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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Não me digam que a Bristish Medical Association também faz parte do Lobby...

domingo, 30 de maio de 2010

Conselhos de médico avisado

Tudo à volta do elogio da dieta dita mediterrânica (e mais uns pózinhos)...
Nb: a imagem é referente a uma receita tradicional da gastronomia turca, uma sopa de tomate (domates çorbasi)

sábado, 1 de novembro de 2008

João Miranda plagiado

Mais prevenção?

Os médicos americanos continuam a estudar e a debater as causas das crises pancreáticas. Deviam prestar mais atenção aos endocrinologistas portugueses. Vital Alegre, José Moreira e Manuel Sócrates já sabem a resposta. A "culpa" é da falta de vigilância médica e de cuidados preventivos. Falta de vigilância médica e cuidados preventivos? Mas então para que servem os hospitais centrais, as autoridades da Ordem dos Médicos, os tratados de medicina, os ministros das Saúde, os parlamentos e as serviços públicos? Não existem pacientes mais vigiados do que os pacientes com crises do pâncreas. E, no entanto, para os endocrinologistas a vigilância e a prevenção nunca são suficientes. Porquê?

A insulina está dispersa por todo o organismo. Cada orgão conhece a sua própria situação metabólica, mas desconhece os detalhes da situação metabólica dos restantes orgãos. O Pâncreas permite que a informação circule entre os diferentes orgãos através dos níveis de insulina que circulam no sangue. Níveis baixos sinalizam escassez de açucar e estimulam o metabolismo, níveis altos sinalizam excesso de glucose e levam à redução do mebolismo. Este mecanismo de comunicação de informação através dos níveis de insulina regula o organismo mesmo quando não existe um regulador medicamentoso.

O endocrinologista desconhece os detalhes da situação metabólica de todos os orgãos. Mesmo assim, tenta condicionar a acção livre desses orgãos. A vigilância e prevenção são sempre insuficientes porque as correcções nos cuidados de saúde, em particular na alimentação, deturpam o mecanismo de comunicação através da insulina. Os níveis de insulina passam a transmitir informação falsa. Os orgãos são convencidos pelos níveis de insulina de que existe uma baixa do metabolismo onde na realidade existe um aumento e são convencidos de que existe elevado metabolismo em orgãos onde não existe. Quanto mais a vigilância médica e prevenção interferirem com a liberdade insulínica, pior será o funcionamento dos diferentes orgãos. Os endocrinologistas terão sempre a mesma receita: mais vigilância, mais prevenção.

P.S. - Este post pretende plagiar a mais recente crónica de João Miranda no DN, qualquer diferença entre o post e o original é pura distracção, ou erro de edição, aos quais o Peão é completamente alheio. Pelos eventuais lapsos desde já as nossas desculpas.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Médicos catalães receitarão analgésico a base de cannabis

Apesar de haver indícios de que a cannabis era empregada no tratamento de doenças reumáticas em 2.700 a.C, foi somente no século 19 que ela se transformou em uma das substâncias que a Medicina recorreu como anticonvulsivo, analgésico ou antiemético. Entretanto, o surgimento de fármacos sintéticos, no século passado, e a pressão social e política conseguiram torná-la ilegal para qualquer fim.

O uso terapêutico da cannabis voltou a ganhar força no mundo em abril de 2005, quando o Sativex, primeiro remédio a base de maconha, começou a ser vendido no Canadá, que aprovou o seu uso com restrições. A aprovação foi para o tratamento auxiliar das dores provocadas pela esclerose múltipla. O medicamento foi criado pelo laboratório britânico GW Pharmaceuticals e é distribuído pela Bayer.

As autoridades médicas canadenses permitiram que a GW venda o Sativex como um analgésico sob prescrição médica, mas exigiram que a empresa faça estudos clínicos adicionais do medicamento para confirmar os resultados dos estudos iniciais com a droga até 2.010.

Assim, depois de vários testes clínicos conduzidos pelo Departamento de Saúde do Governo Autônomo da Catalunha, os médicos catalães poderão receitar o Sativex como analgésico aos doentes em estado grave ou crônicos que não consigam alívio com outros medicamentos tradicionais. Apesar da decisão, a venda do Sativex ainda não foi autorizada na Espanha.