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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Gérard Castello-Lopes (1925-2011), o discípulo português de Cartier Bresson

«Morreu Gérard Castello-Lopes, fotógrafo e distribuidor de cinema», por Sérgio C. Andrade e Sérgio B. Gomes

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Cliché de «Viva a República»

Fui ver a exposição «Viva a República» na Cordoaria e vou ter que voltar (sem a minha filha, que ainda não completou 2 anos). Sem grande hipótese de me concentrar a ler os textos de parede, pude apreciar o design expositivo, as soluções cenográficas, os ambientes recriados, um ou outro filme da época... e rever fotografias do Arquivo Fotográfico da Câmara Municipal de Lisboa, nomeadamente da colecção Ferreira da Cunha. Uma excelente exposição por muitas razões, mas também porque pôde contar com um acervo fotográfico riquíssimo, acessível a todos de forma livre e gratuita, dentro do espírito republicano.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Henri Cartier-Bresson vive, e a Brigada Lincoln revive.

Foi descoberta uma cópia do documentário "Con la Brigada Lincoln en España" da autoria de Henri Cartier-Bresson. A história está aqui: Cartier-Bresson esteve em Espanha durante a Guerra Civil para realizar filmes de apoio aos Republicanos, dois desses filmes eram já conhecidos, mas um terceiro continuava a ser não mais do que um rumor. Para muitos a existência desse terceiro filme era um mito, uma lenda sem fundamento, mas houve quem continuasse a procurá-lo. O filme retrata a vida da Brigada Lincoln, composta de idealistas estadunidenses, canadianos e britâncios, que lutavam sem uniforme do lado das Brigadas Internacionais republicanas. A cópia foi encontrada na sede dos antigos combatentes da Brigada Lincoln, em Nova Iorque.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Cidade triste e alegre

Ao fim de 50 anos, um olvidado livro de fotografia de autores portugueses está novamente no prelo. Trata-se de Lisboa, cidade triste e alegre, de Victor Palla e Costa Martins, e é o único álbum luso do género a figurar no prestigiado The photobook: a history.
Sendo de referência internacional desde 2004, tardava a sua reedição. A iniciativa coube à Guide Edições Gráficas, pela mão doutra dupla de fotógrafos, José Pedro Cortes e André Príncipe.
Dele falei há uns anos atrás, quando ainda mal tinha começado a espalhar-se esta onda positiva. Um feliz acaso. Uma recuperação sem seguimento ocorrera em 1982, pela galeria Ether e por António Sena.
Outros textos para ler e ver imagens do livro: «Victor Palla (Lisboa, 1922-2006)» e «Lisboa, cidade triste e alegre». Para questões de mercado ver este texto da Photo Histories. Para estórias tristes do quão esquecido foi este livro vd. aqui.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Nadav Kander vence Prix Pictet 2009

Nadav Kander O israelita radicado no Reino Unido, Nadav Kander, foi o grande vencedor da segunda edição do Prix Pictet para a sustentabilidade ambiental, cujo tema deste ano foi “Terra”. Kander foi escolhido pelo trabalho “Yangtze, The Long River Series (2006-07)”, que mostra as bruscas mudanças na paisagem nas localidades ao longo das margens do rio Yangtze. O anuncio foi feito hoje por Kofi Annan, ex-secretário geral da ONU e presidente honorário do Prix Pictet. Mais informação aqui.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Prix Pictet

Será divulgado amanhã o vencedor da segunda edição do Prix Pictet, concurso internacional de fotografia que destaca temas relativos à sustentabilidade. O tema deste ano foi “Terra” e reuniu mais de 300 trabalhos de todo o mundo. Clique na imagem pra ver todas as fotos finalistas ampliadas e detalhes sobre os respectivos fotógrfos.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Que políticas sociais?

Um dos aspectos centrais do debate televisivo Sócrates vs. Portas de ontem foi o das políticas sociais. Surpreendentemente, também aqui se saiu melhor o representante da direita, o que não ocorria nos debates parlamentares e atendendo a que esta é uma das áreas em que o PS deixou maior legado.

Para o desenlace ajudaram, em parte, as próprias limitações e contradições dessa mesma política social. Dou como exemplo, para mim paradigmático, a política relativa à paternidade (com ligação à da natalidade). O actual governo teve aqui um mau desempenho. Vejamos porquê.

É verdade que estendeu a licença parental com 83% do salário de 5 para 6 meses (desde que o pai goze também 30 dias ou 2 períodos quinzenais) e criou novos apoios (vd. Dinheiro & direitos, n.º 95, p. 28/9). É pouco ainda: noutros países europeus supera os 12 meses, para ambos os pais. Depois, lançou nesta campanha a promessa dum patético plano poupança sub-18, que aqui já critiquei, deixando de lado o essencial: dar mais tempo aos pais para estarem com os filhos (no 1.º ano de vida, pelo menos) e apostar seriamente na cobertura pública de infantários e creches, ainda em número muito insuficiente e alguns com falta de espaço, funcionários e condições. Esta era uma aposta já avançada no 2.º governo de Guterres, relembre-se. E, até agora, foi sempre deixada para trás.

