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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Categoria: peças de xadrez

Caros peões,

cá recebi o vosso convite para participar e aceitei com muito gosto. Fui ler os primeiros posts para tentar compreender um bocadinho da origem e ajudar a posicionar-me (como peão, claro).

Das definições de peão que foram propostas, acho que me encaixo mais ou menos em todas, embora com importantes nuances:

-peão como peça de xadrez não sou, porque não só não sou o primeiro a avançar como, pelo menos para já, também sou o último. Mas sou, como o peão, uma peça modesta, que só anda um quadradinho de cada vez.

-peão como soldado de infantaria também não sou. Mas, se fosse, seria soldado de infantaria.

-o peão da bancada lateral do velho Estádio da Luz também não foi nunca o meu destino; eu costumava ir para a cabeceira (sim, para trás da baliza, para melhor ver as bolas a entrar, junto a uns velhotes simpáticos que me aceitavam sempre muito bem entre eles). E ainda antes de ter 60 anos quero ir conhecer o estádio novo, que dizem que é muito bonito.

-peão assalariado brasileiro que vai para o campo ou para a fábrica também não sou. Mas sou um assalariado académico, numa universidade pública.

-peão como pessoa que anda a pé, sou. Mas vou para a universidade, sempre que o tempo o permite, de bicicleta.

Dito isto, gosto do nome e do desenho ali de cima. Prometo manter-me discreto como um peão de xadrez e ter como única ambição, quando for possível, capturar de forma diferente do meu próprio movimento.

Alguns de vocês já conheço, embora — a alguns desses alguns — não vos veja há muitos anos. Os outros não conheço, mas tenho também muito gosto em passar a ser peão com eles.