continuam a pagar a si mesmos aquilo que querem, e por aí fora... Bem podem dizer que apreciam Obama, que a distância é oceânica...