Por fim, acabou com a jornada contínua na administração pública, a que podiam recorrer os pais com crianças até aos 12 anos à sua guarda. O contra-argumento de que, uma vez que as escolas agora têm todas horário alargado até às 17h30 (salvo erro) tal prerrogativa deixava de ter sentido, não colhe totalmente. Em primeiro, porque as creches podem não ter esse horário, e até ao ensino básico pode haver pais que deixem as crianças com outros familiares enquanto trabalham. Depois, para pais com várias crianças para educar, a situação piorou, pois têm menos tempo para estar com elas e acompanhá-las. Por fim, há muita gente que ganha mal na administração pública e recorre a outros trabalhos.

Por aqui já se começa a perceber melhor porque é que Portas pôde sair por cima. É que, nos últimos 14 anos, só 3 foram de sua co-responsabilidade em matéria de governação. Os restantes foram do PS de... Sócrates.

Nb: na imagem, menina nazarena segurando um coelho («La petite fille au lapin», foto de Jean Dieuzaide, Nazaré, Portugal, 1954).

sábado, 1 de agosto de 2009

Fotógrafo inglês causa polêmica por usar igreja para ensaio erótico

igreja O fotógrafo Andy Craddock é acusado pelos sacerdotes da igreja anglicana Sant Michael Penkivel (Inglaterra) de blasfemo e de violar a propriedade privada. Andy usou a igreja do século 13 como cenário para um ensaio erótico. Suas fotos mostram modelos (algumas seminuas) dentro e fora da igreja. “Eu entendo por que algumas pessoas podem considerá-las ofensivas e inapropriadas. Mas em geral, os comentários que tenho recebido são positivos. Eu nunca quis ofender ninguém. Esse trabalho foi feito como arte e mostra a beleza das mulheres”, se defende o fotógrafo. Da minha parte não vejo mal algum nessas fotos, mesmo porque as modelos em questão também são criaturas de Deus. Ou não? Quanto à beleza das mulheres não tenho a menor dúvida. Agora se isso é arte ou não digo apenas que é bem questionável o conceito. Depende exclusivamente do olhar de cada um. Entretanto, uma coisa é certa: o tal fotógrafo britânico é muito bom não só no clic de sua máquina como também no marketing. Mais.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

No Dia Mundial da Dança

Uma fotografia de Irving Penn. Companhia de Ballet, NY, 1947.

Porque o actual panorama português é, infelizmente, bastante mais sombrio.

sábado, 7 de março de 2009

Os anos 50 na fotografia portuguesa

Inaugura-se hoje, às 17h, a exposição «Batalha de sombras», no Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira. Nela constam 78 trabalhos de Carlos Calvet, Gérard Castello-Lopes, Adelino Lyon de Castro, Frederico Pinheiro Chagas, Carlos Afonso Dias, Franklin Figueiredo, Fernando Lemos, João Martins, António Paixão, Victor Palla, Varela Pécurto, Eduardo Harrington Sena, Sena da Silva e Fernando Taborda.
A mostra, organizada por Emília Tavares, baseia-se na colecção do Museu Nacional de Arte Contemporânea/ Museu do Chiado, iniciada em 1999, com a incorporação da obra fotográfica do surrealista Fernando Lemos. Estará patente até 14/VI próximo.
Na imagem: foto «Estrada da vida», de Fernando Taborda, 1954.
Horário:
3.ª-6.ª feira: 10-19h; sábados: 15-22h; domingos: 11-18h; encerra 2.ª feira e feriados.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

If one thing matters: a film about Wolfgang Tillmans

O Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa (Queer Lisboa 12) já está a decorrer desde o fim de semana passado. Mais filmes e uma nova secção: Queer Art que inclui documentários, longas e curtas que combinem arte e homossexualidade e em que se destaca o documentário sobre o fotógrafo alemão Wolfgang Tillmans (destaque meu, naturalmente)
Tillmans, nascido na Alemanha em 1968 e a viver em Inglaterra desde o final dos anos 80, país onde recebeu o Turner Prize em 2000, é o primeiro fotógrafo e o primeiro estrangeiro a ganhar o prémio.
O seu trabalho, tanto na questão técnica, como na temática que escolhe representar é atravessado pela questão dos géneros e da transgressão: documentários, retratos, paisagens, abstracções, as suas fotografias cruzam estas categorias com aparente facilidade e as suas mostras/instalações serão mais interrogativas do que expositivas.
A ver, quinta-feira, 25 de Setembro, na Sala 3, às 19h15.
Imagem: Four Boots, 1992.