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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Como salvar a democracia? Fechar as televisões e ir para o café debater

Reflexões críticas sobre o modelo de desenvolvimento e a sustentabilidade a nível planetário. Alguns bons exemplos:
1) Eurobarómetro refere que 64% dos europeus inquiridos não crêem que a tecnologia consiga travar as alterações climáticas e o aquecimento global, impôndo-se repensar o respectivo modo de vida
2) relatório britânico «Prosperidade sem crescimento?» (2008) e criação do índice de felicidade
3) artigo na revista Nature do economista Peter Victor (Univ. Toronto), «Questionando o crescimento económico» (é também autor do livro Managing without growth: slower by design, not disaster, 2008)
4) entrevista ao jornalista francês Hervé Kempf, do diário Le Monde, autor dos livros Como os ricos destroem o planeta (2007) e Para salvar o planeta livrem-se do capitalismo (2009)
5) a opinião do filósofo Viriato Soromenho Marques.

domingo, 28 de novembro de 2010

A partir de 55 mil euros por ano, mais dinheiro não compra mais felicidade

O dinheiro trás felicidade? E quando já se é rico, mais dinheiro trás mais felicidade? Descobri no Rue89 um trabalho empírico conduzido por Daniel Kahneman e Angus Deaton da Univerdidade de Princeton tenta responder as estas questões. Os investigadores distinguem duas medidas de bem-estar: O "Bem-estar emocional" mede os momentos de alegria, tristeza, stress, cólera ou afectos no quotidiano; a "Avaliação da Vida" mede o grau de satisfação consciente de um indivíduo com a sua própria vida. O estudo foi feito sobre uma base de dados do instituto Gallup, analisando as resposta de 450000 americanos. Analizando aquelas duas medidas de bem-estar relativamente aos rendimentos, o estudo mostra que embora a avaliação que uma pessoa faça da sua felicidade seja tanto maior quanto maiores são os seus rendimentos, o "bem-estar emocional" atinge o seu máximo com um rendimento de $75000 por ano (~55000€), e a partir daí estagna (ver figura em baixo). Ou seja, a partir desse valor não é por se ganhar mais dinheiro, que no dia-a-dia se vai ter um quotidiano mais feliz. Como dizem os autores do estudo "Rendimentos elevados compram a satisfação com a vida, mas não a felicidade". Outra conclusão é que os rendimentos baixos têm um efeito de amplificar a dor emocional associada a certas vicissitudes da vida, que é como quem diz, a dor quando se é pobre, dói mais.
Se outras razões não houvessem, esta seria uma razão para uma melhor redistribuição da riqueza: Quem já é rico que chegue não melhora a sua vida por ter mais dinheiro, quem não é rico sim, tem muito a ganhar.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Como às vezes apetece não ter que pensar

Um dos melhores cartoonistas de sempre tinha que nos vir fazer companhia. Eis Mel Calman, o mais terno e lúcido de todos nós.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Propolis, e a vida rélex

Meus caros amigos: chegou o Propolis, a vida vai mudar!
Esqueçam o Polis e o simplex. Agora é Propolis complex.
Antes, cada um de nós tinha que arcar com prazos, carimbos uniformizadores e outras tácticas ditas amigas do «utente». Antes, os construtores civis iam construindo o puguésso com menos chatices pelo caminho, graças à diligente acção descomplicadora de todos os governos juntos, valha-nos isso.
Agora tudo mudou; agora todos temos direito ao mesmo: comprimidos Propolis, cada um toma quando quer, como quer (podem ser pastilhas de chupar, drageias, xarope..) e com quem quiser! É uma maravilha. Ademais, cura as tosses irritantes. E é das abelhinhas operárias, irmãs dos peões. Que santo remédio! Não me digam que isto não é fantástico. Este governo é incansável, meus amigos. Tudo por amor a nozes. A nozezes. Num é?